quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Casas de infância de Lennon e McCartney vão ser preservadas


As casas onde viveram os ex-Beatles John Lennon e Paul McCartney durante a infância vão ser preservadas, não podendo sofrer qualquer alteração sem autorização oficial, divulgou hoje o governo britânico.

O ministro do Turismo e do Património britânico, John Penrose, afirmou hoje que a casa de Lennon, na zona sul de Liverpool, e a casa de McCartney, localizada na mesma zona, serão classificadas, não podendo sofrer qualquer tipo de alteração sem a autorização das autoridades locais.

Lennon viveu no número 251 da Menlove Avenue com os tios entre 1945 e 1963, após a separação dos pais, enquanto McCartney mudou-se para aquela zona em 1955 e viveu durante nove anos numa casa perto da Forthlin Road.

Os dois músicos escreveram o primeiro grande êxito dos Beatles, "Please Please Me", na casa de Lennon.

As duas casas foram, entretanto, restauradas pelo The National Trust, uma organização britânica responsável pela preservação de castelos e casas.

Fonte: Agência Lusa,

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Sting no Cool Jazz Fest, em Oeiras

Sting é a primeira confirmação para a edição deste ano do festival EDP Cool Jazz Fest. 

O concerto do ex-líder dos Police está agendado para o dia 29 de Junho, no Estádio do Parque dos Poetas, em Oeiras. Segundo a organização, o recinto tem a capacidade de cerca de 10 mil pessoas.

A passagem de Sting por Portugal insere-se na digressão ‘Back to Bass’, que arrancou em Outubro nos Estados Unidos, e tem como objectivo celebrar os seus 25 anos de carreira a solo. Como tal, o músico vem acompanhado do seu guitarrista de longa data, Dominic Miller, bem como de outros quatro músicos: Vinnie Colaiuta, na bateria, David Sancious, nas teclas, Peter Tickell, no violino eléctrico, e Jo Lawry, nos coros.

Os preços dos bilhetes também já são conhecidos e variam entre os 60 euros (para o Gold Circle, com vista privilegiada para o palco), os 45 euros para a bancada, e os 30 euros para a relva.

A última actuação de Sting a solo em Portugal aconteceu em 2006, durante a segunda edição do Rock in Rio Lisboa, no Parque da Bela Vista. Um ano depois, em Setembro de 2007, o músico voltou ao nosso país, mas desta vez no âmbito do reencontro dos Police, que aconteceu no Estádio Nacional.

Bastante acarinhado em Portugal, o regresso do mítico artista britânico ao nosso país vai, certamente, agradar os milhares de fãs nacionais, especialmente nesta altura em que Sting celebra 25 anos de carreira. 

Fonte: Alexandra Ho/Sol

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Jack Bruce formou Spectrum Road em homenagem ao baterista de jazz Tony Williams


O baixista Jack Bruce, ex-Cream, anunciou nesta sexta, 24 de Fevereiro, a criação de um supergrupo chamado Spectrum Road, em que tocará com músicos do Living Colour, da banda de Carlos Santana e do trio Medeski, Martin & Wood. 

A banda foi formada para homenagear o baterista de jazz Tony Williams, morto em 1997, do qual Bruce e outros integrantes são fãs. As informações são do jornal britânico The Guardian.

A esposa de Santana, Cindy Blackman, tocou bateria no álbum de estreia do Spectrum Road, que deverá ser lançado este ano. Além dela, o guitarrista Vernon Reid e o pianista John Medeski completam o quarteto. 

"Estamos a usar [a homenagem a Tony Williams] como um ponto de partida", disse Bruce.

"O nome 'Tributo à vida de Tony Williams' era preciso de certa forma, mas muito limitado", contou Reid à revista Guitar Player. "Estávamos mais inspirado pelo espírito de Tony. Tornou-se importante para este grupo ter a sua própria identidade e não ser amarrado ou congelado por qualquer tipo de nostalgia do passado."

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Barack Obama, intrepreta "Sweet Home Chicago"


O presidente dos EUA, Barack Obama, que está em campanha à reeleição, "caiu no blues" ao receber a visita de astros da música na Casa Branca, ontem terça-feira.

A "actuação" ocorreu no fim de um show que reuniu astros do blues do passado, do presente e do futuro. Obama disse que o blues faz lembrar que os EUA já passaram por tempos mais difíceis que os actuais, mas superaram. Fez ainda questão de cumprimentar a lenda do blues B.B. King.

Encorajado pelos presentes, Barack Obama cantou "Sweet Home Chicago", homenagem à cidade em que ele ergueu a sua carreira política.
O guitarrista e cantor Buddy Guy elogiou as performances anteriores de Obama e disse que ele tem de continuar a cantar.

Privilégios presidenciais. Houve palavras sérias, onde se assinalou o passado dos negros nos Estados Unidos, momentos cómicos e verdadeiros colossos da música em palco. Mick Jagger cantou, BB King levou a guitarra e até Barack Obama surpreendeu, na despedida.

Plateia de pé, o blues a ouvir-se e Obama faz as despedidas elogiando os músicos: 

«Foi uma noite incrível».

Mas a música que se ia ouvindo não era uma música qualquer. Um dos artistas fez questão de dizer a Obama que não podia escapar a ‘Sweet Home Chicago’. O Presidente dos Estados Unidos resistiu enquanto pôde, mas não conseguiu fazer nada perante o microfone estendido pelo vocalista dos Rolling Stones. E com uma breve participação de BB King, Obama cantou os primeiros versos do tema sobre a cidade de onde partiu para Washington antes das últimas eleições que o colocaram na Casa Branca.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

A origem do Carnaval


O Carnaval é uma festa que teve a sua origem na Grécia em meados dos anos 600 a 520 a.C. Através desta festa os gregos realizavam os seus cultos de agradecimento aos deuses pela fertilidade do solo e pela produção. 

Passou a ser uma comemoração adoptada pela Igreja Católica em 590 d.C.É um período de festas regidas pelo ano lunar no cristianismo da Idade Média. O período do carnaval era marcado pelo "adeus à carne" ou do latim "carne vale" dando origem ao termo "carnaval". Durante o período do carnaval havia uma grande concentração de festejos populares. Cada cidade brincava ao seu modo, de acordo com seus costumes. 

O carnaval moderno, feito de desfiles e fantasias, é produto da sociedade vitoriana do século XIX. A cidade de Paris foi o principal modelo da festa carnavalesca para o mundo. Cidades como Nice, Nova Orleans, Toronto e Rio de Janeiro inspirariam-se no carnaval parisiense para implantar as suas novas festas carnavalescas. Já o Rio de Janeiro criou e exportou o estilo de fazer carnaval com desfiles de escolas de samba para outras cidades do mundo, como São Paulo, Tóquio e Helsinquia. Cá em Portugal, esse modelo é seguido á risca, dentro dos condicionalismos nacionais, nas cidades de Loulé e Torres Vedras.

O carnaval do Rio de Janeiro está no Guinness Book como sendo o maior carnaval do mundo. Em 1995, o Guinness Book declarou o Galo da Madrugada, da cidade do Recife, como o maior bloco de carnaval do mundo.

A festa carnavalesca surgiu a partir da implantação, no século XI, da Semana Santa pela Igreja Católica, antecedida por quarenta dias de jejum, a Quaresma. Esse longo período de privações acabaria por incentivar a reunião de diversas festividades nos dias que antecediam a Quarta-feira de Cinzas, o primeiro dia da Quaresma. A palavra "carnaval" está, desse modo, relacionada com a ideia de deleite dos prazeres da carne marcado pela expressão "carnis valles", que, acabou por formar a palavra "carnaval", sendo que "carnis" em latim significa carne e "valles" significa prazeres.

Em geral, o carnaval tem a duração de três dias, os dias que antecedem a Quarta-feira de Cinzas. Em contraste com a Quaresma, tempo de penitência e privação, estes dias são chamados "gordos", em especial a terça-feira .Terça-feira gorda, também conhecida pelo nome francês Mardi Gras.

O carnaval da Antiguidade era marcado por grandes festas, onde se comia, bebia e participava de alegres celebrações e busca incessante dos prazeres. O Carnaval prolongava-se por sete dias na ruas, praças e casas da Antiga Roma, de 17 a 23 de Dezembro. Todas as actividades e negócios eram suspensos neste período, os escravos tinham liberdade temporária para fazer o que quisessem e as restrições morais eram relaxadas. As pessoas trocavam presentes, e um rei era eleito por brincadeira e comandava o cortejo pelas ruas (Saturnalicius princeps) e as tradicionais fitas de lã que amarravam aos pés da estátua do deus Saturno eram retiradas, como se a cidade o convidasse para participar da folia.

No período do Renascimento as festas que aconteciam nos dias de carnaval incorporaram os baile de máscaras, com as suas ricas fantasias e os carros alegóricos. Ao caráter de festa popular e desorganizada juntaram-se outros tipos de comemoração e progressivamente a festa foi tomando o formato actual.

Todos os feriados eclesiásticos são calculados em função da data da Páscoa, com exceção do Natal. Como o domingo de Páscoa ocorre no primeiro domingo após a primeira lua cheia que se verificar a partir do equinócio da primavera (no hemisfério norte) ou do equinócio do outono (no hemisfério sul), e a sexta-feira da Paixão é a que antecede o Domingo de Páscoa, então a terça-feira de Carnaval ocorre 47 dias antes da Páscoa.

Fonte: Wikipédia

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Os Beatles ponderaram reunir-se, quando todos ainda estavam vivos

Os Beatles consideraram a possibilidade de voltarem ao activo quando os quatro integrantes ainda eram vivos, conta Paul McCartney. 

"Discutimos o plano de juntar os Beatles umas vezes",  disse Paul à Rolling Stone, EUA, "mas não se concretizou, não havia paixão  suficiente para suportar a ideia ."

De acordo com McCartney, a banda estava bastante satisfeita com o ciclo criativo que tinham completado e tinha medo de estragar seu legado. 

"Mais do que isso, poderíamos ter arruinado todo o conceito dos Beatles, ao ponto de dizerem 'Ah, meu Deus, eles não eram assim tão bons”,  revelou Paul. “As sugestões de reunião nunca foram suficientemente convincentes . Eram entusiasmantes quando aconteciam - 'Seria bom, sim’ – mas aí algum de nós acabava sempre por não gostar da ideia. E isso bastava, pois éramos uma perfeita democracia.”

Apesar de os Fab Four nunca se terem reunido, várias combinações dos membros da banda tocaram juntos em vários projectos e ocasiões especiais nas décadas seguintes ao fim do grupo, em 1970. Ringo Starr apareceu em gravações solo de John Lennon, George Harrison e McCartney, e tanto Starr quanto McCarney apareceram em "All These Years Ago", a canção de Harrison escrita em homenagem a Lennon. Os três também terminaram demos de Lennon, "Free As A Bird" e "Real Love", para a série Beatles Anthology.

Alguns Beatles também se reencontraram para colaborações aleatórias ao vivo, incluindo a performance de Ringo e George juntos no Concert for Bangladesh em 1971 e a vez em que McCartney, George e Ringo tocaram “Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band" no casamento de Eric Clapton em 1979.

McCartney e Lennon reuniram-se extemporaneamente para uma jam session em estúdio em 1974 que também contou com a presença de Stevie Wonder, Harry Nillson, Linda McCartney e Bobby Keys. 

"Estávamos chapados”, conta Paul, sobre a sessão, que foi imortalizada na forma do bootleg Toot and a Snore. "Eu acho que não havia ninguém naquele estúdio que não estivesse chapado. Por alguma razão bizarra, decidi assumir a bateria. Era só uma festa. Usar a palavra ‘desorganizado’ seria subestimar completamente. Pode ser que eu tenha feito uma tentativa fraquinha de restaurar a ordem – "pessoal, sabe, vamos pensar numa música, essa seria uma boa ideia' – mas não consigo lembrar se fiz isso mesmo ou não."

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

O Chitlin´ Circuit

                                          O vibrafonista Lionel Hampton no Memphis´Hippodrome, 1955.
 
O Chitlin´circuit era o nome de um circuito onde se apresentavam artistas negros para um público também de negros na sua maioria pobres, criado quando a segregação racial atingiu o seu auge, por obra e graça da lei Jim Crow nos anos 30 e 40, que proibia o acesso e convívio entre brancos e negros em locais públicos, principalmente no Sul dos USA.

Na realidade, este circuito teve origem ainda no final do século 19 e durou até meados dos anos 60 do século 20, como uma alternativa viável de sobrevivência para músicos, comediantes, actores e músicos negros.

Incluíam night clubs, bares, cafés, restaurantes e espeluncas de beira de estrada, os honky tonk. O termo chitlin´ deriva de chitterlings , ou seja intestinos de porco fervidos, assim á moda das nossas tripas do Porto, que era a comida preferencial dos negros escravos americanos e que mais tarde, se tornou a base alimentar da população negra pobre do sul dos USA.

Historicamente, Baltimore foi a primeira cidade do chitlin´circuit que depois se espalhou por todo o sul, derivando para o leste do Texas, daí subindo para Chicago e Detroit através do Deep South (Alabama, Mississippi, Missouri), até atingir Nova Iorque. Teatros famosos dessa época são o Royal Peacock in Atlanta; o Carver Theatre em Birmingham, Alabama; o Cotton Club,o Small´s Paradise e o Apollo Theatre em Nova Iorque.

Outros eram o Robert´s Show Lounge, o Club DeLisa e o Regal Theatre em Chicago. O Howard Theatre em Washington, D.C., o Uptown Theatre na Philadelphia, o Royal Theatre em Baltimore, o Fox Theatre em Detroit, o Victory Grill em Austin, Texas, o Hippodrome Theatre em Richmond, Virginia e o Ritz Theatre em Jacksonville, Florida, eram casas bem concorridas no circuito.

O chitlin´circuit foi de fundamental importância para a divulgação do blues, jazz, do R&B e qualquer manifestação da arte negra americana. Artistas do porte de Count Basie, George Benson, Cab Calloway, Ray Charles , Dorothy Dandridge, Sammy Davis Jr., Duke Ellington, Ella Fitzgerald, Jackson 5, Aretha Franklin, Jimi Hendrix, Billie Holyday, John Lee Hooker, Lena Horne, Etta James, B. B. King, Gladys Knight & The Pips, Wilson Pickett, Otis Redding, Little Richard, Smokey Robinson, Ike & Tina Turner, The Four Tops, The Supremes, The Temptations, Tammi Terrell, Muddy Waters e tantos outros fizeram os seus nomes no chitlin´circuit.

Com a campanha pelos direitos dos negros americanos em meados da década de 60, e consequentemente o acesso a áreas públicas comuns, o chitlin´circuit foi caindo em desuso, mas ainda chegou a ser usado por algumas estrelas do rock em ascensão. Hoje é apenas uma vaga lembrança de um tempo de resistência da raça negra.

By: Mr Joca

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Tonny Bennett, apelou á legalização das drogas.

Tony Bennett levou para casa mais dois Grammies no último domingo, 12 de Fevereiro, incluindo um pelo dueto romântico com Amy Winehouse , no tema "Body and Soul". Isto dá-lhe um total de 17 "gramofones", começando em 1962 por "I Left My Heart in San Francisco". 

"Eu adoro isto", contou Bennett à Rolling Stone EUA, no backstage do Staples Center, em Los Angeles, onde foi realizada a cerimónia de entrga dso prémios deste ano. "Vencer é uma sensação óptima."

Quando ganhou com "Body and Soul" por Melhor Performance Pop em Duo ou Grupo, durante a pré-transmissão do evento, Tony, convidou os pais de Amy a subirem ao palco com ele. "Body and Soul", do disco Duets II, é a última gravação conhecida de Amy.

"Nós não devíamos estar aqui. A nossa querida filha é que deveria estar aqui neste palco. Mas estas foram as cartas que nos foram atribuidas", disse Mitch Winehouse sobre a cantora, que morreu aos 27 após anos de consumo de drogas e álcool.

Foi um tema que se repetiu nesse fim de semana. Bennett agitou algumas discussões no sábado à noite na festa anual pré-Grammy de Clive Davis, que se tornou um memorial para Whitney Houston após a cantora ter sido encontrada morta no seu quarto de hotel, horas antes do evento. No palco, Bennett pediu a legalização das drogas, causando uma reacção instantânea na imprensa e na internet.

"Foi positiva, de maneira geral", disse Bennett no domingo à noite sobre a reacção aos seus comentários, destacando os problemas que Whitney teve em vida. A legalização poderia "dar conta de todos os gângsteres que fazem as pessoas se esconderem. Uma coisa que aprendi sobre pessoas jovens é que quando se diz 'não faça isso', esta é a coisa que eles irão fazer. Uma vez que seja legal e todos possam fazê-lo, não haverá mais aquele desejo de fazer algo que ninguém mais pode fazer."

"Eu testemunhei isso em Amsterdã", complementou Bennett, 85 anos, que sobreviveu ao próprio vício em cocaína nos anos 70. "É legal, e o resultado é que não há pânico nas ruas. Não há tráfico, não há o " encontra-me na esquina e eu darte-ei algo". Estamos sempre com medo de ser preso. Temos de nos esconder. Por que fazer isso?"

Apesar de nunca ter conhecido Whitney, Tony Bennett, relembrou a sua primeira reacção ao ouvir a voz dela em meados dos anos 80. 

"Quando a ouvi cantar pela primeira vez, chamei Clive Davis",  o director da gravadora, que descobriu Whitney e a apoiou sua carreira. "E eu disse: 'Clive, esta é a melhor cantora que já ouvi na minha vida. Vocês realmente têem algo nas vossas mãos'. Sem dúvida, no início ela estava a  cantar tudo de uma maneira fantástica."

"Ela simplesmente tinha o dom. Cantores reconhecem outros cantores quando os ouvem. Eles dizem: 'Espera um minuto, isso é diferente'. Ela tinha o maravilhoso dom de acreditar em tudo que  cantava."
Bennett é também um fã da grande vencedora deste ano, Adele, que ganhou seis Grammies, incluindo Álbum do Ano com"21". Comparou-a a Kate Smith, a cantora norte-americana com uma voz poderosa de tempos muito anteriores. 

"Ela é magnífica", disse Tony sobre Adele. "É a melhor cantora britânica que eu já ouvi."

Fonte: RS-  Steve Appleford

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Álbum tributo a Paul McCartney, em pré produção.


Billy Joel, Brian Wilson, B.B. King, Willie Nelson, Kiss e The Cure são alguns dos artistas que vão participar num álbum em tributo ao ex-beatle Paul McCartney. 

Produzido por Ralph Sall, que já capitaneou outros CDs do género, o disco vai incluir canções dos Beatles e dos Wings, além de temas da sua própria carreira a solo, e fará parte das comemorações do aniversário do músico,que completa 70 anos em Junho. 

Segundo o site da revista norte-americana "The Hollywood Reporter", Sall pretende filmar os bastidores das gravações, bem como entrevistas com os artistas participantes. A intenção é transformar o material num especial para a televisão. 

"Será uma boa maneira de mostrar a admiração de todos pelo seu catálogo. Pode-se perceber, pela variedade de participantes, que a música de Paul é atemporal. Dos 8 aos 80 anos, toda gente adora Paul McCartney", disse o produtor à publicação. 

Ainda não há previsão para o lançamento do álbum. 

A julgar pelo início de 2012, McCartney ainda deve ter muito trabalho este ano. Em pouco menos de dois meses o cantor lançou um novo álbum, "Kisses on the bottom", no início de Fevereiro; recebeu uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood, na última quinta-feira,  e participou na cerimonia de entrega dos Grammies 2012, no passado domingo, aonde também actuou.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Whitney Houston, não morreu afogada.


A família de Whitney Houston foi informada de que a cantora não morreu afogada, mas sim por ter ingerido uma mistura de álcool com medicamentos controlados, de acordo com o site TMZ. Whitney foi encontrada morta este sábado, 11de Fevereiro, aos 48 anos.

Policias do condado de Los Angeles teriam comunicado á família da cantora que não havia água suficiente nos seus pulmões para causar a sua morte e que ela pode ter morrido antes de a sua cabeça ficar submersa na banheira.

Ainda segundo informações do site, quem encontrou Whitney Houston na banheira foi Mary Jones, tia da cantora. Esta teria deixado o quarto de hotel por meia hora e, ao voltar, deparado com Whitney no local, de onde a retirou para fazer uma reanimação cardiorrespiratória.

A autópsia do corpo de Whitney Houston terminou na noite deste domingo, indicando que a cantora tinha água nos pulmões, de acordo com o site TMZ. Os resultados com detalhes adicionais só devem ser divulgados dentro de quatro a seis semanas, devido aos exames toxicológicos que foram realizados pela perícia. Não foram encontradas drogas no quarto onde estava a cantora.

Bill Cosby: I'm 74 and I'm tired. (Tenho 74 e estou cansado)

Tenho 74 anos. 

Excepto um breve período na década de 50 quando fiz o meu serviço militar, tenho trabalhado duro desde os meus 17 anos. 

Excepto durante alguns graves desafios de saúde, trabalhei 50 horas por semana, e não caí doente, isto, em quase 40 anos. 

Tinha um salário razoável, mas não herdei o meu trabalho ou o meu rendimento, e trabalhei para chegar onde estou. 

Dada a economia, parece que a reforma foi uma má idéia, e estou cansado. 

Muito cansado.

Estou cansado de que me digam que eu tenho que "espalhar a riqueza" para as pessoas que não tenham a minha ética de trabalho. 

Estou cansado de que me digam que o governo fica com o dinheiro que eu ganho, pela força se necessário, e dá-o a pessoas com preguiça para o ganhar.

Estou cansado de que digam que o Islão é uma "religião da paz", quando todos os dias eu leio dezenas de histórias de homens muçulmanos que matam as suas irmãs, esposas e filhas para "honra" de sua família; de tumultos de muçulmanos sobre alguma ligeira infracção; de muçulmanos a assassinar cristãos e judeus porque não são "crentes"; de muçulmanos queimando escolas para meninas; de muçulmanos apedrejando adolescentes vítimas de estupro, até a morte por "adultério"; de muçulmanos a mutilar o genital das meninas, tudo em nome de Alá, porque o Alcorão e a lei Shari diz para eles o fazerem.

Estou cansado de que me digam que temos de ter "tolerância para com outras culturas", devemos deixar que a Arábia Saudita e outros países árabes usem o nosso dinheiro do petróleo para financiar mesquitas e escolas, madrassas islâmicas, para pregar o ódio na Austrália, Nova Zelândia, Reino Unido, Estados Unidos e Canadá, enquanto que ninguém desses países está autorizado a fundar uma sinagoga, igreja ou escola religiosa na Arábia Saudita ou qualquer outro país árabe, para ensinar amor e tolerância. 

Estou cansado de que me digam para eu baixar o meu padrão de vida para lutar contra o aquecimento global, o qual não me é permitido debater.

Estou cansado de que me digam que os toxicodependentes têm uma doença, e eu tenho que ajudar no apoio ao seu tratamento, pagar pelos danos que eles fazem. Foi um germe gigante, a sair correndo de um beco escuro, que os agarrou, e os encheu de pó branco pelo seu nariz ...ou enfiou uma agulha no seu braço, enquanto eles tentaram combatê-lo ? 

E os que fumam desprezando o próximo, quem os "obrigou"?

Estou cansado de ouvir ricos atletas, artistas e políticos de todas os partidos falarem sobre erros inocentes, erros estúpidos ou erros da juventude, quando todos sabemos que eles pensam, que os seus únicos erros, foi serem apanhados. 

Estou cansado de pessoas que não assumem a responsabilidade pelas suas vidas e acções. 

Estou cansado de os ouvir culpar o governo, de discriminação pelos "seus problemas."

Eu também estou cansado e farto de ver homens e mulheres jovens na sua adolescência e início dos seus 20 anos serem "tela" de tatuagens e pregos na face, tornando-se não-empregáveis e reivindicando dinheiro do governo ...dos nossos impostos (de quem trabalha e produz).

Sim, estou muito cansado

Mas também estou feliz por ter 74... Porque, não vou ter de ver o Mundo que essas pessoas estão CRIANDO.

Só estou triste pela minha neta e pelos seus filhos. 

Graças a Deus estou no caminho de saída e não no caminho para de entrada.

Não há maneira de isto ser amplamente divulgado...a menos que cada um de nós colabore, reenviando, e divulgando, e ganhando força para contrariar esse (mau) caminho que o Mundo, por força de (péssimos) governantes, nos está a proporcionar.

Divulguem!

Bill Crosby

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Steely Dan - Walter Becker e Donald Fagen


"Steely Dan é uma banda americana de jazz fusion centrada na dupla Walter Becker e Donald Fagen. O grupo ganhou popularidade nos anos 70, quando fez sete álbuns juntando elementos do jazz, rock, funk, Rythm and Blues e pop. Inicialmente, quando tocavam rock, as suas canções absorviam complexas estruturas e harmonias com influências do jazz.

O nome da banda foi retirado de um um livro de William Burroughs, o "Naked Lunch". Além de Fagen (piano, teclados e vocal) e Becker (baixo e guitarra), a banda original era composta ainda por Denny Dias (guitarra), Jeff "Skunk" Baxter (guitarra e percussão), Jim Hodder (bateria) e David Palmer (vocais). O grupo fez tournés de 1972 a 1974, mas de 1975 a 1980 retirou-se dos palcos para trabalhar unicamente em estúdio.

Depois de uma pausa que durou até 1993, e atendendo a pedidos, Fagen e Becker voltaram a reunir-se e a realizarem alguns espectáculos nos EUA,dos quais resultou  um disco Alive In America em 1994. Em 2000, a dupla lançou Two Against Nature, primeiro disco com temas inéditos em 20 anos, ganhando quatro Grammys em 2001.

Eis aqui um resumo da sua obra discográfica.

Can´t Buy a Thrill (1972)

Produzido por Gary Katz nos estúdios da ABC, o álbum de estreia, Can't Buy A Thrill, foi lançado em 1972, causando uma imediata impressão com os hits "Do It Again" e "Dirty Work", cantados por Palmer, e "Reeling In The Years", que apresenta um aclamado solo de guitarra de Elliott Randall.

Devido à relutância de Donald Fagen em cantar, David Palmer assumiu a maioria dos vocais no palco. O baterista Jim Hodder também cantou em uma faixa: "Midnight Cruiser". Palmer, irritado com o perfeccionismo de Fagen e Becker, deixou a banda durante a gravação do segundo álbum e foi trabalhar com Carole King, com quem escreveu o hit "Jazzman".

Countdown to Ecstasy (1973)
O segundo álbum, Countdown to Ecstasy (1973). Seguindo a mesma linha de Can't Buy A Thrill, foi gravado em meio a tournés, trazendo clássicos como "Show-Biz Kids", "My Old School" e "Bodhisattva".
Pretzel Logic (1974)
Steely Dan manteve-se na crista da onda, com seu terceiro LP, Pretzel Logic, no início de 1974, produzindo um outro grande hit, "Rikki Don't Lose That Number" - que foi directo para o Top Ten dos EUA. Pretzel Logic inclui a única canção de um outro compositor - uma canção de Duke Ellington: "East St Louis Toodle-oo". A faixa título e "Any Major Dude Will Tell You" também se tornaram favoritas dos fans. Durante a tourné de lançamento do álbum, a banda passou a contar com um jovem baterista, Jeff Porcaro (mais tarde membro dos Toto), que na época trabalhava com a dupla Sonny e Cher. Outro que chegou foi o cantor e teclista Michael McDonald.


O álbum também marca a primeira vez que Walter Becker faz algumas inserções de guitarras nas canções dos Steely Dan. A decisão de Fagen e Becker de deixar de lado as tournés para se concentrarem nos trabalhos de estúdio gerou algumas baixas na banda. Descontentes, Baxter (cada vez mais envolvido com os Doobie Brothers e Hooder sairam. Michael McDonald (que também foi para os Doobie Brothers posteriormente) e Denny Dias, ainda iriam continuar nas sessões de estúdio dos álbuns seguintes.
Katy Lied (1975)
No LP de 1975, Katy Lied, o duo usou um grupo diversificado de músicos, incluindo Porcaro e McDonald, bem como o Elliott Randall, os saxofonistas Phil Woods Wilton Felder, o vibrafonista Victor Feldman, o teclista Michael Omartiam e o guitarrista Larry Carlton. Os destaques são "Black Friday", "Bad Sneakers", "Rose Darling", "Dr. Wu" e "Chain Lightning".

The Royal Scam (1976)
The Royal Scam foi editado em 1976 e é considerado o disco mais dirigido à guitarra que o grupo produziu, em parte pela colaboração do guitarrista Larry Carlton. Outra presença importante é o lendário baterista Bernard "Pretty" Purdie. Destacam-se no álbum "Kid Charlemagne", "The Fez" (na qual o teclista e jornalista Paul Griffin tem uma rara co-autoria). Também populares são "Don't Take Me Alive", "Sign in Stranger", "Haitian Divorce", "Caves of Altamira" e a "suingadíssima" "Green Earrings". Este também foi um disco no qual Fagen (que cantou) e Becker pouco tocaram os seus instrumentos, dedicando-se só à produção, composição e arranjos.

Aja (1977)
O sexto LP, Aja (1977), teve Becker e Fagen usando os serviços de músicos top de linha do jazz, jazz-rock e da soul music, incluindo Larry Carlton, o saxofonista Wayne Shorter, os bateristas Steve Gadd, Rick Marota e Bernard "Pretty" Purdie e o baixista Chuck Rayney além de Denny Dias. Aja é considerado o mais requintado álbum da banda e, de facto, um dos melhores discos de todos os tempos. Ironicamente, um disco recheado de jazz tornou-se um clássico do rock. 

O premiadíssimo Aja atingiu o Top Five dos EUA, e vendeu 1 milhão de cópias graças a canções como "Peg" (com o proeminente backing vocal de Michael McDonald), "Josie" e "Deacon Blues". O LP consolidou a reputação da dupla Becker e Fagen como compositores e reafirmou o seu perfeccionismo dentro do estúdio. A história de Aja foi documentada num episódio da TV e lançada em DVD pela série Classic Albums. Depois do sucesso do disco, o duo contribuiu com a canção "FM" para a trilha do filme de mesmo nome. O filme foi um fracasso, mas a canção foi um grande sucesso.

Gaucho (1980)
Becker e Fagen passaram 1978 fora de cena, antes de começaram a escrever canções para o novo trabalho, que seria marcado por problemas técnicos, legais, pessoais e que culminariam na interrupção de uma parceira de muitos anos. Em Março de 1979, a ABC (gravadora do Steely Dan) foi vendida á MCA e pelos próximos dois anos a dupla teve problemas contratuais que dificultaram a gravação do álbum.

Becker e Fagen planearam deixar a ABC, e assinar pela Warner Brothers, aonde queriam realizar o trabalho, mas a MCA declarou-se proprietária do material já gravado e impediu-os de o levar para outro estúdio. A primeira faixa gravada foi The Second Arrangement, da qual Becker e Fagen ficaram muito orgulhosos. Mas uma noite, um engenheiro de som, apagou acidentalmente uma parte da faixa gravada e os produtores do disco nada puderam fazer. No outro dia, ao ser notificado, Fagen simplesmente saiu do estúdio sem dizer uma palavra. As tentativas de regravar o som foram frustrantes e a canção foi abandonada.

Mas os problemas não acabaram por aqui. A namorada de Becker na época, Karen Stanley, foi encontrada morta no apartamento que dividiam. Becker foi acusado do homicídio, mas provou-se a sua inocência, e foi absolvido. Também teve problemas com álcool e drogas e, pouco tempo depois, ao atravessar uma rua em Manhattan, foi atropelado por um táxi, fracturando a perna direita em várias partes, sendo obrigado a usar muletas durante algum tempo.

Na mesma época, O compositor de jazz Keith Jarret recorreu a justiça dizendo que faixa título do novo disco era baseada numa de suas composições, intitulada "Long As You Know You're Living Yours". Fagen admitiu que se havia apaixonado pela canção e que provávelmente,  teria sido  influenciado fortemente pela mesma. Jarret acabou por  ganhar o processo e a co-autoria, assim como os direitos comerciais da canção. Gaucho foi finalmente concluído e lançado em Novembro de 1980. Apesar dos problemas, o disco foi o maior sucesso e "Hey Nineteen" chegou ao topo das paradas. Em 1981, Becker e Fagen anunciaram a suspensão da sua parceria.

Mas a história, não acabou aí.

Em 1982, Fagen lançou seu disco solo The Nightfly, juntando material não-utilizado nos dois álbuns anteriores dos Steely Dan e uma cover de Leiber e Stoller, "Ruby Baby". Depois ficou sem gravar durante vários anos. Ocasionalmente, assim como Becker, produziu trabalhos de outros artistas.

Dois eventos contribuíram para uma possível volta dos Steely Dan. O primeiro foi em 1991, quando Becker participou no concerto com a então banda New York Rock and Soul Revue fundada por Fagen e pela produtora e cantora Libby Titus (mais tarde esposa de Fagen). O segundo evento foi a a presença de Becker como produtor do segundo ábum a solo de Fagen, Kamakiriad, em 1993. Fagen nomeou-o como a mais sofisticada experiência da sua carreira. Devolvendo o cumprimento, Fagen co-produziu o único disco solo de Becker, 11 Tracks of Whack .
Em 1993, a MCA lançou Citizen Steely Dan uma caixa que reúne os 7 álbuns da banda, e o single FM (1978), mais as faixas Here at the Western World (lançada numa coletânea em 1978), e as inéditas "Bodhisattva" (ao vivo, 1974) e uma versão de "Everyone's Gone to the Movies".

Alive In America (1994)
Estes eventos conduziram finalmente à reactivação da banda. A excursão norte-americana em 1993 para apoiar o álbum de Fagen (que vendeu pouco, embora os concertos tivessem bastante público). Com Becker na guitarra, reuniram uma banda que incluiu um teclista, um baterista, um baixista, três vocalistas e uma secção de sopro. Viajaram com grande aclamação de 1993 a 1996 executando canções antigas da banda e canções de álbuns solo. Alive in America regista gravações de vários concertos.
Two Against Nature (2000)
Em 2000, lançaram o primeiro álbum de estúdio em vinte anos, Two Against Nature. Mais do que um rotorno, o CD foi um dos sucessos e a surpresa do ano. No verão de 2000, "meteram o pé na estrada", para outra excursão nos EUA seguida por uma excursão internacional. Em 2001 de Fevereiro, o CD ganhou quatro Prêmios Grammy.

Everything Must Go (2003)

Em 2003, os Steely Dan lançaram um novo álbum, Everything Must Go, e efectuaram nova tourné pela América. Depois de anos, Walter Becker assumiu todos os baixos do disco e algumas guitarras.

Em 2006, a banda promoveu a tourné  "Steelyard "Sugartooth"  McDan and The Fab-Originees.com Tour, com a participação de Michael McDonald. Os shows ajudaram a divulgar o óptimo álbum solo de Fagen, Morph the Cat, lançado em 2006. Em 2007, teve lugar a tourné  Heavy Roller Tour, nome inspirado num trecho da canção Gaucho".

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Beatles 4 Ever!

Uma empresa de telefonia móvel inglesa promoveu uma mobilização na Trafalgar Square, em Londres, reunindo mais de 13 mil pessoas. A empresa simplesmente mandou este texto por sms:

"Esteja na Trafalgar Square tal dia, tal horário".

E nada mais foi dito. Os que foram acharam que iam dançar, como tem acontecido em outras mobilizações desse tipo. Mas ao chegarem, receberam microfones. Muitos, muitos, muitos mesmo, e participaram num karaoke, imenso, colectivo . Todos cantaram. Quem estava na praça, quem estava passeando, quem nem sabia do convite, entrou na festa. É de arrepiar.

Deliciem-se !

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Beach Boys, juntos novamente,nas comemorações do seu cinquentenário


A reunião dos Beach Boys para comemorar os 50 anos de carreira está agendada para começar este fim de semana, durante as cerimónias de atribuição dos Grammies. 

A apresentação incluirá participações especiais dos grupos Maroon 5 e Foster the People. 

Os integrantes remanescentes da formação clássica - Brian Wilson, Mike Love, Al Jardine, Bruce Johnston e David Marks - farão a sua primeira aparição conjunta no palco depois de mais de 20 anos. Johnston e Marks juntaram-se ao grupo em versões posteriores. Dennis e Carl Wilson morreram em 1983 e 1998, respectivamente.

Os cinco músicos, que estiveram envolvidos em várias formações dos  Beach Boys no seu pico de fama nos anos 60, anunciaram em Dezembro do ano passado, que lançarão um novo álbum no decurso de 2012, e farão uma tournée mundial para comemorar os 50 anos da banda.

Ainda é incerto o que Maroon 5 e Foster the People farão exactamente, no palco com os Beach Boys, durante a cerimónia dos Grammies, mas parece provável que hits de todos sejam incluídos como parte de um medley. Então, sim, há uma grande probabilidade de que a primeira aparição em duas décadas dos Beach Boys conte com execuções de "Pumped Up Kicks" e "Moves Like Jagger".

Os Beach Boys não são as únicas grandes estrelas que unirão forças para a transmissão do próximo domingo, 12 de Fevereiro. 

Coldplay e Rihanna estão escalados  para apresentar a canção "Princess of China", do disco Mylo Xyloto; Kelly Clarkson e Jason Aldean irão fazer um dueto em "Don't You Wanna Stay" e os Foo Fighters farão um tributo à música electrónica com Deadmau5.

Lil Wayne e David Guetta. Bon Iver, que está indicado nas categorias de música e gravação do ano, não se apresentarão na cerimónia, pois o vocalista Justin Vernon recusou-se a dividir o palco com outros artistas.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Wando, morreu...apagou-se a luz a estrela, a manhã de sol, meu iaia, meu ioio


O cantor Wando morreu nesta quarta-feira, 8 de Fevereiro, aos 66 anos, em consequência de uma paragem cardíaca. 

Wando nasceu em Cajuri, Minas Gerais, no dia 2 de Outubro de 1945. O cantor lançou Gloria a Deus e Samba na Terra, o seu primeiro disco, em 1973. Conhecido pelo hábito de coleccionar "calcinhas" – nos seus shows, das fãs que costumavam atirar essa peça de roupa para o palco –, o cantor chegou a estudar violão clássico, mas atingiu o sucesso com hits populares, entre eles “Fogo e Paixão”, do disco Moça, que vendeu 1,2 milhão de cópias. O seu último disco de inéditos, Romântico Brasileiro, Sem Vergonha, foi lançado em 2005.

Wando estava internado no hospital Biocor, em Nova Lima, região metropolitana de Belo Horizonte (Minas Gerais/BR), desde o último dia 27 de Janeiro. O coração de Wando parou por volta das 8h. Foram realizadas manobras de ressuscitação, mas ele não resistiu. De acordo com a nota divulgada pelo hospital e também assinada pela família do cantor, teve um agravamento do quadro clínico durante a madrugada.
O cantor deu entrada no hospital em 27 de Janeiro para a realização de um cateterismo cardíaco, devido a uma angina (dores no peito causadas por falta de sangue no músculo cardíaco). No sábado, 28, foi submetido a uma angioplastia coronária de emergência para desobstrução de artérias do coração. A família do cantor chegou a divulgar um comunicado declarando que apesar da gravidade do caso, Wando melhorava gradualmente. No último domingo, dia 5, o cantor enviou aos fãs um bilhete, através da equipe da TV Globo, em reportagem apresentada no Fantástico

"Eu estou na oficina de Deus arrumando a turbina. Me aguardem!". 

Especialistas apontavam que caso o cantor mantivesse o quadro de melhora, poderia ser transferido para o quarto nos próximos dias. Na terça, 7, Wando estava lúcido e comunicava-se por sinais. Infelizmente, não resisitiu. Paz á sua alma.

Fonte: RS, Brasil

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Restaurante "Os Telhadinhos" em Ponte de Lima, serve "Meias Quecas", e "Cociguinhas Feitas á Mão".


Uma tasca à moda antiga de Ponte de Lima ganhou uma inusitada popularidade a servir “putinhas”, “meias-quecas” ou “quecas cheias”, “fodinhas quentes” e “cociguinhas feitas à mão”, entre outros… petiscos. A proprietária faz até “muito gosto” em afixar o seu cardápio “picante”, com todas as letras, à porta do estabelecimento.

Lá dentro nada há, porém, de erótico ou de pornográfico, nem a dona da casa precisa de “pimenta na língua” para conter o aparente desaforo. Bem pelo contrário, o forasteiro “até desata a rir e acaba por entrar”, contrapõe Dona Márcia à nossa reportagem. O único “mal” que pode acontecer ao cliente mais ou menos “virgem” em orgias gastronómicas é sair de lá “tombadinho” por “putinhas” em excesso ou enfartado de “fodinhas quentes”.

Um sacerdote que costuma merendar na casa “aprecia-as muito”, garante-nos Dona Márcia. “Está tão habituado que já chega aqui e pede-me com à-vontade uma putinha e uma´fodinha quente!”, acrescenta à nossa reportagem.

A brincadeira começou há seis anos por iniciativa da proprietária, Márcia Correia, 44 anos, nascida no Brasil, mas a viver em Ponte de Lima desde criança. “Eu até não sou mulher de dizer palavrões. Só os digo uma vez por outra”, garante Dona Márcia, que chegou a ser dona de um restaurante em Ponte da Barca. Depois de ter aberto a tasca “Os Telhadinhos” em 2001, na Rua do Rosário”, no centro histórico de Ponte Lima, lembrou-se logo de apresentar aquele cardápio sui generis. “Afixei-o à porta, mas o meu marido não gostou da ideia, dizendo que as pessoas podiam levar a mal. Cheguei até a tirar esta emenda da parede. Mesmo assim fiquei triste, porque não via qualquer maldade. Depois enchi-me de coragem e voltei a pôr a ementa à vista de toda a gente. As pessoas acharam graça e hoje o meu marido está todo contente pelo bom acolhimento da ideia”, recorda Márcia Correia.

A tasca ganhou fama e o seu cardápio já corre mundo.”Chego a receber excursões de galegos. Muitos telefonam -me com antecedência só para encomendar os petiscos”, garante Dona Márcia. O programa de humorista brasileira Jô Soares na TV Globo também já a divulgou com destaque. Atraiu até as atenções de inspectores da ASAE que estavam em gozo de folgas e que lá foram ver a novidade das agora afamadas “fodinhas quentes”.

“Aqui em Ponte de Lima está a gerar um gozo miudinho. Tornei-me conhecida e a admirada pelas pessoas de cá, que me felicitam pela ideia”, diz Dona Márcia.

Aos fins-de-semana, o estabelecimento “está sempre cheio”. No Verão, é muito procurado por grupos que “trazem concertinas”, conta a nossa interlocutora. “Quando desatam a tocar, isto enche-se de gente. Nessas alturas, a maior parte das pessoas fica lá fora à espera que lhe sejam servidas as fodinhas quentes e ou outros petiscos”, esclarece.

A tasca vacila entre o modesto e o limpo, mas é apertada de espaço. O mobiliário resume-se a uma mesa meia-comprida e a outra mais pequena, além de um balcão rústico.
 
Os clientes já conhecem de “cor e salteado” os nomes brejeiros de todos os petiscos que se servem na tasca “Os Telhadinhos”. “Ora saiam-se três putinhas!”, pediu um comensal, quando estávamos à conversa com Dona Márcia. “Está a ver…é assim que pedem”, exemplifica-nos a proprietária, com um certo ar de orgulho. De pronto, Dona Márcia pôs em cima do balcão três tigelinhas de vinho verde tinto de lavrador. “São as putinhas…”, esclarece a nossa interlocutora. “A meia-queca é uma tigela de vinho de tamanho médio. As maiores de todas são quecas-cheias de … vinho”, explica-nos. E a “Fodinha Quente?” perguntámos. “Ah, isso é uma patanisca de bacalhau…”, adianta. Dona Márcia não gosta muito de dizer o nome verdadeiro dos petiscos que rebaptizou com a sua criatividade brejeira. “Quero criar o efeito – surpresa. É mais engraçado revelar o tipo de petisco, quando o cliente, por curiosidade, o pede pelo nome que lhe dei”, justifica.
 
A tasca “Os Telhadinhos” serve quase todos os petiscos tradicionais do Minho. “Os nomes estão tão vulgarizados que achei interessante dar-lhes outros que enchessem o olho e o ouvido. As pessoas já se habituaram a ver em todo o lado pataniscas ou lulas recheadas. Se mantivesse os nomes, não lhes chamavam tanto a atenção. Da forma como os rebaptizei acabam sempre por querer saber o que é. Depois, com a galhofa, decidem provar, o que é o mais importante para mim, pois os petiscos que faço têm outro toque de classe”, explica – nos Dona Márcia. E o qual é, então, o “toque de classe” que ela dá à sua “fodinha quente”? “São pataniscas à moda antiga, daquelas que se faziam, noutros tempos, no Minho, para servir como merenda aos senhores padres, nos intervalos dos confessos, durante a Quaresma. Levam muita salsa traçadinha e cebola picadinha. E mais não digo, porque é segredo”, responde. Dona Márcia garante que tira horas ao sono só para encontrar nomes eróticos para outras especialidades da gastronomia minhota. 

“Estou sempre a inventar, mas os nomes que arranjo condizem com o aspecto do petisco. Por exemplo, o “Perigoso na racha” é a isca de fígado num pão aberto. Petisco que comece a servir aqui nunca escapa à minha imaginação. O último foi o “Caldo à Puta Pobre, que é segredo da casa”, adianta. A velha “Punheta de Bacalhau” passou a chamar-se “Cociguinhas feitas à mão” na tasca “Os Telhadinhos”. “O nome de punheta deixou de ter piada para o bacalhau desfiado”, justifica Márcia Correia. Um cliente concordou, gracejando até que, nesta tasca, “a punheta é mais cara que a fodinha quente”.

“A “fodinha quente” só custa 70 cêntimos, enquanto as “cociguinhas feitas à mão” servem-se a 10 euros”, lembra o nosso interlocutor, sem se queixar da diferença de preços. “A punheta dá mais trabalho, por ser necessário desfiar o bacalhau”, acrescenta.
 
Entre muitos outros petiscos, Dona Márcia serve ainda “Biquinhos de Amor”, “Corno na racha”, “Sacola de Reformado”, “Chupões na racha”, “Saquinho Cheio”, “Mamadeiras Quentes”. Só diz o que é “tudo isso” a quem lá for consumir. À nossa reportagem explicou, ainda assim, que a “sacola de reformado” é… a lula recheada. “Por fazer lembrar a “sacola” dos velhos”, graceja. Só o filete de peixe ainda espera por nome mais catita na cabeça de Dona Márcia.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

O Dia em que a Música Morreu

Buddy Holly, Ritchie Valens, The Big Bopper: em 3 de Fevereiro de 1959, um avião de pequeno porte caiu em Iowa, e matou instantaneamente três dos maiores nomes da música na época, no que é considerada a primeira grande tragédia da história do rock. O dia fatídico foi chamado de 'O Dia em que a Música Morreu' pelo cantor Don McLean na música American Pie, regravada por Madonna no ano 2000.

Os músicos estavam em tourné, "The Winter Dance Party", projectada para cobrir vinte e quatro cidades do centro-oeste dos Estados Unidos em apenas três semanas, de 23 de Janeiro a 15 de Fevereiro de 1959. Um dos problemas logísticos era o tempo gasto durante as viagens, pois a distância entre os locais dos concertos não foi considerado quando cada um deles foi agendado. Outro era o autocarro usado para transportar os músicos, que não estava preparado para enfrentar o inverno. O seu sistema de aquecimento avariou pouco depois do início da tourné, e como consequência o baterista de Buddy Holly, Carl Bunch, teve um caso grave de congelamento dos pés, tendo que ser internado num hospital. Enquanto ele recuperava, Buddy Holly e Ritchie Valens revezavam-se na bateria.

O The Surf Ballroom em Clear Lake, Iowa, não estava agendado para ser a próxima paragem da tourné, mas os seus organizadores, esperando incluir mais datas, entraram em contacto com Carroll Anderson, gerente do local, que aceitou a proposta. O show foi marcado para uma segunda-feira, 3 de Fevereiro.

Ao chegar no local, Buddy Holly, frustrado com as péssimas condições do aurtocarro, disse aos seus colegas da banda que, terminado o show, ele tentaria alugar um avião para seguir até á próxima cidade da tourné, Moorhead, em Minnesota. Holly também estaria incomodado por não ter mais camisas, meias e cuecas limpas. Precisaria lavar as suas roupas antes do próximo concerto, mas a lavanderia local estava fechada naquele dia.

Conseguiu então combinar um vôo com Roger Peterson, um piloto de 21 anos que trabalhava para a Dwyer Flying Service na cidade vizinha de Mason City. Uma tarifa de 36 dólares por passageiro foi combinada para que que Peterson levasse Holly e mais dois acompanhantes até Fargo, no seu Beechcraft Bonanza modelo B35, fabricado em 1947.

Uma das vagas foi oferecida a Dion DiMucci, vocalista do grupo Dion and the Belmonts, mas este decidiu que não gastaria os 36 dólares da passagem pois aquele era o mesmo valor que os seus pais pagavam pelo aluguer de um apartamento, e sendo assim ele sentiu que não poderia justificar a extravagância de gastar aquele valor. Os dois assentos ficariam então com Waylon Jennings e Tommy Allsup, músicos que acompanhavam Holly na sua recém-iniciada carreira solo.

J.P. Richardson, que contraíra gripe durante a tourné, pediu a Jennings que cedesse o seu lugar no avião. Jennings concordou, e quando Buddy Holly ficou a saber do acordo, brincou: "Bom, espero que o vosso autocarro, congele". Jennings, também em tom de brincadeira, respondeu: "E eu espero que o teu avião caia". Este diálogo perseguiria Jennings para o resto da sua vida.

Ritchie Valens, que nunca viajara de avião, pediu o lugar de Tommy Allsup, que respondeu que isso seria decidido num lançamento de moeda ao ar. Bob Hale, locutor da KRIB-AM, que trabalhava nos concertos como DJ naquela noite, atirou a moeda ao ar pouco antes dos músicos partirem para o aeroporto. Valens venceu, conseguindo o lugar no avião.

O avião descolou por volta das 00:55 (hora local). Pouco depois de 01:00 da manhã, Hubert Dwyer, piloto comercial e dono da aeronave, que estava a controlar a descolagem do seu avião, observando da varanda do lado de fora da torre de controle, viu a luz de cauda do avião descer gradualmente até desaparecer de vista.

Peterson o piloto, tinha dito a Dwyer o proprietário do avião, que lhe mandaria o plano de vôo para a torre de controle via rádio depois da descolagem. Como não houve comunicação com os controladores, Dwyer pediu para que eles tentassem entrar em contacto com a aeronave, mas não obtiveram resposta.

Às 3:30 da manhã, quando o Aeroporto Hector em Fargo, Dakota do Norte, informou não ter recebido qualquer sinal do Bonanza, Dwyer contactou as autoridades e declarou a aeronave como desaparecida.

Por volta das 09:15 da manhã, Dwyer descolou com outro avião de pequeno porte para seguir a rota planeada por Peterson. Pouco tempo depois, visualizou os destroços do Bonanza numa plantação de milho pertencente a Albert Juhl, situada oito quilómetros a noroeste do aeroporto.

O avião voava num ângulo levemente descendente e inclinada para a direita quando atingiu o solo a 270 quilómetros por hora. Capotou e derrapou por mais 170 metros na paisagem congelada antes que a massa retorcida de ferragens batesse contra uma cerca de arame farpado nas cercanias da propriedade de Juhl.

Os corpos de Holly e Valens caíram perto do avião, Richardson foi arremessado através da cerca e dentro da plantação de milho do vizinho de Juhl, Oscar Moffett, enquanto Peterson ficou preso na cabine. Carroll Anderson, o gerente do Surf Ballroom que levara os músicos ao aeroporto da cidade vizinha e presenciara a descolagem do avião, foi o primeiro a identificar as vítimas.

Autópsias posteriores indicaram que todos os quatro morreram instantaneamente com o impacto.

As investigações que se seguiram após o acidente, concluíram que o mesmo foi provocado por uma combinação de mau tempo e de erro humano.

Peterson, o piloto, voava por instrumentos, e ainda estava a praticar esta modalidade de voo, não sendo habilitado para pilotar em condições climatéricas sem visibilidade. 

O inquérito final da Civil Aeronautics Board observou que Peterson tinha sido treinado em aeronaves equipadas com horizonte artificial, não tendo portanto experiência com o incomum giroscópio indicador de altitude Sperry F3 utilizado no Bonanza. 

Para piorar a situação, os dois instrumentos indicavam o eixo da aeronave de maneira exactamente oposta. Isto levou os investigadores a concluírem que Peterson pode ter pensado que estava a subir, quando estava, de facto, a descer. Descobriram ainda, que o piloto não recebeu o boletim meteorológico, actualizado, sobre as condições climatéricas, o que, dado seus conhecimentos limitados, deveria ter originado o adiamento do voo.

Fonte: Wikipédia - Fotos: Reprodução Internet

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Habanos - Hecho a mano en Cuba

Há algum tempo que tenho o costume de degustar um charuto ao menos uma vez por semana. Muito embora tenha feito a escalada tabagística ao contrário - isto é, iniciei nos charutos ainda bem moço, passei para o cachimbo e terminei no cigarro, mau hábito que deixei há 14 anos. Mas, talvez por causa disso, alguns parentes e amigos mais próximos considerem-me um expert na matéria. Nada mais falso, apenas aprecio ocasionalmente um bom charuto e o faço normalmente sozinho, nao gosto de ostentação.

Já tive os meus dias de Cohibas, Romeos y Julietas, Montecristos ou Partagas, muito antes de se tornar moda e aparecerem "especialistas" cheios de normas e regras, que tiram toda a graça e a espontaneidade do simples acto de se fumar um bom charuto.

Deixando de lado os modismos e os tiques dos deslumbrados, degustar um bom charuto é de uma simplicidade franciscana. Mas que exige um mínimo de conhecimento, como tudo no mundo. Portanto, para quem se inicia na "nobre arte" o mínimo que se necessita saber para aproveitar bem um bom charuto é o seguinte:

Capa: fundamental na escolha de um charuto. Feita de uma ou mais folhas de tabaco, deve ter uma aparência lisa, viçosa, levemente brilhante. Atenção para rachaduras e fissuras na capa, indica charuto já velho ou de qualidade inferior. Se tiver alguns buraquinhos, dispense imediatamente: o "impuro" está contaminado pela lasioderma serricone, mal que pode ser detectado por um pequeno pó que sai da cabeça do charuto (a parte arredondada).


Enchimento (filler): charutos, em última análise, nada mais são que folhas de tabaco previamente tratadas, fermentadas e enroladas à mão (de preferência) ou industrialmente. O que interessa saber é se são long fillers (enchimento feito com folhas inteiras de tabaco) ou short fillers, estes últimos preenchidos com sobras picotadas ou não dos charutos long fillers. É o que vai dar sabor e "alma" ao seu charuto.

Bitolas: é o comprimento versus diâmetro do charuto. Hoje existem um sem número de bitolas que atendem a todos os gostos, felizmente. Mas basicamente o que o iniciante deve conhecer são as tradicionais:

Churchill - com o o nome indica é uma homenagem ao ex-primeiro ministro inglês, fã incondicional do charuto. É uma peça grande, tem em média de 18 a 20 cm de comprimento por cerca de 2 cm de diâmetro. Leva em média uma hora ou pouco mais para ser consumido com calma. Preferido de muitos antigos charuteiros.

Double Corona - Quase do mesmo tamanho do Churhill, varia de 16 a 18 cm, com 1,9 cm em média de diãmetro. Normalmente de sabor suave.

Corona - A minha bitola de preferência. Mede em média de 13 a 16 cm, com diâmetro variando em torno de 1,8 cm. Leva uns bons 40 minutos de puro prazer.

Robusto - Variam entre 12 e 14 cm por 2 cm de diâmetro. Normalmente são de sabor mais encorpado, mas há exceções. Excelente para após as refeições, duram em média de 45 a 50
minutos.

Graduado: - Bitola bem próxima do Corona, diferencia-se pelo diâmetro em torno de 2 cm.


Claro está, que as dicas acima são mais do que básicas e, por charutos serem feitos à mão - pelo menos as marcas melhores - os tamanhos e diâmetros podem variar. Existem outras denominações: panatelas, belicosos, compactos, pirâmides ou torpedos, e por aí vai. Mas isso é coisa que o iniciante vai descobrindo aos poucos, à medida que vai conhecendo melhor o fascinante mundo dos charutos.


Ok ! Escolheram o vosso charuto e chegou a hora de acender o bicho. O que fazer ? Esqueçam o "show off", e vamos para o básico, novamente.

Primeiro o corte: mantenha a guilhotina firme (cortador) e corte a uns 3 mm da cabeça do charuto (a ponta arredondada, lembre-se...)- normalmente no limite do acabamento da folha e da cabeça. Mas cuidado ! Se cortar demais a capa começará a soltar-se. Se assim não fizerem, a "puxada" não será boa. Com o tempo, pega-se o geito com facilidade.

Para acender use um fósforo longo, ou melhor, um corriqueiro isqueiro a gás (JAMAIS um desses a fluido como o laureado Zippo ou assemelhados). Mantenha a ponta do charuto a uns 5 a 7 cm de distância da chama. Gire seu charuto lentamente próximo à chama, sem sugá-lo, até que ele queime uma parte. Leve-o à boca e puxe suavemente até formar a primeira parte da brasa. Daí em diante o charuto queima fácil, se for um de boa procedência.

Deixe-o queimar bem, dando "puxadas" de 20 em 20 segundos em média. Verifique sempre a brasa até ela queimar por inteiro na ponta. Lembre-se que em charutos, assim como nos cachimbos, não se traga. Charutos pedem introspecção e desfrute bem devagar. Normalmente um charuto "fala" ao que veio a partir do segundo terço do seu comprimento, mas isso não é regra absoluta. Aliás, tratando-se de charutos não há regras absolutas.

Um dos segredos do bom charuto é a sua queima e isso vê-se pela cinza. O bom charuto tem uma cinza clara, regular e de aparência estriada, ao contrário dos inferiores que são mais escuras e em flocos. Ao contrário da crença popular, charutos de alta qualidade (premium) seguram pouco as cinzas, em média coisa de 3 a 5 cm antes de cair. Mas há quem se habitue a aguentar ao máximo a cinza do charuto (eu, por exemplo)...


Charutos são diferentes de cigarros, não se traga em absoluto. Existem os que apreciam inalá-lo e soltar pelo nariz, e isso não se traduz em falta de etiqueta, apenas é questão de hábito. Nisso, a "puxada" é fundamental. Normalmente puxa-se a cada 25 ou 30 segundos, mas aí é questão de costume. A fumaça - de preferencia, densa e de bom fluxo - deve percorrer a boca e ser expelida em pequenos halos. Há quem goste de fazer anéis de fumaça, nada contra. O sabor residual que persiste na boca é que vai determinar o seu grau de satisfação.

Há quem tenha o paladar treinado (não é o meu caso) para identificar traços de couro, madeira, café, terra húmida, noz moscada, óleos essencias, etc. Honestamente, só consigo sentir se é mais apimentado, suave, encorpado ou não. Isso em charutos normais, não consumo aqueles artificialmente flavorizados, que considero de baixa qualidade.

Enfim, para quem começa desaconselho charutos cubanos ou dominicanos, sem dúvida os melhores, mas com preços acima das possibilidades do comum dos mortais. Procurem outras procedências, Brasil, Colômbia, um pouco mais baratos. Mas aí é questão de escolha e de conta pessoal.

Boas fumaças...!

By Mestre Joca
(Fotos reprodução internet)

Aos interessados, não deixem de visitar este site.

Maria Schneider. Dançou o ultimo tango, há um ano

Em 1972, um drama romântico italiano dirigido por Bernardo Bertolucci, foi estreado em todos os cinemas á volta do globo, e gerou a maior polémica cinematográfica da época.

O "Último Tango em Paris" abordava o relacionamento doentio e altamente sexual entre um viúvo de meia idade (Marlon Brando, magnífico) e uma jovem parisiense Jeanne, interpretada pela estrela francesa em ascensão Maria Schneider, onde o ápice se configurava numa cena de sodomia com o uso providencial de um tablete de manteiga.

Proibido em vários países pela alta carga emocional e sexual, o filme serviu para catapultar internacionalmente o nome e o  cândido rosto de Maria Schneider, logo elevada ao posto de novo sex-symbol da década. Apesar do sucesso mundial imediato, o papel no filme "Último Tango em Paris" trouxe mais dissabores pessoais do que reconhecimento, e respeito por parte do publico.

Perseguida nas ruas, alvo de insultos por toda parte por uma burguesia hipócrita e raivosa, mais tarde Maria Schneider revelou que a tal cena fora ideia de Marlon Brando que a convencera que "era apenas mais uma cena de filme" mas na qual ele actuara de verdade, provocando-lhe lágrimas e dores reais. 

Após o filme, Maria Schneider mergulhou pesado no mundos das drogas e em 1974 declarou-se bissexual, chegando a abandonar o set de filmagem de Calígula para se internar de vontade própria num sanatório para doentes mentais em Roma para estar perto de sua namorada da época, a fotógrafa Joan Townsend.

O restante dos anos 70 Maria Schneider atravessou em crises, em overdoses e numa tentativa de suicídio. Mas no início da década de 80 encontrou alguém - que ela nunca revelou ser homem ou mulher - que lhe trouxe paz e serenidade. Apesar dos anos turbulentos, Maria Schneider actuou em mais de 50 filmes e produções para TV entre 1969 e 2008. Foi também uma ferrenha defensora dos papéis femininos no cinema, principalmente para actrizes acima de 40 anos.

Por muitos anos foi a vice presidente da La Roue Tourne, uma entidade assistencial voltada para antigos actores/actrizes franceses desempregados. Foi condecorada em Julho de 2010 com a medalha de Chevalier, Orde des Arts e des Lettres pelo Ministro da Cultura e Comunicação Françês, Frédéric Mitterand, que fora seu protagonista no filme de Jacques Rivette Merry-Go-Round, lançado em 1977.

Maria Schneider morreu a 3 de Fevereiro de 2011. Tinha 58 anos e suas cinzas foram espalhadas aos pés da Rock of the Virgin, em Biarritz, conforme a sua vontade. 

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Paul McCartney : Stevie Wonder, é um génio !


Paul McCartney, 67 primaveras e Stevie Wonder,  já com 61, e que trabalharam juntos pela primeira vez em 1982,  ao produzirem a canção Ebony and Ivory,  sucesso absoluto no Reino Unido e Estados Unidos, uniram-se novamente para gravar,  Only Our Hearts, uma das duas composições originais do próximo disco do lendário músico dos Beatles, Kisses On The Bottom.

"Stevie veio ao estúdio Capitol em Los Angeles e ouviu a musica durante, cerca de dez minutos e entendeu rapidamente a ideia”, contou McCartney. "Foi até ao microfone e em 20 minutos fez um solo incrível. Quando se ouve o que ele tocou, pensa-mos:  "Como é que ele consegue fazer isto?. Só porque ele é um gênio, é por isso", acrescentou.

O novo álbum de Paul, que está previsto para ser lançado no próximo dia 6 de Fevereiro, também contará com um outro colaborador de peso: Eric Clapton, nos seus 66 aninhos, com quem gravou a composição My Valentine.

No último dia 12 de Janeiro, o músico divulgou a capa do disco e explicou o significado do título. Após especulações de que ele significasse ‘beijos nos fundos’, Paul afirmou que significa ‘beijos no final de uma carta’, nome inspirado na música I’m Gonna Sit Right Down And Write Myself A Letter, de Fats Waller (1904-1943), uma das canções do seu projecto.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Portugal, o meu paraíso gastronómico...

Há uns bons anos que deixei de ir a restaurantes estrelados, desses que depois de duas horas de congestionamento de trânsito, paga-se uma nota pelo estacionamento, espera-se uma hora, ou mais em pé, por um lugar numa mesa apertada para comer porções mínimas de uma comida estranha que aparenta ser um monumento ao movimento expressionista e cujas porções são tão pequenas, suficientes somente para alimentar um canário belga.

Muitas das vezes saí desses lugares sentindo-me depenado do meu rico dinheirinho, com uma vontade enorme de parar numa tasca ou numa roulote de beira de estrada , para matar realmente a fome. Alguns mais deslumbrados com a cultura da haute cuisine, seja lá o que isso signifique, dirão que, antes de mais nada, esse é o preço (elevado, diga-se) a pagar por uma "experiência gastronómica". Pois bem, que fiquem com ela.

A verdade é que hoje em dia come-se mal. E paga-se muito. Esquecem os senhores restauranteurs que o que interessa, ao fim e ao cabo, é a satisfação do seu cliente e não atender à sua vaidade pessoal ou ao ego inflamado dos "chefs", que é como se chamam hoje os cozinheiros de antigamente. Descontado o trivial do dia a dia, comer, antes de mais nada, requer atração pela aventura, requer entrega total. Cozinheiros existem em qualquer lugar, variam somente o gosto e a matéria prima.

Pois é. E o que dirão os de estômagos mais sensíveis ao saber que no Japão, por exemplo, se come sashimi feito com o peixe ainda vivo ? Ou no Laos que se serve baratas (não batatas) fritas ? Na Argélia servem-se gafanhotos na brasa, um must ao cair da tarde. No Alasca, território americano, remember..., os nativos lambem os beiços com intestinos crus, de foca. Na Noruega, línguas e caras de bacalhau são o prato do dia. No México, fritada de grilos. Sem falar no Vietname, aonde se come qualquer coisa que ande, nade, voe ou rasteje. E a coisa por aí vai...


 
Portugal, é um manancial de surpresas quando o assunto é "boa mesa". Dispensem as "obviedades" à base de bacalhau ou as sardinhas assadas na brasa, bacalhau com batatas a murro, o domingueiro cozido á Portuguesa, verdadeiro enfarta brutos, e quejandos. Deliciem-se com os menos triviais,  jaquinzinhos e pitingas (esses pequenos peixes fritos que se comem inteiros, com cabeça e tudo, às bateladas), os pipis - nada mais do que fígados e moelas de frango, com um molho pra lá de especial - as bifanas, ou as entremeadas, logo a seguir a uma suculenta sopa de pedra, tudo comido em pé, altas horas da noite, ali na roulote da Marginal . E o que dizer, das tripas á moda do Porto, das cataplanas Algarvias, ou de uma deliciosa sopa Alentejana...huummm, isto está-me a abrir o apetite!
Segundo o jornalista e escritor brasileiro, Ruy Castro - meu consultor gastronómico ao escrever este post no seu artigo "Viagens ao redor do estômago" - há "algo de transcendental no porco português que não se consegue explicar".

E segue sugerindo pezinhos de porco à coentrada (pé de porco cozido num caldo de coentros, incluindo as unhas do bicho, saliente-se), sandes de coirato .Ou os túbaros de porco (testículos do animal guisados e servidos em pires, cortados aos cubos). Ainda segundo Ruy Castro, há outras opções além do porco nas tascas portuguesas. Uma seria as caracoletas grelhadas, ou os mais pequeninos e mais saborosos caracóis, que tanta repulsa provocam aos estranjeiros que nos visitam,

Mas, o interessante, é que o autor recomenda cuidado ao pedir um prato em Portugal. Bobó de camarão. É um perigo, dado o significado da palavra bobó em terras lusas. E moqueca pode ser confundido com queca, isto é, "dar uma rapidinha". Portanto, todo cuidado é pouco devido às dificuldades naturais da língua ( se me permitem o trocadlho infame...).

Hoje em dia prefiro a simplicidade de restaurantes comuns feitos para gente comum, como eu e vocês. Nada de lugares da moda, onde vão para ver e serem vistos. Assim, quando quero massas vou a uma trattoria, pizza a uma pizzaria, carne somente em grills ou churrascarias, peixes e crustáceos em cervejarias . Claro, existem os "temáticos", mas desses passo longe. Só não me dou bem com restaurantes japoneses. Lugar aonde a comida vem crua e o guardanapo cozido, não é para o meu bico....

Bon apéttit...!

Fonte: Adaptação a partir de um texto de Mestre Joca

O que se pode fazer com uma licenciatura em Música

 
É uma das questões que normalmente se faz a quem estuda música: para que é que serve a licenciatura? 

Isto quando não perguntam aos músicos o que é que realmente fazem para viver, porque «músico» não rima com «profissão». 

Há um gráfico, que circula pela internet, que explica, «cientificamente», o que é que se pode fazer com o «canudo». 

Podemos ensinar um pouco, tocar menos um pouco, compor residualmente, e, basicamente, morrer na pobreza. 

O grande desafio, portanto, vai ser explorar muito bem essa pequena percentagem que consiste nisso tudo, que não o «morrer na pobreza», e rentabilizar ao máximo. 

Para que, depois de morrer na pobreza, se possa deixar qualquer coisa para que nos reconheçam. 

É o que costuma acontecer aos artistas.

Copiado, daqui : http://aminhaagenda.aroucaonline.com/