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terça-feira, 7 de outubro de 2014

Love Me Do




"Love Me" é o primeiro single dos Beatles, tendo  "P.S. I Love You", no lado B e colocado nas lojas do U.K, em 5 de Outubro de 1962. Quando o single foi lançado no Reino Unido, atingiu a posição número dezessete. Em 1982 foi novamente posto á venda (não re-emitido, mantendo o mesmo número de catálogo) e chegou a número quatro.
Nos Estados Unidos, o single foi número um em 1964. Em 2012, a canção tornou-se  domínio público na Europa. Actualmente, existem propostas de lei para prolongar os direitos autorais por mais 20 anos.

Em 4 de Setembro de 1962, Brian Epstein pagou todas as despesas dos Beatles, já com o seu novo baterista, Ringo Starr, da viagem aérea de Liverpool para Londres.
Após a sua acomodação num hotel no bairro de Chelsea, os "fab four", dirigiram-se  à EMI Studios no início da tarde, aonde montaram o seu equipamento no Studio 3 e começaram a ensaiar seis canções, incluindo: "Please Please Me", "Love Me Do" e uma canção originalmente criada para Adam Faith por Mitch Murray chamado "How Do You Do It?"  pois George Martin "insistia, na aparente ausência de qualquer material original mais forte para o primeiro single do grupo ".

Lennon e McCartney ainda tinham que impressionar Martin com a sua capacidade de composição, e os Beatles tinham  assinado como artistas de gravação com base na sua forte e carismática personalidade, enquanto banda.

"Não foi uma questão de o que é que eles poderiam fazer, ou como. Os Beatles não tinham escrito nada importante naquela época. Mas o que mais me impressionou foi a sua personalidade. Faíscas voavam quando se falava com eles." declarou George Martin

No decurso da sessão da noite que se seguiu então (19:00 às 10:00 horas no Studio 2), gravaram "How Do You Do It" e "Love Me Do". Foi feita uma tentativa de "Please Please Me", mas nesta fase, tocaram uma versão muito diferente daquilo que viria a ser a forma final deste tema e  foi abandonada por Martin, o que causou uma grande decepção ao grupo pois esperavam que este tema seria o lado B de "Love Me Do".

Os Beatles estavam ansiosos para gravar o seu próprio material, algo que era quase inaceitável, impossível naquele tempo, e é globalmente aceite que George Martin, tinha acedido e até incentivado, a que os rapazes compusessem os seus temas numa primeira instância. Mas Martin insistiu que pelo menos eles tentassem escrever algo tão comercial como "How Do You Do It?".
Então, a prática nos estudios Tin Pan Alley, nos U.S.A, era a de ter os grupos a gravar músicas de compositores profissionais , o que era procedimento padrão e ainda é comum hoje.

É certamente verdade que não havia nenhum outro produtor em ambos os lados do Atlântico, capaz de lidar com os Beatles sem os "danificar", deixando-os sozinhos a criar,  e servindo apenas como um guia, de mente aberta, capaz de aceitar aquele inesperado e inovador tipo de composição musical .
Martin rejeita, no entanto a ideia de que ele era o "gênio" por trás do grupo:
"Eu era puramente um intérprete. O gênio era deles: nenhuma dúvida sobre isso. "

Foi na sessão de 4 de Setembro, que, de acordo com McCartney, que Martin sugeriu o uso de uma harmónica. No entanto, Lennon já tinha gravado o seu solo de gaita, na versão Anthology 1, durante a audição de 6 de Junho com Pete Best na bateria. A versão de George Martin é diferente:

"Eu peguei em 'Love Me ', por causa do som da gaita", acrescentando: "Eu amei aquele lamento soprado na harmónica por John, lembrou-me as gravações de Sonny Terry e Brownie McGhee. Senti que tinha um hit definitivo."


Lennon aprendeu  a tocar numa gaita cromática que o seu tio George (marido de sua tia Mimi) lhe tinha dado quando criança. Mas o instrumento usado nesta gravação, fora roubada por Lennon numa loja de música em Arnhem, nos Países Baixos, em 1960, aquando da primira viagem dos Beatles para Hamburgo. 

John tinha ensaiado exaustivamente a introduçaõ do tema "Hey Baby",  de Bruce Chanel, nos estudios da EMI em 6 de Junho. Este era uma das trinta e três canções que os Beatles tinha preparado (embora apenas quatro foram gravados"Bésame Mucho"; "Love Me Do"; "P.S. I Love You" e "Ask Me Why", dos quais apenas"Bésame Mucho"e"Love Me Do"sobrevivem e aparecem na Antologia 1).

Brian Epstein tinha contratado  Bruce Channel para este actuar numa promoção da NEMS Enterprises no Ballroom Tower de New Brighton, em Wallasey a 21 de Junho de 1962, apenas algumas semanas depois de "Hey Baby" ter atingido os tops. 
Os Beatles eram o segundo e prestigiante destaque no cartaz do espectáculo. 

Lennon tinha ficado tão impressionado com o tocador de harmónica de Bruce Chanel, Delbert McClinton, que logo no primeiro encontro se dirigiu a ele pedindo instruções de como tocar o instrumento. John faz referência também ao tema de  Frank Ifield, "I Remember You" e á sua introdução de gaita, um sucesso enorme no Reino Unido, em Julho de 1962, declarando:
"O truque, foi a gaita. Havia uma coisa terrível chamada "I Remember You", e nós, tocáva-mos esses números, dai o ter-mos usado esse tipo de introdução no "Love Me Do"."

A harmónica viria a tornar-se num "fazedor" de hits no início dos Beatles, em temas como "Love Me Do", "Please Please Me" e "From Me To You", bem como outras faixas do álbum.
Paul McCartney recordou, "John esperava ser preso um dia e na cadeia, seria o tipo que tocava gaita."


George Martin esteve muito perto de dicidir que  "How Do You Do It?" seria o primeiro single do Beatles',- tendo ainda sido considerado como um sério concorrente para o seu segundo single,- em vez em "Love Me Do".

Existe,  nos arquivos da EMI, uma versão masterizada pronta para  lançamento.

George Martin comentou mais tarde:
"Eu ponderei muito seriamente em "How Do You Do It", para o primeiro single,  mas no fim decidi-me por "Love Me Do", que era uma óptima gravação." 

Paul McCartney ainda acrescentou:
"Nós sabíamos que os nossos fãs em Liverpool não permitiriam que assumisse-mos o "How Do You Do It. Não era o nosso tipo de musica...era muito pop."
 
Este tema acabou por ser o primeiro single de lançamento de Gerry and The Pacemakers, com um enorme sucesso na altura.

O resto...é história.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Please, Please Me...foi há 50 anos ?!?!?!


Só foram precisas,12 horas para gravar o álbum Please Please Me
 

Na segunda-feira, 11 fevereiro de 1963, o álbum de estréia dos Beatles, foi gravado em apenas um dia.  

Hoje, no 50 º aniversário dessa sessão de 12 horas no Abbey Road Studios, artistas de nomeada, estão a tentar o mesmo feito, no mesmo prazo, e no mesmo estúdio.

O aclamado guitarrista Graham Coxon, Glenn Tilbrook e Chris Difford dos Squeeze e, I Am Kloot, de Manchester, juntam-se á sensacional cantora soul Joss Stone, e ainda aos Stereophonics, Gabrielle Aplin e Mick Hucknall para tentarem repetir este feito dos Fab Four.

Os resultados serão transmitidos ao vivo, no fim de gravação, quando os estudios da Abbey Road se liga á Western House, durante todo o dia,através da Radio 2,
esta segunda-feira 11 de Fevereiro de 2013.  

O evento será transmitido pela BBC Four, no fim de semana, com uma hora de duração especial.

Não percam.

50 anos ?!?!?! A sério ?!?!?!

sábado, 13 de novembro de 2010

E esta, Heinnn?!?!??!..diria o Fernando Pessa


Pois, é.
Muita gente não saberá,mas o primeiro disco,a sair dos estúdios da Abbey Road,e com o nome dos mesmos, não foi o álbum que os Beatles lançaram a 26 de Setembro de 1969 , que viria a ser o seu canto do cisne, e considerado o seu melhor trabalho.

Essa honra, cabe nem mais nem menos, á nossa grande diva do fado, Amália Rodrigues

Igualmente nomeado de Abbey Road, e tendo a mais apenas o ano de lançamento, 1952, o LP de 78 RPM, tinha 19 temas, a maioria dos quais se imortalizaram na voz de Amália Rodrigues, com a seguinte sequência:

01 - Foi Deus
02 - Malmequer Pequenino
03 - Grão De Arroz
04 - Fado Eugénia Câmara
05 - La Salvadora
06 - Não Digas Mal Dele
07 - Há Festa Na Mouraria
08 - Noite De Santo António
09 - Ai Ai Ai, Meu Irmão
10 - Vingança
11 - Fado Hilário
12 - Os Teus Olhos São Dois Cirios
13 - Não é Desgraça Ser Pobre
14 - La Salsamora
15 - Lerele
16 - Mi Sardinita
17 - Novo Fado Da Severa
18 - Faz Hoje Um Ano
19 - Tudo Isto é Fado

Assistam ao vídeo postado a seguir e confirmem.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Lizzie Bravo, a esperança de óculos


Lizzie Bravo, 58 anos de idade, foi retratada como “a esperança de óculos” na canção “Casa no campo”, famosa na voz de Elis Regina, e já trabalhou com grandes nomes da música brasileira, como Milton Nascimento, Zé Ramalho e Djavan. Mas, talvez, a sua maior façanha tenha sido a de dividir o microfone com John Lennon e Paul McCartney na gravação de “Across the universe”, quando tinha apenas 16 anos, nos lendários estúdios Abbey Road, em Londres.

O tema foi incluída na colectânea “No one’s gonna change our world”, no álbum “Rarities” e no segundo volume do disco “Past Masters”, dos Beatles - outra versão da música aparece no álbum "Let it be", lançado em 1970.

Em 4 de Fevereiro de 2008, exactamente 40 anos depois, a Nasa lançou a música no espaço, pela primeira vez na história da humanidade.

A então adolescente carioca não imaginava o quanto a sua vida mudaria depois de uma sessão do filme “A hard day’s night. Ao sair do cinema, ela já estava contaminada pela beatlemania. Com “Help!”,a segundo longa metragem dos Beatles,não foi diferente.

Em vez de se contentar com as fotos dos Fab Four nas páginas das revistas, a adolescente pediu aos pais uma viagem como presente,no dia em que completou os seus 15 anos, e foi para Londres em Fevereiro de 1967, sabendo que não voltaria a casa tão cedo.

“As pessoas ainda hoje não acreditam que se podia chegar perto deles”, conta Lizzie, que fazia parte de um grupo de fãs que frequentavam diariamente a porta dos estúdios da Abbey Road.
“Era um convívio diário”, diz. A nossa amizade foi sendo conquistada na base de bom comportamento até que, em Fevereiro de 1968, Lizzie e as suas amigas estavam atrás de uma porta de vidro no momento em que Paul saiu da sala e perguntou se alguém ali conseguiria sustentar uma nota aguda. A jovem, que fazia parte do coral do colégio,candidatou-se, levando com ela a sua amiga inglesa Gayleen Peese.

No estúdio estavam os quatro Beatles, o produtor George Martin, Mal Evans, Neil Aspinal, além do técnico de som e do seu ajudante. Eles precisavam de uma voz aguda para um coro de “Across the universe”.
“Foi bom nós estarmos calmas, porque senão nem teríamos gravado, eles teriam nos mandado embora do estúdio”, lembra Lizzie, que passou cerca de duas horas e meia ali e não recebeu qualquer pagamento pela sua participação no disco.
“Ficou um ambiente calmo, foi fantástico. Não tirei a minha câmera fotográfica da bolsa para fotografar, não pedi autógrafos, todas aquelas coisas que eu fazia no dia-a-dia, porque eu tive a consciência de que aquele era um momento único. Estava participando de uma gravação com os quatro Beatles ao mesmo tempo,com eles tocando ao vivo”, conta.

Uma das características do quarteto de Liverpool, segundo Lizzie, era o humor.
“Faziam muitas brincadeiras, contavam muitas anedotas. Durante a gravação, de vez em quando alguém dizia uma frase e todos os outros começava a tocar.Então aquela frase, por muito má que fosse, de repente transformava-se numa canção”, lembra.

“Eu tinha 16 anos e fiquei deslumbrada, mas só tive a noção do que realmente me acontecera, muito tempo depois. Eu cantei no mesmo microfone com o John Lennon,e depois com o Paul McCartney. Ter saído do Rio de Janeiro, onde eu morava, e ir para Londres cantar com um ídolo, é surreal. Quando ouvi a mimha voz na versão remasterizada, fiquei toda arrepiada.Não ouço Beatles a toda hora, mas quando oiço as músicas deles passa um filmezinho na minha cabeça.”
Dependendo da disponibilidade dos Fab Four, os temas das conversas com as jovens variavam.
“Quando Paul lia coisas sobre o Brasil no jornal, ele vinha, contava: ‘tem enchente no Rio de Janeiro’.”

 Os Beatles, aliás,receberam de Lizzie revistas sobre o Brasil e LPs de bossa nova, como um exemplar de “Os Sambeatles”, do Manfredo Fest Trio.
“Os Rolling Stones costumavam passar por lá antes de sair com os Beatles para a 'night'. Vi até o Brian Jones [que morreu em julho de 1969].”
Em troca de tanta dedicação, as fãs receberam do guitarrista George Harrison a canção “Apple scruffs”, que foi incluída no disco solo “All things must pass”.

Na faixa, o músico canta e toca acompanhado por Bob Dylan na harmónica. A letra diz:
“Vejo vocês aí sentadas / Quem passa olha espantado / Como se vocês não tivessem pra onde ir / Mas eles não sabem nada sobre as Apple Scruffs / Vocês estão aí há anos /
Vendo meus sorrisos e tocando minhas lágrimas / Faz tanto, tanto tempo / E eu sempre penso em vocês, minhas Apple Scruffs / Apple Scruffs, Apple Scruffs /Como eu amo vocês, como eu amo vocês”.

Lizzie explica o significado da homenagem.
“As secretárias da Apple eram muito chiques, todas produzidas, e nós era-mos muito crianças e não tinha-mos dinheiro para nos vestir-mos com aquele esmero.
Era bem evidente que elas trabalhavam do lado de dentro e nós ficava-mos do lado de fora”, conta Lizzie. “Fã é sempre visto de uma forma meio pejorativa e esse tema foi uma demonstração de muito carinho. Eles sempre foram muito atenciosos connosco.”
“É interessante pensar que existe um pouco da Penha, onde eu nasci, no catálogo dos Beatles”, observa.
“É uma adolescente Brasileira que está ali. Achei significativo termos ido para o espaço - os Beatles não foram sozinhos, eles levaram duas fãs.”

Só de Lennon, o seu favorito, Lizzie possui 16 autógrafos.
“Fui criticada por certos fãs por ter vendido algumas coisas da minha colecção, mas prefiro lembrar-me do momento.”
Para Lizzie, a separação do grupo, alguns anos depois, não a surpreendeu.
“O ambiente entre eles foi piorando até a dissolução, mas eu ainda assisti, a uma grande fase, em que eles estavam muito juntos. Depois nós começámos a perceber algo de diferente, era óbvio. Eles passaram a não ir mais juntos ao estúdio, a gravar separados, o clima mudou. Estavam todos casados, com filhos, a vida muda.Foi uma conjugação de factores. Acabou sendo positivo, porque eles terminaram no auge.”

Boa parte das memórias de Lizzie Bravo devem sair num livro, ainda sem data de lançamento, com mais de 100 fotos inéditas e trechos de seus diários de adolescente.
“São coisas muito singelas mesmo,de meninas e seus ídolos. Quando olho para as fotos penso que elas não são só minhas.”

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Músicos brasileiros regravam Beatles para celebrar 40 anos de 'Abbey Road'

Em 2008, Marcelo Fróes, juntou um grupo de mais de 90 artistas da música brasileira para comemorar os 40 anos de lançamento de "The Beatles",clássico da banda conhecido como “Álbum branco”.
Agora, menos de um ano depois, o produtor e pesquisador musical Marcelo Fróes volta a escarafunchar no baú dos Fab Four para resgatar todas as canções de John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr nascidas em 1969 e produzir uma nova homenagem a outro quarentão, o disco “Abbey road”, o último e o mais vendido do quarteto.
“Muita gente queixou-se de não ter participado na homenagem ao ‘Álbum branco’. Perguntavam-me se eu iria fazer algo semelhante de novo. Isso acabou por me motivar. Então, surgiu o projecto 'Beatles'69'",explica Fróes, questão de ressaltar que não se trata de um tributo, mas, sim, de um “estudo de repertório”.
Ao todo, 63 artistas participaram da empreitada, que foi transformada em três CDs de 21 faixas cada um - todas gravadas em inglês. O elenco inclui Ivan Lins,João Donato, Paula Morelenbaum, Frejat, Detonautas, Capital Inicial,Jota Quest, Ultraje a Rigor e Wanderléa, entre outros.
Fróes conta ainda que cada artista licenciou por conta própria, a sua música, o que acabou baixando sensivelmente os custos do projecto, que deve ser lançado até ao final deste mês de através de um sêlo independente.
“Praticamente foram todos contactados, e concordaram em participar, com excepção de alguns casos raros de desistência por problemas de agenda”, diz o produtor. Para ele, uma ausência foi mais sentida.
“Teríamos Sá, Rodrix & Guarabyra, mas,infelizmente, isso não pôde ser possível”, lamenta Fróes, referindo-se à morte do cantor e compositor Zé Rodrix,ocorrida em 22 de Abril deste ano, aos 61 anos.
“Mas, numa próxima oportunidade, Sá & Guarabyra vão participar”, afirma.
O projecto ainda traz algumas curiosidades, como o encontro virtual entre Milton Nascimento e Elis Regina na faixa "Golden Slumbers/Carry that weight" e a gravação da música "How d' you do”, de Paul McCartney, na voz de Mallu Magalhães. A canção foi engavetada pelo ex-Beatle, em 1969, e manteve-se na gaveta, até agora.
A paixão pelo conjunto inglês também fez com que dois dos mais conhecidos cantores brasileiros participassem do projecto: o paraibano Zé Ramalho, que regravou “Another day” (esta já da fase solo de McCartney, porém composta em 1969 quando o músico ainda era um integrante da banda); e o cearense Fagner, com uma releitura de “The long and winding road”.
“É a realização de um sonho. É uma música que eu sempre cantei a vida toda. Cheguei a fazê-la ao vivo algumas vezes, sozinho, ao piano. Finalmente tive a oportunidade de a gravar. Fiquei muito feliz em participar”, declarou Fagner.
Zé Ramalho, que recentemente dedicou discos inteiros a Raul Seixas, Luiz Gonzaga e Bob Dylan, explica que sente “um prazer muito grande” ao regravar estas canções. E revela os seus métodos.
“Procuro sempre colocar elementos de MPB e de música do Nordeste, como sanfonas, além da minha interpretação pessoal”.
E por quê “Anoter day”?
“Assim como ‘Eleanor Rigby’, esta canção fala sobre pessoas solitárias, que têm uma história triste, esperando que algo lhes aconteça e os tire dessa solidão. São coisas com as quais me identifico muito”, explicou o cantor, que não descarta a possibilidade de um projecto “Zé Ramalho canta Beatles”.
“É uma idéia que estou a amadurecer”, diz, criando um tabú.
O cuidado com a produção também pode ser visto na arte do projecto. Todas as fotos que ilustram as capas dos CDs foram concebidas pelo designer Ricardo Leite, seguindo um conceito que deve agradar aos fãs da banda.
"Quem nunca visitou Abbey Road, não sabe como é a rua londrina [aonde fica o estúdio homônimo que está na capa do disco original] por outro ângulo. Por isso, resolvemos retratar o lugar de maneiras diferentes: a versão clássica da capa original, com pequenas actualizações sobre a fotografia de Iain MacMillan; a visão oposta à da foto dele; e o que os Beatles estariam a vêr quando atravessavam a rua, no momento em que a fotografia foi tirada"- explica Leite.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

The Beatles - Rock Band

O video clip publicitário de "The Beatles: Rock Band" para a TV recria uma das imagens mais icónicas dos Fab Four: a foto da capa do disco Abbey Road, de 1969.
O vídeo mescla imagens de arquivo manipuladas e actores.
Não há confirmação oficial, mas especula-se que a voz do narrador seja de Dhani Harrison, filho de George Harrison - há quem acredite que no vídeo, ele interprete o pai, George Harrison.
O jogo chega às lojas, no dia 9 de Setembro, com 45 faixas de todas as fases da banda. Na mesma data, será colocado à venda o catálogo completo, remasterizado, de álbuns de estúdio do grupo. Cada disco será acompanhado com um minidocumentário.
Depois do lançamento do jogo, os jogadores poderão complementar a coleção de músicas com o download dos discos Rubber Soul, Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band e Abbey Road.
"The Beatles: Rock Band", estará disponível para as consolas, Xbox 360, Playstation 3 e Nintendo Wii, com joysticks feitos à semelhança dos instrumentos originais usados pelos Beatles, por exemplo a guitarra Rickenbacker 325, usada por John Lennon, ou a Gretsch Country Gentleman, que George usava ainda no tempo dos Silver Beatles, e a incontotnável Hofner Bass, "violin shape" de Paul.
Apreciem.

sábado, 8 de agosto de 2009

A loucura em Abbey Road, 08 Agosto de 2009

Foto: Sang Tan/AP

Foto: Sang Tan/AP

Foto: Sang Tan/AP

Fotos: Sang Tan/AP


A ultima, foi há 40 anos...When they we're FAB.

A 8 de Agosto de 1969, foi tirada a fotografia da capa do álbum de despedida. Hoje centenas de pessoas,vão passar na mitica passadeira de Londres.
George, Paul, Ringo, John sabiam que iam acabar com os Beatles. Mas antes de se separarem tiraram juntos a fotografia, pela qual, mais ficaram lembrados.
Foi a 8 de Agosto de 1969, faz hoje precisamente 40 anos, que os quatro de Liverpool pediram a Iain Macmillan para os apanhar com a câmara a atravessar a passadeira de Abbey Road.
Perto das 11.30, os Beatles deixaram o estúdio, pediram a um polícia para parar o trânsito a uns 15 metros dali e andaram, algumas vezes, para trás e para a frente, sobre a zebra naquela rua do Noroeste de Londres.
O fotógrafo, empoleirado num banco, disparou por sete vezes. Uma dessas sete foi a imagem escolhida para fazer a capa do seu último álbum, Abbey Road, a mais famosa da história da música.
Desde então, no que se tornou um ritual, centenas de pessoas passam todos os dias a passadeira. Hoje, quando forem 11.35, milhares de fãs cruzá-la-ão, em fila indiana, o olhar em frente, o passo trocado, para tentar imitar os quatro da mítica banda de Liverpool.
"É a loucura, dizemos que passamos exactamente no mesmo sítio que eles," disse à AFP Lucille, uma fã que chegou na véspera do aniversário para evitar a multidão.
"O desafio é fazer exactamente a mesma fotografia", diz Christophe, francês, com uma T-shirt dos Beatles vestida.
A imagem de despedida dos Beatles não fascinou apenas os fãs, mas convenceu vários grupos a tentar imitá-la e usá-la nos seus álbuns.
Os Beatles não podiam imaginar que a capa do álbum que vendeu 12 milhões de cópias se tornaria num ícone. A fotografia até foi uma solução de última hora.
A banda tinha pensado chamar ao último álbum Everest, porque era essa a marca de cigarros favorita do seu engenheiro Geoff Emerick. O plano era usar uma imagem do pico dos Himalaias.
Mas a ideia perdeu força e, quando terminou o essencial das gravações, o grupo decidiu chamar ao álbum Abbey Road - o nome da rua dos estúdios, onde mais tarde gravaram os Pink Floyd, os Oasis e os U2.
A ideia da fotografia na passadeira saiu da cabeça de Paul McCartney. "Ele fez uns rabiscos com quatro homens de pau a atravessar uma passadeira," contou Brian Southall, autor de uma história de Abbey Road, à BBC.
A fotografia - dos quatro a atravessar a rua com um Volkswagen branco e um táxi londrino, preto, atrás - não levou quaisquer letras em cima quando passou a capa.
A culpa foi do director criativo da Apple, John Kosh, que teve de desafiar a editora Emi: "Eu insisti que não era preciso escrever o nome da banda. Afinal, eles eram a banda mais famosa do mundo."
Jamie Bowman, um especialista na história da banda, disse ao Liverpool Daily Post que o mais emocionante naquela imagem é pensar-se que "é a capa do último disco que os Beatles gravaram".
"Não só é uma das últimas imagens dos Beatles juntos. Ela mostra os quatro, literalmente, a afastarem-se de Abbey Road e a deixar para trás aquilo que tinham feito nos últimos seis anos."

Por: Hugo Coelho,in DN

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

The Wallace Collection - Daydream


The Wallace Collection, foi uma banda Belga, formada em 1968 com músicos, provenientes de diferentes áreas musicais.

Freddy Nieuland na bateria, Sylvain Vanholme na guitarra, Christian Janssens no baixo, oriundos da Pop, Raymond Vincent no violino, Jacques Namotte no cello, vindos da música clássica, e Marc Hérouet, nas teclas, com formação jazistica, criaram um som único na época,m as que viria a ter seguidores anos mais tarde com a Electric Light Orchestra de Jeff Lynn.

Em Fevereiro de 1969, a EMI, escolheu o tema Daydream, do álbum“Laughing Cavalier” para lançar esta banda, pela simples razão de que Daydream, tinha um fade out tipo Hey Jude dos Beatles, lançado no ano anterior, e que tinha sido um tremendo hit.

Daí,"pegaram" no Geoff Emerick, conceituado "sound engenier" e gravaram a banda no Abbey Road Studios. Misturaram, uma entrevista de George Martim, aonde este afirmava que o album, "Laughing Cavalier", e em especial o tema Daydream, era a melhor coisa saída em 1969, e pronto, Number One, em mais de 20 paises.