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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Nowhere Boy - A Cinebiografia de John Lennon


Sinopse

Vivendo com os tios, o jovem John Lennon mal se lembra de sua mãe, que não vê há muitos anos. Quando eles se reencontram, esta muda a vida do filho, e apresenta -o ao rock. A rebeldia que existia dentro dele explode quando decide tornar-se músico.

Não é por acaso que "Nowhere boy", drama baseado na juventude de John Lennon, termina ao som de "Mother", música escrita e gravada pelo músico, morto em 1980, que diz :

"Mãe, tu tiveste-me, mas eu nunca te tive a ti. Eu quis-te, mas tu nunca me quiseste". (Tradução livre)

Segundo o filme, dirigido por Sam Taylor-Wood, a relação do jovem com a sua mãe, com quem foi manter contacto apenas na adolescência, beirava o incesto.

Não que eles fossem muito próximos. John (Aaron Johnson) só a reencontra quando o seu tio George (David Threlfall) morre repentinamente. É a tia Mimi (Kristin Scott Thomas) quem o cria com mão de ferro.

A tia encarna o protótipo britânico da repressão, enquanto a mãe, Julia (Anne-Marie Duff), gosta de festas, música e dança. É ela, aliás, que o apresenta ao rock, a Elvis Presley, e acaba por mudar a vida do filho.

Julia teve uma crise nervosa quando John era pequeno e ficou sob os cuidados da irmã, Mimi. Ela não se afastou apenas do filho, mas também de toda a família. Anos mais tarde, reencontrar-se com a mãe e trazê-la novamente para a sua vida, representa para John um acto de rebeldia que desaguará na busca por uma carreira como músico.

O roteiro do filme, é de Matt Greenhalgh, a partir de um livro de memórias de Julia Baird - irmã de Lennon por parte da mãe - 'Nowhere Boyl' ,faz poucas referências aos Beatles, deixando claro que este é um filme, apenas sobre John.

Depois de uma certa resistência ao primeiro contacto, Lennon, torna-se amigo de Paul McCartney, (Thomas Brodie-Sangster), um rapaz com cara de engomadinho, mas que tinha jeito para a música.

Os anos de formação de John e sua iniciação como músico servem como espinha dorsal na narrativa do filme, mas a rivalidade entre Mimi e Julia - o que cada uma representa age, e o que espera do rapaz - ganha o epicentro da história várias vezes. O que é um pouco frustrante, no entanto, é que o filme mostra isto apenas pelo ponto de vista de John Lennon, reduzindo a potencialidade das outras duas personagens.

Sendo o primeiro filme desta realizadora que, apesar de alguns deslizes, mostra segurança na condução da história, desenvolvimento dos personagens e trabalho com elenco, sem cair em maneirismos, especialmente visuais.

Interpretando Lennon, Johnson tem a liberdade da criação sem pensar em copiar - até porque essa fase da vida do músico é nebulosa e pouco conhecida. No entanto, são as duas actrizes, Kristin e Anne-Marie, que se sobressaem, até porque, durante boa parte do filme, as suas personagens são mais interessantes e delineadas.

Num momento de sua carreira, Lennon escreveu uma canção chamada "Julia", para sua mãe. A canção, com sua letra poética e meio delirante, mais parece uma declaração de amor de um namorado do que a de um filho. Pelo que "Nowhere boy" mostra, essa interpretação é bastante pertinente.

Ficha técnica


quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Lennon, morto há 30 anos, é ainda uma das maiores referências da música pop!


Mais de 40% da população, não era nascida quando John Lennon morreu, mas com certeza, boa parte desses jovens já ouviu de alguma maneira, a voz ou a obra de Lennon

Ao longo de sua vida, John protagonizou toda a espécie de situações que um artista possa experimentar: fez parte da banda mais popular do mundo, escreveu , actuou, desenhou e polemizou nos seus 40 anos de existência.

Com uma infância e adolescência atribuladas, o que pode ser conferido no recém-lançado filme biográfico,Nowhere Boy, teve um início de vida que não pode ser dito propriamente feliz, pois aos cinco anos assistiu à separação dos seus pais, tendo que decidir: ir com o pai para a Nova Zelândia ou ficar com a mãe. Acabou por ir morar com a tia. Tudo istp transformou-o em alguém impetuoso, com uma forte personalidade, um dom natural para a liderança e uma paixão total pela música.

A morte trágica e precoce de sua mãe deixou marcas em Lennon e foi decisiva para a transformação dos Quarrymen, numa opção de vida; seu fiel amigo e parceiro Paul McCartney, que tinha entrado na banda em 1957, tinha-o apresentado a George Harrison e em 1960, e com a adição de Stu Stcliffe e do baterista Peter Best, passavam a ser chamados The Silver Beatles, assim começando a carreira da banda mais brilhante de todos os tempos.

O grande desafio chegou com o convite de ir para a Alemanha tocar. Não só aceitaram, como venceram o desafio, tornando-s profissionais respeitadíssimos.

Em 1961, foi a altura ideal para conquistar a Inglaterra. aonde já se haviam tornado numa atracção inigualável, principalmente no mítico “Cavern Club”, em Liverpool.

Em 1962, partem para gravar o seu primeiro disco e no meio do ano, entra para a banda um novo baterista: Ringo Star.

O primeiro LP dos Beatles, Please Please Me, é lançado em Março de 1963 e a faixa título explode nas listas de vendas. A partir daí, tudo mudaria, no planeta, no que a musica dizia respeito.

No final dos anos 60, John já estava envolvido com Yoko Ono, que conheceu numa exposição de arte, em 1966, e os caminhos dos Beatles já não andavam bem.

Assim, ao lado de Yoko, lança-se na sua carreira a solo.

Começaram a fazer música sob a designação de “Plastic Ono Band”. Concertos, festivais, protestos, polémicas e a ameaça de expulsão dos Estados Unidos deram o tom na carreira de Lennon nos primeiros anos da década de 70.

Depois de tanta pressão, o casal separa-se e John tem um dos períodos mais doidos de sua vida. Nessa época, durante 1974 e 1975, Lennon viveu uma vida de loucuras em Los Angeles, noitadas com celebridades como Elton John, Harry Nilsson, Keith Moon, David Bowie e Ringo Starr.

Lança o disco “Walls and Bridges” em Novembro de 1974, que se torna num sucesso devido ao single "Whatever Gets You Through The Night", uma canção gravada com Elton John. Elton acaba sendo o responsável por reunir novamente John Lennon e Ono, e foi num concerto dele que Lennon apareceria pela última fez em vida, tocando ao vivo.

O divertido disco “Rock & Roll”, uma colecção de velhos covers de clássicos do rock, foi lançado em 1975; nessa época, a batalha de Lennon com a imigração americana aproximava-se de sua conclusão, em 7 de Outubro de 1975, quando o tribunal de apelação dos EUA anulou a ordem de expulsão e, no verão de 1976, finalmente, foi concedido o “green card” a John Lennon.

Outra novidade foi colaborar com David Bowie no disco “Young Americans”, co-escrevendo a canção "Fame".

Depois disso, Lennon faria uma retirada voluntária da música, optando por se tornar “dono de casa” e vivendo desempenhando as funções domésticas, e tomando conta do seu filho recém-nascido, Sean Lennon.

John passa, então, a viver uma vida mais calma, mas, apesar disso, continuava a escrever e relacionar-se com a música. Durante o verão de 1980, quando Lennon voltou a gravar, assinando um novo contrato com a Geffen Records, lança o disco “Double Fantasy”, composto também de um material de Lennon e Yoko. O single “Just Like Starting Over" estava a destacar-se nas listas de vendas de todo o mundo, fazendo com que Lennon fosse relembrado em todo o mundo e dando esperanças de uma volta triunfal, que todos os seus fãs queriam.

No entanto, em 8 de Dezembro, Lennon foi assassinado por Mark David Chapman. A sua morte, parou o mundo. Em 14 de Dezembro, milhões de fãs ao redor do mundo participaram de uma vigília de dez minutos, em silêncio por Lennon.

Após a sua morte, alguns álbuns de gravações inéditas apareceram; o primeiro dos quais em 1984, Milk and Honey; em 1998, foi lançada a caixa “Anthology”, com 4 CDs e tentava trazer coisas inéditas de John, mas era muito pouco para os fãs mais ardorosos que já tinham tido acesso a quase tudo através de séries “Bootlegs” sobre Lennon.

Este ano em que Lennon faria 70 anos, foi lançada a caixa “Signature”, com 11 CDs; esses CDs são os álbuns remasterizados de John: "Plastic Ono Band", "Imagine", "Mind Games", "Walls and Bridges", "Rock and Roll", "Some Time in New York City", "Double Fantasy" e "Milk and Honey” e ainda um EP com singles e mais um CD com raridades e inéditas.

John Lennon, a lenda.

Depois de seu assassinato, na noite de 8 de Dezembro de 1980, em Nova York, John Lennon tornou-se uma lenda e o símbolo de uma época, que continua sendo tema de livros e filmes, 30 anos após a sua morte.

O ex-Beatle, casado pela segunda vez com Yoko Ono, pai cuidadoso do filho mais novo, Sean, tinha-se tornado um pacifista militante, quando foi baleado em frente ao edifício Dakota, situado no bairro residencial onde vivia, em Central Park, Nova York. Acabara de completar 40 anos, e se estivesse vivo teria completado 70 em 9 de Outubro passado.

O assassino, Mark Chapman, um jovem instável na época com 25 anos, admitiu a autoria do homicídio, afirmando que o fez para chamar a atenção.

Condenado a prisão perpétua, cumpre pena na prisão de Attica, ao norte de Nova York. Teve a liberdade condicional negada seis vezes, a última das quais em Setembro passado.

A viúva opõe-se à libertação do assassino do seu marido por temer pela sua própria segurança e pela do filho, Sean Lennon, hoje com 35 anos.

Todos os anos, os fãs John, concentram-se nos dias 9 de Outubro e 8 de Dezembro numa área, em Central Park, baptizada "Strawberry Fields", em alusão ao título de uma canção , composta por ele. Um mosaico no chão traz a inscrição "Imagine", mais uma, das músicas mais famosas compostas por Lennon em 1971.




O auge dos Beatles e de John Lennon, enquanto solista, já tinha passado, quando ele morreu, mas o seu assassinato pôs um ponto final ao sonho de ver os Beatles reunidos novamente e transformou John Lennon numa lenda, á semelhança de James Dean, Elvis Presley e mais recentemente, Michael Jackson.

No ano passado, Yoko Ono organizou uma exposição sobre os anos de John Lennon em Nova York, e a viúva mantém activo o site www.johnlennon.com.

Por outro lado, a primeira biografia filmada sobre o mais famoso dos Beatles, "Nowhere Boy", obra de Sam Taylor-Wood, estreou em Outubro passado nos Estados Unidos, coincidindo com os 70 anos de nascimento do músico.

O culto ao artista chega até as casas de leilões: o manuscrito de "A Day in the Life", uma das canções mais famosas dos Beatles, foi arrematado em Junho passado por 1,2 milhão de dólares, mais que o dobro do previsto.

Em Novembro passado, a TV americana exibiu "LENNONYC", dirigido por Michael Epstein, que relata a vida "nova-iorquina" do autor de "Working Class Hero".