quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Rubber Soul, foi lançado há 49 anos.


3 de dezembro de 1965 foi um grande dia na história do Rock and Roll.  
O dia em que foi lançado o sexto álbum dos Beatles,  "Rubber Soul".
Foi igualmente o dia em que os Who lançaram o seu primeiro álbum.

Rubber Soul foi gravado em pouco mais de quatro semanas para chegar a tempo do mercado de Natal.  
O álbum é considerado pelos musicólogos como uma grande conquista artística e que de uma forma muitovincada, continuou a maturação artística dos Beatles, tendo conseguido alcançar um enorme sucesso crítico e comercial.
Rubber Soul é considerado pelos fãs e críticos como um dos maiores álbuns da história da música popular.  
Em 2012, Rubber Soul foi classificado número cinco na lista da revista Rolling Stone dos "500 maiores álbuns de todos os tempos".
São estes os temas que fazem parte do álbum:
Lado 1
1. "Drive My Car"
2. "Norwegian Wood (This Bird Has Flown)"
3. "You Won't See Me"
4. "Nowhere Man"
5. "Think for Yourself"
6. "The Word"
7. "Michelle"

Lado 2
1. "What Goes On"
2. "Girl"
3. "I'm Looking Through You"
4. "In My Life"
5. "Wait"
6. "If I Needed Someone"
7. "Run for Your Life"
 

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Love Me Do




"Love Me" é o primeiro single dos Beatles, tendo  "P.S. I Love You", no lado B e colocado nas lojas do U.K, em 5 de Outubro de 1962. Quando o single foi lançado no Reino Unido, atingiu a posição número dezessete. Em 1982 foi novamente posto á venda (não re-emitido, mantendo o mesmo número de catálogo) e chegou a número quatro.
Nos Estados Unidos, o single foi número um em 1964. Em 2012, a canção tornou-se  domínio público na Europa. Actualmente, existem propostas de lei para prolongar os direitos autorais por mais 20 anos.

Em 4 de Setembro de 1962, Brian Epstein pagou todas as despesas dos Beatles, já com o seu novo baterista, Ringo Starr, da viagem aérea de Liverpool para Londres.
Após a sua acomodação num hotel no bairro de Chelsea, os "fab four", dirigiram-se  à EMI Studios no início da tarde, aonde montaram o seu equipamento no Studio 3 e começaram a ensaiar seis canções, incluindo: "Please Please Me", "Love Me Do" e uma canção originalmente criada para Adam Faith por Mitch Murray chamado "How Do You Do It?"  pois George Martin "insistia, na aparente ausência de qualquer material original mais forte para o primeiro single do grupo ".

Lennon e McCartney ainda tinham que impressionar Martin com a sua capacidade de composição, e os Beatles tinham  assinado como artistas de gravação com base na sua forte e carismática personalidade, enquanto banda.

"Não foi uma questão de o que é que eles poderiam fazer, ou como. Os Beatles não tinham escrito nada importante naquela época. Mas o que mais me impressionou foi a sua personalidade. Faíscas voavam quando se falava com eles." declarou George Martin

No decurso da sessão da noite que se seguiu então (19:00 às 10:00 horas no Studio 2), gravaram "How Do You Do It" e "Love Me Do". Foi feita uma tentativa de "Please Please Me", mas nesta fase, tocaram uma versão muito diferente daquilo que viria a ser a forma final deste tema e  foi abandonada por Martin, o que causou uma grande decepção ao grupo pois esperavam que este tema seria o lado B de "Love Me Do".

Os Beatles estavam ansiosos para gravar o seu próprio material, algo que era quase inaceitável, impossível naquele tempo, e é globalmente aceite que George Martin, tinha acedido e até incentivado, a que os rapazes compusessem os seus temas numa primeira instância. Mas Martin insistiu que pelo menos eles tentassem escrever algo tão comercial como "How Do You Do It?".
Então, a prática nos estudios Tin Pan Alley, nos U.S.A, era a de ter os grupos a gravar músicas de compositores profissionais , o que era procedimento padrão e ainda é comum hoje.

É certamente verdade que não havia nenhum outro produtor em ambos os lados do Atlântico, capaz de lidar com os Beatles sem os "danificar", deixando-os sozinhos a criar,  e servindo apenas como um guia, de mente aberta, capaz de aceitar aquele inesperado e inovador tipo de composição musical .
Martin rejeita, no entanto a ideia de que ele era o "gênio" por trás do grupo:
"Eu era puramente um intérprete. O gênio era deles: nenhuma dúvida sobre isso. "

Foi na sessão de 4 de Setembro, que, de acordo com McCartney, que Martin sugeriu o uso de uma harmónica. No entanto, Lennon já tinha gravado o seu solo de gaita, na versão Anthology 1, durante a audição de 6 de Junho com Pete Best na bateria. A versão de George Martin é diferente:

"Eu peguei em 'Love Me ', por causa do som da gaita", acrescentando: "Eu amei aquele lamento soprado na harmónica por John, lembrou-me as gravações de Sonny Terry e Brownie McGhee. Senti que tinha um hit definitivo."


Lennon aprendeu  a tocar numa gaita cromática que o seu tio George (marido de sua tia Mimi) lhe tinha dado quando criança. Mas o instrumento usado nesta gravação, fora roubada por Lennon numa loja de música em Arnhem, nos Países Baixos, em 1960, aquando da primira viagem dos Beatles para Hamburgo. 

John tinha ensaiado exaustivamente a introduçaõ do tema "Hey Baby",  de Bruce Chanel, nos estudios da EMI em 6 de Junho. Este era uma das trinta e três canções que os Beatles tinha preparado (embora apenas quatro foram gravados"Bésame Mucho"; "Love Me Do"; "P.S. I Love You" e "Ask Me Why", dos quais apenas"Bésame Mucho"e"Love Me Do"sobrevivem e aparecem na Antologia 1).

Brian Epstein tinha contratado  Bruce Channel para este actuar numa promoção da NEMS Enterprises no Ballroom Tower de New Brighton, em Wallasey a 21 de Junho de 1962, apenas algumas semanas depois de "Hey Baby" ter atingido os tops. 
Os Beatles eram o segundo e prestigiante destaque no cartaz do espectáculo. 

Lennon tinha ficado tão impressionado com o tocador de harmónica de Bruce Chanel, Delbert McClinton, que logo no primeiro encontro se dirigiu a ele pedindo instruções de como tocar o instrumento. John faz referência também ao tema de  Frank Ifield, "I Remember You" e á sua introdução de gaita, um sucesso enorme no Reino Unido, em Julho de 1962, declarando:
"O truque, foi a gaita. Havia uma coisa terrível chamada "I Remember You", e nós, tocáva-mos esses números, dai o ter-mos usado esse tipo de introdução no "Love Me Do"."

A harmónica viria a tornar-se num "fazedor" de hits no início dos Beatles, em temas como "Love Me Do", "Please Please Me" e "From Me To You", bem como outras faixas do álbum.
Paul McCartney recordou, "John esperava ser preso um dia e na cadeia, seria o tipo que tocava gaita."


George Martin esteve muito perto de dicidir que  "How Do You Do It?" seria o primeiro single do Beatles',- tendo ainda sido considerado como um sério concorrente para o seu segundo single,- em vez em "Love Me Do".

Existe,  nos arquivos da EMI, uma versão masterizada pronta para  lançamento.

George Martin comentou mais tarde:
"Eu ponderei muito seriamente em "How Do You Do It", para o primeiro single,  mas no fim decidi-me por "Love Me Do", que era uma óptima gravação." 

Paul McCartney ainda acrescentou:
"Nós sabíamos que os nossos fãs em Liverpool não permitiriam que assumisse-mos o "How Do You Do It. Não era o nosso tipo de musica...era muito pop."
 
Este tema acabou por ser o primeiro single de lançamento de Gerry and The Pacemakers, com um enorme sucesso na altura.

O resto...é história.

domingo, 24 de agosto de 2014

The Turtles / Flo & Eddy

Os Turtles foram um dos grandes sucessos dos anos 60. A banda americana, conseguiu a proeza de tirar os Beatles do topo das listas de vendas, colocando o seu primeiro hit, "Happy Together" no primeiro lugar.
Faziam 300 shows por ano no auge da fama, e isso, aliado ás pressões, ás desavenças internas, e aos constantes,"enganos" da editora, que nunca ouviu os elementos do grupo sempre que havia decisões a tomar, levou os Turtles, a separarem-se muito cedo.
Falar dos Turtles é falar da dupla formada por Mark Volman e Howard Kaylan.Os dois simpáticos, e sempre bem dispostos, músicos, conheciam-se desde crianças, cresceram e estudaram em Westchester. Ainda meninos, participavam do coro da igreja. Mark era o primeiro tenor e Howard, o segundo.
Em 1963, Howard juntou-se a outros dois companheiros de brincadeiras, Al Nichol e Chuck Portz e montaram uma banda de surf music chamada Nightriders,nome logo mudado para The Crossfires. Mark fez parte do grupo, primeiro como roadie, e depois como integrante fixo.
Completavam a formação Don Murray e Dale Walton. A banda chegou a lançar um LP de nome "Out Of Control". O disco era essencialmente instrumental, o que não deixa de ser irónico, já que os integrantes haviam começado como cantores de um coral da igreja. Mas era a onda. Surf music instrumental, liderada, nesses dias pelo guitarrista, canhoto, Dick Dale.
Tendo participado no concurso de talentos chamado, Battle of the Bands, o grupo passou a banda residente no Revelaire Club, como conjunto de suporte aos artistas que participavam no concurso. Acompanharam, entre outros, os Coasters, Sonny and Cher e os Righteous Brothers.
Em 1964, ano em que a América sofreu a "Invasão Britânica", liderada pelos Beatles, os Crossfires, verificaram que a surf music instrumental, já não era a praia mais frequentada, e então resolveram copiar o estilo de vocalizações harmónicas usadas pelos grupos britânicos, que aterravam todos os dias nos USA.
Nessa época a formação consistia de Howard Kaylan, nos vocais, Mark Volman, na guitarra, sax e vocais, Al Nichol,guitarra, Jim Tucker, também na guitarra, Chuck Portz, no baixo e Don Murray na bateria.
Com alteração do rumo musical, veio a mudança do nome. Como a moda eram os nomes de animais, optaram por se chamar The Turtels, ocupando o seu lugar no Zoo musical, que já era habitado pelos Animals, Byrds, Monkees, e afins.
O sucesso e reconhecimento do grande publico, só chegou quando gravaram, o "It Ain't Me Babe", de Bob Dylan. Foi um sucesso estrondoso, chegando ao quinto lugar, nas listas de vendas. O primeiro grande show, aconteceu para mais de 50 mil pessoas, no Rose Bowl, quando abriram esse evento para os ingleses dos Herman's Hermits.
Nesse mesmo ano, lançam mais dois EPs: Let Me Be / Your Mam Said You Cried e, You Baby / Wanderin' Kind, logo seguidos pelo LP, baptizado de "It Ain't Me Babe".
Após a saída do disco, o baterista Don Murray, deixou a banda, sendo substituído por Johnny Barbata antes mesmo das gravações do "Outside Chance", o seu trabalho seguinte. Para a banda seria uma importante baixa já que Don era o "galã" dos Turtles e o terceiro membro original a sair do grupo. Na mesma época, Jim Pons, ex-Leavez, ocupa a vaga do baixista Chuck Portz.
O ano de 1967 era um período crítico para o grupo, que nem os sucessos e o trabalho, os conseguia manter unidos. Foi então que "caiu do céu" uma canção escrita pela dupla Gary Bonner e Alan Gordon, de um grupo nova-iorquino de nome The Magicians, "Happy Together". Com os arranjos vocais de Volman e Kaylan, o tema tornou-se num hino que levaria o grupo ao topo das listas americanas, atropelando tudo e todos que ai estavam alojados.Beatles incluídos.Passaram a ocupar por direito próprio, um lugar na galeria dos imortais.
Após uma tournée pela Inglaterra, o guitarrista-rítmico Jim Tucker deixa o grupo,seguindo o baixista Portz, que foi substituído por Jim Pons, ficando os Turtles como quinteto.
A editora,da banda, a White Whale contratou uma dupla de compositores para escrever novos números para os Turtles, do que resultaram em mais alguns hits menores, se comparar-mos com o Happy Together. Foram eles, "Me About You", "She'd Rather Be With Me" e "You Know What I Mean".
Em 1968, saem, Chip Douglas, agora produtor, e o baterista John Barbata, que se uniria aos Crosby,Stills & Nash. Antes desencadeara-se uma guerra de empresários, na disputa do controle dos destinos da banda. Um tal Dave Krambeck, atravessa-se no caminho de Bill Utley, que era quem representava os Turtels, convence o grupo a substitui-lo, pede um adiantamento de, 550 mil dólares, á White Whale, editora, que seriam para indemnizar Utley, vende, em segredo os direitos que tinha na banda, "pega" na mulher do baixista Jim Pons, e dá de frosques para o México. Para trás, ficam, as Tartarugas, que nesta altura terão desejado ser as suas irmãs Ninjas, com uma série de processos de indemnizações, ao seu antigo empresário e outros, que rondavam os 5 milhões de dólares.
No meio da crise, ainda encontram forças para lançar um novo LP, Turtle Soup, produzido pelo líder dos Kinks, Ray Davies. O disco pouco vendeu, apesar de ter sido bastante elogiado pela crítica. E foi o fim dos Turtles.
Mark e Howard, continuaram juntos e integraram a banda de Frank Zappa, os Mothers Of Invention. Como, estavam impedidos judicialmente de trabalharem usando os seus próprios nomes, ou o da banda, enquanto decorriam os processos, resolveram usar os pseudónimos, Flo e Eddie, que eram roadies dos Turtles.
Flo & Eddie foram um tremendo sucesso participando em mais de uma centena de gravações com T. Rex, Steely Dan, Bruce Springsteen, The Psychedelic Furs e até com os Ramones, em Mondo Bizarro.
Foi assim que de "Happy Together", passaram a "unhappy apart". Ainda hoje decorrem as acções judicias. Não é só aqui que a justiça é lenta. È que a White Whale, nunca mais deu um centavo dos royalties ao Volman e ao Kyla, aka Flo & Eddy, mas eles continuam, já na casa dos sessenta, a serem ouvidos e aplaudidos pelos palcos americanos.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Mama Cass, deixou-nos há 40 anos

Mama Cass, a cantora, que fez parte do quarteto The Mamas and The Papas, morreu em Inglaterra há exactos 40 anos.
 
No dia 29 de Julho de 1974, sofreu um ataque cardíaco fatal aos 32 anos. Por muito tempo "correu" uma lenda urbana contando que ela teria morrido engasgada com um sanduíche. 

Ellen Naomi Cohen, de seu nome verdadeiro, nasceu no dia 19 de Setembro de 1941, em Baltimore.
Cass começou a cantar na cena folk. Fez parte de grupos como os Big 3 e The Mugwumps – nesta última ao lado dos canadianos Zal Yanovsky, que viria a integar os Lovin' Spoonful, e Denny Doherty

Quando esta banda se separou, Doherty convidou Cass para entrar num novo projecto do qual ele faria parte, chamado The New Journeymen, que também tinha em sua formação John Phillips e a esposa Michelle.
O líder Phillips, a princípio, não queria Cass no grupo por a achr “gorda”. Mas logo se rendeu á potência vocal, ao charme e ao bom humor da cantora.

Durante dois anos os Mamas and The Papas projectou o optimismo californiano e foi uma das bandas de maior sucesso no mundo, com hoits como “California Dreamin'”, “Monday Monday” e muitas outras.

Mas se o quarteto projectava uma imagem de “hippies bonzinhos”, a estabilidade interna era minada por recriminações e competição feroz entre os quatro integrantes do grupo.
Em 1968, os Mamas and Papas desmoronou-se, separou-se.
 
Cass partiu para uma carreira-solo e “Dream a Little Dream of Me”, uma canção gravada originalmente por Bing Crosby e que ela tinha gravado ainda nos  Mamas na The Papas, tornou-se num hit mundial.
 
Quando começou a cantar sem os companheiros, Cass ainda estava insegura e a primeira temporada dela em Las Vegas em 1968 no Caesars Palace foi um desastre. Mas Cass,  recuperou do revés e o futuro parecia brilhante.

Tornou-se num dos rostos mais frequentes da TV norte-americana naquele período. 

Conseguiu mais um par de hits com as canções "Make Your Own Kind of Music" e “It’s Getting Better”. 

Em 1974, a cantora cumpriu uma temporada de enorme sucesso no London Palladium em Londres. Mas depois deste triunfo, morreu enquanto dormia. Por uma incrível coincidência, o apartamento em que Cass morreu também seria o mesmo local da morte de Keith Moon, baterista dos The Who, que em 1978 sucumbiu a uma overdose de remédios, com muita vodka á mistura.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Jimmy Nicol, o terceiro baterista dos Beatles


Há 50 anos atrás, Ringo Starr adoeçeu, e teve que deixar de actuar com os seus companheiros, para ser operado.

Nada de grave. Uma simples amigdalite obrigou-o ao internamento num hospital de Londres, e consequente operação.
 
Durante o periodo de "baixa", Ringo, foi substituído temporariamente pelo baterista Jimmy Nicol
  
Jimmy fez oito espectáculos com os Beatles e por um curto período de tempo, viveu a vida intensa de um Beatle.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Hail Hail Hail, Rock'n Roll...

Chuck Berry, algures na Europa nos anos 60, a deliciar as plateias com as sua poses e os seus riffs de guitarra.

Aqui copiava  T Bone Walker, no famoso e estéticamente fantástico "T-Bone Lean-In"...

Daqui, Chuck Berry, partirira para uma série de "passos" tais como so seu "Duck Walk", que ainda hoje incendeia as plateia.

Chuck, nascido a 18 de Outubro de 1926, prepara-se para aos 88 anos de idade realizar o seu 205ª espéctaculo em Blueberry Hill  a  18 de Junho do presente ano, 2014.

Long live Rock and Roll, and his king...

terça-feira, 29 de abril de 2014

A saga dos Beatles continua, 50 anos depois

 
Foi feita uma nova cópia do filme de 1964, "A Hard Days Night", dos Beatles, para ser exibida em mais de 50 cidades dos USA, durante o fim de semana de 4 de Julho, dia em que os americanos celebram a sua independência.

A Janus filmes, anunciou que a música  e o filme foram digitalmente restaurados em 4K, a partir da resolução do negativo original, com a aprovação do director do filme, Richard Lester. A banda sonora foi remixada e remasterizada pelo produtor Giles Martin, filho de George Martin, nos estudios da Abbey Road.

O recém-restaurado "A Night Hard Days" estreou-se no início deste mês no TCM Classic Movie Film Festival em Hollywood, aonde foi apresentado por Alec Baldwin e pelo produtor Don Was.

O filme, que estreou em 1964 no Pavillion Theatre de Londres, é estrelado por John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr com Wilfrid Brambell retratando o avô de Paul McCartney.  
 
A história é um olhar satírico "light-hearted", a vários dias na vida do grupo e apresenta oito canções dos Beatles, incluindo, “I Should Have Known Better,” “If I Fell,” “Can’t Buy Me Love” e o tema que dá o nome ao filme, “A Hard Day’s Night.”

Filmado em preto e branco com um orçamento de US $500.000 no auge da Beatlemania, foi um sucesso significativo, arrecadando mais de US $12 milhões.

O filme recebeu diversas nomeações para os Oscares desse ano, para o script de Owen e para os arranjos musicais de George Martin.

segunda-feira, 3 de março de 2014

Mãe Negra - Plágio de Paulo de Carvalho ?

Dou estampa, a um escrito encontrado aqui na net...sem comentários.


"Aqui está o grande Rui Alberto dos Santos Iglésias no exacto momento em que cantou pela primeira vez em público o "Mãe Negra", no Cine Kalunga, no Festival Nacional dos Trabalhadores, canção composta à minha frente a partir de um poema da nossa Alda Lara, nos inicio dos anos 80. 

A canção foi gravada pela TPA e durante um tempo passava na emissão. 

Ficamos indignados quando o cantor portugues Paulo de Carvalho lançou um disco onde vinha a canção feita pelo Rui, com o seu nome, como se tivesse sido ele o autor. 

Para que o mundo saiba, não sei porque portas e travessas o Paulinho copiou com virgulas e tudo. 

Ainda aventamos a possibilidade de denunciar o Sr. Paulo de Carvalho como plagiador da canção, mas o Rui Iglésias, deu mais um exemplo da sua grandeza de espírito: 

"Se ele copiou é porque gostou da minha canção e não consegue fazer melhor". 

Um hurra para o grande Rui. Igual a si mesmo.



Jaime V. Azulay
11 de Março de 2012

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Rock 'n' Roll (álbum de John Lennon), foi lançado há 39 anos


A 17 de Fevereiro de 1975, foi lançado o 6º álbum a solo de John Lennon, intitulado "Rock n' Roll", contendo covers de canções da era do Rock and Roll, final da década de 50 e início da década de 60, músicas das quais ele era fã quando adolescente.

O álbum alcançou a 6ª posiçaõ nas listas de vendas do Reino Unido e dos Estados Unidos, depois de ter sido certificado ouro em ambos os países.  

"Rock'n Roll", foi antecedido pelo single "Stand By Me", que chegou ao número 20 nos EUA, e á 30ª posição no Reino Unido.  

A capa, é uma foto de Jürgen Vollmer, tirada durante a permanência dos Beatles em Hamburgo, no inicio da década de 60.  

Após o lançamento de "Rock' n Roll, Lennon ficaria afastado dos estudios de gravação até 1980, período que dedicou a criar o seu segundo filho, Sean Lennon.

A gravação do álbum foi problemática e durou um ano inteiro:  
Phil Spector produziu as sessões em Outubro de 1973 nos estudios da A & M, e Lennon produzio  as sessões em Outubro de 1974 no Record Plant Studios.  

Lennon estava a contas com um processo que lhe tinha sido movido por Morris Levy em virtude da alegada violação de direitos autorais numa linha da sua canção "Come Together". Como parte de um acordo, Lennon tinha de incluir três músicas da autoria de  Levy, no álbum Rock 'n' Roll.  

Spector levava as gravações da sessão, para casa, quando se envolveu num acidente de carro, o que deixou algumas faixas, irrecuperáveis até ao início das gravações do álbum "Walls and Bridges".  

Como "Walls and Bridges" saiu antes de "Rock'n Roll", tendo só uma música Levy, este processou Lennon.

 Lado A
  1. "Be-Bop-A-Lula" (Tex Davis, Gene Vincent) – 2:39
  2. "Stand by Me" (Jerry Leiber, Mike Stoller, Ben E. King) – 3:26
  3. Medley: "Rip It Up"/"Ready Teddy" (Robert 'Bumps' Blackwell, John Marascalco) – 1:33
  4. "You Can't Catch Me" (Chuck Berry) – 4:51
  5. "Ain't That a Shame" (Fats Domino, Dave Bartholomew) – 2:38
  6. "Do You Wanna Dance?" (Bobby Freeman) – 3:15
  7. "Sweet Little Sixteen" (Chuck Berry) – 3:01
Lado B
  1. "Slippin' and Slidin'" (Eddie Bocage, Albert Collins, Richard Wayne Penniman, James H. Smith) – 2:16
  2. "Peggy Sue" (Jerry Allison, Norman Petty, Buddy Holly) – 2:06
  3. Medley: "Bring It On Home to Me"/"Send Me Some Lovin'" (Sam Cooke)/(John Marascalco, Lloyd Price) – 3:41
  4. "Bony Moronie" (Larry Williams) – 3:47
  5. "Ya Ya" (Lee Dorsey, Clarence Lewis, Morgan Robinson) – 2:17
  6. "Just Because" (Lloyd Price) – 4:25

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Os Anos de Ouro do Restaurante Mónaco

Vasco D’Orey Bobone, artista plástico de 70 anos, ainda guarda o convite que o pai, cônsul no Mónaco, recebeu em novembro de 1956 para a inauguração do restaurante, em Caxias, que foi buscar o nome ao principado de Rainier e Grace. Nos anos 1960, no apogeu da sua vida social, os príncipes do Mónaco, acompanhados dos filhos Alberto e Carolina, chegaram a visitar o local, tal como um presidente do Brasil, que marcou presença num jantar dançante. 

Mercês da Cunha Rego recorda com orgulho esse jantar no restaurante Mónaco, em janeiro de 1963, quando cantou para Juscelino Kubitscheck de Oliveira, que tinha fama de ‘pé de valsa’ e deixara a presidência do Brasil dois anos antes. 

"Ainda tenho a fotografia. Estou eu e o meu amigo, o também fadista João Ferreira Rosa, pois era comum sermos convidados para acontecimentos importantes como aquele. O restaurante Mónaco era um espaço de elite, com um ambiente muito bom, a vista sobre o mar e boa comida. Lembro-me de um robalo que serviam, com uma apresentação fantástica", recorda a fadista.

Nascido da inspiração de dois sócios, o empresário Manuel Outerelo Costa e o maestro Shegundo Galarza, que copiaram o conceito de restaurante dançante muito em voga nos Estados Unidos e América Latina, o Mónaco foi espaço de elite, boîte da moda, sala de chá, até esmorecer no início deste século, sem nunca conseguir recuperar o glamour dos anos de ouro. Muitos acreditam que pode renascer com a promessa de um novo proprietário, que terá pago menos do que os 800 mil euros pedidos pelos quatro herdeiros. O edifício, que se estende por um terreno de 1100 metros quadrados, mesmo sobre o local onde o rio Tejo se cruza com o mar, apresenta-se hoje num adiantado estado de degradação. Quem o frequentava lamenta o abandono e nota que reflete uma época irrepetível.

Nos anos 1950, a linha do Estoril ganhava o epíteto de ‘Costa do Sol’ e pretendia ombrear em riqueza e ostentação com a famosa Riviera Francesa. Lili Caneças viveu esses tempos de perto. 

"Íamos para a praia do Tamariz, onde as famílias reais de Espanha, Itália e Bulgária já exibiam fatos de banho e o Mónaco tinha qualidade para essas pessoas", lembra. Foi no restaurante, que deu nome a uma célebre curva na estrada marginal, que Lili Caneças ouviu o pedido de namoro feito pelo ex-marido, o arquiteto Álvaro Caneças. 

"Foi no casamento de uma amiga em comum, estávamos na varanda, com aquela vista sobre o mar. Em três meses eu estava casada", confessa a rir. Naqueles anos, quem ia ao Mónaco era um grupo reservado de pessoas conhecidas. Lili ia com o irmão e os dois, altos e louros, chegaram a ser confundidos com os actores franceses Brigitte Bardot e Jacques Charrier. 
"Eles estavam em Portugal e eram esperados no Mónaco, o que acabou por não acontecer. Nessa época eu usava o cabelo como ela e o meu irmão arranjou uns óculos pretos, fininhos, como os do Charrier. Até a menina da casa de banho me pediu um autógrafo. E eu assinei, ‘avec mon amour’. Foi muito divertido".

O carisma de um espaço reservado às boas famílias e a quem tinha folga financeira ficou também na memória de João Braga. 

"O ambiente era naturalmente selecionado, porque naquele tempo as boîtes eram frequentadas por quem não fazia nada ou vivia dos rendimentos", conta o fadista, que entrou no Mónaco pela primeira vez aos 15 anos, com amigos mais velhos. "Era um espaço independente, sem vizinhos, tinha glamour e encontravam-se lá pessoas de todas as idades. E a música era muito boa".

José Cid ia ao Mónaco só para apreciar o ali que se tocava. 

"Foi o primeiro local onde atuei ao vivo, com o maestro Shegundo Galarza. Além dele, tinha um guitarrista muito bom e eu, com apenas 13 anos, ia com um primito mais velho só para o ouvir". Nesses primeiros anos, Cid entrava tarde, já depois do jantar, pois a mesada de estudante não chegava para pagar o menu de cinco estrelas. 
"Voltei a ser frequentador anos mais tarde, com o Tozé Brito, a lagosta era muito boa", lembra.

O grupo que se juntava ao jantar era quase o mesmo que durante anos animou as noites de Ano Novo e Carnaval, que ficaram célebres na zona. Ramon Galarza, produtor, recorda muitas dessas festas passadas no restaurante idealizado pelo pai e pelo padrinho. 

"Era necessário fazer marcação e sei que era difícil conseguir a reserva. Esgotava rapidamente e suponho que era sempre o mesmo grupo que ia lá", conta. Nos anos 1960, "o Mónaco era o restaurante da moda e as pessoas procuravam isso". Ao serviço e gastronomia de qualidade, juntava-se a pista, onde se ouviam "músicas dançáveis". Na época, lembra o filho de Shegundo Galarza, "havia músicos com uma capacidade de memória incrível, que tocavam desde jazz, música latina, tango. Era um estilo menu que servia o que as pessoas queriam ouvir. Foi um hábito durante alguns anos". 

Com o tempo, o conceito de restaurante dançante alterou-se e a sociedade também ela mudou. Ramon recorda que "financeiramente as coisas não correram bem e o meu pai sofreu bastante com aquilo".

Novos proprietários e músicos do conjunto de Mário Simões mantiveram a aura do Mónaco mesmo após a Revolução de Abril de 1974, quando muitos dos clientes habituais deixaram o País. São dessa época as recordações de Paula Bobone, mulher de Vasco D’Orey Bobone. 

"Lembro-me de ser um sítio elegante, bem frequentado, num sítio privilegiado e com decoração de bom gosto. A [pintora] Maluda dava lá uns jantares com gente muito interessante e divertida. Era um espaço convencional, à noite olhava-se o mar, e criou-se ali uma certa tradição de categoria. Com o tempo isso perdeu-se".

Abel Dias, cronista social, ajudou a revitalizar o espaço quando esteve nas mãos de dois empresários de confeções. 

"Produzi lá uma festa, em meados dos anos 80, ‘A Noite dos Cozinheiros’, com a Teresa Guilherme, Herman José, Filipa Vacondeus e Manuel Luís Goucha", conta. 

Nos anos 1990, apesar das dificuldades visíveis, o Mónaco ainda recebia artistas, gente da televisão e políticos. Mas com o virar do século, e a concorrência de locais mais modernos, "tornou--se um espaço foleiro. Passava-se ali e via-se que estava em decadência", nota Paula Bobone.

Em 2008, com o empresário Luís Quaresma o Mónaco volta a falhar. No entanto, as paredes e a vista para o mar ainda se mantém, à espera de novo fôlego. E José Cid até tem ideias: "Um espaço para jantar e ouvir fado e flamenco funcionava de certeza".

Por:Isabel Faria no CM

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

3 de Fevereiro de 1959 - The Day The Music Died

Buddy Holly, morreu na queda de um pequeno avião, um Beechcraft Bonnaza, perto de Clear Lake, Iowa, no dia 3 de Fevereiro de 1959. Há precisamente 55 Anos.
Holly tinha 22 anos de idade, e com ele morreram também, Ritchie Valens, (La Bamba) e J.P.Richardson, "The Big Bopper", (Chantilly Lace).
O tempo viria a revelar a importância e as influências destes musicos, nas gerações seguintes. Sobretudo, Buddy Holly. Sem a musica de ,"Buddy Holly and The Crickets" muitos dos grupos britânicos que apareceram na década de 60,não teriam o som nem o "line up", a formação, que passou a ser a mais comum. Três guitarras e uma bateria.
 Os próprios Beatles, não se chamariam The Beatles.Teriam talvez ficado como sendo, The Quarrymen. Conta a história que o nome Beatles, foi uma adaptação da palavra Beetle, (besouro), devido aos Crickets, (grilos), de Buddy Holly. Lennon, trocou o Beet, por Beat (pancada/ritmo), transformando os Beetles, em Beatles. A palavra Beat, já entrara na gíria de Liverpool, ao ser associada ao nome do rio que banha Liverpool, Mersey Beat, rótulo que acompanhou todas as bandas saídas de Liverpool.
Os Beatles, inspiraram-se em Holly, para começarem a compor os seus próprios temas. Geroge Harrison chegou a declarar:
"Buddy Holly, foi o meu primeiro ídolo, e a minha maior influência, para seguir uma carreira musical".
Essa influência nos solos de Harrison, ouve-se no tema "Words Of Love", de Buddy Holly e que os Beatles gravaram no seu "Beatles for sale".
Os Hollies, escolheram este nome ,por causa do sobrenome de Buddy. Os Searchers, assim nomeados depois de irem assistir ao filme com este mesmo nome, em que o protagonista, John Wayne, repete várias vezes a frase “That’ll be the day”, e segundo ele, era a musica que mais se ouvia, na altura das filmagens. Os Rolling Stones, tiveram o seu primeiro hit no "UK Top Ten" com o tema de Buddy Holly, "Not Fade Away".

Bruce Springsteenn, ainda hoje, faz o aquecimento das suas cordas vocais, antes de entrar em palco, cantando dois ou três temas de Holly. Palavras do Boss numa entrevista, ao ser inquirido sobre a influência que Holly teve na sua musica. Tommi Roe, e Bobby Vee, sempre afirmaram que tinham seguido a carreira musical, tentando copiar o seu estilo vocal.
Os seus temas, foram gravados ao longo dos tempos por gente como:
The Beatles, The Rolling Stones, The Everly Brothers, Jackie DeShannon, Linda Ronstadt, Peter and Gordon, Blind Faith, Blondie, Don McLean, Phil Ochs, Carl Perkins, e Waylon Jennings, este ultimo, era membro dos Crickets, no dia em que Buddy morreu.
No fim da sua curta vida, ele tinha não só composto e interpretado diversos hits, como havia igualmente produzido vários discos. Iria produzir, Paul Anka, num estúdio que havia adquirido. Enquanto guitarrista,solava e acompanhava ao mesmo tempo, com grande qualidade e inovação.
No inicio Buddy era acompanhado só por uma bateria e um contra baixo, mas em breve o seu génio inovador, levou-o a introduzir mais um guitarrista ritmo, e um baixo eléctirco.
Seu contemporâneo, Elvis, era sem dúvida um grande interprete e pode dizer-se, que foi ele quem trouxe uma atitude mais inconformista, e mais insatisfeita com o status quo, mas viria a ser domado pelo establishment, e acabar, como todos sabemos. Não compunha, a guitarra era mais um adereço, e não fora a sua excelente voz e o requebrar das ancas,nunca teria sido chamado de Rei. Mas,lá diz o ditado."Numa terra de cegos, quem tem um olho,é....Elvis"
Já houve vários críticos e biógrafos, que declararam, Buddy Holly, como sendo o musico, que mais influenciou, os seus pares, no século 20. Como é que este fenómeno foi possível ? Como é que um jovem musico, cuja carreira como profissional, não passou dos 18 meses, tendo como ponto de partida o seu primeiro hit musical, até ao dia do seu desaparecimento, mudou radicalmente a face da musica popular mundial ?
A razão, era o facto de ele ser excepcionalmente perfeccionista em tudo que fazia. Composição, canto execução da guitarra, ritmo e solo, e produção. Era um Texano, nascido em Lubbock, que tendo começado na Country Music, depressa chegou, ao topo e revolucionou o rock e a pop, nos idos 50, mantendo-se ainda hoje,como uma referência. A sua primeira gravação, foi feita quando tinha apenas 12 anos. Começou, cedo. Acabou, cedo demais.


quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Tab Martin nos Tornados

Tab Martin, o segundo elemento a partir da direita

Tab Martin tocou baixo nos  Tornados entre Janeiro e Março de 1963, naquela que foi a terceira formação do grupo.  

Na época, o baixista Tornados, Heinz Burt saiu da banda para se tornar um artista solo, em consequência da sua participação no filme "Farewell Performance".  

Os Tornados também participaram no filme tocando a música "The Ice Cream Man" para o que foi necessário encontrar um novo baixista. Tab Martin, foi o escolhido por Joe Meek para participar no filme ecomeçou a sua curta estadia no grupo

Pouco depois Tab juntou-se a Roy Phillips e juntos formaram The Saints, como grupo de apoio a Heinz Burt.

Seria esta a base, que originaria The Peddlers. Cliquem, aqui também, e leiam a história da formação desta fantástica banda.