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sábado, 31 de agosto de 2013

Love Me Do - Our greatest philosophical song.

John Lennon e Paul McCartney, escreveram este tema em 1958, quando John tinha 17 anos, e Paul apenas 16. Faltavam á escola para se "entreterem" a compôr. Já tinham composto algumas musicas antes, mas esta foi a primeira que eles acharam que tinha qualidade suficiente para ser gravada. 

Paul, inspirou-se na sua namorada da época de seu nome Iris Caldwell, a quem o pedido de "Love me do", se dirigia. Foi o primeiro single dos Beatles. 

Em Inglaterra, foi a Parlophone Records, que se encarregou de editar o vinil, mas nos USA, tiveram bastante dificuldade em encontrara uma distribuidora. Os Beatles queriam a Capitol Records, mas os executivos da mesma, recusaram temendo que o tema fosse um fracasso. Acabou por ser a pequena e desconhecida Tollie Records, a encarregar-se da distribuição do single, durante a chamada Beatlemania, um ano após a saída do single em Inglaterra. 

No ano de 1962, os Beatles estavam a tocar na Alemanha, em Hamburg, em vários clubes nocturnos, no Kaiserkeller, Top Ten, Star-Club, Beer-Shop, Mambo, Holle,Wagabond quase todos situados na chamada "red zone", nas ruas Reeperbahn e Grosse Freiheit.  Tocavam só covers de temas dos cantores e bandas americanos famosos na época, e era muito arriscado estarem a tocar material composto por eles, contra temas de nomes famosos como Little Richard ou Ray Charles. Como a sua composição foi bem recebida, ganharam confiança para continuar a compôr e a tocar ao vivo os seus temas. 

Quando, durante uma audição para a Parlophone Records, o produtor os ouviu, achou que poderia moldar aquele tema e transformá-lo num hit, vendável. O produtor em causa, George Martin, tornar-se-ia numa peça chave em todo o sucesso alcançado pelos Beatles. Seria o quinto Beatle, responsável, pelos arranjos, de quase todos os álbuns que viriam a gravar.  Começou por sugerir a adição de um solo de harmónica, e John Lennon, que já tocava umas coisas numa harmónica que roubara em Arnhem, cidade Holandesa junto á fronteira com a Alemanha, acabou por ser bem sucedido com o riff , "sacado" á pressão naquele mesmo dia. 

"Love me do", foi gravado três vezes. Três versões ligeiramente diferentes, sobretudo porque o baterista, nunca foi o mesmo. Na primeira vez, na audição para a Parlophone, em Junho de 1962, foi Pete Best quem tocou os tambores, mas seria despedido logo de imediato. Posteriormente, em 4 de Setembro desse ano, seria o substituto de Pete Best a encarregar-se do "drumming". Exacto, esse mesmo, Ringo Starr. 

Mas quando George Martin decidiu lançar o single, uma semana depois, voltou a trocar de baterista, por achar que Ringo não era suficientemente bom para ocupar o lugar.  Chamou então Andy White, um baterista de estúdio, e pôs Ringo nas maracas. A versão com Ringo, acabou por ser editada no single, e a gravação com Andy White, faria parte do 1º álbum "Please Please Me". É claro que Ringo Starr, ficou aborrecidissimo com este episódio, e ainda mais inseguro, pois acabadinho de entrar, não se sentia á vontade para contestar esta decisão de George Martin, e achava que o seu desempenho tinha sido suficientemente bom, e não merecia este vexame publico. 

Quando o single foi colocado á venda em Inglaterra, não teve muito impacto. Brian Epstein, o manager dos Beatles, decidiu então fazer uma grande campanha publicitária, e de uma assentada, comprou 10.000 cópias do disco, para a sua loja, o que deu maior exposição á banda, e ajudou na subida, para o topo das listas dos discos mais vendidos, no UK. 

Há um outro episódio, que revela bem a falta de confiança que George Martin tinha no tema "Love medo". 

Durante as gravações de 4 de Setembro, achando que a canção de John e Paul, não era suficientemente forte para ser lançada como primeiro single da banda, George apresentou-lhes um outro tema, "How Do You Do It?," escrito por Mitch Murray, um compositor que estava muito na moda. Os Beatles, não gostaram muito da brincadeira, mas lá gravaram uns takes com a tal musiquinha, e acabaram por convencer George Martin, que a sua composição teria mais impacto, e este mudou de ideias, voltando á casa de partida e lançando o "Love me Do". 

Nas primeiras gravações John Lennon era o vocalista, mas com a adição da harmónica, foi Paul que acabou por ser a voz principal. Anos depois McCartney, confessaria que durante a gravação estava aterrorizado, e que ainda hoje se consegue distinguir, na sua voz, esse medo. 

Os lábios de Lennon ficaram em ferida durante as gravações, nas quais ele queria soar como Delbert McClinton. 

Paul McCartney intitulou esta composiçaõ como sendo, "Our greatest philosophical song."( A nossa Grande composição filosófica).

"Love me do", foi gravada em mono, num take, e não existem versões stereo. 

Foi ainda gravada por: The Brady Bunch, The Chipmunks, Dick Hyman, Flaco Jimenez, Madooo, The Persuasions, Sandie Shaw, Ringo Starr e Bobby Vee. 

Quando a tia de John Lennon, a famosa Aunt Mimi, ouviu o single, virou-se para o sobrinho e disse: "Bom, se pensas ganhar a vida a fazer disto, estás muito enganado. É melhor procurares um emprego". 

Como ela estava enganada.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Ob-la-di, ob-la-da, life goes on


"Ob-La-Di, Ob-La-Da" é uma canção dos Beatles lançada no álbum The Beatles ou Álbum Branco, de 1968. Composta por Paul McCartney porém creditada à dupla Lennon-McCartney.

O título vem de uma banda de reggae, liderada por um nigeriano de seu nome, Jimmy Scott e sua Obla Di Obla Da Band. 

Conta Paul McCartney a propósito deste tema:

 "Jimmy era um tipo que costumava andar pelos clubes nocturnos que frequentávamos, e que costumavam dizer com um sotaque jamaicano," Ob-la-di, ob-la-da, a vida continua ". O tipo ficou irritado quando soube que eu tinha escrito uma canção baseada nesta sua frase, e queria receber direitos de autor. Ainda lhe disse, 

"Vá lá, Jimmy, é apenas uma expressão, uma frase comum dita pela tribo Yoruba e tu, apenas acrescentaste “Life goes on” (“A vida continua”).. " 

Mas quando Jimmy Scott precisou de dinheiro para pagar uma fiança (tinha sido preso por não pagar a pensão alimentícia), Paul, foi em seu auxilio, mas teve que pedir ao seu amigo Alistair Taylor , umas libras emprestadas, para dar a Jimmy, a troco da cedência dos direitos de autor. Taylor teve, por sua vez que pedir o dinheiro a um outro amigo, já que na época, ninguém do grupo dos Beatles tinha tanto dinheiro. 

Paul McCartney terminou a composição, e os Beatles passaram tempo demais na gravação, pois John, George e Ringo detestavam o tema, e tudo fizeram para que o mesmo não fosse incluído no álbum. 

Harrison demonstrou a sua frustração no se tema "Savoy Truffle", gravado três meses depois. Na canção escreveu: 
"But what is sweet now, turns so sour/ We all know Ob-La-Di, Ob-La-Da/ But can you show me, where you are?" ("Mas o que é doce agora, vira tão azedo / Nós todos sabemos Ob-La-Di, Ob-La-Da / Mas mostra-me, onde estás?") 

John Lennon odiava particularmente a música. Aliás não gostava de muitas das músicas que Paul compusera nesta época, sentindo que eram banais e sem sentido. Não admira portanto que os três, John, Ringo e George tenham vetado, sem sucesso, o lançamento do tema em single, que mesmo assim, veio a alcançar o primeiro lugar nas listas de vendas de singles, em Inglaterra, numa regravação do grupo The Marmelade, no mesmo ano do lançamento oficial do single dos Beatles. 

A canção é uma clara homenagem ao Reggae, que estava emergindo em Inglaterra nos anos 60, trazido pelos imigrantes jamaicanos, (Life goes on, bra), porém também é destacada, pelo piano, tocado por John Lennon, ao ritmo sulista dos EUA. 

A batida da música é muito peculiar e diferente de tudo que os Beatles vinham fazendo com a escala em Si bemol e mostrava mais uma faceta de criação de Paul McCartney. 

A base da letra foi composta durante a meditação transcendental na Índia. Paul já tinha na sua cabeça o refrão citado por Jimmy Scott e a partir daí criou uma letra "bobinha", porém de conteúdo muito alegre, que narra o encontro de Desmond e Molly Jones, e que segue a linha de “Eleanor Rigby”, no caso de Molly Jones, já que esta é uma personagem fictícia. Já o personagem Desmond é um tributo a Desmond Dekker, lenda do reggae bastante apreciado pelos Beatles e que assim lhe prestaram homenagem. 

Geoff Emerick , o técnico de som que assistia George Martin na gravação, disse que a “cereja no topo do bolo” que esgotou a sua paciência, foi as gravação de “Ob-La-Di, Ob-La-Da”. 

“Aquilo era um pesadelo técnico e levou mais de dez dias para terminar. Numa ocasião, no calor das tensões, George Martin inclinou-se para o microfone e sugeriu à Paul como ele deveria cantar certa parte da canção. Paul simplesmente voltou-se para a cabine e disse ‘Então venha cantar você!’” 

Ainda segundo Geoff, John Lennon dizia abertamente que “odiava a canção” a que chamava “a baladinha de merda do Paul”. Num dos dias de gravação, Lennon saiu para espairecer e retornou algumas horas depois, totalmente drogado, dizendo alto e bom som que nunca se tinha aborrecido tanto durante uma gravação. Então sentou-se no piano e tocou a introdução da musica, que acabaria por ficar na edição final do tema, dizendo que era aquilo que a música precisava, um pouco de animação.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Love Me Do...é publico.


O primeiro single dos Beatles, "Love Me Do", entrou para o domínio público na Europa, graças à atual lei dos direitos autorais da União Europeia, de acordo com informações da Complete Music Update

Segundo a actual lei europeia, os direitos autorais de músicas expiram 50 anos depois da sua gravação. 

Como "Love Me Do" e o lado B "P.S. I Love You" foram lançadas em 1962, a proteção de ambos temas, acabou em 31 de Dezembro de 2012.

Embora exista um movimento para uma nova lei, que estende os direitos de protecção para 70 anos, essas mudanças não acontecerão antes de Novembro. 

Para se ter uma ideia, nos Estados Unidos as gravações são protegidas por 95 anos.

A nova lei inclui uma cláusula de "use ou perca", o que significa que as gravadoras que possuem os direitos de gravações lançadas antes de 1963 devem usá-las nos seus produtos, ou ainda o artista pode requerer o controle desses doreitos direitos.

A regra levou a Sony a lançar, recentemente, uma coleção de sobras de estúdio de Bob Dylan em edição limitada para manter os direitos sobre o material. 

A permissão de uso do disco de estreia de Dylan expirou ao mesmo tempo que "Love me Do", de Lennon e McCartney.

Uma companhia chamada Digital Remasterings tem beneficiado com a actual legislação. Lançaram "Love Me Do" numa compilação com antigas gravações dos Beatles. 

O selo de relançamentos de música erudita Pristine Classical também usou a música num single remasterizado, em protesto contra os problemas que a extensão de direitos autorais irá causar no trabalho que dá relançar antigas gravações sinfônicas.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Paul McCartney e o seu baixo Hofner Union Jack



Paul McCartney surpreendeu todo o mundo, quando apareceu no palco do "Queen's Diamond Jubilee Concert" usando um Hofner Union Jack durante a execução do tema, Ob-la-di, Ob-la-da.

O Union Jack Höfner, é um produto original da Höfner (Product #514179 from 2008), baseado no Hofner 500/1, que Paul McCartney's começou a usar em1962, mas que foi descontinuado.

Vejam mais fotos desta maravilha  aqui.


quarta-feira, 16 de maio de 2012

Abbey Road, em sentido contrário...


A fotografia dos Beatles a atravessarem a Abbey Road já foi recriada exaustivamente por fãs dos Beatles de todas as maneiras possíveis. 

Agora, uma imagem rara que mostra os Fab Four atravessando a rua no sentido oposto ao exibido na tão famosa capa de disco será leiloada. Espera-se que ela seja arrematada por algo em torno de 9 mil libras.

A foto no disco Abbey Road, de 1969, exibe a banda atravessando da esquerda para a direita. Na imagem que está à venda, John Lennon lidera os outros três músicos da direita para a esquerda . 

Quem está a vender esta "raridade" é um coleccionador particular, e o leilão acontece no próximo dia 22 de Maio.

Há algumas diferenças nas duas fotos que devem fazer os fãs embarcarem num novo "jogo" dos sete erros. 

Paul McCartney, por exemplo, está calçado com umas chinelas de couro, e sem o cigarro, o que destrói de imediato, as presunções assumidas relativamente á sua morte na década de 60 .

A imagem foi captada por Iain Macmillan. 

Sarah Wheeler, da casa de leilões Bloomsbury Auctions, de Londres, conta que Macmillan teve dez minutos para tirar as fotos e fez seis fotos dos Beatles andando para lá e para cá na passadeira de pedestres, enquanto ele fotografava do alto de uma escada tendo um "Bobby" a controlar o trânsito. 

"A foto é considerada um ícone da década de 60. Acredito que a razão para se ter tornado tão popular é a sua simplicidade”, afirma Sarah.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

A obra de Paul McCartney, ao longo dos ultimos 40 anos.

A carreira pós-Beatles de Paul McCartney já persiste há quarenta anos. Vamos imaginar que os Beatles nunca tivessem existido e que a trajectória de Paul se tenha iniciado com o seu primeiro álbum solo. 

Será que Paul McCartney seria hoje ovacionado como um dos maiores músicos que o rock já produziu? Será que a grandiosidade de sua obra não torna o termo “ex-Beatle” pequeno, mesmo tratando-se dos Beatles, a melhor banda de todos os tempos? 

Vamos ao exercício imaginativo: Paul McCartney, um desconhecido músico inglês, lança em 1970 o seu primeiro álbum, o qual gravou sozinho, sem o auxílio de banda, técnicos ou engenheiros, todos os instrumentos. Paul compôs todas as canções e tocou violão, guitarra, contrabaixo, piano, bateria, percussão, órgãos Hammond e Moog, maracas, bongôs, xilofone e mellotron. Entre as canções, figuram obras-primas como Maybe I’m Amazed e Teddy Boy, essa última recusada pela sua antiga banda, que estamos agora a imaginar que nunca tenha existido. O álbum recebeu o singelo título McCartney .

No ano seguinte, Paul lança o excelente Ram, desta vez com uma banda de acompanhamento. Em 1972, com a entrada do ex-guitarrista dos Moody Blues, Denny Laine, Paul cria a banda Wings, grava rapidamente o álbum Wild Life, e pela primeira vez vaia para a "estrada" para uma maratona de espectáculos.


O ano de 1973 consolida os Wings como uma das maiores bandas do mundo. Num curto espaço de tempo, o grupo lança os álbuns Red Rose Speedway e Band on the Run , um dos melhores discos de toda a trajectória de Paul McCartney; além do single de grande sucesso Live and Let Die, incluído na banda sonora de um filme do espião 007, James Bond.

Mesmo com mudanças na formação, os Wings seguiram lançando grandes discos como Venus and Mars (1975); Wings at the Speed of Sound (1976); Wings Over America (triplo ao vivo, 1976) e London Town (1978).

O canto do cisne dos Wings acontece em 1979 com o álbum Back to the Egg , que traz canções marcantes como Getting Closer e duas músicas interpretadas por uma rockestra formada por membros das maiores bandas do mundo na época. No final daquele fatídico ano, quando os Wings chegavam ao Japão para uma série de dez shows, Paul McCartney foi preso no aeroporto portando 219 gramas de maconha e haxixe na sua bagagem. Os shows foram cancelados e a banda dissolveu-se após o episódio.


Os anos oitenta iniciaram-se com Paul McCartney retornando a carreira solo. Exactamente uma década após o lançamento do álbum McCartney, Paul volta a gravar um disco sozinho, em que toca todos os instrumentos. 

O álbum McCartney II não agrada tanto quanto o de dez anos atrás, devido ao excesso de experimentalismo. Tem de se levar em conta que o disco em princípio nem tinha a pretensão de ser lançado. Mesmo assim, a faixa Coming Up tornou-se um de seus maiores sucessos até hoje.


Nos anos seguintes, Paul McCartney lançou álbuns íntegros, mas não tão inspirados. Em Tug of War (1982) fez duetos com Carl Perkins e Stevie Wonder. Pipes of Piece (1983) marca as parcerias de Paul com o rei do pop Michael Jackson. Give My Regards to Broad Street (1984) é a banda sonora do seu filme homônimo, onde Paul apresenta novas músicas e revisita clássicos da sua carreira. 

O pop experimental de Press to Play (1986) também não foi bem digerido pelo público, e Paul somente reencontraria os louros de outrora três anos depois, com o óptimo Flowers in the Dirt. O sucesso das músicas This One, My Brave Face e Figure Of Eight impulsionou a turnê mundial Get Back World Tour, a primeira de Paul desde a separação dos Wings.

Em 1993 lança Off the Ground
O grande sucesso do disco é a faixa Hope of Deliverance,  curiosamente uma canção que foge aos padrões “McCartianos”, onde ritmos latinos e violões flamenco se unem a uma letra inspirada em Bob Marley. A turnê New World Tour esgotou estádios pelo mundo todo e foi registada no álbum duplo Paul is Live (1994).

Paul McCartney surpreende o mundo em 1997 com o lançamento de Flaming Pie um dos discos mais geniais e inspirados de toda a sua carreira. Dois anos depois, Paul dá uma guinada e volta às raízes. Monta uma banda com David Gilmour (Pink Floyd), Mick Green (Johnny Kidd & The Pirates) e Ian Paice (Deep Purple) e grava Run Devil Run, um álbum composto por clássicos do rock’n’roll e quatro composições inéditas.

Com essa formação, Paul toca no lendário Cavern Club em Liverpool, a sua terra natal.


Na última década Paul McCartney seguiu lançando grandes álbuns como Driving Rain (2001), Chaos and Creation in the Backyard (2005) e Memory Almost Full (2007); formou um duo eletrônico chamado The Fireman e lançou vários DVDs registrando as suas bem sucedidas tournês mundiais e shows específicos, como na Praça Vermelha na Rússia ou em New York City.

O ultimo álbum de Paul McCartney, "Kisses on the Bottom", leva o ex-beatle à era de ouro de Hollywood, evocada em canções clássicas e em faixas inéditas. Paul faz uma "viagem profundamente pessoal" pelo cancioneiro norte-americano clássico que inspirou McCartney e o parceiro John Lennon nas composições dos Beatles. 

"Quando crescemos, tínhamos a era do meu pai ou, no caso de John, da mãe dele, que escutávamos, e aí quando fomos escrever canções de rock isso influenciou o rock", declarou McCartney, que acrescentou:
"Honey Pie", do White Albun dos Beatles, é uma dessas faixas que " que evocam Hollywood".

Sir Paul, acrescentou ainda que teve como inspiradores alguns dos mais famosos actores e cantores do cinema norte-americano, como Frank Sinatra, Dean Martin e especialmente Fred Astaire, cujo estilo e voz foram uma referência para McCartney ao longo da carreira.

"Há muito tempo que desejava gravar este álbum, primeiro com os Beatles, depois individualmente, mas vi-me obrigado a adiar o projeto depois de, Robbie Williams e Rod Stewart lançarem trabalhos com clássicos das big bands. Não quis passar a ideia de que estava  a aproveitar a onda."

McCartney contou com a colaboração do produtor Tommy LiPuma e da premiada cantora de jazz Diana Krall para gravar "Kisses on the Bottom" em Londres, em Nova York e no famoso estúdio da Capitol Records, em Los Angeles. Escolheu clássicos como "More I Cannot Wish You", do musical "Guys and Dolls", e uma lenta versão de "Bye Bye Blackbird". 

Outras colaborações no álbum são do lendário Stevie Wonder, em "Only Our Hearts", tributo à música das décadas de 1930 e 40; e de Eric Clapton, em "My Valentine", uma das músicas favoritas de McCartney no álbum, na verdade é uma carta de amor à sua nova esposa, Nancy Shevell.

O lançamento de Kisses on the Bottom  foi a 7 de Fevereiro passado.
 
Portanto, concluo que Paul McCartney é hoje o maior músico criador de harmonias e melodias que o rock já produziu, independente de ter sido integrante nos anos sessenta da maior banda da história, mesmo que esse período tenha sido o mais importante e criativo de sua extensa carreira.

sábado, 3 de março de 2012

James McCartney, vai actuar na Cavern Club

James McCartney, filho de Paul McCartney, apresentarse-á em Abril na mítica Cavern Club de Liverpool, o mesmo local aonde os Beatles iniciaram a sua consagrada fantástica carreira.

James McCartney, que participou em alguns dos trabalhos do seu pai, iniciou a sua carreira a solo em 2009 e, desde então, já lançou três álbuns de música pop. Apesar de não repetir o mesmo êxito dos lançamentos do pai, os discos de James receberam elogios de grande parte da critica especializada.

Pela primeira vez em tourné, que também passará por Londres e Dublin, o filho de Paul e da já falecida Linda McCartney subirá ao palco para se apresentar onde os Beatles actuaram mais de 300 vezes durante os anos 60.

O pub subterrâneo, é mundialmente famoso por ter sido o palco de uma das primeiras apresentações dos Fab Four de Liverpool em 1961. Anteriormente, e ainda sob o nome de The Quarrymen, o quarteto apresentara-se no Casbah Coffee Club, local que foi declarado património histórico pelas autoridades britânicas em 2006.

A Cavern, foi fechada no ano de 1973, mas acabou por ser recriada a poucos metros do seu primeiro endereço. Para não perder as suas características, o pub foi reconstruído usando os mesmos tijolos do local original. Em 1999, Paul McCartney chegou a voltar ao palco onde começou a sua carreira para promover seu álbum solo "Run Devil Run".

"Claro que tenho vontade de tocar na lendária Cavern Club de Liverpool. É o local aonde muitas carreiras começaram e aonde o grupo do meu pai costumava tocar. Será um momento especial", reconheceu James ao anunciar os detalhes de sua tourné.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Casas de infância de Lennon e McCartney vão ser preservadas


As casas onde viveram os ex-Beatles John Lennon e Paul McCartney durante a infância vão ser preservadas, não podendo sofrer qualquer alteração sem autorização oficial, divulgou hoje o governo britânico.

O ministro do Turismo e do Património britânico, John Penrose, afirmou hoje que a casa de Lennon, na zona sul de Liverpool, e a casa de McCartney, localizada na mesma zona, serão classificadas, não podendo sofrer qualquer tipo de alteração sem a autorização das autoridades locais.

Lennon viveu no número 251 da Menlove Avenue com os tios entre 1945 e 1963, após a separação dos pais, enquanto McCartney mudou-se para aquela zona em 1955 e viveu durante nove anos numa casa perto da Forthlin Road.

Os dois músicos escreveram o primeiro grande êxito dos Beatles, "Please Please Me", na casa de Lennon.

As duas casas foram, entretanto, restauradas pelo The National Trust, uma organização britânica responsável pela preservação de castelos e casas.

Fonte: Agência Lusa,

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Os Beatles ponderaram reunir-se, quando todos ainda estavam vivos

Os Beatles consideraram a possibilidade de voltarem ao activo quando os quatro integrantes ainda eram vivos, conta Paul McCartney. 

"Discutimos o plano de juntar os Beatles umas vezes",  disse Paul à Rolling Stone, EUA, "mas não se concretizou, não havia paixão  suficiente para suportar a ideia ."

De acordo com McCartney, a banda estava bastante satisfeita com o ciclo criativo que tinham completado e tinha medo de estragar seu legado. 

"Mais do que isso, poderíamos ter arruinado todo o conceito dos Beatles, ao ponto de dizerem 'Ah, meu Deus, eles não eram assim tão bons”,  revelou Paul. “As sugestões de reunião nunca foram suficientemente convincentes . Eram entusiasmantes quando aconteciam - 'Seria bom, sim’ – mas aí algum de nós acabava sempre por não gostar da ideia. E isso bastava, pois éramos uma perfeita democracia.”

Apesar de os Fab Four nunca se terem reunido, várias combinações dos membros da banda tocaram juntos em vários projectos e ocasiões especiais nas décadas seguintes ao fim do grupo, em 1970. Ringo Starr apareceu em gravações solo de John Lennon, George Harrison e McCartney, e tanto Starr quanto McCarney apareceram em "All These Years Ago", a canção de Harrison escrita em homenagem a Lennon. Os três também terminaram demos de Lennon, "Free As A Bird" e "Real Love", para a série Beatles Anthology.

Alguns Beatles também se reencontraram para colaborações aleatórias ao vivo, incluindo a performance de Ringo e George juntos no Concert for Bangladesh em 1971 e a vez em que McCartney, George e Ringo tocaram “Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band" no casamento de Eric Clapton em 1979.

McCartney e Lennon reuniram-se extemporaneamente para uma jam session em estúdio em 1974 que também contou com a presença de Stevie Wonder, Harry Nillson, Linda McCartney e Bobby Keys. 

"Estávamos chapados”, conta Paul, sobre a sessão, que foi imortalizada na forma do bootleg Toot and a Snore. "Eu acho que não havia ninguém naquele estúdio que não estivesse chapado. Por alguma razão bizarra, decidi assumir a bateria. Era só uma festa. Usar a palavra ‘desorganizado’ seria subestimar completamente. Pode ser que eu tenha feito uma tentativa fraquinha de restaurar a ordem – "pessoal, sabe, vamos pensar numa música, essa seria uma boa ideia' – mas não consigo lembrar se fiz isso mesmo ou não."

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Álbum tributo a Paul McCartney, em pré produção.


Billy Joel, Brian Wilson, B.B. King, Willie Nelson, Kiss e The Cure são alguns dos artistas que vão participar num álbum em tributo ao ex-beatle Paul McCartney. 

Produzido por Ralph Sall, que já capitaneou outros CDs do género, o disco vai incluir canções dos Beatles e dos Wings, além de temas da sua própria carreira a solo, e fará parte das comemorações do aniversário do músico,que completa 70 anos em Junho. 

Segundo o site da revista norte-americana "The Hollywood Reporter", Sall pretende filmar os bastidores das gravações, bem como entrevistas com os artistas participantes. A intenção é transformar o material num especial para a televisão. 

"Será uma boa maneira de mostrar a admiração de todos pelo seu catálogo. Pode-se perceber, pela variedade de participantes, que a música de Paul é atemporal. Dos 8 aos 80 anos, toda gente adora Paul McCartney", disse o produtor à publicação. 

Ainda não há previsão para o lançamento do álbum. 

A julgar pelo início de 2012, McCartney ainda deve ter muito trabalho este ano. Em pouco menos de dois meses o cantor lançou um novo álbum, "Kisses on the bottom", no início de Fevereiro; recebeu uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood, na última quinta-feira,  e participou na cerimonia de entrega dos Grammies 2012, no passado domingo, aonde também actuou.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Paul McCartney : Stevie Wonder, é um génio !


Paul McCartney, 67 primaveras e Stevie Wonder,  já com 61, e que trabalharam juntos pela primeira vez em 1982,  ao produzirem a canção Ebony and Ivory,  sucesso absoluto no Reino Unido e Estados Unidos, uniram-se novamente para gravar,  Only Our Hearts, uma das duas composições originais do próximo disco do lendário músico dos Beatles, Kisses On The Bottom.

"Stevie veio ao estúdio Capitol em Los Angeles e ouviu a musica durante, cerca de dez minutos e entendeu rapidamente a ideia”, contou McCartney. "Foi até ao microfone e em 20 minutos fez um solo incrível. Quando se ouve o que ele tocou, pensa-mos:  "Como é que ele consegue fazer isto?. Só porque ele é um gênio, é por isso", acrescentou.

O novo álbum de Paul, que está previsto para ser lançado no próximo dia 6 de Fevereiro, também contará com um outro colaborador de peso: Eric Clapton, nos seus 66 aninhos, com quem gravou a composição My Valentine.

No último dia 12 de Janeiro, o músico divulgou a capa do disco e explicou o significado do título. Após especulações de que ele significasse ‘beijos nos fundos’, Paul afirmou que significa ‘beijos no final de uma carta’, nome inspirado na música I’m Gonna Sit Right Down And Write Myself A Letter, de Fats Waller (1904-1943), uma das canções do seu projecto.

domingo, 13 de novembro de 2011

Leit It Be - Vai ser reeditado em DVD

Michael Lindsay-Hogg, director do filme "Let it be", que mostra os bastidores da gravação do disco homónimo e traz a última apresentação ao vivo dos Beatles, revelou em entrevista ao site da revista "Examiner" que o DVD com o filme deve ser lançado em 2013.

Hogg, que também dirigiu os documentários especiais, "The Rolling Stones Rock And Roll Circus" e "Simon and Garfunkel: The Concert in Central Park", contou que a possibilidade do relançamento tomou corpo depois de um encontro casual com Paul McCartney, há cerca de uma década.

"Encontramo-nos num avião. Isso foi pouco antes da morte de George, que já estava muito doente - Harrison não resistiu e faleceu em 2001. Por razões pessoais, George não atravessava tempos muito felizes durante as filmagens de 'Let it be'. Estava prestes a deixar a banda, seguir o seu próprio caminho e coisas do tipo. Sabíamos que não haveria relançamento enquanto ele estivesse vivo. Mas temos trabalhado nisso nos útimos anos. E o plano, no momento, é lançá-lo em 2013”.

O director adiantou ainda que espera que o filme, exibido originalmente nos cinemas em 1970, seja reeditado.

"Será um DVD duplo. O primeiro vai trazer o filme original. O segundo terá um documentário com um making of. Quando lançamos 'Let it be', tive que cortar um monte de coisas. Este disco extra terá muitas dessas imagens".

Em 2012, deverá ser disponibilizada uma versão remasterizada e expandida de Magical Mystery Tour.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Carta de Paul McCartney de 1960, vai a leilão

Uma carta encontrada dobrada dentro de um livro numa venda de usados em Liverpool há pouco tempo traz novas informações sobre a fase inicial dos Beatles, revelando que Paul McCartney ofereceu uma audição a um baterista misterioso em 1960, poucos dias antes de a banda partir para os célebres dois meses em Hamburgo.

A carta, que será leiloada no próximo mês pela Christie’s, surpreendeu estudiosos da banda. Foi escrita dois anos antes de Pete Best ser substituído por Ringo Starr, que chegou em cima da hora para ajudar os Beatles a conquistar a Inglaterra e, em seguida, o mundo.

Datada de 12 de Agosto de 1960, a carta manuscrita por McCartney oferece uma audição a alguém que havia divulgado a sua disponibilidade no jornal Liverpool Echo quatro dias antes. O anúncio não tinha assinatura e dizia apenas “Jovem baterista disponível”.

McCartney, que na época tocava guitarra, já que Stuart Sutcliffe era o baixista, ofereceu a audição ao baterista, com o alerta de que, caso aceitasse o trabalho, deveria estar pronto para viajar quase imediatamente para Hamburgo.

“Despesas pagas e 18 libras por semana (aproximadamente), por dois meses”, escreveu McCartney. “Se estiver interessado, ligue para o Jacaranda club." A carta está assinada “sinceramente, Paul McCartney dos Beatles”.

Não é sabido se o baterista apareceu, mas não impressionou, ou se simplesmente não se interessou. A porta-voz da Christie's Leonie Pitts diz que os especialistas em Beatles da casa têm certeza de que a carta não foi um contacto inicial com Ringo Starr, que era baterista de uma banda rival de Liverpool, Rory Storm and the Hurricanes, antes de se juntar aos Beatles.

Leonie Pitts, afirma ainda que os leiloeiros não entraram em contacto com Paul McCartney para perguntar se ele sabia algo sobre o destinatário.

"Achamos que ele não deve ser incomodado, está em lua de mel”, justificou. McCartney casou-se com a herdeira norte-americana Nancy Shevell há oito dias.

A casa de leilões afirma que a carta deve ser vendida por cerca de R$ 19 mil quando for a leilão, no próximo dia 15 de Novembro.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Fotos dos Beatles vendidas por 360 mil dólares em leilão

NOVA YORK, USA — Fotos inéditas da primeira visita dos Beatles aos Estados Unidos, em 1964, foram arrematadas nesta quarta-feira por uma soma total de 360 mil dólares na Christie's de Nova York.

As 46 fotos em preto e branco tiradas pelo fotógrafo Mike Mitchell quando tinha apenas 18 anos receberam exactamente 361.938 dólares, segundo a Christie's, que avaliava o material em cerca de 100 mil dólares.

O leilão, chamado de "The Beatles iluminados: obras descobertas de Mike Mitchell", foi realizado no Rockefeller Plaza.

A fotografia mais concorrida, que mostra os Beatles de costas com as suas silhuetas marcadas pela luz ao fundo, obteve 68.500 dólares, superando em muito a previsão de 3 mil dólares.

As fotos de Mitchell captam o momento exacto da explosão da "Beatlemania" nos Estados Unidos, que teve seu primeiro show em 11 de Fevereiro de 1964, no Washington Coliseum.

"O concerto no Washington Coliseum faz parte de um momento de definição na carreira dos Beatles e permanece como um acontecimento importante de sua história, e Mike Mitchell estava lá para o capturar", destacou a Christie's.

A emoção dos fãs pode ser vista nesta colecção de fotografias, entre as quais ficou registada a chegada dos Fab Four à estação de comboios e á conferência de imprensa que antecedeu o histórico concerto.

O jovem fotógrafo fez ainda várias fotos quando John Lennon, Paul McCartney, Ringo Starr e George Harrison deram um concerto em Baltimore (Maryland) a 13 de Setembro de 1964.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Paul McCartney - The Love We Make

LOS ANGELES (Reuters) - Um documentário sobre as experiências de Paul McCartney em Nova York imediatamente depois dos atentados de 11 de Setembro de 2001 vai estrear por ocasião do décimo aniversário do ataque, disse o canal de TV, norte-americano Showtime nesta terça-feira.

"The Love We Make" narra a jornada pessoal do ex-Beatle pela devastada Nova York em 2001, e os preparativos para um show beneficente que aconteceu seis semanas depois do atentado.

Na manhã de 11 de Setembro de 2001, McCartney estava dentro de um avião que tevea sua descolagem abortada em Nova York por causa do ataque com jactos comerciais sequestrados contra as torres gémeas do World Trade Center. Quando voltou a Nova York, Paul, ajudou a organizar o show intitulado "Concerto para a Cidade de Nova York."

O filme, a branco e preto, contém cenas de McCartney ensaiando para o show, conversando com nova-iorquinos nas ruas e encontrando-se, nos bastidores, com David Bowie, Mick Jagger, Bill Clinton, Leonardo DiCaprio e outros.

"Houve tanto sofrimento resultante do 11 de Setembro que é difícil imaginar como seria possível trazer alívio para aqueles que foram atingidos pelo ataque, e honrar aqueles bombeiros, policias e equipes de resgate que perderam as suas vidas na sua heróica tentativa de ajudar os outros. Mas Paul tinha a resposta: a música e um filme que contassem toda a história", disse o director do documentário, Albert Maysles.

"The Love We Make", título que evoca a canção "The End", gravada pelos Beatles em 1969, será exibido a 10 de Setembro pelo canal Showtime. Será um dos vários especiais de TV e livros lançados por ocasião do décimo aniversário do atentado.

Maysles é um dos documentaristas pioneiros dos Estados Unidos, e faz filmes de não-ficção desde a década de 1960 -- o que inclui "Gimme Shelter", sobre a tournê dos Rolling Stones em 1969, e "Grey Gardens", de 1975, que foi ainda adaptado para uma peça da Broadway e filme de ficção. Seu irmão e parceiro David Maysles morreu em 1987.

(Reportagem de Jill Serjeant)

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Paul MccArtney I e II, vão ser relançados, em CD


Dois álbuns solo de Paul McCartney serão relançados em versões expandidas este ano. McCartney (1970) e McCartney II (1980) chegam as lojas no dia 13 de Junho.

Os álbuns foram remasterizados em Abbey Road e todo o projecto foi supervisionado pessoalmente por Paul. O destaque são as faixas bónus raras.

Vejam os detalhes de cada uma das edições.

  • McCartney (1970)

As Edições Especiais mais simples serão lançadas em CD duplo com caixa "digipak" e vinil duplo com download das faixas em MP3. Vejam o alinhamento das faixas, e mais detalhes da versão Deluxe Edition.

Disco 1: Album Remasterizado

McCartney e McCartney II - Edição Especial (2011)

1. The Lovely Linda
2. That Would Be Something
3. Valentine Day
4. Every Night
5. Hot As Sun / Glasses
6. Junk
7. Man We Was Lonely
8. Oo You
9. Momma Miss America
10. Teddy Boy
11 Singalong Junk
12. Maybe I’m Amazed
13. Kreen-Akrore

Disco 2: Faixas Bonus

1. Suicide [Outtake]
2. Maybe I’m Amazed [do One Hand Clapping]
3. Every Night [Live At Glasgow, 1979]
4. Hot As Sun [Live At Glasgow, 1979]
5. Maybe ”m Amazed [Live At Glasgow, 1979]
6. Don’t Cry Baby [Outtake]
7. Women Kind (Demo) [Mono]

  • McCartney II (1980)

Disco 1: Album Remasterizado

McCartney e McCartney II - Edição Especial em vinil (2011)

1. Coming Up
2. Temporary Secretary
3. On The Way
4. Waterfalls
5. Nobody Knows
6. Front Parlour
7. Summer’s Day Song
8. Frozen Jap
9. Bogey Music
10. Darkroom
11 One Of These Days

Disco 2: Faixas Bonus

1. Blue Sway [com Richard Niles Orchestration]
2. Coming Up [Live At Glasgow, 1979]
3. Check My Machine [Editado]
4. Bogey Wobble
5. Secret Friend
6. Mr H Atom / You Know I’ll Get you Baby
7. Wonderful Christmastime [versão editada]
8. All You Horse Riders/Blue Sway

  • McCartney (1970) Deluxe Edition

Contendo 2 CDs e 1 DVD, traz a Edição Especial acrescida com o DVD contendo o material aqui relacionado:

DVD: Bônus

McCartney e McCartney II - Deluxe Edition (2011)

1. The Album Story
2. The Beach
3. Maybe I’m Amazed Music Video
4. Suicide [from One Hand Clapping]
5. Every Night [Live at Concert for the People of Kampuchea]
6. Hot As Sun [Live at Concert for the People of Kampuchea]
7. Junk [MTV Unplugged]
8. That Would Be Something [MTV Unplugged]

  • McCartney II (1980) Deluxe Edition

Disco 3: Faixas Bonus 2

1. Coming Up [versão completa]
2. Front Parlour [versão completa]
3. Frozen Jap [versão completa]
4. Darkroom [versão completa]
5. Check My Machine [versão completa]
6. Wonderful Christmastime [versão completa]
7. Summer’s Day Song [Original sem os vocais]
8. Waterfalls [DJ Editado]

DVD: Bônus

1. Meet Paul McCartney
2. Coming Up Music Video
3. Waterfalls Music Video
4. Wonderful Christmastime Music Video
5. Coming Up [Live at Concert for the People of Kampuchea]
6. ‘Coming Up’ [tirado das sessões de ensaios no Lower Gate Farm, 1979]
7. Making the Coming Up Music Video
8. Blue Sway

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Rave On - Buddy Holly, o tributo.

"Rave On Buddy Holly", - Buddy Holly, que completaria 75 anos em Setembro deste ano, 2011, - é o titulo do álbum com lançamento marcado para Junho, que contará com novas versões para clássicos do pioneiro do rock 'n' roll, interpretados por outros artistas.

Paul McCartney, My Morning Jacket, Lou Reed, Graham Nash, entre outros, terão temas neste álbum tributo, dedicado a Buddy Holly, um dos pioneiros do rock 'n' roll, morto tragicamente num acidente de avião em 1959, aos 22 anos de idade. A informação é do site da revista Spinner.

Intitulado Rave On Buddy Holly, o álbum conta com 19 faixas e chega às lojas a 28 de Junho, com o selo da Fantasy Records/Concord Music Group. De acordo com um comunicado à imprensa internacional, as novas versões para alguns clássicos de Buddy Hplly, não são, de facto decalques das canções originais.

"Os artistas usaram a sua criatividade para explorar novas formas de reinterpretar os temas escolhidos por eles", lê-se no comunicado.

Foi criado um site oficial para o lançamento, porém não há trechos de nenhum dos temas, cujo alinhamento é o que se segue:

Rave On Buddy Holly:

1 - "Dearest" -The Black Keys
2 - "Every Day" - Fiona Apple & Jon Brion
3 - "It's So Easy" - Paul McCartney
4 - "Not Fade Away" - Florence + The Machine
5 - "(You're So Square) Baby, I Don't Care" - Cee Lo Green
6 - "Crying, Waiting, Hoping" - Karen Elson
7 - "Rave On" - Julian Casablancas
8 - "I'm Gonna Love You Too" - Jenny O.
9 - "Maybe Baby" -Justin Townes Earle
10 - "Oh Boy" - She & Him
11 - "Changing All Those Changes" - Nick Lowe
12 - "Words Of Love" - Patti Smith
13 - "True Love Ways" - My Morning Jacket
14 - "That'll Be The Day" - Modest Mouse
15 - "WellAll Right" - Kid Rock
16 - "Heartbeat" - The Detroit Cobras
17 - "Peggy Sue" - Lou Reed
18 - "Peggy Sue Got Married" - John Doe
19 - "Raining In My Heart" - Graham Nash

segunda-feira, 14 de março de 2011

Ivan Lins, e Paul McCartney

O encontro foi há 10 anos, mas esta foto é inédita.

Em 2001, Ivan Lins apresentou-se no "Blue Note," em Nova York, e recebeu no seu espectáculo ninguém menos do que Paul McCartney. O ícone do rock mundial assistiu ao show de lançamento do CD “Jobiniando” e depois foi cumprimentar Ivan Lins, ao camarim.

Paul, como todos os restantes admiradores e amigos do cantor/pianista Brasileiro, ficou na fila, que ia crescendo á porta do camarim, com os constituintes da dita, a aguardarem a sua vez para cumprimentar o artista daquela noite.

Um dos produtores, que passava no local, reconheceu Paul, e ficou incrédulo. Correu a contar Ivan, o qual, também ficou sem palavras.

Convidado a "furar a fila" e a entrara de imediato ao camarim, Paul recusou-se, e disse com a maior simplicidade do mundo que aguardaria na fila.

Já no camarim, Paul elogiou o show, e segundo relatou do próprio Ivan Lins em 2002:

"Paul, fez questão de dar parabéns ao violonista da minha banda, José Carlos dos Santos, que agora eu só chamo de sir", brinca o compositor.

A foto que regista esse encontro é exclusiva, nunca antes publicada, gentilmente cedida por Marcos Britto, o talentoso teclista da banda do Ivan Lins (primeiro da direita para a esquerda).

Fonte: Aline Sodré, e Gonzaga Coutinho

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Paul McCartney recebe primeiro Grammy a solo, com "Helter Skelter"

Paul McCartney foi premiado com o seu primeiro Grammy a solo em 39 anos no domingo, por uma gravação ao vivo de "Helter Skelter".

McCartney levou a estatueta de melhor gravação ao vivo de rock pela canção, gravada pela primeira vez há já 42 anos, pelos Beatles, e que Paul incluiu na gravação do seu álbum ao vivo "Good Evening New York City", de 2009.

Foi o seu 14º Grammy, dos quais 10 estavam ligados aos Beatles, desde 1965 até ao relançamento da obra dos Fab Four, em 1997.

Como artista solo, levou o Grammy em 1972 pelo seu arranjo para "Uncle Albert/Admiral Halsey". Depois, levou mais dois Grammys por composições dos Wings, em 1975 e 1980.

McCartney, de 68 anos, já recebeu diversas indicações aos Grammys -11 desde 2005 - mas foi derrotado por artistas como Bruce Springsteen, Amy Winehouse e Justin Timberlake.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Guitar Hero - The Beatles


A experiência de misturar o "rock and roll" com jogos de vídeo não é nova. Desde o inicio da comercialização deste tipo de entretenimento, que os seus criadores, colocaram sempre a música associada ao gênero e, até mesmo, às temáticas. Esta experiência começou a aprimorar-se, nos anos noventa, durante a quarta geração de jogos electrónicos, quando foram lançados títulos como o "Rock & Roll Racing" e o "Revolution X" para a plataforma Sega Genesis. Estes jogos tinham bandas sonoras adaptadas, e baseadas em sucessos dos Deep Purple, Black Sabbath, Steppenwolf e Aerosmith.

Mas foi só em meados do ano 2000 que a interacção entre os video games e a musica, rock particularmente, alcançou um novo patamar, com o lançamento, em 2005, da primeira versão de Guitar Hero.
O jogo simula, através de um joystick em formato de guitarra, a experiência de se ser um astro do rock. O objectivo é, basicamente, seguir as notas musicais, representadas por cores, apertando os botões coloridos do controlador, ou melhor, da guitarra.
O sucesso do jogo rendeu uma série de sequências, abrindo espaço também para uma nova franquia chamada Rock Band, que pela primeira vez ofereceu simuladores de bateria e microfones para que os jogadores pudessem cantar.

Esse tipo de jogo abriu um novo mercado para a combalida indústria musical, que passou a competir por espaço para os seus artistas nos novos lançamentos de vídeogames.
A primeira banda a ter um jogo dedicado a ela foi o Aerosmith, e, em seguida os Metallica, mas nestas duas versões de Guitar Hero havia espaço para músicas de outras bandas.

Em 2007 iniciou-se uma disputa entre os desenvolvedores de Guitar Hero e Rock Band para ter nos seus jogos o direito de disponibilizar as músicas da banda mais importante de todos os tempos, os Beatles. A luta de braço, foi vencida pela Harmonic Music System e pela Eletronic Arts, responsáveis por Rock Band, que prometeram fazer um jogo inteiramente dedicado ao quarteto de Liverpool.

Eis que no dia 09/09/09 – uma referência à faixa "Revolution 9", na qual a frase "number nine" fica a repetir-se em loop – houve o lançamento do tão esperado The Beatles: Rock Band.
Ao contrário dos jogos dedicados ao Aerosmith e ao Metallica, esta versão só possui canções da banda que leva o nome do jogo, fazendo um mergulho profundo na carreira dos Fab Four.

O jogo torna-se impressionante logo na animação de abertura, com um medley de canções do grupo, trazendo vários momentos da carreira dos Beatles, desde os dias de "Twist and Shout" até a psicodelia final de "I Am the Walrus".
Talvez nenhuma outra banda fosse tão apropriada para estrelar um jogo de vídeogame quanto os Beatles. Isto porque a trajetória do grupo favorece imensamente a elevação de nível de dificuldade de acordo com as fases da sua carreira. No início, faixas mais simples e menos elaboradas, como em "A Hard Day´s Night", até melodias mais complexas como a de "The End".

A evolução por cada nível de dificuldade acompanha as fases do grupo, que mudam de nível para nível, juntamente com o visual do quarteto (figurino, cortes de cabelo, bigodes, barbas). Os cenários também acompanham a trajectória do grupo, começando no Cavern, clube onde a banda se revelou, até ao telhado da Apple, aonde a banda se apresentou pela última vez.


Após o Cavern Club, os jogadores tocam no Ed Sullivan Show, em Nova York, aonde a banda se apresentou pela primeira vez, em 1964, nos USA. Logo depois, e durante a tourné pelos Estados Unidos, aparece o estádio de beisebol Shea, onde os Beatles realizaram o show para o seu maior público, 55.600 pessoas, no dia 15 de Agosto de 1965. O nível dos detalhes deste cenário é impressionante: o comportamento do público é idêntico ao visto nos vídeos daquele concerto. Além disso, pode-se notar o trabalho que a polícia teve para conter as fãs enlouquecidas. Em alguns momentos, os guardas aparecem tampando os ouvidos para se proteger da gritaria; em outros, correndo atrás de "teenagers" que tentam invadir o palco.

Em seguida o jogo transporta-nos até 1966, quando os Beatles fizeram a sua última turnê mundial, apresentando-se pela primeira vez no Japão. O cenário reproduzido é a arena Budokan, em Tóquio, na qual o grupo fez uma série de concertos entre Junho e Julho daquele ano.

A possibilidade de cenários parecia esgotada, já que entre 1967 e 1969 a banda não se apresentou mais publicamente. Foi aí que os criadores, resolveram utilizar o estúdio de Abbey Road para ambientar as canções escritas nesse período.
Mas engana-se quem pensa que a partir daí o jogo fica monótono. Ao contrário, as músicas desse período têm tratamento individual. As temáticas de cada faixa transportam Paul, John, George e Ringo para cenários imaginados, alguns deles baseados em filmes da banda, como em "Yellow Submarine", e "I Am the Walrus", na qual eles aparecem caracterizados como os personagens do filme Magical Mystery Tour. Em alguns casos as capas são inspiração para os cenários, caso do "Sgt Pepper's Lonely Hearts Club Band".



Quando tocam somente no estúdio, o impressionante, é a reprodução exacta dos figurinos e do visual da banda, que coincidem perfeitamente com os vídeos da época. Até mesmo a posição de cada integrante no estúdio é a mesma das sessões originais de gravação. Entre uma canção e outra pode-se ouvir algumas conversas gravadas durante essas sessões, e até mesmo algumas improvisações.

No final de três sessões que contemplam muitas viagens para além de Abbey Road, o quarteto reúne-se no telhado da Apple Records para fazer sua última apresentação pública, juntos. Nessa parte do jogo pode-se tocar algumas canções nas versões idênticas as que foram executadas naquele 30 de Janeiro de 1969. Mais uma vez os detalhes impressionam: desde o público passando na rua até os policiais preocupados em acabar com a festa.



O jogo chega ao fim com uma animação, que não poderia ter outro tema, que não "The End". Nela os Fab Four tocam a canção nos telhados da Apple, contemplando uma Londres incrementada pelos personagens das suas canções. Após o vídeo, a canção fica disponível para ser tocada, ou melhor, jogada.

Alguns dos atractivos do jogo são as recompensas dadas após atingir determinados objetivos. Há alguns presentes, como fotos raras e alguns vídeos que mostram os bastidores de apresentações as quais o jogo faz referência.

Enfim, todos os detalhes foram pensados para que nenhum fã dos Beatles pudesse colocar qualquer defeito. Jogar The Beatles: Rock Band é participar numa viagem pelos anos dourados da década de 60, tripulada pelos mais importantes comandantes dessa história.

O jogo ajuda não só saciar os sedentos seguidores da banda, que estão sempre ansiosos á espera de novos lançamentos, mas também ajuda a perpetuar o legado do quarteto de Liverpool para as novas gerações.

A Harmonix e a Eletronic Arts prometem disponibilizar todo o catálogo da banda para ser jogado no Rock Band.
Já está disponível para download (pago) a faixa "All You Need is Love". Para Outubro está previsto o lançamento do álbum Abbey Road na íntegra.
Em seguida será a vez de Sgt Pepper's Lonely Hearts Club Band (Novembro) e Rubber Soul (Dezembro).

Por Vitor Bemvindo
Colecionador
Mofodeu