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terça-feira, 7 de outubro de 2014

Love Me Do




"Love Me" é o primeiro single dos Beatles, tendo  "P.S. I Love You", no lado B e colocado nas lojas do U.K, em 5 de Outubro de 1962. Quando o single foi lançado no Reino Unido, atingiu a posição número dezessete. Em 1982 foi novamente posto á venda (não re-emitido, mantendo o mesmo número de catálogo) e chegou a número quatro.
Nos Estados Unidos, o single foi número um em 1964. Em 2012, a canção tornou-se  domínio público na Europa. Actualmente, existem propostas de lei para prolongar os direitos autorais por mais 20 anos.

Em 4 de Setembro de 1962, Brian Epstein pagou todas as despesas dos Beatles, já com o seu novo baterista, Ringo Starr, da viagem aérea de Liverpool para Londres.
Após a sua acomodação num hotel no bairro de Chelsea, os "fab four", dirigiram-se  à EMI Studios no início da tarde, aonde montaram o seu equipamento no Studio 3 e começaram a ensaiar seis canções, incluindo: "Please Please Me", "Love Me Do" e uma canção originalmente criada para Adam Faith por Mitch Murray chamado "How Do You Do It?"  pois George Martin "insistia, na aparente ausência de qualquer material original mais forte para o primeiro single do grupo ".

Lennon e McCartney ainda tinham que impressionar Martin com a sua capacidade de composição, e os Beatles tinham  assinado como artistas de gravação com base na sua forte e carismática personalidade, enquanto banda.

"Não foi uma questão de o que é que eles poderiam fazer, ou como. Os Beatles não tinham escrito nada importante naquela época. Mas o que mais me impressionou foi a sua personalidade. Faíscas voavam quando se falava com eles." declarou George Martin

No decurso da sessão da noite que se seguiu então (19:00 às 10:00 horas no Studio 2), gravaram "How Do You Do It" e "Love Me Do". Foi feita uma tentativa de "Please Please Me", mas nesta fase, tocaram uma versão muito diferente daquilo que viria a ser a forma final deste tema e  foi abandonada por Martin, o que causou uma grande decepção ao grupo pois esperavam que este tema seria o lado B de "Love Me Do".

Os Beatles estavam ansiosos para gravar o seu próprio material, algo que era quase inaceitável, impossível naquele tempo, e é globalmente aceite que George Martin, tinha acedido e até incentivado, a que os rapazes compusessem os seus temas numa primeira instância. Mas Martin insistiu que pelo menos eles tentassem escrever algo tão comercial como "How Do You Do It?".
Então, a prática nos estudios Tin Pan Alley, nos U.S.A, era a de ter os grupos a gravar músicas de compositores profissionais , o que era procedimento padrão e ainda é comum hoje.

É certamente verdade que não havia nenhum outro produtor em ambos os lados do Atlântico, capaz de lidar com os Beatles sem os "danificar", deixando-os sozinhos a criar,  e servindo apenas como um guia, de mente aberta, capaz de aceitar aquele inesperado e inovador tipo de composição musical .
Martin rejeita, no entanto a ideia de que ele era o "gênio" por trás do grupo:
"Eu era puramente um intérprete. O gênio era deles: nenhuma dúvida sobre isso. "

Foi na sessão de 4 de Setembro, que, de acordo com McCartney, que Martin sugeriu o uso de uma harmónica. No entanto, Lennon já tinha gravado o seu solo de gaita, na versão Anthology 1, durante a audição de 6 de Junho com Pete Best na bateria. A versão de George Martin é diferente:

"Eu peguei em 'Love Me ', por causa do som da gaita", acrescentando: "Eu amei aquele lamento soprado na harmónica por John, lembrou-me as gravações de Sonny Terry e Brownie McGhee. Senti que tinha um hit definitivo."


Lennon aprendeu  a tocar numa gaita cromática que o seu tio George (marido de sua tia Mimi) lhe tinha dado quando criança. Mas o instrumento usado nesta gravação, fora roubada por Lennon numa loja de música em Arnhem, nos Países Baixos, em 1960, aquando da primira viagem dos Beatles para Hamburgo. 

John tinha ensaiado exaustivamente a introduçaõ do tema "Hey Baby",  de Bruce Chanel, nos estudios da EMI em 6 de Junho. Este era uma das trinta e três canções que os Beatles tinha preparado (embora apenas quatro foram gravados"Bésame Mucho"; "Love Me Do"; "P.S. I Love You" e "Ask Me Why", dos quais apenas"Bésame Mucho"e"Love Me Do"sobrevivem e aparecem na Antologia 1).

Brian Epstein tinha contratado  Bruce Channel para este actuar numa promoção da NEMS Enterprises no Ballroom Tower de New Brighton, em Wallasey a 21 de Junho de 1962, apenas algumas semanas depois de "Hey Baby" ter atingido os tops. 
Os Beatles eram o segundo e prestigiante destaque no cartaz do espectáculo. 

Lennon tinha ficado tão impressionado com o tocador de harmónica de Bruce Chanel, Delbert McClinton, que logo no primeiro encontro se dirigiu a ele pedindo instruções de como tocar o instrumento. John faz referência também ao tema de  Frank Ifield, "I Remember You" e á sua introdução de gaita, um sucesso enorme no Reino Unido, em Julho de 1962, declarando:
"O truque, foi a gaita. Havia uma coisa terrível chamada "I Remember You", e nós, tocáva-mos esses números, dai o ter-mos usado esse tipo de introdução no "Love Me Do"."

A harmónica viria a tornar-se num "fazedor" de hits no início dos Beatles, em temas como "Love Me Do", "Please Please Me" e "From Me To You", bem como outras faixas do álbum.
Paul McCartney recordou, "John esperava ser preso um dia e na cadeia, seria o tipo que tocava gaita."


George Martin esteve muito perto de dicidir que  "How Do You Do It?" seria o primeiro single do Beatles',- tendo ainda sido considerado como um sério concorrente para o seu segundo single,- em vez em "Love Me Do".

Existe,  nos arquivos da EMI, uma versão masterizada pronta para  lançamento.

George Martin comentou mais tarde:
"Eu ponderei muito seriamente em "How Do You Do It", para o primeiro single,  mas no fim decidi-me por "Love Me Do", que era uma óptima gravação." 

Paul McCartney ainda acrescentou:
"Nós sabíamos que os nossos fãs em Liverpool não permitiriam que assumisse-mos o "How Do You Do It. Não era o nosso tipo de musica...era muito pop."
 
Este tema acabou por ser o primeiro single de lançamento de Gerry and The Pacemakers, com um enorme sucesso na altura.

O resto...é história.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Jimmie Nicol, o terceiro baterista dos Beatles


Há 50 anos atrás, Ringo Starr adoeçeu, e teve que deixar de actuar com os seus companheiros, para ser operado.

Nada de grave. Uma simples amigdalite obrigou-o ao internamento num hospital de Londres, e consequente operação.
 
Durante o periodo de "baixa", Ringo, foi substituído temporariamente pelo baterista Jimmie Nicol. 
  
Jimmie fez oito espectáculos com os Beatles e por um curto período de tempo, viveu a vida intensa de um Beatle.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Rock 'n' Roll (álbum de John Lennon), foi lançado há 39 anos


A 17 de Fevereiro de 1975, foi lançado o 6º álbum a solo de John Lennon, intitulado "Rock n' Roll", contendo covers de canções da era do Rock and Roll, final da década de 50 e início da década de 60, músicas das quais ele era fã quando adolescente.

O álbum alcançou a 6ª posiçaõ nas listas de vendas do Reino Unido e dos Estados Unidos, depois de ter sido certificado ouro em ambos os países.  

"Rock'n Roll", foi antecedido pelo single "Stand By Me", que chegou ao número 20 nos EUA, e á 30ª posição no Reino Unido.  

A capa, é uma foto de Jürgen Vollmer, tirada durante a permanência dos Beatles em Hamburgo, no inicio da década de 60.  

Após o lançamento de "Rock' n Roll, Lennon ficaria afastado dos estudios de gravação até 1980, período que dedicou a criar o seu segundo filho, Sean Lennon.

A gravação do álbum foi problemática e durou um ano inteiro:  
Phil Spector produziu as sessões em Outubro de 1973 nos estudios da A & M, e Lennon produzio  as sessões em Outubro de 1974 no Record Plant Studios.  

Lennon estava a contas com um processo que lhe tinha sido movido por Morris Levy em virtude da alegada violação de direitos autorais numa linha da sua canção "Come Together". Como parte de um acordo, Lennon tinha de incluir três músicas da autoria de  Levy, no álbum Rock 'n' Roll.  

Spector levava as gravações da sessão, para casa, quando se envolveu num acidente de carro, o que deixou algumas faixas, irrecuperáveis até ao início das gravações do álbum "Walls and Bridges".  

Como "Walls and Bridges" saiu antes de "Rock'n Roll", tendo só uma música Levy, este processou Lennon.

 Lado A
  1. "Be-Bop-A-Lula" (Tex Davis, Gene Vincent) – 2:39
  2. "Stand by Me" (Jerry Leiber, Mike Stoller, Ben E. King) – 3:26
  3. Medley: "Rip It Up"/"Ready Teddy" (Robert 'Bumps' Blackwell, John Marascalco) – 1:33
  4. "You Can't Catch Me" (Chuck Berry) – 4:51
  5. "Ain't That a Shame" (Fats Domino, Dave Bartholomew) – 2:38
  6. "Do You Wanna Dance?" (Bobby Freeman) – 3:15
  7. "Sweet Little Sixteen" (Chuck Berry) – 3:01
Lado B
  1. "Slippin' and Slidin'" (Eddie Bocage, Albert Collins, Richard Wayne Penniman, James H. Smith) – 2:16
  2. "Peggy Sue" (Jerry Allison, Norman Petty, Buddy Holly) – 2:06
  3. Medley: "Bring It On Home to Me"/"Send Me Some Lovin'" (Sam Cooke)/(John Marascalco, Lloyd Price) – 3:41
  4. "Bony Moronie" (Larry Williams) – 3:47
  5. "Ya Ya" (Lee Dorsey, Clarence Lewis, Morgan Robinson) – 2:17
  6. "Just Because" (Lloyd Price) – 4:25

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

A "beatlemania", faz hoje 50 anos.




Embora  a popularidade dos  Beatles  estivesse a crescer  constantemente, com piques  frenéticos durante todo o ano de 1963, a sua aparição no London Palladium , a  13 de Outubro desse ano, um domingo, catapultou para as páginas da imprensa mundial, o frenesim e a excitação nunca antes visto, das plateias de adolescentes, que pulavam, gritavam e choravam, durante toda a actuação do grupo. Esse fenómeno colectivo, foi apelidado de " beatlemania " termo que servia para descrever essas cenas. Faz hoje, portanto, 50 anos.

Sunday  Night  At The London Palladium, foi um programa de entretenimento, de  variedades que atraiu regularmente grandes audiências na TV britânica na década de 60, tendo atingido os  15 milhões de espectadores. A concorrência estava acirrada, e os Beatles, não davam nenhuma chance ás outras bandas, que apareciam como cogumelos , e por isso, passaram a noite anterior ensaiando .

Nessa  noite, abriram o espectáculo, mas  Bruce Forsythe, o apresentador do programa, sossegou a platéia : "Se vocês quiserem vê-los novamente, não saiam dos vossos lugares. Os Beatles estarão de volta daqui a  42 minutos. "

E assim fizeram. Os Beatles superaram a concorrência naquela noite , e fecharam apoteóticamente o show. Começaram com From Me To You, seguido por I'll Get You, que foi introduzido por Paul McCartney, com algumas interjeições jocosas  de John Lennon.

O seu hit mais recente, She Loves You , foi o tema que se seguiu , anunciado coletivamente por Lennon, McCartney e George Harrison.

Depois, veio o final. Paul McCartney tentou anunciá-la , mas foi abafado pelos gritos da platéia que estava super frenética . Lennon disse-lhes para " calar a boca " , um gesto que foi aplaudido pelos membros mais velhos da platéia . McCartney , então, pediu a todos a bater palmas e bater com os pés no chão, e eles tocaram o Twist And Shout. Delírio total..

A actuação dos Beatles foi destaque no noticiário da ITN , em que fora apresentadas imagens dos Beatles  no camarim do grupo. 

No dia seguinte, foi a explosão total. A beatlemania, enchia todas as capas dos jornais levando á globalização do nome, que se transformou num fenómeno de massas nunca antes visto .

Faz hoje 50 anos.


Paul MacCartney, faz espectáculo surpresa, em Queens


“É melhor do que ir a uma aula”, disse Paul McCartney sorrindo enquanto subia para o palco, aonde fez uma apresentação-surpresa, no auditório de uma escola de artes em Astoria, no Queens, USA, na última quarta-feira, 9 de Outubro. Os 400 alunos amontoados no auditório da "Frank Sinatra School for the Arts"  deram a sua total comcordância, e encheram a sala.

McCartney e a sua banda tocaram 13 músicas, incluindo três faixas do novo disco, dele, New, e vários clássicos dos Beatles e dos Wings – tocando sempre com o mesmo inesgotável entusiasmo levado às arenas e estádios na tournê Out There deste ano. 

Tony Bennett, que nasceu em Astoria e fundou a escola em 2001, compareceu ao evento, assim como a esposa de McCartney, Nancy Shevell, comemorando o segundo aniversário do casamento com Macca (um dia de muitas lembranças marcantes: também seria o aniversário de 73 anos de John Lennon). 

O show foi filmado pelo iHeartRadio e será postado online no Yahoo! hoje, 14 de Outubro. 

McCartney subiu ao palco depois das 14h, começando com “Eight Days a Week” – e pouco importou o facto de a maioria do público ter nascido 30 anos ou mais depois do lançamento da música. Continuou por mais 90 minutos, com pausas curtas para responder a perguntas da sua plateia estudantil e de Jim Kerr, antigo DJ de rádio de Nova York. Como sempre, McCartney parecia genuinamente feliz por estar no palco, ovacionado pela multidão. 

“Eu poderia estar em casa a vêr televisão agora”, afirmou num dado momento. “Mas prefiro estar aqui.”

Paul estava visivelmente divertido enquanto falava com os estudantes. 

“Como está?”, perguntou um aluno do último ano. “Groovy!”, respondeu McCartney. Os jovens aspirantes a artistas estavam mais interessados em ouvir sobre a juventude de McCartney como músico. 

 “Quando eu comecei, tinha muito medo de errar no palco”,  contou depois de uma menina perguntar qual teria sido a maior lição que ele aprendeu logo no início. 
“Mas então percebi que as pessoas não ligam. Eles até gostam!”

“Como é que consegue criar tantas melodias memoráveis?”, perguntou Kerr posteriormente. McCartney fez uma pausa. 

“Hum...para ser sincero, não sei. Obrigado pelo elogio, mas eu realmente não penso no que eu faço. Eu simplesmente amo o que eu faço.”

Isso ficou óbvio assistindo á sua actuação. McCartney passou do baixo Hofner para dois violões acústicos, e ainda para o piano, cantando com alma o tempo todo. Depois de fechar com a emocionante “Hey Jude” e fazer uma reverência junto a sua banda, parecia quase relutante na hora de sair do palco. McCartney fez um rápido sinal de “paz e amor” para a multidão, e os estudantes, ao deixarem o auditório, iniciaram um coro infinito de "na-na-na-na", que ecoou pelos corredores da escola.

sábado, 7 de setembro de 2013

Billy Preston, o 5º Beatle




William Everett Preston (2 de Setembro 1946-6 de Junho 2006) era um musico soul de Houston, Texas. 

Só ele e Tony Sheridan, tiveram o previlégio de vêr os seus nomes referênciados nos álbuns dos Beatles. Nem Eric Clapton teve essa honra.

Billy Preston encontrou os Beatles pela primeira vez durante uma tourné que faz a Inglaterra,em 1962, quando integrava a banda de Little Richard. Nessa época, os Beatles estavam no inicio da sua carreira, e actuaram na primeira parte desse espéctaculo, em Liverpool.
 
Voltaram a encontrar-se em 1969, quando durante as atribuladas sessões de gravação do álbum, e filme "Let It Be", George Harrison saturado com as discuções e desntendimentos que aconteciam no estudio, entre os Fab Four, saiu porta fora, e para desanuviar foi a um concerto de Ray Charles, aonde ficou maravilhado com a mestria de Billy Preston, que era o teclista do Ray "Génio" Charles.

George, "rebocou" Billy Preston para o estúdio aonde os restantes membros dos Beatles, ainda se degladiavam sob o olhar atento de Yoko Ono, e sentou-o ao piano. A jovialidade e bom humor de Preston, aliados á sua pericia como teclista, desanuviaram de alguma forma o ambiente pesado que se vivia no estúdio. 

O impacto foi tal, que John Lennon, logo propôs a inclusão de Billy, como membro a tempo inteiro do grupo. É claro que Paul McCartney se opôs logo, veementemente, ameaçando mesmo de que sairia se Billy fosse convidado.
 
Este desentendimento, não obstou a que Billy ficasse em estúdio com os Beatles, e de 22 a 31 de Janeiro de 1969,  foi membro dos Beatles e gravou com eles, utilizando um piano électrico Fender Rhodes Electric, e um orgão Lowrey DSO Heritage.


 
Além dessas sessões, ainda actuou durante 42 minutos com os Beatles ao vivo na famosa sessão, que teve lugar no telhado do edifício da Apple, em 30 de Janeiro, que seria a ultima actuação ao vivo do grupo.
 
Em Abril de 1969, o single "Get Back", saiu como: "The Beatles with Billy Preston", tendo no lado B, "Don't Let Me Down".

Billy Preston, participou ainda na gravação do álbum, Abbey Road. Tocou nos temas "I Want You (She's So Heavy)" e "Something", não sendo no entanto, mencionado, na informação do disco.

Logo de imediato assinou com a  Apple em 1969, e lançou o álbum "That's The Way God Planned It". O tema que deu nome ao álbum foi lançado como single e produzido por George Harrison.
 
Após a separação dos Beatles, George e Billy, desenvolveram uma forte e profícua amizade, tendo inclusive, Billy sido o primeiro artista a gravar o tema  "My Swwet Lord", no seu álbum de 1970 "Encouraging Words", e que em 1971 seria editado em single.
 
Além de ter participado no "Concert for Bangladesh", Billy foi uma presença constante nos trabalhos de George. Essa ligação, não impediu que Preston colaborase igualmente nos álbuns de John Lennon e Ringo Starr. Entre 1971 e 1977, trabalhou em estúdio e nos concertos ao vivo com os grandes rivais e amigos dos Beatles, The Rolling Stones.


A década de 80 foi mais problemática, tendo sido uma constante luta contra os seus "fantasmas",o facto de ter sido abusado sexualmente em criança, mas sobretudo contra o álcool e as drogas.
Foi preso em 1991 por assalto e posse de cocaína, tendo sido condenado a internamento para reabilitação, e prisão domiciliária.

Felizmente a dé cada seguinte, os ventos mudaram, e ele pode participar em algumas tournés com Eric Clapton e Ringo Starr.

Em 2002, participou no concerto em homenagem a George Harrisson no Royal Albert Hall, tendo interpretado brilhantemente os temas  My Sweet Lord e Isn't It A Pity.

Em 2003 foi um dos destaques na gravação do álbum "Let It Be... Naked", uma versão das sessões do álbum dos Beatles de  1969 "Let It Be", produzido por Phill Spector.

A sua ultima intervenção publica foi em 2005, durante uma conferência de imprensa em Los Angeles, destinada ao re-lançamento do filme "Concert for Bangladesh". No final deste acontecimento, actou com Ringo Starr e Dhani Harrisson, interpretando os temas Give Me Love (Give Me Peace On Earth), My Sweet Lord e Isn't It A Pity.

Billy lutou durante um largo período, contra uma infecção nos rins, causada pelos muitos anos de abuso na ingestão de alcoól, e o uso de drogas. Entrou em coma a 21 de Novembro de 2005, e morreu a 6 de Junho de 2006 em Scottsdale, Arizona.

De acordo com as declarações do seu manager, os problemas de Billy, foram em grande parte causados pela sua homossexualidade, um segrêdo, que ele tinha dificuldade em assumir. Foi Keith Richards, o primeiro a revelar este facto, na sua biografia de 2020 "Life".
 
No ano interior ao seu colapso, Billy estava a gravar um álbum, nunca editado, só com covers dos temas dos seus amigos Beatles.

domingo, 18 de agosto de 2013

A Fender Stratocaster Blue Sonic, na Vida de John e George

























No início de 1965, John Lennon e George Harrison pediram ao seu roadie, Mal Evans, para ir comprar duas Fender Stratocasters.
Brian Epstein, aparentemente, decidiu  pagar as duas guitarras, já que o grupo, segundo a sua visão, deveria apresentar-se, sempre com o "match" perfeito.
Mal Evans, descobriu, por acaso duas Strats, idênticas e que viriam a ficar mundialmente famosas, já que era raríssimo a Fender pintar as usas guitarras com aquela côr, o azul, pálido.
Este modelo, ficaria para a história como sendo a Fender Stratocaster  Sonic Blue, modelo de 1961.

A única diferença entre as duas guitarras era a madeira no "pescoço", já que a guitarra de Lennon era mais claro, enquanto a de George Harrison tinha alguns laivos, tipo chamas douradas.
Além disso, as fotografias mostram que  na parte de trás do cabeçote de Harrison exibia um decalque dourado com a inscrição, “Grimwoods; the music people; Maidstone and Whitstable.”
Leo Fender, tinha apresentado o modelo Stratocaster, na primavera de 1954. Este modelo, corpo sólido, foi muito bem sucedido, e é ainda hoje, um dos projectos mais copiado.

As características do modelo 1961, e por dificuldade de tradução, deixo a maioria das palavras em inglês:
Corpo em alder , "slab" rosewood fingerboard Brasileiro, clay dots, 1 volume pot, 2 tone pots, 3-way blade switch.
Logo tipo peghead, com dois numeros,
Braço mais volumoso, backshape with “D” profile, e 3-layer (white/black/white) celuloide pick guard envelhecido em mint green color.


Lennon não perdeu tempo, e começou logo a usar a sua Strat, usando-a na gravação do single, "Ticket to Ride". Harrison esperou um pouco mais, e só começou a utilizar a sua mais tarde.
Penso que foram usadas pela primeira vez, em uníssono no solo do "Nowhere Man".
Lennon e Harrison iriam usar as suas Strats , ao longo da década de 1960. O som característico das Fender Stratocaster, podem ser ouvidos nos álbuns "Rubber Soul" e "Revolver".
Embora pareça que Lennon e Harrison, não tenham utilizado muitas vezes as suas Fender Sonic Blue nas suas apresentações ao publico, ao vivo, há fotografias que mostram John Lennon usando a sua num ensaio em Janeiro de 1965, logo após a ter recebido.

É claro e histórico, que a guitarra de Lennon foi sempre a Rickenbacker 325 prêta, e que só utilizou a Fender, enquanto a Rick, estava a ser reparada. Mesmo em palco nesse período, preferiu utilizar uma, Rickenbacker 325 Rose-Morris Model ”1996”, vermelha (fireglo).
Lennon e Harrison usariam as suas Stratocasters durante as gravações do álbum Sgt. Pepper .
Em meados de 1967, quando os Beatles tocaram o "All You Need Is Love" na televisão, durante a primeira transmissão especial ao vivo, com transmissão mundial, Harrison pode ser visto tocando a sua Strat, já "mascarada", pintada por ele com cores psicadélicas.

Esta versão da recém pintada Fender por George, pode ser vista no filme Magical Mystery Tour durante o clip do "I Am The Walrus".
Harrison continuaria a "pintar" a sua Sonic Bue, adicionando mais colorido, e acabando por transformar a Sonic Blue, na sua "costumaized" e agora famosissima  "Rocky"