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sábado, 16 de março de 2019

16 músicas dos Beatles que John Lennon considerava "uma perda de tempo"



Vocês são do tipo de fãs que adoram todas as músicas dos Beatles? 
Pois eu também sou! 
Mas fiquem a saber que existem pelo menos 16 gravações dos Beatles que o próprio John Lennon, em entrevistas concedidas nos anos 70, considerava "uma perda de tempo" - ou seja, se fosse por ele, elas nem teriam sido gravadas, quanto mais lançadas! 


Laiam aqui a lista dos temas renegadaos por John Lennon: 


1. “Dig A Pony” Em 1980 John declarou que essa era um "pedaço de lixo". Lançada no LP Let It Be (1970), tem uma letra "non sense" que faz referência, entre outros, à sua antiga banda Johnny and the Moondogs (“I pick a moondog”) e Mick Jagger (I roll a stoney/Well you can imitate everyone you know”). 


2. “Sun King” Provavelmente há quem irá discordar. Afinal, ela faz parte do maravilhoso medley do lado B do LP Abbey Road (1969), mas John Lennon considerava-a "um dos piores lixos que eu já fiz".

3. “Mean Mr. Mustard” Outra que aparece no medley do Abbey Road, foi composta na India, no ashram do Maharishi, em 1967 e só dois anos depois foi publicada. John Lennon já a citou como "uma das várias porcarias que eu escrevi na Índia". 


4. “Rocky Raccoon”  Numa entrevista, Lennon declarou detestar esta faixa do álbum branco (The Beatles, 1968). "Eu vi Bob Hope tocando essa música há alguns anos e agradeci a Deus por ela não ser minha", disse. 


5. “Birthday” "Outro pedaço de lixo. Acho que Paul queria fazer algo parecido com 'Happy Birthday Baby', o velho sucesso dos anos 50". 


6. “Cry Baby Cry” Lançada no álbum branco, Lennon também considerava-a um verdadeiro lixo. Composta na Índia e gravada inicialmente na casa de George em Esher. Johnn detestava principalmente a letra. 


7. “Hello, Goodbye” John nunca se conformou com o facto dela ter sido lançada como lado A do single com “I Am the Walrus”. 
"Não é uma grande música", disse ele, que só gostava, no máximo, daquela parte final, aquela do fade out, onde ele tocava piano. 


8. “Lady Madonna”.John achava que só se podia aproveitar o piano. "Ajudei Paul a fazer parte da letra, mas não sinto nenhum orgulho dela, de qualquer maneira". 



9. “Ob-La-Di, Ob-La-Da”. John desprezava essa música e sempre se queixou do tempo gasto no estúdio com essa gravação, lançada no álbum branco. Paul certamente discorda, já que é uma das obrigatórias nos seus shows.

10. “Martha My Dear” Não só John, mas, segundo consta, George 
também sempre detestou essa música, que igualmente levou tempo demais de estúdio. Uma música que, John, considerava "apenas uma letra muito pessoal de Paul". 

11. “When I’m Sixty-Four” John zombava desse clássico do Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band (1967), chamando-a de "música da vovó". "É completamente de Paul. Eu jamais escreveria uma música dessa". 

12. “Lovely Rita” Outra do Sgt. Pepper que John nunca gostou. 
"Eu nunca me interessei em escrever sobre pessoas como essas", disse.  "Eu gosto de escrever sobre mim, pois eu sei quem eu sou". 

13. “Good Morning, Good Morning” John também vetou esse tema que eventualmente chamava de "um lixo". E vejam que foi composta por ele e lançada no aclamado Sgt. Pepper! 

14. “Run for Your Life” Lançada no LP Rubber Soul, John renegava essa com todas as suas forças, sobretudo depois do seu envolvimento com Yoko Ono, por a considerar "apenas uma canção machista". 

15. “A Taste of Honey” John considerava essa canção de Bobby Scott/Rick Marlow, lançada no LP Please Please Me(1963) a mais "cafona" que os Beatles gravaram e até gozava com o trocadilho “A Waste of Money” (uma perda de dinheiro). 

16. “It’s Only Love” "Esta é uma música minha que eu realmente odeio", disse ele à revista Hit Parader, em 1972, sobre a música do LP HELP! "A letra é horrível". Sempre que se referia ao tema, comentava sobre o clima de constrangimento no estúdio, durante a gravação daquela guitarra da introdução. 

José Carlos Almeida

quarta-feira, 11 de julho de 2018

The Nerk Twins - 1960


O Cavern Club, em Liverpool, o Star Club, em Hamburgo, e o Shea Stadium, em Nova York, são pontos de referência na história dos Beatles. Mas agora um novo santuário deve ser adicionado à lista: o Fox e Hounds em Caversham.

O pub pouco conhecido nos arredores de Reading, Berkshire, foi revelado como sendo o local aonde, no sábado, 23 de Abril de 1960, John Lennon e Paul McCartney fizeram seu único show como duo, chamando-se The Nerk Twins - em frente a uma platéia de apenas três pessoas.

Tocando violões e cantando sem microfones, a dupla de adolescente empoleirou-se em banquinhos de bar na pequena sala para tocar um set que incluía um velho sucesso de Les Paul e Mary Ford, The World Is Waiting For The Sunrise, assim como Be Bop A Lula e outros clássicos do rock'n'roll e do country. Repetiram o concerto á hora do almoç, com a mesma apatia redundante dos habitantes locais.

"No início, ninguém entrou na sala para os ver actuar", lembra-se Mike Robbins, o então proprietário do pub. ‘Os meus clientes estavam no bar, perguntando:“ Quem são esses Nerk Twins, então? '”

Na verdade, as duas futuras estrelas tocaram durante anos sob vários nomes, incluindo The Quarrymen, The Silver Beetles, The Silver Beats e, apenas algumas semanas após o show da Fox and Hounds, The Beatles.


O improvável espectáculo, aconteceu porque a esposa de Mike, Betty, era prima de Paul McCartney. O casal trabalhava como Butlins Redcoats antes de ter o pub, e os adolescentes Lennon e McCartney estavam ansiosos para receber o seu apoio.

"Foram nas férias escolares da Páscoa e John e eu fomos de boleia de Liverpool até ao pub", lembrou Paul McCartney.
‘Nós normalmente passáva-mos lá uma semana e trabalhamos no bar. Então o Mike disse que eu e o John deveríamos tocar lá no sábado à noite. Então fizemos os nossos próprios pôsteres e os colocamos no bar: “Saturday Night - Live Appearance - The Nerk Twins”.

"Foi o show mais pequeno que já fiz. Nós estávamos a tocar para uma sala cheia de ar, mas foi entusiasmante."

Agora a finalidade é encontrar um desses cartazes desenhados à mão. O especialista em memorabilia dos Beatles, Paul Wane, disse: ‘É um tiro no escuro, mas você nunca sabe o que há no sótão de alguém. O facto de que esses pôsteres foram desenhados à mão por Paul e John faria deles um achado fantástico."

"O maior valor já pago por um cartaz dos Beatles foi de 75 mil libras do concerto do Shea Stadium. Um pôster da Fox e dos Hounds atrairia facilmente muito interesse. Estimo que seria vendido entre 80.000 e 100.000 libras."


Atordoado, ficou o actual proprietário do Fox and Hounds, Tony Gomez pois não fazia ideia de que Lennon e McCartney tinham actuado no seu pub. Tony Gomez, de 57 anos, que administra o pub há 25 anos, desconhecia completamente a história oculta do seua bar.

Disse: "Quando ouvi que Paul McCartney e John Lennon tinham actuado aqui, achei que as pessoas me estavam a gozar. Acho que esta notícia colocará o pub no mapa - e muitos moradores locais estarão procurando por esses pôsteres."

O especialista em Beatles Bill Heckle, dono do The Cavern Club, em Liverpool, declarou: 
"The Fox and Hounds é, sem dúvida, um pub de grande significado histórico. Foi o primeiro local a receber uma performance pública de John Lennon e Paul McCartney, deveria ser um pub mundialmente famoso. Com o investimento adequado, poderá tornar-se num destino para os fãs dos Beatles e para os fãs de música em geral.

"Em Liverpool, um "nerk" é um termo depreciativo para alguém completamente sem credibilidade nas ruas, mas este lugar tem uma credibilidade real quando John e Paul cimentaram a sua parceria musical. Acho que deveria ser renomeado The Nerks Head em sua homenagem.

Embora o show parecesse destinado a ser apenas um par de rapazes com guitarras acusticas cantando temas de rock and roll e country, Paul McCartney credita a sessão do pub, como sendo a primeira  lição crucial que ele e Lennon tiveram sobre a criação do acto de palco dos Beatles que faria as meninas gritarem ao redor do mundo.

"O meu primo costumava criara os cartazes que anunciavam os espectáculos - ele era meio espetacular", lembrou ele. Era um agente de entretenimento que organizava concursos de talentos em Butlins e "fazia" na rádio. Perguntou qual seria a música com que iríamos começar e nós dissemos, Be Bop A Lula. Resposta dele: “Não, é muito lenta. Este é um pub que num sábado à noite, precisam abrir com algo rápido e instrumental. O que mais é que teem?"

“Nós dissemos:“ Bem, nós tocamos The World Is Waiting For The Sunrise’ ”- eu solo a melodia e o John faz o ritmo - então nós tocamos o tema e ele disse:“ Perfeito, comecem com isso,e depois toquem o Be Bop A Lula. .

"Esta foi a nossa introdução ao know how do showbiz, e eu me lembraria de seu conselho anos depois, quando estávamos a organizar os shows dos Beatles."

O potencial de Lennon e McCartney perdeu-se nessas actuações no Fox e Hounds. 
Mike Robbins relembrou: 

"Quando Paul e John foram embora, um dos moradores locais disse-me:
"Quando é que os Nerk Twins actuam aquide novo? Eles eram "fraquinhos", mas trouxeram um pouco de vida ao pub. ”


sábado, 20 de janeiro de 2018

Há 20 anos, morria Carl Perkins, pioneiro do rockabilly e ídolo dos Beatles.


Nascido em 9 de abril de 1932 em Tiptonville, Tennessee, Carl Lee Perkins foi, ao lado de Elvis Presley, Jerry Lee Lewis, Roy Orbison e Johnny Cash, uma das joias da coroa da Sun Records, gravadora de Memphis que foi fundamental para o surgimento do rock and roll.  A Sun era comandada pelo lendário produtor Sam Phillips, que logo reconheceu o potencial de Perkins. 

Em 1955, o cantor e guitarrista gravou os singles “Movie Magg”/ “Turn Around” e “Let The Juke Box Keep On Playing”/“Gone, Gone, Gone”, que obtiveram sucesso local. Mas foi com “Blue Suede Shoes”, lançada no final daquele ano, que ele fez o seu nome, tornando-se um dos fundadores do rock and roll. 

O tema "explodiu" nas vendas  pop, country e  rhythm and blues. Perkins, o verdadeiro Rei do Rockabilly, gravou inúmeros clássicos, mas um acidente de carro em 1956, quando ele estava a caminho do Ed Sullivan Show, tirou-o de cena e a carreira dele arrefeceu por um largo periodo. 

Com o tempo, Perkins recuperou, assinou com a Columbia Records e retomou a carreira.Teve problemas com a bebida, mas tornou-se um cristão renascido e abandonou o vício. 


Perkins era adorado pelos Beatles, que gravaram oficialmente três canções dele: “Honey Don’t”, “Everybody is Trying to Be My Baby” e “Matchbox”. 

O guitarrista foi uma das maiores influências de George Harrison. Carl Perkins enveredou, ainda, pela música country, e por muito tempo fez parte da trupe do amigo Johnny Cash. 

Em 1985, ele foi homenageado num programa especial da televisão "Blue Suede Shoes - A Rockabilly Session", gravado em Londres, em que Perkins relembrou os seus clássicos ao lado de George Harrison, Eric Clapton, Ringo Starr e Dave Edmunds, além de Slim Jim Phanton e Lee Rocker, ambos dos Stray Cats. 

Em 1987, ele entrou para a Hall da Fama do Rock and Roll. 

Perkins também era activista e apoiava diversas causas, como a luta contra o abuso infantil. 

Em 1996, gravou o álbum "Go Cat Go!", que inclui duetos dele com os quatro Beatles – John Lennon apareceu através de uma gravação de arquivo de “Blue Suede Shoes”. 


Outros super astros presentes no trabalho foram Bono, Tom Petty and The Heartbreakers, Paul Simon, John Fogerty (Creedence Clearwater Revival) e Willie Nelson. 

O cantor continuou na estrada e gravava ocasionalmente, mas na metade dos anos 1990 a saúde dele começou a falhar. O músico sofreu uma série de derrames, mas foi um câncer na garganta que o levou, no dia 19 de Janeiro de 1998. Tinha 65 anos e morreu no Jackson-Madison County Hospital, em Jackson, Tennessee. 

O funeral contou com a presença de vários astros e amigos, como George Harrison, Johnny Cash, June Carter Cash, Billy Ray Cyrus, Garth Brooks, Wynonna Judd e outros. 

Alguns deles tocaram clássicos de Perkins num mini concerto improvisado. Elton John, Paul McCartney, Eric Clapton e outros gravaram mensagens em vídeo. 

Paulo Cavalcanti no RS BR

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Double Fantasy


Double Fantasy,é o quinto álbum de estúdio de John Lennon,lançado em 17 de Novembro de 1980, poucos dias antes de Lennon ser assassinado. É o último álbum gravado por John em vida. 

Quando Sean Lennon (o primeiro e único filho que John teve com Yoko Ono) nasceu em 1975, John resolveu dedicar-se mais ao filho, colocando a sua carreira em segundo plano, tendo ficadi sem editar discos de 1975 a 1980. 

Em meados de 1980, John e Yoko começaram a compor, chamaram o produtor Jack Douglas e começaram as gravações em Agosto do mesmo ano. Antes do álbum, John lançou um single com "(Just Like) Starting Over" (cantada por ele) e "Kiss Kiss Kiss" (cantado por Yoko). A música foi escolhida para o 45 Rpm. não por ser a melhor música do álbum, mas por ser a mais apropriada, para assinalar os cinco anos de ausência de John do mundo da musica. Rapidamente o tema ficou entre as cinco mais executadas nos Estados Unidos. 

Depois de lançado, Double Fantasy recebeu algumas críticas desfavoráveis pela participação de Yoko, mas ainda assim foi recebido com grande expectativa por se tratar de um álbum de John Lennon. Após o seu assassinato, o álbum e a música "(Just Like) Starting Over" atingiram o primeiro lugar nas listas dos mais vendidos em todo o mundo mundo. "Woman" e "Watching the Wheels" foram os temas a serem lançados de seguida. 

"Woman" foi composta em homenagem a Yoko Ono. Em entrevista no dia 5 de Dezembro desse ano, à revista Rolling Stone, John disse que esta música era sua versão para "Girl" (música que John compôs na época dos Beatles e lançou no álbum Rubber Soul) mais amadurecida. A música foi lançada em compacto depois da morte de John com "Beautiful Boys" no lado B. "Watching the Wheels" também foi lançada em 1981 como single, trazendo na capa uma foto com o casal tirada na frente do Dakota pelo fotógrafo Paul Goresh, o mesmo que tirou a foto de John Lennon dando um autógrafo a Mark Chapman no dia de seu assassinato. 

Ironicamente, o autógrafo foi dado na capa do álbum Double Fantasy.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Eu Sou Brian Wilson


Ontem (11 de Outubro 2016), Brian Wilson lançou o seu livro de memórias há muito aguardado, “Eu sou Brian Wilson “, aonde escreve sobre a influência que os Beatles e os Rolling Stones, tiveram na sua forma de compor.

Neste trecho de suas memórias, "Eu sou Brian Wilson," o Beach Boy olha para trás com carinho para alguns dos outros Beach Boys seus companheiros na banda, como sendo os seus verdadeiros pares.

Descreve ainda a influência dos dois únicos, dos verdadeiros rivais nos anos 60 dos Beach Boys: os Beatles e os Rolling Stones. 
E também, como o companheiro de banda / rival Mike Love o ajudou a terminar "Good Vibrations".

"O disco que mais me influenciou, que realmente me “agarrou” foi Rubber Soul , dos Beatles que saiu no final de 1965.

Rubber Soul é provavelmente o maior disco de sempre. Talvez o disco de Phil Spector, Cristhmas, esteja lá no topo com ele, e é difícil dizer que Tommy  dos The Who não é um dos melhores, também. Mas Rubber Soul foi lançado em dezembro de 1965 e atirou-me directamente para o banco do piano. É um álbum inteiro de canções dos Beatles, canções populares, onde tudo flui em conjunto e tudo funciona. Lembro-me ter sido completamente hipnotizado  com “You Won’t See Me” , “I’m Looking Through You” e “Girl.” Não foram apenas as letras e as melodias, mas a produção e as suas harmonias. Eles tinham essas harmonias únicas, sabe?  

Em “You Won’t See Me”  Paul canta a voz baixa e George e John cantam lá no alto. Há um órgão zangado, a debitar uma nota que é pressionada durante o último terço da canção ou assim. Aqueles eram os sons que eles estavam experimentando, quase música art. O que era fascinante nos Beatles é que nós podíamos ouvir as suas ideias de forma clara em toda a sua música. Eles não copiavam como outras bandas, e não valorizavam muito as suas canções. Tanto podiam interpretar uma canção sobre solidão como uma sobre a raiva ou até uma canção sobre a depressão em que por vezes mergulhavam. Eram grandes poetas que escreviam sobre coisas simples, o que também tornou mais fácil ouvir e entender a sua música. Nunca fizeram nada ao acaso. Eram perfeitos, a compor músicas de mão cheia.

Eu conheci Paul McCartney mais tarde, nos anos 60, num estúdio. Eu estava quase sempre num estúdio na época. Ele veio quando estávamos na Columbia Square trabalhando em overdubs vocais, e tivemos uma pequena conversa sobre música. Todos sabem agora que "God Only Knows" foi não só a música favorita de Paul, dos Beach Boys, mas uma de suas canções favoritas desse período. Mas pensar sobre o quanto isso era importante para mim quando eu o ouvi pela primeira vez lá em Sunset Boulevard. Eu era a pessoa que escreveu "God Only Knows", e a outra pessoa, era a que escreveu "Yesterday" e "And I Love Her" e tantas outras canções, e naquele momenta estava a dizer-me que a minha composição era a sua musica preferida, a sua musica favorita. Aquele troca de palavras, realmente explodiu a minha mente. Ele não foi o único Beatle que se sentia dessa forma. John Lennon ligou-me depois do lançamento de Pet Sounds a dizer-me o quanto ele gostava do disco.

Mas Paul e eu ficamos sempre em contacto. Outra vez não muito tempo depois Paul veio à minha casa, e falou-me sobre a nova música que ele tinha composto.
"Há uma canção que eu quero que oiças", disse ele. "Acho que é uma boa melodia."
Ligou o gravador e ouvi pela primeira vez a demo de “She’s Leaving Home.”
Minha esposa, Marilyn, também estava lá, e emocionada, começou a chorar. Ao ouvir a nova canção, de Paul McCartney, primitiu-me olhar e ouvir as minhas próprias canções mais claramente. Era difícil para mim imaginar o efeito que a minha música tinha sobre as outras pessoas, mas era fácil para mim, entender as musicas de outro compositor da grandeza de Paul.

Mais de trinta anos depois, eu fui “abrir” um espectáculo de Paul Simon, de quem eu não gostava. Foi bom estar incluído no mesmo programa com ele, mas nós estávamos a actuar para multidões compostas por adultos já “entradotes” na idade, e isso significava que o primeiro acto, que era eu, começou quando o sol ainda estava bem brilhante e a multidão ainda estava a entrar. Era difícil ter um bom relacionamento com as pessoas na platéia sob essas condições. No Greek Theatre, em Los Angeles, comecei o espectáculo com menos de metade da lotação do espaço. Abrimos com o “The Little Girl I Once Knew,” seguido por "Dance, Dance, Dance", depois "In My Room", e logo de seguida, um cover da música dos Barenaked Ladies ' "Brian Wilson."
Essa foi a canção mais estranha que interpretei. Não conhecia a musica até quando um elemento da banda que me acompanhava, sugeriu que a ensaiássemos. Era uma canção sobre um tipo que tenta escrever uma música e não consegue comparando-se a mim, no período em que eu estava sob o tratamento de Dr. Landy.



Na canção, o tipo tem um sonho em que recebe cerca de 300 libras e, em seguida, começa a flutuar até que o chão fica tão longe que não consegue mais vê-lo. Eu nunca tive esse sonho, mas sentia-me bem com a execução da música e estava-mos todos a fazer bom trabalho. Tocámos mais alguns hits: “California Girls,” “I Get Around,” “Wouldn’t It Be Nice.” Depois de, “Add Some Music to Your Day,” começamos o “God Only Knows.” ". Nesse momento, abriu-se a porta lateral do palco e Paul McCartney entrou. Todos os espectadores o viram. O teatro irrompeu com aplausos e todos se levantaram a gritar o nome dele. Vi a minha esposa Carnie na platéia que colocou a mão na boca, em choque. Foi um momento de "Oh meu Deus". Acenei do piano. Mas não foi suficiente. Nós estávamos a entrar no verso final e eu mudei a letra na hora para "Só Deus sabe o que eu seria sem Paul."

No fim do espectáculo Pablo veio aos bastidores. E como eu chamo o Paul. Pablo. Fiquei feliz em vê-lo. Contou-me que quando estava a passar em frente ao Greek Theatre, na limusine, abriu a janela para puder ouvir a música.
"Eu queria ouvir os sons do Brian", disse ele. Quis ouvir a introdução de “You Still Believe in Me.” Havia um teclado no camarim, então eu toquei o tema para ele. Naturalmente começámos a harmonizar o tema. Foi incrível, Paul McCartney e eu a harmonizar-mos na introdução de “You Still Believe in Me.” Vocês acreditam nisso?

O outro Beatle com quem me identifiquei, foi George Harrison. Era tão espiritual. Tinha um jeito de fazer as coisas simples: “Give me life / Give me love / Give me peace on earth.” Lembro-me que durante os primeiros anos dos Beatles, era difícil pensar nele como um compositor de tão grande nivel. Mas depois de "Here Comes the Sun", eu comecei a prestar mais atenção ás suas canções. Talvez todas as bandas precisassem de alguém assim, uma presença profundamente espiritual que não fosse exactamente líder da banda. Tivemos o meu irmão Carl Wilson. Nunca conheci George, mas muitos anos depois fiz um espectáculo para ele. Em 2015 a sua viúva Olivia, ligou e pediu-me para actuar no George Fest em Holly- Wood. "Claro que sim", disse eu. Tocámos o "My Sweet Lord", mas eu teria feito qualquer uma das canções de George. Ele escreveu belos temas.

Os Beatles podem ter sido o topo na época, mas os Rolling Stones não ficaram muito atrás. Tinham imensos temas com grandes riffs. Fiquei fascinado com: "Satisfaction", "Get Off of My Cloud" A minha música favorita dos Rolling Stones foi gravada um pouco mais tarde, "My Obsession", no LP, Between the Buttons . Fui convidado para o estúdio quando estavam a misturar o baixo. Nunca os conheci pessoalmente.
Mas fiquei encantada com essa canção. O inicio está perto de "Get Off of My Cloud" Charlie Watts começa com uma batida em tudo, idêntica á de "Get Off of My Cloud”, e depois destaca-se aquela combinação impressionante de órgão e piano na faixa esquerda. Os vocais de apoio, uma série de babys ooh que mais tarde viriam a gravar no "Sympathy for the Devil". É realmente uma composição sobre a obsessão pelo corpo de uma mulher.

O que se destaca em "My Obsession" é que ele não é apenas a reprodução de mais um riff de Keith. Porque Keith Richards , o grande inovador com esses riffs de guitarra incríveis, fez com que fosse mais apreciado só por isso, mas pessoas têm que analisar mais fundo, mais dentro do seu trabalho; se o fizerem, vão encontrar vários truques de produção complexos e momentos de sofisticação e beleza. No tema “Sad Day, um tema pouco conhecido, há um pormenor que escapou á  maioria das pessoas. Há um pequeno, grande solo de piano executado por Jack Nitzsche, que era um produtor da escola de Phil Spector. Jack escreveu "The Lonely Surfer", que tinha um dos primeiros exemplos do que seria o som da guitarra usado nos westerns spaghetti. Os Stones tiveram todas essas influências. Que usaram a seu bel prazer. A sua própria personalidade, enquanto banda era e é ainda, muito forte.
Foi assim também que os Beach Boys funcionaram. Todas as influências que usámos, acabaram por ser a nossa identidade, o nosso som.

Ao longo dos anos tenho escrito algumas músicas que são homenagens aos Stones. Por exemplo “Add Some Music to Your Day.” aonde se pode ouvir o som de guitarra, popularizada por Keith Richards, especialmente no início, e a parte vocal, onde cantamos “add some, add some, add some music.” são vozes tipicamente dos Stones . Resumindo, nesse tema usamos guitarras, vozes e arranjo tipo Rolling Stones. Ouçam atentamente. Tentei reproduzir as suas vibrações. Inclusive mencionei-os na letra, também: “There’s blues, folk, and country, and rock like a rollin’ stone.” Mas a nossa música mais influenciada pelos Stones  foi, provavelmente, "Marcella", que está no disco Carl and the Passions—So Tough.  "Marcella" não é um tema profundo como outras canções. Não é o "Sail On Sailor" ou o 'Til I Die." É sobre uma garota que trabalhava num salão de massagens aonde eu costumava ir. É uma música luxuriante, pura e simples, como "My Obsession". Pouco antes e depois dos dois minutos, vocês podem ouvir os Stones, ou pelo menos a minha versão deles. Eu produzi a maior parte dessa sessão, mas depois fui descansar. Enquanto estava lá em cima, os outros, acrescentaram a parte, “hey, yeah, Marcella”que Al Jardine canta. É a minha letra favorita, mas não é uma das minhas músicas favoritas dos Beach Boys em geral. Carl cantou:
“One arm over my shoulder/Sandals dance at my feet/Eyes that knock you right over/Ooo Marcella’s so sweet.”


As pessoas pensavam que o rock and roll era uma música festiva, em primeiro lugar. Gostavam de ouvir líricas sobre as coisas simples, sobre festas, raparigas e a vida na adolescência, e foi isso que o rock and roll lhes mostrou. Houve sempre coisas complicadas na minha vida, mas eu mantive-as ou coloquei-as de lado. Mas depois as coisas ao meu redor começaram a mudar. Quando me mudei para Houston e o tempo que passei sozinho a compor, sem a banda foi uma grande mudança na minha vida, mas não foi a única mudança. Tudo começou a mudar. Talvez digam que foi por causa de eu fumar haxixe e usar relaxantes. Quando eu não estava nervoso, não receava que as coisas se complicassem e não tinha nenhum medo. Talvez tenha sido mais um tempo de aprendizagem sobre composição e produção e de como eu poderia colocar as idéias mais musicais nas canções que eu estava fazendo. "California Girls" foi um enorme sucesso pop, mas tinha outra peça de música no início que não era nada como uma canção pop. E mesmo que Summer Days (And Summer Nights !!) foi ainda mais para o lado pop das coisas, havia uma pequena sinfonia no meio chamado “Summer Means New Love.” Fui eu quem tocou esse trecho num piano de cauda, sendo apoiado por uma seção de cordas. Houve momentos em que pensei que estava construindo algo sobre as fundações existentes, e que estaria a demolir o que havia sido construído antes. Estava a começar uma nova fundação.
O que pareceu essa nova fundação? Pareceu que efectivamente vingara, crescera. Foi complicado, com muitas peças voando em todas as direções, mas se olhar-mos a partir do ângulo certo, veremos que tudo ficou intacto. E foi bonito de ver.

Comecei a construir essa base após a viagem de avião para Houston. Comecei com o disco, “Beach Boys Today! , Que foi um passo em frente, depois Summer Days (E Summer Nights !!) , o que foi mais um passo. Seguiram-se “Pet Sounds” , que foi uma grande experiência, e com “SMiLE” , que foi uma má experiência em alguns aspectos e que às vezes se tornou difícil falar sobre a grande experiência de “Pet Sounds” . Isso não significa que eu não vou falar sobre esse trabalho. Significa apenas que é uma situação idêntica á situação com o meu pai. Eu preciso pensar um pouco mais cuidadosamente sobre como falar sobre isso. O único caso em que é fácil falar sobre a nova fundação é que eu estava a compor "Good Vibrations". Tem havido muitas versões sobre como essa música aconteceu. As pessoas dizem que a gravadora e a banda pensavam que eu estava indo longe demais na música na arte e que eu precisava de voltar a compor hits pop. Isso provavelmente é verdade. Mas não foi assim que a canção nasceu.

O tema foi composto depois de fumar uns charros, e estava sentado ao piano, a tocar relaxado. Mike apareceu com a letra. Ouviu-me a tocar e a cantar o refrão “Good, good, good vibrations”. Mike, ficou entusiasmadíssimo, e foi de sala em sala espalhando a ideia de boas vibrações e o que isso significava, que estaria ligado à paz e ao amor que estava a acontecer em São Francisco e em outros lugares. A verdade é que quando comecei a canção, estava a pensar de forma diferente. Estava a pensar em como as pessoas se sentem instintivamente se algo é bom ou mau, as notícias que recebem, às vezes, quando o telefone toca, entendem ?  E eu estava a pensar em como a minha mãe me costumava dizer, que os cães têm a precepção de uma situação boa ou má, ou sentirem a disposição das pessoas imediatamente. Eu já tinha algumas estrofes, algumass que eu escrevi, e outras que Tony Asher escrevera, mas eu não estava feliz com  o que tinha. Mas assim que Mike começou a cantar o refrão, eu soube que havia algo maior na idéia lírica. E cresceu a partir daí. Mike finalmente escreveu a letra no caminho para o estúdio no seu carro.

O resto é história.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

I Saw Her Standing Ther



Esta canção foi escrita principalmente por Paul com algumas frases de John, e deve ser considerada na história do Rock n Roll, a canção mais perfeita de sempre, para se iniciar uma carreira discográfica, não só para estar no álbum de estreia dos Beatles, Please Please Me, mas sobretudo porque é em si, (de facto é em Mi), o tema perfeito para arrebatar qualquer pessoa, logo a partir do grito de John…One Two Three Four…

Quando o produtor George Martin decidiu produzir os primeiro álbum dos Beatles, tinha originalmente a ideia , de captar o seu som em directo, ao vivo, na Cavern. No entanto ao visitar o local, depressa descobriu que a qualidade do som, que poderiam captar não seria de todo viável devido ao eco da pequena cave . Por isso foi decidiu que o “show ao vivo” dos Fab Four, teria que ser gravado no estúdio. 

E assim foi. A 11 de fevereiro de 1963 Os Beatles entraram no Abbey Road Studio 2 para iniciar uma sessão de 13 horas que iria entrar para a história, e na qual eles gravaram o álbum completo de 14 canções, num dia, pela módica quantia de £ 400.

A canção foi originalmente intitulada "Seventeen", e conta a história de um adolescente que vê uma “miúda” a dançar num salão de baile local tendo logo notado que o seu visual era bem, "Way Beyond Compare" …ou seja, sem comparação possível, tendo logo determinado que iria dançar com ela e mais nenhuma outra a partir daquele dia.

Paul começou a escrever a canção numa noite de Outubro em 1962, quando conduzia o seu carro ao voltar para a sua casa em Liverpool. Paul estava consciente da necessidade de ter músicas em que os grupos das fãs do sexo feminino se poderiam relacionar, e assim entrou em sua casa nessa noite, cantarolando as poucas frases para si mesmo:  
"Ela tinha apenas dezessete, nunca foi uma rainha da beleza ", pensando com os seus botões que “aquilo” era uma boa rima. 


Mas quando cantou o que compusera, para John, percebeu que “aquilo “era uma frase, sem sentido, inútil. Foi quando decidiram procurar uma outra frase mais musical, tendo John logo sugerido, "You Know What I Mean", (Voces sabem o que eu quero dizer) que quando cantado poderia ser entendido como uma sugestão ou mesmo uma insinuação sexual.

O mistério cresceu com a canção… quem era essa misteriosa “Seventheen”?  
Seria a canção mesmo dedicada a alguém em particular?
Logo foi encontrada uma pista: Iris Caldwell que Paul namorou em Dezembro de 1961. 
Iris era a irmã de Rory Storm, em cuja banda, Rory Storm and the Hurricanes, Ringo (que se juntaria aos Beatles, em Agosto de 1962), era o baterista e figura de destaque. 

Assim como a personagem da canção, Iris tinha 17 anos na época, quando Paul a viu dançar o twist no The Ballroom Tower em New Brighton. Iris era uma bailarina, treinada e Paul foi aparentemente impressionado com as pernas da voluptuosa bailarina. Paul e Iris começaram a namorar e este passou a ser um convidado frequente na casa da família Caldwell. Mas o namoro, nunca foi sério, já que Paul e Iris estavam actuando constantemente fora de Liverpool, mas permaneceram amigos e a mãe de Iris, Violet ou Ma-Storm como ela se tornou conhecida, ajudou os Beatles a actuarem na TV, aconselhando-os am sorrir na frente da câmera. Levando o seu conselho a peito, todos eles sorriam na sua próxima aparição na TV, tendo George telefonado a Violet dizendo: 
"Eu lembrei-me do seu conselho e pensei que era melhor capricahar sorriso ou Ma-Storm vai me bater "

"I Saw Her Standing There" foi um dos temas que o grupo incluiu sempre nas suas actuações, num reportório feito á base de temas Buddy Holly e Little Richard e por isso, quando em Fevereiro de 1963, escolhiam as canções para incluir no seu primeiro álbum esta canção foi logo escolhida, e gravada com aquele som cru de Liverpool que tinha sido capturado nos seus shows ao vivo.


Nos USA, o single tinha no lado B o "I Want To Hold Your Hand", que foi ao No.1 tendo sido uma das cinco canções que os Beatles executaram no Ed Sullivan Show a 9 de Fevereiro de 1964.

10 anos depois já com os Beatles separados, John escolheu o tema e tocou-o com Elton John no Madison Square Garden em 28 de Novembro de 1974. Paul ainda toca a música nos seus shows ao vivo, sendo um must para os seus fãs.


Paul, diria mais tarde que tinha copiado o riff de baixo de uma canção de 1961 de autoria de Chuck Berry “I’m Talking About You.


quinta-feira, 30 de julho de 2015

A melhor banda de todos os tempos


Os Beatles foram a melhor banda de todos os tempos. Não há como contrariar esta declaração.
Eles conquistaram a cena musical como o que alguns chamariam a primeira "boys band", com melodias pop cativantes, uma irreverência sem limites, criando um estilo único e original, na forma de vestir, e de compor.

Os copycats, que os seguiram, que tentaram repetir o seu sucesso, só fizeram com que os Beatles mudassem a sua forma criativa, atingindo patamares de originalidade e de genialidade, nunca antes conseguidos, e que jamais serão superados. Não só os Beatles se tornaram a melhor banda de rock de todos os tempos, como fizeram a melhor música que já foi feita e nunca vai ser repetida no, presente ou no futuro.

Quando me sento aqui a escrever este artigo e ouvindo os Beatles, faço-o com a certeza de que não tenho nenhuma razão real para provar o seu valor a ninguém, mas vou enunciar 7 razões pelas quais os Beatles são a melhor banda na história da música do mundo.

Para começo de assunto, lembro que a NASA enviou para o espaço uma gravação dos Beatles, mais concretamente o tema “Across the Universe”. Portanto, se existe vida extraterrestre, se existem extraterrestres, esta será a primeira música terrena que eles ouvirão.

Vamos ás que me levam a afirmar que os Beatles são a melhor banda, do passado, presente e futuro.

1º - Genialidade na composição - Os Beatles tinham um jeito com as palavras, e uma originalidade sem comparação. Eles encontraram uma maneira de “tocar” as nossas almas, com o jogo de palavras mais simplista e por vezes abstracto, que havia sempre alguém que se identificou, e ainda se identifica, com as suas estórias musicadas soberbamente. A combinação Lennon / McCartney foi certamente obra dos deuses, que nos enviaram duas almas gêmeas musicais, com o dom de nos encantar e maravilhar com a sua genialidade. Por favor, não esquecer o nosso Harrison, que tinha letras e melodias incríveis, bem como o “palhaço” da corte, o sempre muito querido Ringo.

2º - Recorde de vendas - Os Beatles venderam cerca de 600 a 1000 milhões de discos no mundo. A sua fama de renome mundial foi absolutamente impressionante para a época. Sem mencionar que também tinham 17 # 1 Hits. Além disso, eles receberam sete prêmios Grammy, 15 Ivor Novello Awards, 6 Diamond Álbuns, 24 Multi-Platina Álbuns, 39 Platinum Álbuns, e 45 álbuns de ouro. E isso apenas nos Estados Unidos. Um Oscar de Melhor Canção Original Score foi dado para "Let It Be". A partir de 2014, os Beatles conseguiram 20 Nº 1 do no Billboard Top 100.


3º - Qualidade e Versatilidade - No início, abusaram das músicas pop, das baladas de amor, cativantes, passando depois para criações musicais psicodélicos, inovando na utilização de sons e métodos de gravação nunca utilizados até então. Para isso contaram com a genialidade do produtor George Martin, sem dúvida o 5º Beatle . Quando se intrometeram na indústria cinematográfica, foi também para inovar, para arrasar a concorrência.

4º - Fama Galáctica - Os Beatles foram a primeira banda que não podia andar na rua sem serem “atacados”. Provocaram a invasão britânica dos USA. No meio da Beatlemania. John Lennon conseguiu tanta fama que ele foi capaz de iniciar um movimento pela paz legítimo em torno da Guerra do Vietnã. Na verdade, John era tão famoso que influenciou toda uma geração, não tendo deixado ninguém indiferente á sua personalidade. Lennon é dos 4 Fab Four, o meu músico favorito.

5º - Genialidade Musical -  A sua capacidade inventiva, a sua genialidade inovadora, não conhecia fronteiras, quando entravam em estúdio. Todo o seu trabalho no estúdio permitiu o aparecimento de muitos outros estilos musicais, tipos e gêneros de música, que sem eles nunca veriam a cor do som. Inovadores no seu tempo, os instrumentos e equipamento disponíveis na época, eram nitidamente, insuficientes para dar, corpo e forma á sua criatividade musical.

6º - As melhores composições -  "I Wanna Hold Your Hand", "Hello, Goodbye", "We Can Work It Out", "You've Got to Hide Your Love Away", "A Hard Day's Night", "Let It Be", "Come Together", "Yesterday", "Nowhere Man", "Lucy in the Sky with Diamonds", "Here Comes the Sun", "I'll Follow the Sun", "In My Life", and "All My Life", só para citar algumas das minhas favoritas. Mas há muitas mais !!!

7º - The Beatles = Love - Aparentemente tudo o que eles fizeram, promoveu paz e amor. "All You Need is Love” tornou-se no hino do movimento de amor, contra a guerra.
Muito mais haveria para dizer sobre estes fantásticos seres humanos. Se gostaram deste artigo, divulgue-o aos mais jovens, para que eles saibam que os Beatles, foram, são e serão a melhor banda do mundo
Fiquem em Paz,




Adaptação de um texto de Black Vinston 

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Paul McCartney induz, Ringo Starr no Rock And Roll Hall Of Fame.



"OK. Ringo Starr nasceu em Liverpool numa idade muito precoce, e teve uma infância difícil. Infância muito difícil, mas tinha uma linda mãe, Elsie e um padrasto adorável Harry. Ambos tinham grandes corações, pessoas bonitas, e eles amavam a música. Então, em algum momento durante essa infância difícil, Ringo recebeu uma bateria. Ringo tinha uma bateria! Ringo tinha uma bateria! E foi isso. Ringo agora era um baterista.

Mais tarde juntou-se a um grupo chamado Rory Storm and The Hurricanes. 
Vimos essa banda quando estávamos em Hamburgo, actuáva-mos por ali. E Ringo agia como um músico profissional. Nós éramos como, operários fabris de batas e que andava-mos por ali fazendo coisas. Ele tinha uma barba — o que era muito profissional. 
Ringo usava um fato. Muito profissional. Sentava-se  no bar bebendo burbon, 7 Crowns. Nós nunca tinha-mos visto ninguém assim. Isto sim, era um músico adulto.

De qualquer forma, fica-mos amigos. Costumava aparecer, à noite quando estávamos a actuar, e pedi-a umas quantas canções. Começá-mos a  conhecê-lo melhor. E uma noite, o nosso baterista, Pete Best, não apareceu.  Ringo sentou-se atrás das bateria. Eu lembro-me desse momento.

Quer dizer, Pete era bom baterista, e vivem-os um óptimo tempo com ele. Mas eu, John e George, Deus os abençoe, estava-mos cantando na linha de frente, e agora atrás de nós, tinha-mos aquele sujeito, que nunca tinha tocado comnosco, e recordo esse momento quando ele começou a marcar o ritmo – acho que foi um tema de Ray Charles, "What 'd I Say," que a maioria dos bateristas não atinava com o  a parte do ritmo, é um pouco [Paul canta um pouco do tema]. Era um pouco difícil de tocar, mas Ringo acertou em cheio. Sim, Ringo acertou em cheio! Eu recordo-me desse momento, parado e olhando para John primeiro e depois olhando para o George, e a expressão nos nossos rostos foi como, “fuck you”. O que é isto? 

E esse foi o momento, foi o início, realmente, dos Beatles. Começamos então essa grande jornada. Quatro miúdos  de Liverpool, estavam a iniciar a grande aventura. Fizemos salões de baile, clubes por toda a Inglaterra umas quantas apresentações na Europa continental, e depois viemos para a América. 
E aqui ficámos, ficámos em quartos, juntos. E eu não era exactamente uma criança sem abrigo. Mas lá em casa eu só tinha a minha mãe o meu irmão a crescer e o meu pai. E de repente eu estava hospedado num quarto de hotel com um homem estranho. Isso aproximou-nos.
Nós vivia-mos praticamente, nos bolsos, uns dos outros. Mas foi uma coisa linda, uma coisa maravilhosa. Eventualmente actuá-mos na TV nacional dos USA, no The Ed Sullivan Show, e fica-mos muito famosos. Foi tão lindo.

Como todos os outros bateristas dizem, Ringo é muito especial. Quando eles tocam lá atrás, vocês vêm as outras bandas, os guitarristas estão sempre a olhar para o baterista, tipo, ele vai acelerar, ou vai atrasar o ritmo? Com Ringo, isso nunca aconteceu.

É uma grande honra para mim induzir, Ringo Starr no Rock and Roll Hall of Fame aqui em Cleveland, hoje!" 

terça-feira, 29 de abril de 2014

A saga dos Beatles continua, 50 anos depois

 
Foi feita uma nova cópia do filme de 1964, "A Hard Days Night", dos Beatles, para ser exibida em mais de 50 cidades dos USA, durante o fim de semana de 4 de Julho, dia em que os americanos celebram a sua independência.

A Janus filmes, anunciou que a música  e o filme foram digitalmente restaurados em 4K, a partir da resolução do negativo original, com a aprovação do director do filme, Richard Lester. A banda sonora foi remixada e remasterizada pelo produtor Giles Martin, filho de George Martin, nos estudios da Abbey Road.

O recém-restaurado "A Night Hard Days" estreou-se no início deste mês no TCM Classic Movie Film Festival em Hollywood, aonde foi apresentado por Alec Baldwin e pelo produtor Don Was.

O filme, que estreou em 1964 no Pavillion Theatre de Londres, é estrelado por John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr com Wilfrid Brambell retratando o avô de Paul McCartney.  
 
A história é um olhar satírico "light-hearted", a vários dias na vida do grupo e apresenta oito canções dos Beatles, incluindo, “I Should Have Known Better,” “If I Fell,” “Can’t Buy Me Love” e o tema que dá o nome ao filme, “A Hard Day’s Night.”

Filmado em preto e branco com um orçamento de US $500.000 no auge da Beatlemania, foi um sucesso significativo, arrecadando mais de US $12 milhões.

O filme recebeu diversas nomeações para os Oscares desse ano, para o script de Owen e para os arranjos musicais de George Martin.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Rock 'n' Roll (álbum de John Lennon), foi lançado há 39 anos


A 17 de Fevereiro de 1975, foi lançado o 6º álbum a solo de John Lennon, intitulado "Rock n' Roll", contendo covers de canções da era do Rock and Roll, final da década de 50 e início da década de 60, músicas das quais ele era fã quando adolescente.

O álbum alcançou a 6ª posiçaõ nas listas de vendas do Reino Unido e dos Estados Unidos, depois de ter sido certificado ouro em ambos os países.  

"Rock'n Roll", foi antecedido pelo single "Stand By Me", que chegou ao número 20 nos EUA, e á 30ª posição no Reino Unido.  

A capa, é uma foto de Jürgen Vollmer, tirada durante a permanência dos Beatles em Hamburgo, no inicio da década de 60.  

Após o lançamento de "Rock' n Roll, Lennon ficaria afastado dos estudios de gravação até 1980, período que dedicou a criar o seu segundo filho, Sean Lennon.

A gravação do álbum foi problemática e durou um ano inteiro:  
Phil Spector produziu as sessões em Outubro de 1973 nos estudios da A & M, e Lennon produzio  as sessões em Outubro de 1974 no Record Plant Studios.  

Lennon estava a contas com um processo que lhe tinha sido movido por Morris Levy em virtude da alegada violação de direitos autorais numa linha da sua canção "Come Together". Como parte de um acordo, Lennon tinha de incluir três músicas da autoria de  Levy, no álbum Rock 'n' Roll.  

Spector levava as gravações da sessão, para casa, quando se envolveu num acidente de carro, o que deixou algumas faixas, irrecuperáveis até ao início das gravações do álbum "Walls and Bridges".  

Como "Walls and Bridges" saiu antes de "Rock'n Roll", tendo só uma música Levy, este processou Lennon.

 Lado A
  1. "Be-Bop-A-Lula" (Tex Davis, Gene Vincent) – 2:39
  2. "Stand by Me" (Jerry Leiber, Mike Stoller, Ben E. King) – 3:26
  3. Medley: "Rip It Up"/"Ready Teddy" (Robert 'Bumps' Blackwell, John Marascalco) – 1:33
  4. "You Can't Catch Me" (Chuck Berry) – 4:51
  5. "Ain't That a Shame" (Fats Domino, Dave Bartholomew) – 2:38
  6. "Do You Wanna Dance?" (Bobby Freeman) – 3:15
  7. "Sweet Little Sixteen" (Chuck Berry) – 3:01
Lado B
  1. "Slippin' and Slidin'" (Eddie Bocage, Albert Collins, Richard Wayne Penniman, James H. Smith) – 2:16
  2. "Peggy Sue" (Jerry Allison, Norman Petty, Buddy Holly) – 2:06
  3. Medley: "Bring It On Home to Me"/"Send Me Some Lovin'" (Sam Cooke)/(John Marascalco, Lloyd Price) – 3:41
  4. "Bony Moronie" (Larry Williams) – 3:47
  5. "Ya Ya" (Lee Dorsey, Clarence Lewis, Morgan Robinson) – 2:17
  6. "Just Because" (Lloyd Price) – 4:25

sábado, 19 de outubro de 2013

Foi há 56 anos...


A estréia de Paul McCartney com os Quarrymen, foi há 56 anos.

A imagem é, na verdade, de cerca de 1 mês depois, mas é a primeira imagem de Paul e John tocando juntos.

"Para o meu primeiro show, foi me dado um solo de guitarra no Guitar Boogie. A verdade é que nos ensaios, eu até o executava bem, mas ao vivo, quando chegou a altura de eu solar...os meus dedos paralizaram, congelaram."

"Dei por mim a questionar-me, - o que é que eu estou aqui a fazer ? Estava aterrorizado, era também um grande momento com toda a assistência, de olhos fixos em mim...e eu, nada consegui tocar. Foi talvez esta a razão principal da entrada de George Harrison para a banda",

Conta Paul McCartney.

sábado, 31 de agosto de 2013

Love Me Do - Our greatest philosophical song.

John Lennon e Paul McCartney, escreveram este tema em 1958, quando John tinha 17 anos, e Paul apenas 16. Faltavam á escola para se "entreterem" a compôr. Já tinham composto algumas musicas antes, mas esta foi a primeira que eles acharam que tinha qualidade suficiente para ser gravada. 

Paul, inspirou-se na sua namorada da época de seu nome Iris Caldwell, a quem o pedido de "Love me do", se dirigia. Foi o primeiro single dos Beatles. 

Em Inglaterra, foi a Parlophone Records, que se encarregou de editar o vinil, mas nos USA, tiveram bastante dificuldade em encontrara uma distribuidora. Os Beatles queriam a Capitol Records, mas os executivos da mesma, recusaram temendo que o tema fosse um fracasso. Acabou por ser a pequena e desconhecida Tollie Records, a encarregar-se da distribuição do single, durante a chamada Beatlemania, um ano após a saída do single em Inglaterra. 

No ano de 1962, os Beatles estavam a tocar na Alemanha, em Hamburg, em vários clubes nocturnos, no Kaiserkeller, Top Ten, Star-Club, Beer-Shop, Mambo, Holle,Wagabond quase todos situados na chamada "red zone", nas ruas Reeperbahn e Grosse Freiheit.  Tocavam só covers de temas dos cantores e bandas americanos famosos na época, e era muito arriscado estarem a tocar material composto por eles, contra temas de nomes famosos como Little Richard ou Ray Charles. Como a sua composição foi bem recebida, ganharam confiança para continuar a compôr e a tocar ao vivo os seus temas. 

Quando, durante uma audição para a Parlophone Records, o produtor os ouviu, achou que poderia moldar aquele tema e transformá-lo num hit, vendável. O produtor em causa, George Martin, tornar-se-ia numa peça chave em todo o sucesso alcançado pelos Beatles. Seria o quinto Beatle, responsável, pelos arranjos, de quase todos os álbuns que viriam a gravar.  Começou por sugerir a adição de um solo de harmónica, e John Lennon, que já tocava umas coisas numa harmónica que roubara em Arnhem, cidade Holandesa junto á fronteira com a Alemanha, acabou por ser bem sucedido com o riff , "sacado" á pressão naquele mesmo dia. 

"Love me do", foi gravado três vezes. Três versões ligeiramente diferentes, sobretudo porque o baterista, nunca foi o mesmo. Na primeira vez, na audição para a Parlophone, em Junho de 1962, foi Pete Best quem tocou os tambores, mas seria despedido logo de imediato. Posteriormente, em 4 de Setembro desse ano, seria o substituto de Pete Best a encarregar-se do "drumming". Exacto, esse mesmo, Ringo Starr. 

Mas quando George Martin decidiu lançar o single, uma semana depois, voltou a trocar de baterista, por achar que Ringo não era suficientemente bom para ocupar o lugar.  Chamou então Andy White, um baterista de estúdio, e pôs Ringo nas maracas. A versão com Ringo, acabou por ser editada no single, e a gravação com Andy White, faria parte do 1º álbum "Please Please Me". É claro que Ringo Starr, ficou aborrecidissimo com este episódio, e ainda mais inseguro, pois acabadinho de entrar, não se sentia á vontade para contestar esta decisão de George Martin, e achava que o seu desempenho tinha sido suficientemente bom, e não merecia este vexame publico. 

Quando o single foi colocado á venda em Inglaterra, não teve muito impacto. Brian Epstein, o manager dos Beatles, decidiu então fazer uma grande campanha publicitária, e de uma assentada, comprou 10.000 cópias do disco, para a sua loja, o que deu maior exposição á banda, e ajudou na subida, para o topo das listas dos discos mais vendidos, no UK. 

Há um outro episódio, que revela bem a falta de confiança que George Martin tinha no tema "Love medo". 

Durante as gravações de 4 de Setembro, achando que a canção de John e Paul, não era suficientemente forte para ser lançada como primeiro single da banda, George apresentou-lhes um outro tema, "How Do You Do It?," escrito por Mitch Murray, um compositor que estava muito na moda. Os Beatles, não gostaram muito da brincadeira, mas lá gravaram uns takes com a tal musiquinha, e acabaram por convencer George Martin, que a sua composição teria mais impacto, e este mudou de ideias, voltando á casa de partida e lançando o "Love me Do". 

Nas primeiras gravações John Lennon era o vocalista, mas com a adição da harmónica, foi Paul que acabou por ser a voz principal. Anos depois McCartney, confessaria que durante a gravação estava aterrorizado, e que ainda hoje se consegue distinguir, na sua voz, esse medo. 

Os lábios de Lennon ficaram em ferida durante as gravações, nas quais ele queria soar como Delbert McClinton. 

Paul McCartney intitulou esta composiçaõ como sendo, "Our greatest philosophical song."( A nossa Grande composição filosófica).

"Love me do", foi gravada em mono, num take, e não existem versões stereo. 

Foi ainda gravada por: The Brady Bunch, The Chipmunks, Dick Hyman, Flaco Jimenez, Madooo, The Persuasions, Sandie Shaw, Ringo Starr e Bobby Vee. 

Quando a tia de John Lennon, a famosa Aunt Mimi, ouviu o single, virou-se para o sobrinho e disse: "Bom, se pensas ganhar a vida a fazer disto, estás muito enganado. É melhor procurares um emprego". 

Como ela estava enganada.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Ob-la-di, ob-la-da, life goes on


"Ob-La-Di, Ob-La-Da" é uma canção dos Beatles lançada no álbum The Beatles ou Álbum Branco, de 1968. Composta por Paul McCartney porém creditada à dupla Lennon-McCartney.

O título vem de uma banda de reggae, liderada por um nigeriano de seu nome, Jimmy Scott e sua Obla Di Obla Da Band. 

Conta Paul McCartney a propósito deste tema:

 "Jimmy era um tipo que costumava andar pelos clubes nocturnos que frequentávamos, e que costumavam dizer com um sotaque jamaicano," Ob-la-di, ob-la-da, a vida continua ". O tipo ficou irritado quando soube que eu tinha escrito uma canção baseada nesta sua frase, e queria receber direitos de autor. Ainda lhe disse, 

"Vá lá, Jimmy, é apenas uma expressão, uma frase comum dita pela tribo Yoruba e tu, apenas acrescentaste “Life goes on” (“A vida continua”).. " 

Mas quando Jimmy Scott precisou de dinheiro para pagar uma fiança (tinha sido preso por não pagar a pensão alimentícia), Paul, foi em seu auxilio, mas teve que pedir ao seu amigo Alistair Taylor , umas libras emprestadas, para dar a Jimmy, a troco da cedência dos direitos de autor. Taylor teve, por sua vez que pedir o dinheiro a um outro amigo, já que na época, ninguém do grupo dos Beatles tinha tanto dinheiro. 

Paul McCartney terminou a composição, e os Beatles passaram tempo demais na gravação, pois John, George e Ringo detestavam o tema, e tudo fizeram para que o mesmo não fosse incluído no álbum. 

Harrison demonstrou a sua frustração no se tema "Savoy Truffle", gravado três meses depois. Na canção escreveu: 
"But what is sweet now, turns so sour/ We all know Ob-La-Di, Ob-La-Da/ But can you show me, where you are?" ("Mas o que é doce agora, vira tão azedo / Nós todos sabemos Ob-La-Di, Ob-La-Da / Mas mostra-me, onde estás?") 

John Lennon odiava particularmente a música. Aliás não gostava de muitas das músicas que Paul compusera nesta época, sentindo que eram banais e sem sentido. Não admira portanto que os três, John, Ringo e George tenham vetado, sem sucesso, o lançamento do tema em single, que mesmo assim, veio a alcançar o primeiro lugar nas listas de vendas de singles, em Inglaterra, numa regravação do grupo The Marmelade, no mesmo ano do lançamento oficial do single dos Beatles. 

A canção é uma clara homenagem ao Reggae, que estava emergindo em Inglaterra nos anos 60, trazido pelos imigrantes jamaicanos, (Life goes on, bra), porém também é destacada, pelo piano, tocado por John Lennon, ao ritmo sulista dos EUA. 

A batida da música é muito peculiar e diferente de tudo que os Beatles vinham fazendo com a escala em Si bemol e mostrava mais uma faceta de criação de Paul McCartney. 

A base da letra foi composta durante a meditação transcendental na Índia. Paul já tinha na sua cabeça o refrão citado por Jimmy Scott e a partir daí criou uma letra "bobinha", porém de conteúdo muito alegre, que narra o encontro de Desmond e Molly Jones, e que segue a linha de “Eleanor Rigby”, no caso de Molly Jones, já que esta é uma personagem fictícia. Já o personagem Desmond é um tributo a Desmond Dekker, lenda do reggae bastante apreciado pelos Beatles e que assim lhe prestaram homenagem. 

Geoff Emerick , o técnico de som que assistia George Martin na gravação, disse que a “cereja no topo do bolo” que esgotou a sua paciência, foi as gravação de “Ob-La-Di, Ob-La-Da”. 

“Aquilo era um pesadelo técnico e levou mais de dez dias para terminar. Numa ocasião, no calor das tensões, George Martin inclinou-se para o microfone e sugeriu à Paul como ele deveria cantar certa parte da canção. Paul simplesmente voltou-se para a cabine e disse ‘Então venha cantar você!’” 

Ainda segundo Geoff, John Lennon dizia abertamente que “odiava a canção” a que chamava “a baladinha de merda do Paul”. Num dos dias de gravação, Lennon saiu para espairecer e retornou algumas horas depois, totalmente drogado, dizendo alto e bom som que nunca se tinha aborrecido tanto durante uma gravação. Então sentou-se no piano e tocou a introdução da musica, que acabaria por ficar na edição final do tema, dizendo que era aquilo que a música precisava, um pouco de animação.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Dalí vendeu um fio de bigode, falso a Yoko Ono

Essa história, parece ter saído daquelas fábulas que as avózinhas contam aos netos, para evitar que eles caiam no tal conto do vigário. 

Poderia intitular-se: Yoko Ono, Salvador Dalí e o conto do bigode falso

Mas, neste caso, a história parece ser real, tal como a descreve a revista francesa VSD.

Os protagonistas, neste caso, são Yoko Ono, a eterna viúva de John Lennon e artista plástica, e o pintor surrealista Salvador Dalí. E envolve um fio de bigode falso.
 
Nada disto aconteceu num “reino muito, muito distante”. Quem contou a história foi a ex-aluna e ex-amante de Dalí e também cantora Amanda Lear. Segundo ela, o pintor vendeu um fio do seu famoso bigode (aquele com as pontas apontando para o alto) por 10 mil dólares. 

“A idiota pagou  10 mil US dólares. Dalí gostava de enganar as pessoas”, disse Lear à revista. 

Segundo ela, foi difícil ao pintor resistir à ideia de ganhar dinheiro fácil. E, numa artimanha que poderia ter sido aplicada pelo "trambiqueiro" Sawyer, da série Lost, Dali pediu para a amante ir ao jardim, recolher uma erva seca, e entregou a Yoko num embrulho elegante, com lacinho e tudo. 

Amanda conta que Dalí, achava que a viúva de John “era uma bruxa e temia que ela o enfeitiçasse”. 

E a inocente Yoko caiu direitinho no golpe. 

E a lição aprendida, talvez, seja: “nunca se deve confiar num pintor surrealista”. 

Recado anotado.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Love Me Do...é publico.


O primeiro single dos Beatles, "Love Me Do", entrou para o domínio público na Europa, graças à atual lei dos direitos autorais da União Europeia, de acordo com informações da Complete Music Update

Segundo a actual lei europeia, os direitos autorais de músicas expiram 50 anos depois da sua gravação. 

Como "Love Me Do" e o lado B "P.S. I Love You" foram lançadas em 1962, a proteção de ambos temas, acabou em 31 de Dezembro de 2012.

Embora exista um movimento para uma nova lei, que estende os direitos de protecção para 70 anos, essas mudanças não acontecerão antes de Novembro. 

Para se ter uma ideia, nos Estados Unidos as gravações são protegidas por 95 anos.

A nova lei inclui uma cláusula de "use ou perca", o que significa que as gravadoras que possuem os direitos de gravações lançadas antes de 1963 devem usá-las nos seus produtos, ou ainda o artista pode requerer o controle desses doreitos direitos.

A regra levou a Sony a lançar, recentemente, uma coleção de sobras de estúdio de Bob Dylan em edição limitada para manter os direitos sobre o material. 

A permissão de uso do disco de estreia de Dylan expirou ao mesmo tempo que "Love me Do", de Lennon e McCartney.

Uma companhia chamada Digital Remasterings tem beneficiado com a actual legislação. Lançaram "Love Me Do" numa compilação com antigas gravações dos Beatles. 

O selo de relançamentos de música erudita Pristine Classical também usou a música num single remasterizado, em protesto contra os problemas que a extensão de direitos autorais irá causar no trabalho que dá relançar antigas gravações sinfônicas.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Abbey Road, em sentido contrário...


A fotografia dos Beatles a atravessarem a Abbey Road já foi recriada exaustivamente por fãs dos Beatles de todas as maneiras possíveis. 

Agora, uma imagem rara que mostra os Fab Four atravessando a rua no sentido oposto ao exibido na tão famosa capa de disco será leiloada. Espera-se que ela seja arrematada por algo em torno de 9 mil libras.

A foto no disco Abbey Road, de 1969, exibe a banda atravessando da esquerda para a direita. Na imagem que está à venda, John Lennon lidera os outros três músicos da direita para a esquerda . 

Quem está a vender esta "raridade" é um coleccionador particular, e o leilão acontece no próximo dia 22 de Maio.

Há algumas diferenças nas duas fotos que devem fazer os fãs embarcarem num novo "jogo" dos sete erros. 

Paul McCartney, por exemplo, está calçado com umas chinelas de couro, e sem o cigarro, o que destrói de imediato, as presunções assumidas relativamente á sua morte na década de 60 .

A imagem foi captada por Iain Macmillan. 

Sarah Wheeler, da casa de leilões Bloomsbury Auctions, de Londres, conta que Macmillan teve dez minutos para tirar as fotos e fez seis fotos dos Beatles andando para lá e para cá na passadeira de pedestres, enquanto ele fotografava do alto de uma escada tendo um "Bobby" a controlar o trânsito. 

"A foto é considerada um ícone da década de 60. Acredito que a razão para se ter tornado tão popular é a sua simplicidade”, afirma Sarah.