Mostrar mensagens com a etiqueta Buddy Holly. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Buddy Holly. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 26 de março de 2019

Beatles For Sale




"Beatles for Sale" é o quarto álbum de estúdio dos Beatles.
Foi lançado em 4 de Dezembro de 1964 no Reino Unido pela Parlophone da EMI.

Oito das quatorze faixas do álbum apareceram no lançamento simultâneo da Capitol Records, “Beatles '65”, lançado apenas nos USA.

O álbum marcou um afastamento do tom ligeiro e intimista tipo “from me to you”, que caracterizou os trabalhos anteriores dos Beatles, em parte devido ao esgotamento da banda após uma série de tournés que os solidificaram como um fenómeno mundial em 1964, mas também pelo seu natural amadurecimento.

As músicas introduziram climas mais sombrios e letras mais introspectivas, com John Lennon adoptando uma perspectiva autobiográfica em composições como "I'm a Loser" e "No Reply".

O álbum também reflectiu influências da música country e de Bob Dylan, que os Beatles conheceram em Nova York em Agosto de 1964.

Os álbum foi gravado nos estúdios da EMI, em Londres, entre os seus compromissos.Em parte como resultado da agenda agitada do grupo, apenas oito das faixas são composições originais, a que foram acrescentadas covers de músicas, dos seus ídolos, os que mais os tinham influenciado  como Carl Perkins, Chuck Berry, Buddy Holly e Little Richard, temas esses que faziam parte das suas play lists quando actuavam ao vivo.



As sessões também produziram um single sem álbum, "I Feel Fine", que teve como lada B o "She's a Woman".

Na Grã-Bretanha, “Beatles for Sale” ocupou o primeiro lugar em 11 das 46 semanas que passou entre os 20 melhores.

O álbum teve sucesso similar na Austrália, onde a capa do single de Rock and Roll Music também ficou no topo da parada de singles.

Uma das canções omitidas da versão norte-americana do álbum, "Eight Days a Week", tornou-se o sétimo número 1 dos Beatles nos EUA, quando lançado em Fevereiro de 1965.

"Beatles for Sale" não foi lançado nos Estados Unidos até 1987, quando o catálogo dos Beatles foi padronizado para lançamento em CD.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

3 de Fevereiro de 1959 - The Day The Music Died

Buddy Holly, morreu na queda de um pequeno avião, um Beechcraft Bonnaza, perto de Clear Lake, Iowa, no dia 3 de Fevereiro de 1959. Há precisamente 55 Anos.
Holly tinha 22 anos de idade, e com ele morreram também, Ritchie Valens, (La Bamba) e J.P.Richardson, "The Big Bopper", (Chantilly Lace).
O tempo viria a revelar a importância e as influências destes musicos, nas gerações seguintes. Sobretudo, Buddy Holly. Sem a musica de ,"Buddy Holly and The Crickets" muitos dos grupos britânicos que apareceram na década de 60,não teriam o som nem o "line up", a formação, que passou a ser a mais comum. Três guitarras e uma bateria.
 Os próprios Beatles, não se chamariam The Beatles.Teriam talvez ficado como sendo, The Quarrymen. Conta a história que o nome Beatles, foi uma adaptação da palavra Beetle, (besouro), devido aos Crickets, (grilos), de Buddy Holly. Lennon, trocou o Beet, por Beat (pancada/ritmo), transformando os Beetles, em Beatles. A palavra Beat, já entrara na gíria de Liverpool, ao ser associada ao nome do rio que banha Liverpool, Mersey Beat, rótulo que acompanhou todas as bandas saídas de Liverpool.
Os Beatles, inspiraram-se em Holly, para começarem a compor os seus próprios temas. Geroge Harrison chegou a declarar:
"Buddy Holly, foi o meu primeiro ídolo, e a minha maior influência, para seguir uma carreira musical".
Essa influência nos solos de Harrison, ouve-se no tema "Words Of Love", de Buddy Holly e que os Beatles gravaram no seu "Beatles for sale".
Os Hollies, escolheram este nome ,por causa do sobrenome de Buddy. Os Searchers, assim nomeados depois de irem assistir ao filme com este mesmo nome, em que o protagonista, John Wayne, repete várias vezes a frase “That’ll be the day”, e segundo ele, era a musica que mais se ouvia, na altura das filmagens. Os Rolling Stones, tiveram o seu primeiro hit no "UK Top Ten" com o tema de Buddy Holly, "Not Fade Away".

Bruce Springsteenn, ainda hoje, faz o aquecimento das suas cordas vocais, antes de entrar em palco, cantando dois ou três temas de Holly. Palavras do Boss numa entrevista, ao ser inquirido sobre a influência que Holly teve na sua musica. Tommi Roe, e Bobby Vee, sempre afirmaram que tinham seguido a carreira musical, tentando copiar o seu estilo vocal.
Os seus temas, foram gravados ao longo dos tempos por gente como:
The Beatles, The Rolling Stones, The Everly Brothers, Jackie DeShannon, Linda Ronstadt, Peter and Gordon, Blind Faith, Blondie, Don McLean, Phil Ochs, Carl Perkins, e Waylon Jennings, este ultimo, era membro dos Crickets, no dia em que Buddy morreu.
No fim da sua curta vida, ele tinha não só composto e interpretado diversos hits, como havia igualmente produzido vários discos. Iria produzir, Paul Anka, num estúdio que havia adquirido. Enquanto guitarrista,solava e acompanhava ao mesmo tempo, com grande qualidade e inovação.
No inicio Buddy era acompanhado só por uma bateria e um contra baixo, mas em breve o seu génio inovador, levou-o a introduzir mais um guitarrista ritmo, e um baixo eléctirco.
Seu contemporâneo, Elvis, era sem dúvida um grande interprete e pode dizer-se, que foi ele quem trouxe uma atitude mais inconformista, e mais insatisfeita com o status quo, mas viria a ser domado pelo establishment, e acabar, como todos sabemos. Não compunha, a guitarra era mais um adereço, e não fora a sua excelente voz e o requebrar das ancas,nunca teria sido chamado de Rei. Mas,lá diz o ditado."Numa terra de cegos, quem tem um olho,é....Elvis"
Já houve vários críticos e biógrafos, que declararam, Buddy Holly, como sendo o musico, que mais influenciou, os seus pares, no século 20. Como é que este fenómeno foi possível ? Como é que um jovem musico, cuja carreira como profissional, não passou dos 18 meses, tendo como ponto de partida o seu primeiro hit musical, até ao dia do seu desaparecimento, mudou radicalmente a face da musica popular mundial ?
A razão, era o facto de ele ser excepcionalmente perfeccionista em tudo que fazia. Composição, canto execução da guitarra, ritmo e solo, e produção. Era um Texano, nascido em Lubbock, que tendo começado na Country Music, depressa chegou, ao topo e revolucionou o rock e a pop, nos idos 50, mantendo-se ainda hoje,como uma referência. A sua primeira gravação, foi feita quando tinha apenas 12 anos. Começou, cedo. Acabou, cedo demais.


sábado, 4 de fevereiro de 2012

O Dia em que a Música Morreu

Buddy Holly, Ritchie Valens, The Big Bopper: em 3 de Fevereiro de 1959, um avião de pequeno porte caiu em Iowa, e matou instantaneamente três dos maiores nomes da música na época, no que é considerada a primeira grande tragédia da história do rock. O dia fatídico foi chamado de 'O Dia em que a Música Morreu' pelo cantor Don McLean na música American Pie, regravada por Madonna no ano 2000.

Os músicos estavam em tourné, "The Winter Dance Party", projectada para cobrir vinte e quatro cidades do centro-oeste dos Estados Unidos em apenas três semanas, de 23 de Janeiro a 15 de Fevereiro de 1959. Um dos problemas logísticos era o tempo gasto durante as viagens, pois a distância entre os locais dos concertos não foi considerado quando cada um deles foi agendado. Outro era o autocarro usado para transportar os músicos, que não estava preparado para enfrentar o inverno. O seu sistema de aquecimento avariou pouco depois do início da tourné, e como consequência o baterista de Buddy Holly, Carl Bunch, teve um caso grave de congelamento dos pés, tendo que ser internado num hospital. Enquanto ele recuperava, Buddy Holly e Ritchie Valens revezavam-se na bateria.

O The Surf Ballroom em Clear Lake, Iowa, não estava agendado para ser a próxima paragem da tourné, mas os seus organizadores, esperando incluir mais datas, entraram em contacto com Carroll Anderson, gerente do local, que aceitou a proposta. O show foi marcado para uma segunda-feira, 3 de Fevereiro.

Ao chegar no local, Buddy Holly, frustrado com as péssimas condições do aurtocarro, disse aos seus colegas da banda que, terminado o show, ele tentaria alugar um avião para seguir até á próxima cidade da tourné, Moorhead, em Minnesota. Holly também estaria incomodado por não ter mais camisas, meias e cuecas limpas. Precisaria lavar as suas roupas antes do próximo concerto, mas a lavanderia local estava fechada naquele dia.

Conseguiu então combinar um vôo com Roger Peterson, um piloto de 21 anos que trabalhava para a Dwyer Flying Service na cidade vizinha de Mason City. Uma tarifa de 36 dólares por passageiro foi combinada para que que Peterson levasse Holly e mais dois acompanhantes até Fargo, no seu Beechcraft Bonanza modelo B35, fabricado em 1947.

Uma das vagas foi oferecida a Dion DiMucci, vocalista do grupo Dion and the Belmonts, mas este decidiu que não gastaria os 36 dólares da passagem pois aquele era o mesmo valor que os seus pais pagavam pelo aluguer de um apartamento, e sendo assim ele sentiu que não poderia justificar a extravagância de gastar aquele valor. Os dois assentos ficariam então com Waylon Jennings e Tommy Allsup, músicos que acompanhavam Holly na sua recém-iniciada carreira solo.

J.P. Richardson, que contraíra gripe durante a tourné, pediu a Jennings que cedesse o seu lugar no avião. Jennings concordou, e quando Buddy Holly ficou a saber do acordo, brincou: "Bom, espero que o vosso autocarro, congele". Jennings, também em tom de brincadeira, respondeu: "E eu espero que o teu avião caia". Este diálogo perseguiria Jennings para o resto da sua vida.

Ritchie Valens, que nunca viajara de avião, pediu o lugar de Tommy Allsup, que respondeu que isso seria decidido num lançamento de moeda ao ar. Bob Hale, locutor da KRIB-AM, que trabalhava nos concertos como DJ naquela noite, atirou a moeda ao ar pouco antes dos músicos partirem para o aeroporto. Valens venceu, conseguindo o lugar no avião.

O avião descolou por volta das 00:55 (hora local). Pouco depois de 01:00 da manhã, Hubert Dwyer, piloto comercial e dono da aeronave, que estava a controlar a descolagem do seu avião, observando da varanda do lado de fora da torre de controle, viu a luz de cauda do avião descer gradualmente até desaparecer de vista.

Peterson o piloto, tinha dito a Dwyer o proprietário do avião, que lhe mandaria o plano de vôo para a torre de controle via rádio depois da descolagem. Como não houve comunicação com os controladores, Dwyer pediu para que eles tentassem entrar em contacto com a aeronave, mas não obtiveram resposta.

Às 3:30 da manhã, quando o Aeroporto Hector em Fargo, Dakota do Norte, informou não ter recebido qualquer sinal do Bonanza, Dwyer contactou as autoridades e declarou a aeronave como desaparecida.

Por volta das 09:15 da manhã, Dwyer descolou com outro avião de pequeno porte para seguir a rota planeada por Peterson. Pouco tempo depois, visualizou os destroços do Bonanza numa plantação de milho pertencente a Albert Juhl, situada oito quilómetros a noroeste do aeroporto.

O avião voava num ângulo levemente descendente e inclinada para a direita quando atingiu o solo a 270 quilómetros por hora. Capotou e derrapou por mais 170 metros na paisagem congelada antes que a massa retorcida de ferragens batesse contra uma cerca de arame farpado nas cercanias da propriedade de Juhl.

Os corpos de Holly e Valens caíram perto do avião, Richardson foi arremessado através da cerca e dentro da plantação de milho do vizinho de Juhl, Oscar Moffett, enquanto Peterson ficou preso na cabine. Carroll Anderson, o gerente do Surf Ballroom que levara os músicos ao aeroporto da cidade vizinha e presenciara a descolagem do avião, foi o primeiro a identificar as vítimas.

Autópsias posteriores indicaram que todos os quatro morreram instantaneamente com o impacto.

As investigações que se seguiram após o acidente, concluíram que o mesmo foi provocado por uma combinação de mau tempo e de erro humano.

Peterson, o piloto, voava por instrumentos, e ainda estava a praticar esta modalidade de voo, não sendo habilitado para pilotar em condições climatéricas sem visibilidade. 

O inquérito final da Civil Aeronautics Board observou que Peterson tinha sido treinado em aeronaves equipadas com horizonte artificial, não tendo portanto experiência com o incomum giroscópio indicador de altitude Sperry F3 utilizado no Bonanza. 

Para piorar a situação, os dois instrumentos indicavam o eixo da aeronave de maneira exactamente oposta. Isto levou os investigadores a concluírem que Peterson pode ter pensado que estava a subir, quando estava, de facto, a descer. Descobriram ainda, que o piloto não recebeu o boletim meteorológico, actualizado, sobre as condições climatéricas, o que, dado seus conhecimentos limitados, deveria ter originado o adiamento do voo.

Fonte: Wikipédia - Fotos: Reprodução Internet

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Rave On - Buddy Holly, o tributo.

"Rave On Buddy Holly", - Buddy Holly, que completaria 75 anos em Setembro deste ano, 2011, - é o titulo do álbum com lançamento marcado para Junho, que contará com novas versões para clássicos do pioneiro do rock 'n' roll, interpretados por outros artistas.

Paul McCartney, My Morning Jacket, Lou Reed, Graham Nash, entre outros, terão temas neste álbum tributo, dedicado a Buddy Holly, um dos pioneiros do rock 'n' roll, morto tragicamente num acidente de avião em 1959, aos 22 anos de idade. A informação é do site da revista Spinner.

Intitulado Rave On Buddy Holly, o álbum conta com 19 faixas e chega às lojas a 28 de Junho, com o selo da Fantasy Records/Concord Music Group. De acordo com um comunicado à imprensa internacional, as novas versões para alguns clássicos de Buddy Hplly, não são, de facto decalques das canções originais.

"Os artistas usaram a sua criatividade para explorar novas formas de reinterpretar os temas escolhidos por eles", lê-se no comunicado.

Foi criado um site oficial para o lançamento, porém não há trechos de nenhum dos temas, cujo alinhamento é o que se segue:

Rave On Buddy Holly:

1 - "Dearest" -The Black Keys
2 - "Every Day" - Fiona Apple & Jon Brion
3 - "It's So Easy" - Paul McCartney
4 - "Not Fade Away" - Florence + The Machine
5 - "(You're So Square) Baby, I Don't Care" - Cee Lo Green
6 - "Crying, Waiting, Hoping" - Karen Elson
7 - "Rave On" - Julian Casablancas
8 - "I'm Gonna Love You Too" - Jenny O.
9 - "Maybe Baby" -Justin Townes Earle
10 - "Oh Boy" - She & Him
11 - "Changing All Those Changes" - Nick Lowe
12 - "Words Of Love" - Patti Smith
13 - "True Love Ways" - My Morning Jacket
14 - "That'll Be The Day" - Modest Mouse
15 - "WellAll Right" - Kid Rock
16 - "Heartbeat" - The Detroit Cobras
17 - "Peggy Sue" - Lou Reed
18 - "Peggy Sue Got Married" - John Doe
19 - "Raining In My Heart" - Graham Nash

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Brian Setzer, Mr Rockabilly.


Rockabilly, nasceu da junção das palavras rock e hillbilly, vocábulo que define a música "country/pimba" americana. Assim pode-se conceituar um género do rock que se confunde com este, mas tendo como data de nascimento, a segunda metade da década de cinquenta.

Há quem relacione as raízes deste estilo a nomes como Elvis Presley, Carl Perkins, Buddy Holly, Little Richard, Chuck Berry, Bill Haley, Johnny Cash e Jerry Lee Lewis.
É natural, que a lista não esteja completa. Dois nomes fundamentais deram, o "pontapé de saída": Eddie Cochran e Gene Vincent.

São desta dupla clássicos eternos como "Be-Bop-a Lu-La", "Bluejean Bop", "Twenty Flight Rock", "C’mon Everybody", "Something Else" e "Summertime Blues". Não nos esqueçamos dos Johnnies: Johnny Kidd and the Pirates e Johnny Burnette. Este último foi o primeiro responsável pela popularização de "The Train Kept-a-Rolling" e "Honey Hush", EP de 1956.

Nos anos 60 e 70 o rockabilly perdeu um pouco da sua força e parecia condenado. Eddie Cochran morrera em 1960 devido a um acidente de carro. Os outros artistas citados acima já não se preocupavam muito em gravar temas tipicamente rockabilly. O próprio Gene Vincent fez discos irregulares nos anos sessenta, vindo a falecer em 1971, vítima de complicações causadas pelo alcoolismo. Gene nunca se recuperou do trauma causado pela perda do seu grande amigo Eddie Cochran, o que o levou ao vício da bebida. Portanto, neste hiato das décadas de 60 e 70, é dificil encontrar um álbum de rockabilly que se tenha destacado.

Só no final dos anos setenta apareceria um nome que daria um sopro de renovação ao género: Brian Setzer.

Brian nasceu em 10 de Abril de 1959 em Massapequa, Nova York. O seu primeiro instrumento foi a tuba, prenda dos seus pais, no seu oitavo aniversário. Tocou-a durante dez anos, até a trocar definitivamente pela guitarra. A eleita, que viria a ser a sua imagem de marca, foi alternando ao longo da sua carreira, entre os vários modelos da Gretsch.

Brian Setzer, optou logo pela Gretsch 6120, a partir do momento que viu uma fotografia de Eddie Cochran.
"Não sabia a marca nem o modelo, mas soube logo que tinha que ter uma igual," declarou Setzer, quando questionado o porquê da sua escolha .
"Quando tinha 17 anos, vi um anuncio num jornal: "Gretsch for sale". Quando vi que era uma Eddie Cochran, compreia-a de imediato por 100 dólares.”

A audição de discos das antigas big bands, swing, de mestres como Gene Krupa, Benny Goodman, e o seu interesse pelo punk rock que aflorará por volta de 1978, contribuiu para a direcção musical que, num futuro próximo, Brian conduziria a sua carreira. A primeira experiência com uma banda foi com os Bloodless Pharaohs. Gravaram, "Bloodless Pharaos, Marty Thau 2 x 5", lançado originalmente em 1980, e no ano de 2005, em CD. A qualidade de som é muito má. Vale só, como item de coleccionador.

Após ter assistido ao show de Mel Lewis Orchestra, Brian já não tinha a menor dúvida: iria formar a sua própria banda rockabilly. Conhece Lee Rocker (Leon Drucker), contrabaixista, e Slim Phanton (James McDonnell), baterista. Juntos formam os Stray Cats, que tomaria de assalto o cenário musical através de rocks vibrantes e rápidos, tendo como ponto alto a virtuosidade de Setzer, que também se revelaria um óptimo compositor e vocalista.

Para assegurar o inicio de uma carreira de êxitos, e como diz o ditado, "santos da casa não fazem milagres,"decidem apostar no mercado inglês. Mudam-se para Inglaterra, aonde conhecem o já experiente Dave Edmunds, líder dos Rockpile, e que produz o primeiro álbum homónimo de 1981. A reacção positiva foi instantânea. Aparecem os primeiros hits, “Stray Cat Strut”, Rock this Town” e “Runaway Boys”. O disco seguinte, "Gonna Ball", teve menor repercussão. Voltam a casa, aos Estados Unidos para então, mais experientes e resguardados coma as vendas do primeiro álbum, divulgarem o seu trabalho, e conquistar o seu espaço num mercado virgem e conhecedor do género.

Entre 1981 e 2004, há várias separações e onze discos:

Stray Cats (1981)
Gonna Ball (1981)
Built for Speed (1982)
Rant N' Rave with the Stray Cats (1983)
Rock Therapy (1986)
Blast Off! (1989)
Let's Go Faster! (1990)
The Best of the Stray Cats: Rock This Town (1990)
Choo Choo Hot Fish (1992)
Original Cool (1993)
Rumble in Brixton (2004)

O quarto álbum, o "Rant n’ Rave with the Stray Cats", lançado em 1983, tem dois "power plays", de enorme sucesso: (“She’s”) Sexy and 17” e a belíssima balada “I Won’t Stand in your Way”, um accapela, que viria a ter uma versão, cá em Portugal, no EP, "Just For Teengers", de Vicky e os Blue Jeans.

Em 1984, Brian junta-se a Robert Plant para formar os The Honeydrippers, de curtíssima duração, e gravam o "The Honeydrippers, Vol !", LP, com dois temas, de onde se destacou o “Sea of Love”.
Em 1987 participa da cinebiografia de Ritchie Valens, La Bamba, fazendo o papel de um dos seus maiores ídolos, Eddie Cochran.

Sentindo-se mais á vontade, e tendo conseguido diversos hits no seu trabalho a solo, Brian lança entre 1986 e 2010, dez álbuns com a sua chancela ímpar, enquanto pelo meio ia juntando os Stray Cats, para gravações e espectáculos, tendo participado com Stevie Ray Vaugham, numa tourné em 1989, para divulgação do "Blast Off!"



Esta é a lista dos seus trabalhos a solo:

The Knife Feels Like Justice (1986)
Live Nude Guitars (1988)
Rockin' By Myself (1998)
Ignition! (2001)
Nitro Burnin' Funny Daddy (2003)
Rockabilly Riot Vol. 1: A Tribute To Sun Records (2005)
13 (2006)
Red Hot & Live (2007)
Songs From Lonely Avenue (2009)
Don’t Mess with a Big Band (2010)

O projecto de unir o rockabilly com o som de uma orquestra concretiza-se em 1994 com o lançamento da Brian Setzer Orchestra.
Em 1996, Brian é agraciado com o galardão, Guitar Slinger e, em 1998, e "The Dirty Boogie" chega às lojas, sendo até hoje, considerado como um dos melhores discos de Brian e da sua orquestra, alcançando o 9º posto, nas listas de vendas americanas.

De 1994 até hoje, The brian Setzer Orchestra, lança doze discos:

The Brian Setzer Orchestra (1994)
Guitar Slinger (1996)
The Dirty Boogie (1998)
Vavoom! (2000)
Boogie Woogie Christmas (2002)
Jump, Jive an' Wail - The Very Best of the Brian Setzer Orchestra (2003)
The Ultimate Collection (2004)
Dig That Crazy Christmas (2005)
Wolfgang's Big Night Out (September 2007)
The Ultimate Christmas Collection (October 2008)
Christmas Comes Alive! (2010)

O primeiro reconhecimento oficial por sua obra dá-se em 1999, com a atribuição do prémio Orville H. Gibson Lifetime Achievement, no Gibson Awards. Mas não se fica por aqui.
Desde 2000 Brian Setzer já conquistou três Grammy: Melhor Performance de Grupo Pop para "Jump, Jive Na’ Wail", e dois de Melhor Performance Instrumental, com "Sleepwalk" e "Caravan".
Em Dezembro de 2006, teve a sua sétima nomeação para os Grammy pela versão de "My Favorite Things", mais uma vez na categoria Melhor Performance Pop Instrumental.

Brian Setzer, é considerado um dos melhores músicos e com uma prolífica carreira. A sua singular criatividade é sentida nas composições, arranjos, vocais, mas sobretudo, como um excepcional guitarrista que soube fundir com maestria ímpar o jump blues, swing, jazz e o chamado texas blues, tendo como principal ingrediente, claro, o rockabilly.
O legado de Eddie Cochran, Gene Vincent e tantos outros importantes nomes continua em boas mãos.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

O que eles disseram de Budy Holly

Bob Dylan
"Quando tinha,16 ou 17 anos,fui vêr o Buddy Holly actuar.Fiquei a três passos dele...ele olhou para mim...Buddy era um poeta,muito á frente do seu tempo".

Paul McCartney
"Pelo menos,40 das primeiras músicas que os Beatles compuseram, foram escritas, influenciadas por Buddy Holly".

Bruce Springsteen
"Canto dois ou três temas do Buddy, sempre que entro no palco. Mantém-me honesto..."

John Lennon
"Ele criou a moda de usar óculos. Eu era Buddy Holly."

Mick Jagger
"Com Buddy Holly ainda se aprende a escrever uma canção, a forma como ela se constrói. Era um fantástico compositor."

Elton John
"Eu só preciso de usar óculos para ler, mas como os uso sempre, para me parecer como Buddy Holly, tornei-me realmente parecido com ele".

Keith Richards
"Em 1958, ou se era fã de Elvis, ou de Holly. Eram dois grupos distintos. Os fãs de Elvis, usavam blusões de cabedal, os de Buddy Holly, procuravam maneiras de se parecer com ele, usando óculos por exemplo".

Eric Clapton
"De todos os heróis da musica, Buddy Holly, era o mais acessível, era real...era um de nós."

Para assinalar o aniversário da morte de Buddy Holly, foi lançado o CD, "The Very Best Of Buddy Holly And The Crickets" e um DVD, "The Music Of Buddy Holly And The Crickets, The Definitive Story", foram lançados ontem,2 de Fevereiro, em todo o mundo.

American Pie - The Day,The Music Died

O tema American Pie, composto por Don McLean, foi sempre referenciado, como se tratando de uma elegia em memória de Buddy Holly.
Há vários sites que se dedicam ao "estudo" do tema. Aqui vai um link, (é só clicar), aonde, exaustivamente, se explica, tim tim por tim tim, o poema de Don McLean.
Uma visão mais aligeirada, pode ser seguida no clip de video que publico.