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quarta-feira, 10 de abril de 2019

10 de Abril de 1962, morre Stuart Sutcliffe


Stuart Sutcliffe, o brilhante jovem pintor que foi  baixista dos Beatles no inicio, morreu neste dia em 1962, após sofrer uma hemorragia cerebral.

Stuart sofria de dores de cabeça cada vez mais graves e por vezes perdia os sentidos, desde que se instalara em Hamburgo com Astrid Kirchherr, a sua namorada alemã. 

A causa destes incidentes permaneceu incerta, embora Sutcliffe acreditasse que tais sintomas eram uma consequência do excesso de trabalho. 

Em Fevereiro, desmaiou durante uma aula na escola de arte o que o levou a abandonar o curso.  
A famílira Kirchherr suspeitou que ele teria um tumor no cérebro, e levou-o a fazer um exame radiológico, que nada detectou. 

Dois médicos posteriormente examinaram com mais promenor Sutcliffe, mas também não conseguiram encontrar nada de errado. 


Em Março de 1962, as dores de cabeça tornaram-se mais constantes, culminando por vezes em ataques violentos, levando Sutcliffe a periodos de cegueira temporária. Seus humores eram voláteis, variando de normalidade calma a tentativas suicidas. 

As duas últimas semanas de sua vida foram passada na cama. Em 10 de Abril, Astrid Kirchherr recebeu um telefonema de sua mãe enquanto trabalhava no seu estúdio de fotografia, dizendo que  Sutcliffe tinha que ser levado para o hospital, já que tinha perdido os sentidos por completo.

Astrid correu para casa e acompanhou Stuart na ambulância que já estava inconsciente tendo falecido nos seus braços durante a viagem para o hospital. 

A causa da morte foi diagnosticada como paralisia cerebral causada por emorragia no ventrículo direito do cérebro. A natureza precisa dos problemas de saúde de Sutcliffe nunca foi determinada, e tem havido muita especulação considerável quanto às causas. 


Uma teoria é que um golpe na cabeça durante uma briga, que teria acontecido após uma das primeiras actuações dos ainda Silver Beatles, levou à hemorragia. No entanto, a longa deterioração da saúde de Sutcliffe torna essa teoria um cenário improvável, já que a pancada que supostamente teria provocado a hemorragia cerebral teria acontecido havia já algum tempo.  


É mais provável que Sutciliffe tenha morrido como resultado de um aneurisma ou malformação arteriovenosa (MAV), ambos distúrbios congênitos.

terça-feira, 26 de março de 2019

Beatles For Sale




"Beatles for Sale" é o quarto álbum de estúdio dos Beatles.
Foi lançado em 4 de Dezembro de 1964 no Reino Unido pela Parlophone da EMI.

Oito das quatorze faixas do álbum apareceram no lançamento simultâneo da Capitol Records, “Beatles '65”, lançado apenas nos USA.

O álbum marcou um afastamento do tom ligeiro e intimista tipo “from me to you”, que caracterizou os trabalhos anteriores dos Beatles, em parte devido ao esgotamento da banda após uma série de tournés que os solidificaram como um fenómeno mundial em 1964, mas também pelo seu natural amadurecimento.

As músicas introduziram climas mais sombrios e letras mais introspectivas, com John Lennon adoptando uma perspectiva autobiográfica em composições como "I'm a Loser" e "No Reply".

O álbum também reflectiu influências da música country e de Bob Dylan, que os Beatles conheceram em Nova York em Agosto de 1964.

Os álbum foi gravado nos estúdios da EMI, em Londres, entre os seus compromissos.Em parte como resultado da agenda agitada do grupo, apenas oito das faixas são composições originais, a que foram acrescentadas covers de músicas, dos seus ídolos, os que mais os tinham influenciado  como Carl Perkins, Chuck Berry, Buddy Holly e Little Richard, temas esses que faziam parte das suas play lists quando actuavam ao vivo.



As sessões também produziram um single sem álbum, "I Feel Fine", que teve como lada B o "She's a Woman".

Na Grã-Bretanha, “Beatles for Sale” ocupou o primeiro lugar em 11 das 46 semanas que passou entre os 20 melhores.

O álbum teve sucesso similar na Austrália, onde a capa do single de Rock and Roll Music também ficou no topo da parada de singles.

Uma das canções omitidas da versão norte-americana do álbum, "Eight Days a Week", tornou-se o sétimo número 1 dos Beatles nos EUA, quando lançado em Fevereiro de 1965.

"Beatles for Sale" não foi lançado nos Estados Unidos até 1987, quando o catálogo dos Beatles foi padronizado para lançamento em CD.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

25 de Fevereiro 2019 - George Harrison, teria 76 anos.






George Harrison, em uma das poucas entrevistas que deu nos anos 80, disse: "eu Toco guitarra mais ou menos bem, escrevi algumas músicas, produzi alguns poucos filmes, mas nenhuma dessas coisas me define. Na verdade, eu sou alguém diferente a tudo isso". 

Chamaram-lhe "the quite Beatle" ou "o Beatle quieto". Trata-se de um mal-entendido, de uma etiqueta confortável, mas injusta e que nada tinha a ver com a real personalidade de George.
Foi o que teve o menor perfil público dos quatro. Uma espécie de Houdini, com guitarra, com uma capacidade quase mágica para escapar dos lugares desconfortáveis.

Se tivessem feito apostas aquando da dissolução do grupo, a maioria teria apostado que George se instalaria em um ashram indiano com pouco contacto com o mundo ocidental. Nada mais distante da realidade. Se bem que George tinha um lado espiritual, muito desenvolvido, mas também o contacto com o profano era quotidiano e voraz.
Harrison foi o Beatle das primeiras vezes. Foi o primeiro a lançar um disco solo, foi o primeiro a chegar ao topo das paradas, o primeiro a sair em turnê a solo, o primeiro a aventurar-se em fusões com a música de outras regiões: uma precoce world music, o primeiro a ter sucesso na produção cinematográfica, o inventor dos shows beneficentes.


Mas tudo isso não aconteceu porque a sua intenção era chegar primeiro, de ultrapassar todos os outros. Não havia em Harrison, a vocação, da avidez do pioneiro, mas sim a colocação em prática de um espírito livre, de alguém que se permitia pensar fora das estruturas convencionais e de se movimentar para aquilo que realmente desejava.

Era o mais jovem dos quatro fabulosos. Essa diferença de idade, mínima, de apenas um ano com Paul, manteve-se como diferença psicológica durante toda a trajectória do quarteto. Aquando da sua estadia em Hamburgo, quando ainda eram um quinteto (com Stu Sutcliffe e Pete Best, sem Ringo Starr na bateria), George escondia-se em algum canto quando a polícia passava, á noite, para não ser deportado, porque era menor de idade.
Esses dias na Alemanha, deram ao grupo uma ginástica e uma coesão que os consolidou. As seis horas diárias em frente ao público, todas as noites da semana, forneceram-lhes as ferramentas do ofício. O resto foi a capacidade para compreender uma época, e a combinação incomum de génios.

Desde o início, George teve que defender o seu lugar e tornou-se no guitarrista principal, o solista. Apesar das peculiaridades que isso implicava, em que os Beatles com Lennon como o outro guitarrista e o baixo criativo e protagonista de Paul McCartney. No primeiro álbum do grupo, não aparece como compositor, mas é o vocalista líder em um par de temas em que se destaca o Do you want to know a secret?


Lennon contou que ele e Paul nunca tinham pensado que os outros dois tivessem capacidades "canoras", "mas como o Ringo e o George tinham os seus fãs, decidimos compor para eles para eles".
Se bem certo é que no princípio George não escrevia, quando começou a fazê-lo foi subestimado pelos seus companheiros, além de se questionar como é que seria possível intrometer-se na dupla de compositores mais famosa do mundo George tinha consciência que seria muito dificil encontrar o seu espaço entre Lennon e McCartney o seu gênio e os seus egos enormes. 

Vários temas de George foram descartados e os que conseguiram chegar a ser gravados foram indiscutíveis maravilhas, músicas invencíveis, e eternas como Something, While my guitar Gently Weeps e Here Comes the Sun.Esta última deu a George um triunfo retrospectivo, póstumo: é a canção da banda mais ouvida no Spotify, com 266 milhões de visualizações supera todas as maravilhas de Lennon-McCartney. 

Durante a gravação de Let it Be, George Martin e os outros três, mas em especial McCartney que estava no controle da situação, e exercia uma espécie de poder despótico, rejeitaram várias de suas músicas: Let it Down, Isn't it a Pity e até Something.
Esse estado de tensão permanente em que vivem os Beatles durante a gravação dos seus últimos trabalhos, em que as drogas, o cansaço, os amores e as ambições de cada um colidiam permanentemente, George deixou o grupo depois de uma discussão com Paul. 
Nem gritos nem escândalos. Simplesmente disse que para ele já estava bem; sem drama despediu-se com um:"Com certeza que nos veremos em uma dessas noites em algum clube".


Surpreende que nas duas ocasiões em que um membro colocou um limite e anunciou que iria abandonar o grupo (Ringo havia feito meses antes, enquanto gravavam o Álbum Branco), o motivo não tenha sido um confronto entre John e Paul. 
Harrison não se sentia bem e, como sempre, preferiu isolar-se e fazer o que considerava mais adequado. Chegou a sua casa e, naquela mesma tarde, compôs Wah Wah, outra das canções que expressa o seu desconforto, uma outra música autobiográfica que era uma das suas especialidades.
Alguns dias depois, voltou com Billy Preston (que já havia juntado a Eric Clapton para o solo de guitarra de While My Guitar....). 
A incorporação de Billy acalmou o ambiente que se vivia nas sessões de gravação. A gravação de Something teve que esperar para ser gravado depois das sessões que deram origem a Abbey Road. 
Com os anos, foi uma dos temas mais tocadas na história da música. A única dos Beatles, que a supera é Yesterday.
Frank Sinatra disse que era a melhor canção de amor escrita nos últimos cinquenta anos.

Lennon na célebre canção God escreveu que "não acreditava nos Beatles". E também proclamou que "o sonho acabou". Mas quem levou isso para a prática, que entendeu, primeiro foi George. Sabia que não devia ficar acorrentado a essa fama, a essa loucura, e nem sequer aos seus três amigos. Soube que havia vida depois dos Beatles.Sem ressentimentos, porque, ao fim e ao cabo, tinha sido uma época maravilhosa e que não tinha saído muito bem, tinha sua justificativa. Assim explicou: 

"Éramos quatro pessoas relativamente saudáveis no meio de uma loucura extrema".
Esse desprezo interno que era votado ás suas canções teve, em pouco tempo, um efeito benéfico. O mundo estava convencido de que a magia era propriedade exclusiva de Lennon e McCartney - como não estar?- mas o talento de George, como guitarrista, para a maioria, nem sequer era discutível. Assim ele decidiu mostrar ao mundo do que era capaz. 


Além disso, como muitas de suas canções não foram considerados pelo grupo, para o seu disco solo post separação veio com um arsenal de temas extraordinários integrado por composições que os seus companheiros ignoraram.
Assim, o álbum triplo All Things Must Past não foi somente o primeiro disco de um ex-Beatle a chegar ao topo do ranking, mas é também a primeira obra-prima que surge da dissolução. 

Um pequena e pouco inocente pergunta: 
Quantas obras-primas produzidas individualmente após a separação? 
O triplo de Harrison, Plastic Ono Band, de Lennon e, possivelmente, Band on the Run são os que podem integrar a lista, sem muitas hesitações.

No ano seguinte, George Harrison levou a cabo o primeiro concerto beneficente da história.
Duas apresentações no Madison Square Garden superlotado em que se apresentou ao lado de Bob Dylan ( nos palcos, depois de vários anos), Billy Preston, Leon Russel, Ravi Shankar, Eric Clapton, Ringo.
Dylan foi outro dos benefícios que George obteve após o divórcio Beatle, talvez tenha sido a posse mais preciosa, que ihe tocou na divisão de bens. 
O Concerto de Bangladesh foi revolucionário por vários motivos. Era a primeira oportunidade em que um astro do rock que se dedicava de forma tão activa a uma causa filantrópica e inaugurou uma nova forma de pensar.

O rock até esse momento era a revolução, o protesto, o não respeitar as regras. Não havia espaço para se dedicar a causas humanitárias. 
George não só se importou mas não quis ficar apenas pelo gesto e com a cobrança generosa para a sua causa nobre. Procurou produzir uma grande mais valia artística. E ele conseguiu. Ai está o disco e as filmagens para provar isso. 
Ao contrário do que acontece neste tipo de eventos em que somente a acumulação de celebridades importa, George procurou que houvesse uma unidade estilística e um conceito. Assim, a mão-de Phil Spector, recriado no palco do Madison a famosa parede de som do produtor com dois bateristas e quase uma dezena de músicos. 


O disco a solo que se seguiu manteve o mesmo alto nível. Living in the Material World. Mas, depois, a sequência, mostrou o nível dos álbuns a perder qualidade. Em 1974, foi o primeiro Beatle a fazer uma tournê, depois da última do grupo com as suas traumáticas acções de 1966 repletas de loucura, histeria e gritos.

O álcool e a cocaína tinham feito estragos na sua voz circulam na web gravações daqueles shows em que se pode verificar isso mesmo. Uma voz áspera, carente de harmonia, cansada, como se suas cordas vocais tivessem sido substituídas por uma serra eléctrica. A sua vida pessoal completamente desmoronada. Destruída. As críticas foram lapidares e George já não voltou a sair em tournê. Apenas fiz um breve tour no início dos anos 90 pelo Japão, na companhia de Eric Clapton que deu origem a um bom disco duplo.

Em Setembro de 74, sua esposa Patty Boyd trocou-o por Eric Clapton, que já tinha escrito para a esposa de seu amigo, aquele hino que é Layla. 
Paradoxalmente, Clapton e george Harrison, gravaram juntos uma versão de Bye Bye love.

Apesar do engano (que George tratou de remediar dormindo com todas as mulheres que com ele se cruzassem, entre elas Maureen, a esposa de Ringo) a amizade entre Eric e George não foi beliscada. Harrison não só foi convidado para o casamento de Clapton com Patty, mas tendo Ringo como baterista tocou para os noivos. Quando lhe perguntaram qual era o seu estado de spirito, George disse: "Prefiro que Patty esteja com um amigo, do que com alguém que não conheço".


Seu primeiro contacto com a Índia deu-se na metade dos anos 60. Com o seu entusiasmo arrastou os três restantes beatles para lá. Em seguida, aconteceu o episódio do Maharishi e o desencanto de Lennon e companhia. Mas George ficou ligado com a cultura hindu e sobretudo com a sua música. Estudou com Ravi Shankar e introduziu a sítar na música ocidental moderna.

Esse movimento fez com que os Beatles incorporassem instrumentos incomuns enas suas gravações e gravassem vários temas, com influências e melodias da Índia. 
Deles, talvez o melhor seja Within You Without You, que foi incluído no Sargeant Pepper, um tema extraordinário que muito tempo depois foi elogiado por John Lennon, mas as gravações só contaram com a presença de George, sem que nenhum dos outros três participassem.

O primeiro álbum solo de George, primeiro disco solo lançado por um Beatle, foi a banda sonora de um filme chamado Wonderwall. George aceitou a tarefa de compor a banda sonora do filme, pois era um veículo para dar a conhecer a música indiana e a obra de seu amigo e mestre Ravi Shankar.

Esta ligação com a Índia, intensificou a sua busca espiritual. Meditação, yoga, filosofia oriental, hare krishna. A questão se filtrava na sua música. Em My Sweet Lord, seu primeiro grande sucesso solo, os Hare Krishna e o aleluia se repetem e amontoam nos coros. 


Antes de continuar, vamos fazer uma pausa em My Sweet Lord: um super sucesso que teve outro escasso privilégio, foi o primeiro a perder um processo por plágio ("Plágio involuntário", disse o juiz) por seu inegável semelhança com He's So Fine das Chiffons.

Harrison conseguiu muitos anos antes de o movimento aparecer, conceptualizara, a síntese entre o rock e a música de outras latitudes. Essa pesquisa inovadora, essa fusão antecipou a world music. 

A sua vida espiritual, não incluiu sermões nem proselitismo, ou tentativas de pregar em cada ocasião pública que se lhe apresentava. Por sua vez, convivia com todos os prazeres terrenos. Uma grande colecção de carros, a mansão de 120 quartos, as drogas e as mulheres.

Enquanto editava discos que não tiveram a repercussão de outras épocas. também teve tempo para se dedicar à produção de cinema. Foi ele quem financiou, A Vida de Brian, a iconoclasta obra-prima dos Monthy Python. 
Eric Idle, integrante do grupo cómico e amigo de George, explicou: 
"George financiou-o porque queria ver o filme". 
Possivelmente, a entrada de cinema mais cara da história.

Em meados da década de 80, sua carreira teve um novo renascer com Cloud Nine, um grande disco pop, com produção de Jeff Lyne. 
Em When We Was Fab recordava, com carinho, os seus anos de Beatle. O cover de uma canção esquecida americana, Got My Mind Set On You, foi um grande hit cheio de guitarras alegres.



O passo seguinte foi o de juntar os Travelling Wilburys. 
Sempre que vários músicos com um certo nome e posição se reúnem numa banda denomina-se logo de supergrupo. 
Mas essa denominação, depois dos Travelling Wilburys: George Harrison, Bob Dylan, Roy Orbison, Tom Petty e Jeff Lyne, tem que ser selada, atribuída unicamente a este grupo. A verdadeira seleção. O legítimo super-grupo.

Na véspera da mudança de século, de 30 de Dezembro de 1999, um de seus piores pesadelos. Após o assassinato de John Lennon mostrou-se, não sem razão, muito preocupado com a sua segurança. Nesse penúltimo dia do século passado, um intruso com doenças mentais entrou na sua mansão e o apunhalou-o várias vezes. O seu Mark David Chapman, particular. Sua esposa Olivia dominou o atacante. George ficou gravemente ferido e passou vários dias no hospital. 

"Os Beatles existem para além de mim. Não sou o Beatle George. O Beatle é um fato, ou um traje, que uso de vez em quando. Mas até o fim da minha vida, as pessoas vão olhar para essas roupa e vão confundi-las comigo", disse.

Todos nós temos o nosso Beatle favorito. 
Não necessariamente deve ser uma decisão explicada, pode ser guiada por sentimentos e não por sólidas razões intelectuais. 
É um assunto do coração. 
Os que escolhemos George sabemos, pou melhor, estamos convencidos, de que a nossa decisão tem sólidos fundamentos racionais. É o nosso Super-Beatle. A sua liberdade, as suas músicas, o seu low profile, a sua busca e o seu sorriso despreocupado são os nossos aliados inexpugnáveis.

George Harrison morreu vítima de câncer, em 29 de Novembro de 2001.

(Matias Bauso/Pedro Bandeira).

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

A Sitara de George Harrison



Um dia, fui encontrar-me com George na sua pequena sala de meditação.

Logo de seguida, enquanto se sentava numa almofada colocado no chão atapetado com um bonito tapete de Kaschmir, George  pegou na sua sítara que começou a dedilhar.

Fiquei impressionado com a beleza requintada do instrumento. Tradicionalmente, as  sitaras tem sido a força dominante na música da Índia e do Paquistão.

A sitara, com um longo pescoço, tem origem no Sul da antiga Ásia.
È um instrumento de cordas, com uma grande cuia, tipo cabaça, que de facto é a caixa de som. Muitas vezes, tem uma pequena cabaça na extremidade superior do pescoço.

De uma rica cor castanho-avermelhado, a sitara de George é visualmente uma bela peça de arte em si e por si, com primorosos e intrincados embutidos de marfim, tendo de lado e na frente as 18 cravelhas de afinação.

Com cinco cordas melódicas, mais cinco ou seis cordas drone, que produzem um som baixo continuo sempre em tom sustenido, e entre nove a treze cordas de ressonância, as chamadas Sympathetic strings, que são cordas auxiliares.

A sitara tem um som, multidimensional que pode ser excitante e calmante, meditativo e do outro mundo, tudo ao mesmo tempo.

Musicalmente, George Harrison, enquanto solista foi não só magistral, mas também um dos pilares dos Beatle. Quando trouxe esta  sua paixão para o seio dos Beatles, deu inicio a uma transformação que eu acredito ter elevado o grupo, que passou de uma grande banda de rock 'n' rol, para uma força musical monumental, mágica, que não só perdura no século 21, mas também enriqueceu a essência da música popular  do final do século 20.

Paul Saltzman


N.B. - Pra esclarecer a diferença entre a sitar e a cítara
Sitar é um instrumento musical de origem indiana, que é da família do alaúde. É um símbolo da música da Índia.
A cítara é um instrumento de cordas, usado sobretudo na música tradicional, dos países de língua alemã nos Alpes e na Europa do Leste.

quarta-feira, 16 de maio de 2018

With The Beatles



Os Beatles tiveram cinco anos on the road, para prepararem o seu primeiro álbum e cinco meses para o segundo. 

Na crença de que era importante que cada fã feminino na platéia senti-se que eles estavam a cantar para elas, muitas de suas canções tinham a palavra  "You " no titulo, por exemplo:

"From me to you", "Thank you, girl" and "I'll get you". 

With The Beatles, este seu segundo álbum, foi uma gravação mais cuidadosa do que a primeira, e as suas sessões foram realizadas num período de três meses. 

Alcançou o 1º lugar na Grã-Bretanha pouco depois de ser lançado em Novembro de 1963.....

Well done

sábado, 1 de abril de 2017

Meet The Covers, the Beatles played


Todos nós sabemos que os Beatles não gravaram apenas músicas autorais (compostas por Lennon, McCartney, Harrison e Starr). 
Mas já pensaram quantos "covers", temas de outros compositores que eles lançaram nos seus álbuns, quer enquanto banda, quer enquanto artistas a solo ? 

Quais os autores e temas mais gravados pelos Beatles? 

Fiquem a saber igualmente quais são as 15 músicas de Chuck Berry, o eterno ‘Pai do Rock’ que os Beatles tocaram ao vivo.

– “Anna (Go to Him)” | 1963 | Please Please Me | Arthur Alexander
– “Chains” | 1963 | Please Please Me | The Cookies
– “Boys” | 1963 | Please Please Me | The Shirelles
– “Baby It’s You” | 1963 | Please Please Me | The Shirelles
– “A Taste of Honey” | 1963 | Please Please Me | Bobby Scott/Lenny Welch
– “Twist and Shout” | 1963 | Please Please Me | The Top Nodes (as hit The Isley Brothers)
– “Till There Was You” | 1963 | With the Beatles | Barbara Cook
– “Please Mr. Postman” | 1963 | With the Beatles | The Marvelettes
– “Roll Over Beethoven” | 1963 | With the Beatles | Chuck Berry
– “You Really Got a Hold on Me” | 1963 | With the Beatles | The Miracles
– “Devil in Her Heart” | 1963 | With the Beatles | The Donays
– “Money (That’s What I Want)” | 1963 | With the Beatles | Barrett Strong
– “Long Tall Sally” | 1964 | Long Tall Sally (EP) | Little Richard
– “Slow Down” | 1964 | Long Tall Sally (EP) | Larry Williams
– “Matchbox” | 1964 | Long Tall Sally (EP) | Carl Perkins
– “Rock and Roll Music” | 1964 | Beatles for Sale | Chuck Berry
– “Mr. Moonlight” | 1964 | Beatles for Sale | Dr. Feelgood
– “Kansas City/Hey-Hey-Hey-Hey!” | 1964 | Beatles for Sale | Little Willie Littlefield/Little Richard
– “Words of Love” | 1964 | Beatles for Sale | Buddy Holly
– “Honey Don’t” | 1964 | Beatles for Sale Carl Perkins
– “Everybody’s Trying to Be My Baby” | 1964 | Beatles for Sale Carl Perkins
– “Bad Boy” | 1965 | Beatles VI | Larry Williams
– “Act Naturally” | 1965 Help! | Johnny Russell
– “Dizzy Miss Lizzy” | 1965 | Help! | Larry Williams
– “Maggie Mae” | 1970 Let It Be | The Vipers | Skiffle Group (traditional)
– “I Got a Woman” | 1994 | Live at the BBC | Ray Charles
– “Too Much Monkey Business” | 1994 | Live at the BBC | Chuck Berry
– “Keep Your Hands Off My Baby” | 1994 | Live at the BBC | Little Eva
– “Young Blood” | 1994 | Live at the BBC | The Coasters
– “A Shot of Rhythm and Blues” | 1994 | Live at the BBC | Arthur Alexander
– “Sure to Fall (In Love with You)” | 1994 | Live at the BBC | Carl Perkins
– “Some Other Guy” | 1994 | Live at the BBC | Richie Barrett
– “That’s All Right, Mama” | 1994 | Live at the BBC | Elvis Presley
– “Carol” | 1994 | Live at the BBC | Chuck Berry
– “Soldier of Love (Lay Down Your Arms)” | 1994 | Live at the BBC | Arthur Alexander
– “Clarabella” | 1994 | Live at the BBC | The Jodimars
– “I’m Gonna Sit Right Down and Cry (Over You)” | 1994 | Live at the BBC | Elvis Presley
– “Crying, Waiting, Hoping” | 1994 | Live at the BBC | Buddy Holly
– “To Know Her Is to Love Her” | 1994 | Live at the BBC | The Teddy Bears
– “The Honeymoon Song” | 1994 | Live at the BBC | Marino Marini
– “Johnny B. Goode” | 1994 | Live at the BBC | Chuck Berry
– “Memphis, Tennessee” | 1994 | Live at the BBC | Chuck Berry
– “Lucille” | 1994 | Live at the BBC | Little Richard
– “Sweet Little Sixteen” | 1994 | Live at the BBC | Chuck Berry
– “Lonesome Tears in My Eyes” | 1994 | Live at the BBC | Johnny Burnette & His Rock’n’Roll Trio
– “Nothin’ Shakin'” | 1994 | Live at the BBC | Eddie Fontaine
– “The Hippy Hippy Shake” | 1994 | Live at the BBC | Chan Romero
– “Glad All Over” | 1994 | Live at the BBC | Carl Perkins
– “I Just Don’t Understand” | 1994 | Live at the BBC | Ann-Margret
– “So How Come (No One Loves Me)” | 1994 | Live at the BBC | The Everly Brothers
– “I Forgot To Remember To Forget” | 1994 | Live at the BBC | Elvis Presley
– “I Got to Find My Baby” | 1994 | Live at the BBC | Chuck Berry
– “Ooh! My Soul” | 1994 | Live at the BBC | Little Richard
– “Don’t Ever Change” | 1994 | Live at the BBC | The Crickets
– “That’ll Be the Day” | 1995 | Anthology 1 | The Crickets
– “Hallelujah I Love Her So” | 1995 | Anthology 1 | Ray Charles
– “Ain’t She Sweet” | 1995 | Anthology 1/Anthology 3 | Milton Ager/Jack Yellen
– “Searchin'” | 1995 | Anthology 1 | The Coasters
– “Three Cool Cats” | 1995 | Anthology 1 | The Coasters
– “The Sheik of Araby” | 1995 | Anthology 1 | Harry B. Smith/Francis Wheeler/Ted Snyder
– “Bésame Mucho” | 1995 | Anthology 1 | Consuelo Velázquez
– “Lend Me Your Comb” | 1995 | Anthology 1 | Carl Perkins
– “Shout” | 1995 | Anthology 1 | The Isley Brothers
– “Leave My Kitten Alone” | 1995 | Anthology 1 | Little Willie John
– “I’m Talking About You” | 2013 | On Air – Live at the BBC Volume 2 | Chuck Berry
– “Beautiful Dreamer” | 2013 | On Air – Live at the BBC Volume 2 | Tony Orlando/Stephen Foster

John Lennon

– “Ya Ya” (Lee Dorsey) – Walls and Bridges, 1974
– “Be-Bop-A-Lula” (Gene Vincent) – Rock ‘n’ Roll, 1975
– “Stand by Me” (Ben E. King) – Rock ‘n’ Roll, 1975
– “Rip It Up”/”Ready Teddy” (Little Richard) – Rock ‘n’ Roll, 1975
– “You Can’t Catch Me” (Chuck Berry) – Rock ‘n’ Roll, 1975
– “Ain’t That a Shame” (Fats Domino) – Rock ‘n’ Roll, 1975
– “Do You Wanna Dance?” (Bobby Freeman) – Rock ‘n’ Roll, 1975
– “Sweet Little Sixteen” (Chuck Berry) – Rock ‘n’ Roll, 1975
– “Slippin’ and Slidin'” (Little Richard) – Rock ‘n’ Roll, 1975
– “Peggy Sue” (Buddy Holly) – Rock ‘n’ Roll, 1975
– “Bring It On Home to Me”/”Send Me Some Lovin'” (Sam Cooke/Lloyd Price) – Rock ‘n’ Roll, 1975
– “Bony Moronie” (Larry Williams) – Rock ‘n’ Roll, 1975
– “Just Because” (Lloyd Price) – Rock ‘n’ Roll, 1975
– “Hound Dog” (Big Mama Thornton) – Live in New York City, 1986
– “Angel Baby” (Rosie Hamlin) – Rock ‘n’ Roll, relançamento 2004
– “To Know Her Is to Love Her” (Phil Spector) – Rock ‘n’ Roll, relançamento 2004
– “Since My Baby Left Me” (Arthur Crudup) – Rock ‘n’ Roll, relançamento 2004
– “Just Because (Reprise)” – Rock ‘n’ Roll, relançamento 2004
– “Mucho Mungo” (Harry Nilsson) – The Lost Sleepy Blind Lemon Lennon Album, 1990
– “Be My Baby” (Phil Spector) – Lost Weekend, 1973-1974

Paul McCartney

– “Ain’t No Sunshine” (Bill Withers)
– “All Shook Up” (Elvis Presley)
– “Be Bop a Lula” (Gene Vincent)
– “Blue Jean Bop” (Gene Vincent)
– “Blue Moon of Kentucky” (Bill Monroe)
– “Brown Eyed Handsome Man” (Chuck Berry)
– “Good Rocking Tonight” (Roy Brown)
– “Hi-Heel Sneakers” (Tommy Tucker)
– “Lonesome Town” (Ricky Nelson)
– “San Francisco Bay Blues” (Jesse Fuller)
– “Singing The Blues” (Marty Robbins)
– “Twenty Flight Rock” (Eddie Cochran)

Do álbum Choba B CCCP (1990):
– “Lawdy Miss Clawdy” (Lloyd Price)
– “I’m in Love Again” (Fats Domino)
– “Bring It On Home to Me” (Sam Cooke)
– “Lucille” (Little Richard)
– “Don’t Get Around Much Anymore” (Duke Ellington)
– “I’m Gonna Be a Wheel Someday” (Fats Domino)
– “That’s All Right” (Elvis Presley)
– “Summertime” (George Gershwin)
– “Ain’t That a Shame” (Fats Domino)
– “Crackin’ Up” (Bo Diddley)
– “Just Because” (Nelstone’s Hawaiians, The Shelton Brothers, Elvis Presley, Brenda Lee)
– “Midnight Special” – traditional

George Harrison

– “Got My Mind Set on You” (James Ray)
– “If Not for You” (Bob Dylan)
– “Absolutely Sweet Marie” (Bob Dylan)
– “Anna Julia” (Los Hermanos)
– “True Love” (Bing Crosby, Grace Kelly)
– “Roll Over Beethoven” (Chuck Berry)
– “Hong Kong Blues” (Hoagy Carmichael)
– “I Really Love You” (Leroy Swearingen)
– “Between the Devil and the Deep Blue Sea” (Harold Arlen and Ted Koehler)

Ringo Starr

Do álbum Sentimental Journey (1970):
– “Sentimental Journey” (Bud Green/Les Brown/Bon Homer)
– “Night and Day” (Cole Porter)
– “Whispering Grass (Don’t Tell the Trees)” (Fred Fisher/Doris Fisher)
– “Bye Bye Blackbird” (Mort Dixon/Ray Henderson)
– “I’m a Fool to Care” (Ted Daffan)
– “Stardust” (Hoagy Carmichael/Mitchell Parish)
– “Blue, Turning Grey Over You” (Andy Razaf/Fats Waller)
– “Love Is a Many Splendoured Thing” (Sammy Fain/Paul Webster)
– “Dream” (Johnny Mercer)
– “You Always Hurt the One You Love” (Allan Roberts/Doris Fisher)
– “Have I Told You Lately That I Love You?” (Scott Wiseman)
– “Let the Rest of the World Go By” (Ernest Ball/Karen Brennan)

Outros álbuns:
– “You’re Sixteen” (1973), Ringo, Bob Sherman/Dick Sherman
– “Husbands and Wives” (1974), Goodnight Vienna, Roger Miller
– “Only You (And You Alone)” (1974), Goodnight Vienna, Buck Ram/Ande Rand
– “No No Song” (1974), Goodnight Vienna, Hoyt Axton/David Jackson
– “A Dose of Rock ‘n’ Roll” (1976), Ringo’s Rotogravure, Carl Groszman
– “Hey! Baby” (1976), Ringo’s Rotogravure, Margaret Cobb/Bruce Channel
– “Drowning in the Sea of Love” (1977), Ringo the 4th, Kenny Gamble/Leon Huff (Joe Simon)
– “Sneaking Sally Through the Alley” (1977), Ringo the 4th, Allen Toussaint
– “Bad Boy” (1978), Bad Boy, Lil Armstrong/Avon Long
– “Lipstick Traces (On a Cigarette)” (1978), Bad Boy, Toussaint
– “Heart on My Sleeve” (1978), Bad Boy, Gallagher and Lyle
– “Where Did Our Love Go” (1978), Bad Boy, Eddie Holland/Lamont Dozier/Brian Holland
– “Monkey See – Monkey Do” (1978), Bad Boy, Michael Franks
– “You Belong to Me” Stop and Smell the Roses, Pee Wee King/Redd Stewart/Chilton Price
– “Sure to Fall” (1981), Stop and Smell the Roses, Carl Perkins/Quinton Claunch/William Cantrell
– “She’s About a Mover” (1983), Old Wave, Doug Sahm
– “I Keep Forgettin'” (1983), Old Wave, Jerry Leiber/Mike Stoller
– “Golden Blunders” (1992), Time Takes Time, Jonathan Auer/Kenneth Stringfellow
– “Don’t Be Cruel” (1992), Time Takes Time, Otis Blackwell/Elvis Presley
– “Love Me Do” (1998), Vertical Man, Lennon–McCartney
– “Drift Away” (1998), Vertical Man, Mentor Williams
– “Winter Wonderland” (1999), I Wanna Be Santa Claus, Felix Bernard/Richard B. Smith
– “The Little Drummer Boy” (1999), I Wanna Be Santa Claus, Harry Simeone/Henry Onorati
– “Rudolph the Red-Nosed Reindeer” (1999), I Wanna Be Santa Claus, Johnny Marks
– “Blue Christmas” (1999), I Wanna Be Santa Claus, Bill Hayes/Jay Johnson
– “White Christmas” (1999), I Wanna Be Santa Claus, Irving Berlin
– “Think It Over” (2012), Ringo 2012, Buddy Holly/Norman Petty
– “Rock Island Line” (2012), Ringo 2012, Johnny Cash

Chuck Berry Ao Vivo

Os Beatles tocaram um total de 15 músicas do grande ídolo Chuck Berry:
– “Roll Over Beethoven”, 1957-64
– “Sweet Little Sixteen”, 1957-62
– “Johnny B. Goode”, 1958-62
– “Maybellene”, 1959-61
– “Rock and Roll Music”, 1959-66
– “Almost Grown”, 1960-62
– “Carol”, 1960-62
– “Little Queenie”, 1960-63
– “Reelin’ and Rockin'”, 1960-61
– “Thirty Days”, 1960-61
– “Vacation Time”, 1960-61
– “Memphis, Tennessee”, 1960-62
– “Too Much Monkey Business”, 1960-62
– “I Got to Find my Baby”, 1961-62
– “I’m Talking About You”, 1962

José Carlos Almeida no Portal dos Beatles

quinta-feira, 30 de março de 2017

30 de Março de 1967...Foi há 50 anos.


Faz hoje exactamente 50 anos que a sessão fotográfica para a capa do Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band teve lugar. 

Criada por Peter Blake, a capa do icónico álbum, apresenta cada Beatle ostentando um farto bigode, usando quatro fatos de diferentes cores, que mais se parecem com as fardas de um qualquer funcionário de circo, e um grupo de celebridades na forma de figuras de cera e recortes de papelão. 

É um facto pouco conhecido que Sir Peter Blake tinha capas alternativas para o álbum, e que foram descartados em favor da capa final. 

Uma das capas alternativa, utilizava o mesmo cenário de colagem como o original, mas com algumas pequenas alterações, incluindo as posições de cada um dos Beatles. 

O arranjo alternativo apresentava Ringo Starr ao lado de uma tuba e Paul McCartney ajoelhado à esquerda do bombo. 

Mais significativo é a inclusão de membros da audiência que foram mais tarde retiradas do arranjo final, incluindo Albert Einstein, Mahatma Gandhi, e Bette Davis no traje da sua personagem, a Rainha Elizabeth em The Private Lives de Elizabeth e Essex.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Think For Yourself, foi gravado em 1965 no dia 8 de Novembro

8 de Novembro de 1965.
Estúdio 2, EMI Studios,
Abbey Road
Produtor: George Martin
Técnico de som: Norman Smith

Neste dia, em 1965, os Beatles  gravaram , Think For Yourself, sob  o nome, provisório
"Won't Be There With You".
A sessão prolongou-se pela noite dentro,tendo começando ás 9 pm e terminando, eram já 3 da madrugada.

Os Fab Four, começaram por ensaiar a música, numa sessão que foi gravada por George Martin na esperança de poder utilizar, mais tarde, os melhores trechos, que seriam eviados aos membros do seu clube de fãs, durante a quadra natalicia que se avisinhava.

A gravação foi rotulada "Beatle Speech" e a caixa de fita foi rotulada com as palavras "Isto será eventualmente emitido ".
Nada disso foi usado no disco de Natal, mas sim um trecho em que John, George e Paul, praticavam as suas harmonias vocais e que foi igualmente usado no filme Yellow Submarine em 1968.

A faixa básica para Think For Yourself foi gravada num único take, com baixo, bateria , George Harrison usando a sua Fender Stratocaster, enquanto John Lennon, tocava num órgão Vox Continental.

Os Fab gravaram uma série de overdubs, incluindo uma pista vocal de três partes liderada por Harrison. Uma segunda pista foi igualmente preenchida com harmonias de três partes, além da pandeireta e maracas.

Talvez a adição mais notável à canção, foi sem duvida, pela sua inovação, uma segunda pista do baixo de Paul McCartney, ligado a uma unidade da distorção.

George Harrison, conta no video "Anthology":
"O Paul usou uma caixa do fuzz no baixo em Think For Yourself.
Quando o Phil Spector produziu, Zip-A-Dee-Doo-Dah, o técnico de som que gravou a faixa sobrecarregou o microfone do guitarrista que ficou muito distorcido. Phil Spector disse: 
"Deixa isso assim, é óptimo".

Alguns anos mais tarde, todos começaram a tentar copiar esse som e inventaram a caixa de fuzz.
Nós tinhamos uma dessas caixas de distroção, ligámos o baixo, gravámos  e soou realmente bem."

Ou seja, os Fab Four, os Mighty Beatles, foram mais uma vez pioneiros, inovadores, criativos.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Eu Sou Brian Wilson


Ontem (11 de Outubro 2016), Brian Wilson lançou o seu livro de memórias há muito aguardado, “Eu sou Brian Wilson “, aonde escreve sobre a influência que os Beatles e os Rolling Stones, tiveram na sua forma de compor.

Neste trecho de suas memórias, "Eu sou Brian Wilson," o Beach Boy olha para trás com carinho para alguns dos outros Beach Boys seus companheiros na banda, como sendo os seus verdadeiros pares.

Descreve ainda a influência dos dois únicos, dos verdadeiros rivais nos anos 60 dos Beach Boys: os Beatles e os Rolling Stones. 
E também, como o companheiro de banda / rival Mike Love o ajudou a terminar "Good Vibrations".

"O disco que mais me influenciou, que realmente me “agarrou” foi Rubber Soul , dos Beatles que saiu no final de 1965.

Rubber Soul é provavelmente o maior disco de sempre. Talvez o disco de Phil Spector, Cristhmas, esteja lá no topo com ele, e é difícil dizer que Tommy  dos The Who não é um dos melhores, também. Mas Rubber Soul foi lançado em dezembro de 1965 e atirou-me directamente para o banco do piano. É um álbum inteiro de canções dos Beatles, canções populares, onde tudo flui em conjunto e tudo funciona. Lembro-me ter sido completamente hipnotizado  com “You Won’t See Me” , “I’m Looking Through You” e “Girl.” Não foram apenas as letras e as melodias, mas a produção e as suas harmonias. Eles tinham essas harmonias únicas, sabe?  

Em “You Won’t See Me”  Paul canta a voz baixa e George e John cantam lá no alto. Há um órgão zangado, a debitar uma nota que é pressionada durante o último terço da canção ou assim. Aqueles eram os sons que eles estavam experimentando, quase música art. O que era fascinante nos Beatles é que nós podíamos ouvir as suas ideias de forma clara em toda a sua música. Eles não copiavam como outras bandas, e não valorizavam muito as suas canções. Tanto podiam interpretar uma canção sobre solidão como uma sobre a raiva ou até uma canção sobre a depressão em que por vezes mergulhavam. Eram grandes poetas que escreviam sobre coisas simples, o que também tornou mais fácil ouvir e entender a sua música. Nunca fizeram nada ao acaso. Eram perfeitos, a compor músicas de mão cheia.

Eu conheci Paul McCartney mais tarde, nos anos 60, num estúdio. Eu estava quase sempre num estúdio na época. Ele veio quando estávamos na Columbia Square trabalhando em overdubs vocais, e tivemos uma pequena conversa sobre música. Todos sabem agora que "God Only Knows" foi não só a música favorita de Paul, dos Beach Boys, mas uma de suas canções favoritas desse período. Mas pensar sobre o quanto isso era importante para mim quando eu o ouvi pela primeira vez lá em Sunset Boulevard. Eu era a pessoa que escreveu "God Only Knows", e a outra pessoa, era a que escreveu "Yesterday" e "And I Love Her" e tantas outras canções, e naquele momenta estava a dizer-me que a minha composição era a sua musica preferida, a sua musica favorita. Aquele troca de palavras, realmente explodiu a minha mente. Ele não foi o único Beatle que se sentia dessa forma. John Lennon ligou-me depois do lançamento de Pet Sounds a dizer-me o quanto ele gostava do disco.

Mas Paul e eu ficamos sempre em contacto. Outra vez não muito tempo depois Paul veio à minha casa, e falou-me sobre a nova música que ele tinha composto.
"Há uma canção que eu quero que oiças", disse ele. "Acho que é uma boa melodia."
Ligou o gravador e ouvi pela primeira vez a demo de “She’s Leaving Home.”
Minha esposa, Marilyn, também estava lá, e emocionada, começou a chorar. Ao ouvir a nova canção, de Paul McCartney, primitiu-me olhar e ouvir as minhas próprias canções mais claramente. Era difícil para mim imaginar o efeito que a minha música tinha sobre as outras pessoas, mas era fácil para mim, entender as musicas de outro compositor da grandeza de Paul.

Mais de trinta anos depois, eu fui “abrir” um espectáculo de Paul Simon, de quem eu não gostava. Foi bom estar incluído no mesmo programa com ele, mas nós estávamos a actuar para multidões compostas por adultos já “entradotes” na idade, e isso significava que o primeiro acto, que era eu, começou quando o sol ainda estava bem brilhante e a multidão ainda estava a entrar. Era difícil ter um bom relacionamento com as pessoas na platéia sob essas condições. No Greek Theatre, em Los Angeles, comecei o espectáculo com menos de metade da lotação do espaço. Abrimos com o “The Little Girl I Once Knew,” seguido por "Dance, Dance, Dance", depois "In My Room", e logo de seguida, um cover da música dos Barenaked Ladies ' "Brian Wilson."
Essa foi a canção mais estranha que interpretei. Não conhecia a musica até quando um elemento da banda que me acompanhava, sugeriu que a ensaiássemos. Era uma canção sobre um tipo que tenta escrever uma música e não consegue comparando-se a mim, no período em que eu estava sob o tratamento de Dr. Landy.



Na canção, o tipo tem um sonho em que recebe cerca de 300 libras e, em seguida, começa a flutuar até que o chão fica tão longe que não consegue mais vê-lo. Eu nunca tive esse sonho, mas sentia-me bem com a execução da música e estava-mos todos a fazer bom trabalho. Tocámos mais alguns hits: “California Girls,” “I Get Around,” “Wouldn’t It Be Nice.” Depois de, “Add Some Music to Your Day,” começamos o “God Only Knows.” ". Nesse momento, abriu-se a porta lateral do palco e Paul McCartney entrou. Todos os espectadores o viram. O teatro irrompeu com aplausos e todos se levantaram a gritar o nome dele. Vi a minha esposa Carnie na platéia que colocou a mão na boca, em choque. Foi um momento de "Oh meu Deus". Acenei do piano. Mas não foi suficiente. Nós estávamos a entrar no verso final e eu mudei a letra na hora para "Só Deus sabe o que eu seria sem Paul."

No fim do espectáculo Pablo veio aos bastidores. E como eu chamo o Paul. Pablo. Fiquei feliz em vê-lo. Contou-me que quando estava a passar em frente ao Greek Theatre, na limusine, abriu a janela para puder ouvir a música.
"Eu queria ouvir os sons do Brian", disse ele. Quis ouvir a introdução de “You Still Believe in Me.” Havia um teclado no camarim, então eu toquei o tema para ele. Naturalmente começámos a harmonizar o tema. Foi incrível, Paul McCartney e eu a harmonizar-mos na introdução de “You Still Believe in Me.” Vocês acreditam nisso?

O outro Beatle com quem me identifiquei, foi George Harrison. Era tão espiritual. Tinha um jeito de fazer as coisas simples: “Give me life / Give me love / Give me peace on earth.” Lembro-me que durante os primeiros anos dos Beatles, era difícil pensar nele como um compositor de tão grande nivel. Mas depois de "Here Comes the Sun", eu comecei a prestar mais atenção ás suas canções. Talvez todas as bandas precisassem de alguém assim, uma presença profundamente espiritual que não fosse exactamente líder da banda. Tivemos o meu irmão Carl Wilson. Nunca conheci George, mas muitos anos depois fiz um espectáculo para ele. Em 2015 a sua viúva Olivia, ligou e pediu-me para actuar no George Fest em Holly- Wood. "Claro que sim", disse eu. Tocámos o "My Sweet Lord", mas eu teria feito qualquer uma das canções de George. Ele escreveu belos temas.

Os Beatles podem ter sido o topo na época, mas os Rolling Stones não ficaram muito atrás. Tinham imensos temas com grandes riffs. Fiquei fascinado com: "Satisfaction", "Get Off of My Cloud" A minha música favorita dos Rolling Stones foi gravada um pouco mais tarde, "My Obsession", no LP, Between the Buttons . Fui convidado para o estúdio quando estavam a misturar o baixo. Nunca os conheci pessoalmente.
Mas fiquei encantada com essa canção. O inicio está perto de "Get Off of My Cloud" Charlie Watts começa com uma batida em tudo, idêntica á de "Get Off of My Cloud”, e depois destaca-se aquela combinação impressionante de órgão e piano na faixa esquerda. Os vocais de apoio, uma série de babys ooh que mais tarde viriam a gravar no "Sympathy for the Devil". É realmente uma composição sobre a obsessão pelo corpo de uma mulher.

O que se destaca em "My Obsession" é que ele não é apenas a reprodução de mais um riff de Keith. Porque Keith Richards , o grande inovador com esses riffs de guitarra incríveis, fez com que fosse mais apreciado só por isso, mas pessoas têm que analisar mais fundo, mais dentro do seu trabalho; se o fizerem, vão encontrar vários truques de produção complexos e momentos de sofisticação e beleza. No tema “Sad Day, um tema pouco conhecido, há um pormenor que escapou á  maioria das pessoas. Há um pequeno, grande solo de piano executado por Jack Nitzsche, que era um produtor da escola de Phil Spector. Jack escreveu "The Lonely Surfer", que tinha um dos primeiros exemplos do que seria o som da guitarra usado nos westerns spaghetti. Os Stones tiveram todas essas influências. Que usaram a seu bel prazer. A sua própria personalidade, enquanto banda era e é ainda, muito forte.
Foi assim também que os Beach Boys funcionaram. Todas as influências que usámos, acabaram por ser a nossa identidade, o nosso som.

Ao longo dos anos tenho escrito algumas músicas que são homenagens aos Stones. Por exemplo “Add Some Music to Your Day.” aonde se pode ouvir o som de guitarra, popularizada por Keith Richards, especialmente no início, e a parte vocal, onde cantamos “add some, add some, add some music.” são vozes tipicamente dos Stones . Resumindo, nesse tema usamos guitarras, vozes e arranjo tipo Rolling Stones. Ouçam atentamente. Tentei reproduzir as suas vibrações. Inclusive mencionei-os na letra, também: “There’s blues, folk, and country, and rock like a rollin’ stone.” Mas a nossa música mais influenciada pelos Stones  foi, provavelmente, "Marcella", que está no disco Carl and the Passions—So Tough.  "Marcella" não é um tema profundo como outras canções. Não é o "Sail On Sailor" ou o 'Til I Die." É sobre uma garota que trabalhava num salão de massagens aonde eu costumava ir. É uma música luxuriante, pura e simples, como "My Obsession". Pouco antes e depois dos dois minutos, vocês podem ouvir os Stones, ou pelo menos a minha versão deles. Eu produzi a maior parte dessa sessão, mas depois fui descansar. Enquanto estava lá em cima, os outros, acrescentaram a parte, “hey, yeah, Marcella”que Al Jardine canta. É a minha letra favorita, mas não é uma das minhas músicas favoritas dos Beach Boys em geral. Carl cantou:
“One arm over my shoulder/Sandals dance at my feet/Eyes that knock you right over/Ooo Marcella’s so sweet.”


As pessoas pensavam que o rock and roll era uma música festiva, em primeiro lugar. Gostavam de ouvir líricas sobre as coisas simples, sobre festas, raparigas e a vida na adolescência, e foi isso que o rock and roll lhes mostrou. Houve sempre coisas complicadas na minha vida, mas eu mantive-as ou coloquei-as de lado. Mas depois as coisas ao meu redor começaram a mudar. Quando me mudei para Houston e o tempo que passei sozinho a compor, sem a banda foi uma grande mudança na minha vida, mas não foi a única mudança. Tudo começou a mudar. Talvez digam que foi por causa de eu fumar haxixe e usar relaxantes. Quando eu não estava nervoso, não receava que as coisas se complicassem e não tinha nenhum medo. Talvez tenha sido mais um tempo de aprendizagem sobre composição e produção e de como eu poderia colocar as idéias mais musicais nas canções que eu estava fazendo. "California Girls" foi um enorme sucesso pop, mas tinha outra peça de música no início que não era nada como uma canção pop. E mesmo que Summer Days (And Summer Nights !!) foi ainda mais para o lado pop das coisas, havia uma pequena sinfonia no meio chamado “Summer Means New Love.” Fui eu quem tocou esse trecho num piano de cauda, sendo apoiado por uma seção de cordas. Houve momentos em que pensei que estava construindo algo sobre as fundações existentes, e que estaria a demolir o que havia sido construído antes. Estava a começar uma nova fundação.
O que pareceu essa nova fundação? Pareceu que efectivamente vingara, crescera. Foi complicado, com muitas peças voando em todas as direções, mas se olhar-mos a partir do ângulo certo, veremos que tudo ficou intacto. E foi bonito de ver.

Comecei a construir essa base após a viagem de avião para Houston. Comecei com o disco, “Beach Boys Today! , Que foi um passo em frente, depois Summer Days (E Summer Nights !!) , o que foi mais um passo. Seguiram-se “Pet Sounds” , que foi uma grande experiência, e com “SMiLE” , que foi uma má experiência em alguns aspectos e que às vezes se tornou difícil falar sobre a grande experiência de “Pet Sounds” . Isso não significa que eu não vou falar sobre esse trabalho. Significa apenas que é uma situação idêntica á situação com o meu pai. Eu preciso pensar um pouco mais cuidadosamente sobre como falar sobre isso. O único caso em que é fácil falar sobre a nova fundação é que eu estava a compor "Good Vibrations". Tem havido muitas versões sobre como essa música aconteceu. As pessoas dizem que a gravadora e a banda pensavam que eu estava indo longe demais na música na arte e que eu precisava de voltar a compor hits pop. Isso provavelmente é verdade. Mas não foi assim que a canção nasceu.

O tema foi composto depois de fumar uns charros, e estava sentado ao piano, a tocar relaxado. Mike apareceu com a letra. Ouviu-me a tocar e a cantar o refrão “Good, good, good vibrations”. Mike, ficou entusiasmadíssimo, e foi de sala em sala espalhando a ideia de boas vibrações e o que isso significava, que estaria ligado à paz e ao amor que estava a acontecer em São Francisco e em outros lugares. A verdade é que quando comecei a canção, estava a pensar de forma diferente. Estava a pensar em como as pessoas se sentem instintivamente se algo é bom ou mau, as notícias que recebem, às vezes, quando o telefone toca, entendem ?  E eu estava a pensar em como a minha mãe me costumava dizer, que os cães têm a precepção de uma situação boa ou má, ou sentirem a disposição das pessoas imediatamente. Eu já tinha algumas estrofes, algumass que eu escrevi, e outras que Tony Asher escrevera, mas eu não estava feliz com  o que tinha. Mas assim que Mike começou a cantar o refrão, eu soube que havia algo maior na idéia lírica. E cresceu a partir daí. Mike finalmente escreveu a letra no caminho para o estúdio no seu carro.

O resto é história.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

I Saw Her Standing Ther



Esta canção foi escrita principalmente por Paul com algumas frases de John, e deve ser considerada na história do Rock n Roll, a canção mais perfeita de sempre, para se iniciar uma carreira discográfica, não só para estar no álbum de estreia dos Beatles, Please Please Me, mas sobretudo porque é em si, (de facto é em Mi), o tema perfeito para arrebatar qualquer pessoa, logo a partir do grito de John…One Two Three Four…

Quando o produtor George Martin decidiu produzir os primeiro álbum dos Beatles, tinha originalmente a ideia , de captar o seu som em directo, ao vivo, na Cavern. No entanto ao visitar o local, depressa descobriu que a qualidade do som, que poderiam captar não seria de todo viável devido ao eco da pequena cave . Por isso foi decidiu que o “show ao vivo” dos Fab Four, teria que ser gravado no estúdio. 

E assim foi. A 11 de fevereiro de 1963 Os Beatles entraram no Abbey Road Studio 2 para iniciar uma sessão de 13 horas que iria entrar para a história, e na qual eles gravaram o álbum completo de 14 canções, num dia, pela módica quantia de £ 400.

A canção foi originalmente intitulada "Seventeen", e conta a história de um adolescente que vê uma “miúda” a dançar num salão de baile local tendo logo notado que o seu visual era bem, "Way Beyond Compare" …ou seja, sem comparação possível, tendo logo determinado que iria dançar com ela e mais nenhuma outra a partir daquele dia.

Paul começou a escrever a canção numa noite de Outubro em 1962, quando conduzia o seu carro ao voltar para a sua casa em Liverpool. Paul estava consciente da necessidade de ter músicas em que os grupos das fãs do sexo feminino se poderiam relacionar, e assim entrou em sua casa nessa noite, cantarolando as poucas frases para si mesmo:  
"Ela tinha apenas dezessete, nunca foi uma rainha da beleza ", pensando com os seus botões que “aquilo” era uma boa rima. 


Mas quando cantou o que compusera, para John, percebeu que “aquilo “era uma frase, sem sentido, inútil. Foi quando decidiram procurar uma outra frase mais musical, tendo John logo sugerido, "You Know What I Mean", (Voces sabem o que eu quero dizer) que quando cantado poderia ser entendido como uma sugestão ou mesmo uma insinuação sexual.

O mistério cresceu com a canção… quem era essa misteriosa “Seventheen”?  
Seria a canção mesmo dedicada a alguém em particular?
Logo foi encontrada uma pista: Iris Caldwell que Paul namorou em Dezembro de 1961. 
Iris era a irmã de Rory Storm, em cuja banda, Rory Storm and the Hurricanes, Ringo (que se juntaria aos Beatles, em Agosto de 1962), era o baterista e figura de destaque. 

Assim como a personagem da canção, Iris tinha 17 anos na época, quando Paul a viu dançar o twist no The Ballroom Tower em New Brighton. Iris era uma bailarina, treinada e Paul foi aparentemente impressionado com as pernas da voluptuosa bailarina. Paul e Iris começaram a namorar e este passou a ser um convidado frequente na casa da família Caldwell. Mas o namoro, nunca foi sério, já que Paul e Iris estavam actuando constantemente fora de Liverpool, mas permaneceram amigos e a mãe de Iris, Violet ou Ma-Storm como ela se tornou conhecida, ajudou os Beatles a actuarem na TV, aconselhando-os am sorrir na frente da câmera. Levando o seu conselho a peito, todos eles sorriam na sua próxima aparição na TV, tendo George telefonado a Violet dizendo: 
"Eu lembrei-me do seu conselho e pensei que era melhor capricahar sorriso ou Ma-Storm vai me bater "

"I Saw Her Standing There" foi um dos temas que o grupo incluiu sempre nas suas actuações, num reportório feito á base de temas Buddy Holly e Little Richard e por isso, quando em Fevereiro de 1963, escolhiam as canções para incluir no seu primeiro álbum esta canção foi logo escolhida, e gravada com aquele som cru de Liverpool que tinha sido capturado nos seus shows ao vivo.


Nos USA, o single tinha no lado B o "I Want To Hold Your Hand", que foi ao No.1 tendo sido uma das cinco canções que os Beatles executaram no Ed Sullivan Show a 9 de Fevereiro de 1964.

10 anos depois já com os Beatles separados, John escolheu o tema e tocou-o com Elton John no Madison Square Garden em 28 de Novembro de 1974. Paul ainda toca a música nos seus shows ao vivo, sendo um must para os seus fãs.


Paul, diria mais tarde que tinha copiado o riff de baixo de uma canção de 1961 de autoria de Chuck Berry “I’m Talking About You.


quinta-feira, 30 de julho de 2015

A melhor banda de todos os tempos


Os Beatles foram a melhor banda de todos os tempos. Não há como contrariar esta declaração.
Eles conquistaram a cena musical como o que alguns chamariam a primeira "boys band", com melodias pop cativantes, uma irreverência sem limites, criando um estilo único e original, na forma de vestir, e de compor.

Os copycats, que os seguiram, que tentaram repetir o seu sucesso, só fizeram com que os Beatles mudassem a sua forma criativa, atingindo patamares de originalidade e de genialidade, nunca antes conseguidos, e que jamais serão superados. Não só os Beatles se tornaram a melhor banda de rock de todos os tempos, como fizeram a melhor música que já foi feita e nunca vai ser repetida no, presente ou no futuro.

Quando me sento aqui a escrever este artigo e ouvindo os Beatles, faço-o com a certeza de que não tenho nenhuma razão real para provar o seu valor a ninguém, mas vou enunciar 7 razões pelas quais os Beatles são a melhor banda na história da música do mundo.

Para começo de assunto, lembro que a NASA enviou para o espaço uma gravação dos Beatles, mais concretamente o tema “Across the Universe”. Portanto, se existe vida extraterrestre, se existem extraterrestres, esta será a primeira música terrena que eles ouvirão.

Vamos ás que me levam a afirmar que os Beatles são a melhor banda, do passado, presente e futuro.

1º - Genialidade na composição - Os Beatles tinham um jeito com as palavras, e uma originalidade sem comparação. Eles encontraram uma maneira de “tocar” as nossas almas, com o jogo de palavras mais simplista e por vezes abstracto, que havia sempre alguém que se identificou, e ainda se identifica, com as suas estórias musicadas soberbamente. A combinação Lennon / McCartney foi certamente obra dos deuses, que nos enviaram duas almas gêmeas musicais, com o dom de nos encantar e maravilhar com a sua genialidade. Por favor, não esquecer o nosso Harrison, que tinha letras e melodias incríveis, bem como o “palhaço” da corte, o sempre muito querido Ringo.

2º - Recorde de vendas - Os Beatles venderam cerca de 600 a 1000 milhões de discos no mundo. A sua fama de renome mundial foi absolutamente impressionante para a época. Sem mencionar que também tinham 17 # 1 Hits. Além disso, eles receberam sete prêmios Grammy, 15 Ivor Novello Awards, 6 Diamond Álbuns, 24 Multi-Platina Álbuns, 39 Platinum Álbuns, e 45 álbuns de ouro. E isso apenas nos Estados Unidos. Um Oscar de Melhor Canção Original Score foi dado para "Let It Be". A partir de 2014, os Beatles conseguiram 20 Nº 1 do no Billboard Top 100.


3º - Qualidade e Versatilidade - No início, abusaram das músicas pop, das baladas de amor, cativantes, passando depois para criações musicais psicodélicos, inovando na utilização de sons e métodos de gravação nunca utilizados até então. Para isso contaram com a genialidade do produtor George Martin, sem dúvida o 5º Beatle . Quando se intrometeram na indústria cinematográfica, foi também para inovar, para arrasar a concorrência.

4º - Fama Galáctica - Os Beatles foram a primeira banda que não podia andar na rua sem serem “atacados”. Provocaram a invasão britânica dos USA. No meio da Beatlemania. John Lennon conseguiu tanta fama que ele foi capaz de iniciar um movimento pela paz legítimo em torno da Guerra do Vietnã. Na verdade, John era tão famoso que influenciou toda uma geração, não tendo deixado ninguém indiferente á sua personalidade. Lennon é dos 4 Fab Four, o meu músico favorito.

5º - Genialidade Musical -  A sua capacidade inventiva, a sua genialidade inovadora, não conhecia fronteiras, quando entravam em estúdio. Todo o seu trabalho no estúdio permitiu o aparecimento de muitos outros estilos musicais, tipos e gêneros de música, que sem eles nunca veriam a cor do som. Inovadores no seu tempo, os instrumentos e equipamento disponíveis na época, eram nitidamente, insuficientes para dar, corpo e forma á sua criatividade musical.

6º - As melhores composições -  "I Wanna Hold Your Hand", "Hello, Goodbye", "We Can Work It Out", "You've Got to Hide Your Love Away", "A Hard Day's Night", "Let It Be", "Come Together", "Yesterday", "Nowhere Man", "Lucy in the Sky with Diamonds", "Here Comes the Sun", "I'll Follow the Sun", "In My Life", and "All My Life", só para citar algumas das minhas favoritas. Mas há muitas mais !!!

7º - The Beatles = Love - Aparentemente tudo o que eles fizeram, promoveu paz e amor. "All You Need is Love” tornou-se no hino do movimento de amor, contra a guerra.
Muito mais haveria para dizer sobre estes fantásticos seres humanos. Se gostaram deste artigo, divulgue-o aos mais jovens, para que eles saibam que os Beatles, foram, são e serão a melhor banda do mundo
Fiquem em Paz,




Adaptação de um texto de Black Vinston