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terça-feira, 26 de março de 2019

Beatles For Sale




"Beatles for Sale" é o quarto álbum de estúdio dos Beatles.
Foi lançado em 4 de Dezembro de 1964 no Reino Unido pela Parlophone da EMI.

Oito das quatorze faixas do álbum apareceram no lançamento simultâneo da Capitol Records, “Beatles '65”, lançado apenas nos USA.

O álbum marcou um afastamento do tom ligeiro e intimista tipo “from me to you”, que caracterizou os trabalhos anteriores dos Beatles, em parte devido ao esgotamento da banda após uma série de tournés que os solidificaram como um fenómeno mundial em 1964, mas também pelo seu natural amadurecimento.

As músicas introduziram climas mais sombrios e letras mais introspectivas, com John Lennon adoptando uma perspectiva autobiográfica em composições como "I'm a Loser" e "No Reply".

O álbum também reflectiu influências da música country e de Bob Dylan, que os Beatles conheceram em Nova York em Agosto de 1964.

Os álbum foi gravado nos estúdios da EMI, em Londres, entre os seus compromissos.Em parte como resultado da agenda agitada do grupo, apenas oito das faixas são composições originais, a que foram acrescentadas covers de músicas, dos seus ídolos, os que mais os tinham influenciado  como Carl Perkins, Chuck Berry, Buddy Holly e Little Richard, temas esses que faziam parte das suas play lists quando actuavam ao vivo.



As sessões também produziram um single sem álbum, "I Feel Fine", que teve como lada B o "She's a Woman".

Na Grã-Bretanha, “Beatles for Sale” ocupou o primeiro lugar em 11 das 46 semanas que passou entre os 20 melhores.

O álbum teve sucesso similar na Austrália, onde a capa do single de Rock and Roll Music também ficou no topo da parada de singles.

Uma das canções omitidas da versão norte-americana do álbum, "Eight Days a Week", tornou-se o sétimo número 1 dos Beatles nos EUA, quando lançado em Fevereiro de 1965.

"Beatles for Sale" não foi lançado nos Estados Unidos até 1987, quando o catálogo dos Beatles foi padronizado para lançamento em CD.

sábado, 20 de janeiro de 2018

Há 20 anos, morria Carl Perkins, pioneiro do rockabilly e ídolo dos Beatles.


Nascido em 9 de abril de 1932 em Tiptonville, Tennessee, Carl Lee Perkins foi, ao lado de Elvis Presley, Jerry Lee Lewis, Roy Orbison e Johnny Cash, uma das joias da coroa da Sun Records, gravadora de Memphis que foi fundamental para o surgimento do rock and roll.  A Sun era comandada pelo lendário produtor Sam Phillips, que logo reconheceu o potencial de Perkins. 

Em 1955, o cantor e guitarrista gravou os singles “Movie Magg”/ “Turn Around” e “Let The Juke Box Keep On Playing”/“Gone, Gone, Gone”, que obtiveram sucesso local. Mas foi com “Blue Suede Shoes”, lançada no final daquele ano, que ele fez o seu nome, tornando-se um dos fundadores do rock and roll. 

O tema "explodiu" nas vendas  pop, country e  rhythm and blues. Perkins, o verdadeiro Rei do Rockabilly, gravou inúmeros clássicos, mas um acidente de carro em 1956, quando ele estava a caminho do Ed Sullivan Show, tirou-o de cena e a carreira dele arrefeceu por um largo periodo. 

Com o tempo, Perkins recuperou, assinou com a Columbia Records e retomou a carreira.Teve problemas com a bebida, mas tornou-se um cristão renascido e abandonou o vício. 


Perkins era adorado pelos Beatles, que gravaram oficialmente três canções dele: “Honey Don’t”, “Everybody is Trying to Be My Baby” e “Matchbox”. 

O guitarrista foi uma das maiores influências de George Harrison. Carl Perkins enveredou, ainda, pela música country, e por muito tempo fez parte da trupe do amigo Johnny Cash. 

Em 1985, ele foi homenageado num programa especial da televisão "Blue Suede Shoes - A Rockabilly Session", gravado em Londres, em que Perkins relembrou os seus clássicos ao lado de George Harrison, Eric Clapton, Ringo Starr e Dave Edmunds, além de Slim Jim Phanton e Lee Rocker, ambos dos Stray Cats. 

Em 1987, ele entrou para a Hall da Fama do Rock and Roll. 

Perkins também era activista e apoiava diversas causas, como a luta contra o abuso infantil. 

Em 1996, gravou o álbum "Go Cat Go!", que inclui duetos dele com os quatro Beatles – John Lennon apareceu através de uma gravação de arquivo de “Blue Suede Shoes”. 


Outros super astros presentes no trabalho foram Bono, Tom Petty and The Heartbreakers, Paul Simon, John Fogerty (Creedence Clearwater Revival) e Willie Nelson. 

O cantor continuou na estrada e gravava ocasionalmente, mas na metade dos anos 1990 a saúde dele começou a falhar. O músico sofreu uma série de derrames, mas foi um câncer na garganta que o levou, no dia 19 de Janeiro de 1998. Tinha 65 anos e morreu no Jackson-Madison County Hospital, em Jackson, Tennessee. 

O funeral contou com a presença de vários astros e amigos, como George Harrison, Johnny Cash, June Carter Cash, Billy Ray Cyrus, Garth Brooks, Wynonna Judd e outros. 

Alguns deles tocaram clássicos de Perkins num mini concerto improvisado. Elton John, Paul McCartney, Eric Clapton e outros gravaram mensagens em vídeo. 

Paulo Cavalcanti no RS BR

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Carl Perkins, o pioneiro do Rockabilly


Carl Lee Perkins (19 de abril de 1932 - 19 de Janeiro de 1998) foi o pioneiro do rockabilly, uma mistura de rhythm and blues e country music que foi publicitado em primeiríssima mão pela Sun Records em Memphis, Tennessee no começo dos anos 50. 

Nascido em Tiptonville, Tennessee, filho de um pobre fazendeiro arrendatário, Perkins cresceu cercado pela música gospel sulista, cantada pelos negros que trabalhavam nos campos de algodão. Aos 7 anos de idade já tocava guitarra, feita por seu pai com uma caixa de madeira, um cabo de machado, e uma corda de embrulho.

Carl Perkins foi o ícone do rockabilly cujos sucessos iniciais levaram a Sun Records até ao seu estatuto lendário, que hoje tem. Ele e os colegas da gravadora, Elvis Presley, Johnny Cash, e Jerry Lee Lewis foram apelidados de "Million Dollar Quartet. 

 Em 1956, Perkins compõe a música "Blue Suede Shoes" num papel, que servira para embrulhar os legumes que a sua mãe fora comprar ao mercado local. Produzida por Sam Phillips, a canção venderia milhões de cópias. No auge da fama da música, Carl envolveu-se num acidente de carro quase fatal. Enquanto Perkins recuperava numa cama do hospital, o astro em ascensão Elvis Presley lançou a sua própria versão de "Blue Suede Shoes". 

O sucesso de Presley impediu Perkins de alcançar a popularidade que ele parecia estar destinado. Perkins nunca mais conseguiria o mesmo destaque no mundo da música pop. Durante a sua longa carreira gravou inúmeros compactos e álbuns, além de compor vários sucessos tanto no rock quanto na música country. 

As suas músicas ganharam versões dos Beatles (Perkins inclusive colaboraria com Paul McCartney, tocando guitarra rítmica em "Ebony and Ivory", um sucesso conjunto de McCartney e Stevie Wonder). Quando do revival do rockabilly nos anos 80, George Harrison, Eric Clapton e Ringo Starr apareceram com ele mum programa especial televisivo em Londres, chamado ''Carl Perkins and Friends: A Rockabilly Session. 

De volta aos estúdios da Sun em 1986, Perkins juntou-se à Johnny Cash, Jerry Lee Lewis e Roy Orbison para gravar o álbum Class of '55. Foi um tributo ao começo de carreira deles na Sun e em parte a reprise de uma informal jam session que ele, Presley, Cash e Lewis fizeram em 4 de Dezembro de 1956. 

O seu maior hit é, sem duvida, "Blue Suede Shoes", mas muitas das suas outras canções foram gravadas por nomes como Elvis Presley, Johnny Cash, Beatles (coletiva e individualmente), Brian Setzer, e Patsy Cline. Perkins alcançou o seu estatuto de pioneiro do Rock-a-Billy durante a maior parte dos anos 50 e início dos anos 60 mas a sua música "desapareceu" da rádio e da televisão, durante a invasão britânica em meados dos anos 60. 

Em 1987, o reconhecimento da contribuição de Perkins à música veio quando ele foi incluído no Hall da Fama do Rock and Roll. Perkins morreu aos 65 anos de idade depois de sofrer vários derrames e foi enterrado no Ridgecrest Cemetery em Jackson, Tennessee.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Brian Setzer, Mr Rockabilly.


Rockabilly, nasceu da junção das palavras rock e hillbilly, vocábulo que define a música "country/pimba" americana. Assim pode-se conceituar um género do rock que se confunde com este, mas tendo como data de nascimento, a segunda metade da década de cinquenta.

Há quem relacione as raízes deste estilo a nomes como Elvis Presley, Carl Perkins, Buddy Holly, Little Richard, Chuck Berry, Bill Haley, Johnny Cash e Jerry Lee Lewis.
É natural, que a lista não esteja completa. Dois nomes fundamentais deram, o "pontapé de saída": Eddie Cochran e Gene Vincent.

São desta dupla clássicos eternos como "Be-Bop-a Lu-La", "Bluejean Bop", "Twenty Flight Rock", "C’mon Everybody", "Something Else" e "Summertime Blues". Não nos esqueçamos dos Johnnies: Johnny Kidd and the Pirates e Johnny Burnette. Este último foi o primeiro responsável pela popularização de "The Train Kept-a-Rolling" e "Honey Hush", EP de 1956.

Nos anos 60 e 70 o rockabilly perdeu um pouco da sua força e parecia condenado. Eddie Cochran morrera em 1960 devido a um acidente de carro. Os outros artistas citados acima já não se preocupavam muito em gravar temas tipicamente rockabilly. O próprio Gene Vincent fez discos irregulares nos anos sessenta, vindo a falecer em 1971, vítima de complicações causadas pelo alcoolismo. Gene nunca se recuperou do trauma causado pela perda do seu grande amigo Eddie Cochran, o que o levou ao vício da bebida. Portanto, neste hiato das décadas de 60 e 70, é dificil encontrar um álbum de rockabilly que se tenha destacado.

Só no final dos anos setenta apareceria um nome que daria um sopro de renovação ao género: Brian Setzer.

Brian nasceu em 10 de Abril de 1959 em Massapequa, Nova York. O seu primeiro instrumento foi a tuba, prenda dos seus pais, no seu oitavo aniversário. Tocou-a durante dez anos, até a trocar definitivamente pela guitarra. A eleita, que viria a ser a sua imagem de marca, foi alternando ao longo da sua carreira, entre os vários modelos da Gretsch.

Brian Setzer, optou logo pela Gretsch 6120, a partir do momento que viu uma fotografia de Eddie Cochran.
"Não sabia a marca nem o modelo, mas soube logo que tinha que ter uma igual," declarou Setzer, quando questionado o porquê da sua escolha .
"Quando tinha 17 anos, vi um anuncio num jornal: "Gretsch for sale". Quando vi que era uma Eddie Cochran, compreia-a de imediato por 100 dólares.”

A audição de discos das antigas big bands, swing, de mestres como Gene Krupa, Benny Goodman, e o seu interesse pelo punk rock que aflorará por volta de 1978, contribuiu para a direcção musical que, num futuro próximo, Brian conduziria a sua carreira. A primeira experiência com uma banda foi com os Bloodless Pharaohs. Gravaram, "Bloodless Pharaos, Marty Thau 2 x 5", lançado originalmente em 1980, e no ano de 2005, em CD. A qualidade de som é muito má. Vale só, como item de coleccionador.

Após ter assistido ao show de Mel Lewis Orchestra, Brian já não tinha a menor dúvida: iria formar a sua própria banda rockabilly. Conhece Lee Rocker (Leon Drucker), contrabaixista, e Slim Phanton (James McDonnell), baterista. Juntos formam os Stray Cats, que tomaria de assalto o cenário musical através de rocks vibrantes e rápidos, tendo como ponto alto a virtuosidade de Setzer, que também se revelaria um óptimo compositor e vocalista.

Para assegurar o inicio de uma carreira de êxitos, e como diz o ditado, "santos da casa não fazem milagres,"decidem apostar no mercado inglês. Mudam-se para Inglaterra, aonde conhecem o já experiente Dave Edmunds, líder dos Rockpile, e que produz o primeiro álbum homónimo de 1981. A reacção positiva foi instantânea. Aparecem os primeiros hits, “Stray Cat Strut”, Rock this Town” e “Runaway Boys”. O disco seguinte, "Gonna Ball", teve menor repercussão. Voltam a casa, aos Estados Unidos para então, mais experientes e resguardados coma as vendas do primeiro álbum, divulgarem o seu trabalho, e conquistar o seu espaço num mercado virgem e conhecedor do género.

Entre 1981 e 2004, há várias separações e onze discos:

Stray Cats (1981)
Gonna Ball (1981)
Built for Speed (1982)
Rant N' Rave with the Stray Cats (1983)
Rock Therapy (1986)
Blast Off! (1989)
Let's Go Faster! (1990)
The Best of the Stray Cats: Rock This Town (1990)
Choo Choo Hot Fish (1992)
Original Cool (1993)
Rumble in Brixton (2004)

O quarto álbum, o "Rant n’ Rave with the Stray Cats", lançado em 1983, tem dois "power plays", de enorme sucesso: (“She’s”) Sexy and 17” e a belíssima balada “I Won’t Stand in your Way”, um accapela, que viria a ter uma versão, cá em Portugal, no EP, "Just For Teengers", de Vicky e os Blue Jeans.

Em 1984, Brian junta-se a Robert Plant para formar os The Honeydrippers, de curtíssima duração, e gravam o "The Honeydrippers, Vol !", LP, com dois temas, de onde se destacou o “Sea of Love”.
Em 1987 participa da cinebiografia de Ritchie Valens, La Bamba, fazendo o papel de um dos seus maiores ídolos, Eddie Cochran.

Sentindo-se mais á vontade, e tendo conseguido diversos hits no seu trabalho a solo, Brian lança entre 1986 e 2010, dez álbuns com a sua chancela ímpar, enquanto pelo meio ia juntando os Stray Cats, para gravações e espectáculos, tendo participado com Stevie Ray Vaugham, numa tourné em 1989, para divulgação do "Blast Off!"



Esta é a lista dos seus trabalhos a solo:

The Knife Feels Like Justice (1986)
Live Nude Guitars (1988)
Rockin' By Myself (1998)
Ignition! (2001)
Nitro Burnin' Funny Daddy (2003)
Rockabilly Riot Vol. 1: A Tribute To Sun Records (2005)
13 (2006)
Red Hot & Live (2007)
Songs From Lonely Avenue (2009)
Don’t Mess with a Big Band (2010)

O projecto de unir o rockabilly com o som de uma orquestra concretiza-se em 1994 com o lançamento da Brian Setzer Orchestra.
Em 1996, Brian é agraciado com o galardão, Guitar Slinger e, em 1998, e "The Dirty Boogie" chega às lojas, sendo até hoje, considerado como um dos melhores discos de Brian e da sua orquestra, alcançando o 9º posto, nas listas de vendas americanas.

De 1994 até hoje, The brian Setzer Orchestra, lança doze discos:

The Brian Setzer Orchestra (1994)
Guitar Slinger (1996)
The Dirty Boogie (1998)
Vavoom! (2000)
Boogie Woogie Christmas (2002)
Jump, Jive an' Wail - The Very Best of the Brian Setzer Orchestra (2003)
The Ultimate Collection (2004)
Dig That Crazy Christmas (2005)
Wolfgang's Big Night Out (September 2007)
The Ultimate Christmas Collection (October 2008)
Christmas Comes Alive! (2010)

O primeiro reconhecimento oficial por sua obra dá-se em 1999, com a atribuição do prémio Orville H. Gibson Lifetime Achievement, no Gibson Awards. Mas não se fica por aqui.
Desde 2000 Brian Setzer já conquistou três Grammy: Melhor Performance de Grupo Pop para "Jump, Jive Na’ Wail", e dois de Melhor Performance Instrumental, com "Sleepwalk" e "Caravan".
Em Dezembro de 2006, teve a sua sétima nomeação para os Grammy pela versão de "My Favorite Things", mais uma vez na categoria Melhor Performance Pop Instrumental.

Brian Setzer, é considerado um dos melhores músicos e com uma prolífica carreira. A sua singular criatividade é sentida nas composições, arranjos, vocais, mas sobretudo, como um excepcional guitarrista que soube fundir com maestria ímpar o jump blues, swing, jazz e o chamado texas blues, tendo como principal ingrediente, claro, o rockabilly.
O legado de Eddie Cochran, Gene Vincent e tantos outros importantes nomes continua em boas mãos.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

"Million dollar quartet" chega à Broadway na Primavera de 2010


O musical "Million dollar quartet" chegará na Primavera de 2010 à Broadway para "reunir" de novo Elvis Presley, Johnny Cash, Carl Perkins e Jerry Lee Lewis, numa recriação do legendário encontro de há 52 anos, anunciaram os produtores.
A obra transportará para o cenário nova-iorquino a "afortunada" noite de 04 de Dezembro de 1956 em que os quatro músicos se reuniram pela primeira e única vez nos estúdios da discográfica Sun Records de Memphis, no Tenessee.
Jerry Lee Lewis encontrava-se no estúdio para gravar com Carl Perkins, quando casualmente entrou Elvis Presley, que nesse ano tinha alcançado os seus primeiros êxitos com "Hound Dog" e "Heartbreak Hotel".
Pouco depois, o dono da Sun Records, Sam Phillips, chamou Johnny Cash para que se lhes juntasse.
Ali, sob a batuta de Sam Phillips, considerado o "pai do rock n´roll", protagonizaram uma sessão improvisada que é recordada como "a noite em que o rock teve vida", segundo recordaram num comunicados os responsáveis do musical.
O libreto de Colin Escott e Floyd Mutrux, que se estreou em Chicago em Outubro de 2008, aproveita a oportunidade para repor clássicos do rock, R&B e gospel, com temas como "Blue Suede shoes", "I walk the line" ou "Whole lotta shakin´going´on".
Os produtores, Relevant Theatricals, John Cossette, Northern Lights, Broadway Across America e James L. Nederlander, acrescentam no comunicado que proximamente anunciarão que teatro apresentará a peça musical, que será dirigida por Eric Schaeffer.
Schaeffer dirigiu na Broadway em 1999 o musical "Putting it together" de Stephen Sondheim e há dois anos o "Glory Days", de Nick Blaemire.
Lusa

quinta-feira, 26 de março de 2009

Carl Perkins - Blue Sued Shoes


"Blue Suede Shoes", é um standard do, Rock'n Roll, e foi escrito e gravado em primeiríssima mão por Carl Perkins, em 1955. É considerado o primeiro tema realmente Rock-A-Billy, o pai do Rock'n Roll, que incorporava elementos do blues, da country, e da pop music, contemporânea.
Johnny Cash, é o pai moral do tema. Conta-se, que nos primórdios, um pouco após a era dos gêlos, quando, Elvis, Cash e Perkins, faziam uma tournée pelo Texas, em conversa, Johnny Cash terá contado a Perkins, que quando prestava serviço militar na Alemanha, conheceu um negro, que fazia parte da força aérea Americana, estacionada também na Europa, e que nas escapadelas de fim de semana, fazia furor entre as teenagers alemãs nas salas de baile, aonde brilhava com os novos passos e contorcionismos do Rock'n Roll, usando uns estranhos e flashantes sapatos azuis .
Cash terá surgerido a Perkins para escrever um tema sobre os ditos sapatos azuis, ao que Carl terá respondido.
"Eu não precebo nada de sapatos. Como é que posso escrever uma canção sobre sapatos?"
Carl, enquanto guitarrista, foi uma das grandes influências de George Harrison, tendo este inclusivé, gravado um tema de Perkins, o "Everybody’s trying to be my baby", e Ringo gravou o "Honey Don't", tema igualmente composto por Perkins. Os dois temas fazem parte do Beatles For Sale, de 1964.