terça-feira, 31 de janeiro de 2012

As mentiras que nos querem impingir...


Nada melhor do que um pires de tremoços, para acompanhar umas bejecas.

O tremoço pertence à família Fabaceae e à espécie Lupinus. O seu nome teve origem na palavra árabe al-turmus. Na vizinha Espanha é conhecido por altramuz, tramúz, entremozo e chocho.
As primeiras referências a esta planta surgem no Egipto há cerca de 3.000 anos. O tremoço é utilizado na alimentação humana e na dos animais, no enriquecimento dos solos, na indústria farmacêutica e na fitoremediação

Sempre pensámos que os tremoços eram péssimos para a saúde devido aos resquícios na memória de uma lenda repetidamente ouvida nos nossos tempos de criança em que teriam sido amaldiçoados pela Nossa Senhora. Fugia a Sagrada Família no seu burrico quando, ao passarem por um campo de tremoceiros já maduros, estes chocalharam ao serem pisados e empurrados pelas patas do animal, denunciando o local de fuga aos seus perseguidores. A santa não lhes perdoou a fraqueza e lançou uma maldição que consistia em nunca matarem a fome a quem os comesse, o que se tornou num bem para as cervejarias e tascas que sabedoras desse castigo continuam a servir pires com tremoços que não matam a fome a ninguém e bem salgadinhos ainda têm a virtude de provocar mais sede e assim aumentarem o consumo das bebidas.

Algumas pessoas não sabem que os tremoços que comemos, foram primeiramente cozidos e depois cobertos de água mudada com frequência por diversos dias até perderem o seu amargo original. Se não houver este procedimento, são completamente intragáveis e altamente tóxicos. Esse amargor é devido à presença de vários alcalóides como a anagirina (usada como cardiotónica e teratogénica), a esparteína (usado como ocitócico e antiarrítmico) a lupanina, (influenciando os centros respiratórios e vasomotores), a luteona e a wighteona. A intoxicação identifica-se por náuseas, vómitos, tonturas, dores abdominais, mucosas secas, hipotensão, retenção urinária, taquicardia.

Esta toxicidade desaparece após a fervura e o demolhar por vários dias, tornando o tremoço doce e um alimento de eleição beneficiando as pessoas e animais que se alimentem dele.

O tremoço é um excelente adubo em verde quando enterrado nas terras porque tem a faculdade de fixar o nitrogénio do ar, absolutamente necessário para o crescimento de novas plantas o que o torna também responsável pelo aparecimento de novos ecossistemas. As suas raízes conseguem descompactar e reduzir a erosão dos solos, ajudando à infiltração de água. Óptimo para melhorar a estrutura física dos solos. Resistente às geadas, gosta de Invernos húmidos e Verões secos.


O tremoço é uma leguminosa tal como o feijão, a fava, o chícharo, o grão de bico, a ervilha, a lentilha, as giestas, os tojos, as olaias, etc. Tem o dobro das proteínas do que a maioria de outras leguminosas. É rico em ferro, fósforo, vitamina E, vitaminas do complexo B, biotina e ácido pantoténico.

Estudos feitos na União Europeia, comprovam a sua acção no controlo dos níveis de açúcar no sangue, na redução do apetite, na diminuição da quantidade de colesterol no sangue, nos efeitos sobre a obstipação intestinal e por último ajudando a evitar o aumento da obesidade. Costumam também ser referidas as suas propriedades emolientes, diuréticas e cicatrizantes, o combate a parasitas intestinais e também o seu estímulo na renovação das células favorecendo a regeneração da pele.

Em França existe um produto comercializado para o fortalecimento capilar utilizando peptídeos, vitaminas e oligoelementos retirados ao tremoceiro. Há uma série de tratamentos caseiros que aconselham a ingestão de um ou mais tremoços amargos com a água de demolhar (ambos tóxicos) todas as manhãs em jejum para baixar o colesterol, os valores glicémicos ou as dores artríticas, mas nem nos arriscamos a divulgar aqui por ignorarmos o seu impacto nos organismos de cada um.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Christina Aguilera e Stevie Wonder homenageiam Etta James no seu funeral


O funeral da cantora Etta James, morta aos 73 anos no passado dia 20 de Janeiro, contou com homenagens de nomes como o presidente norte-americano Barack Obama, Christina Aguilera e Stevie Wonder, estes dois últimos que reinterpretaram clássicos da cantora no último sábado, 28. A cerimónia ocorreu na igreja City of Refuge, em Los Angeles, segundo o jornal britânico The Guardian.

A cerimónia. ocorreu em Los Angeles no último sábado, dia 28, com reinterpretações de clássicos da cantora.

Christina interpretou "At Last", uma das músicas mais famosas da cantora, de autoria de Mack Gordon e Harry Warren. Stevie Wonder, por sua vez, apresentou "Shelter in the Rain" e a oração "The Lord's Prayer", esta última cantada à capela. 

"Etta será lembrada por sua voz legendária e as suas contribuições para a nossa herança musical", escreveu Barak Obama, num comunicado lido pelo Reverendo Al Sharpton. 

"Eu sei que ela fará uma imensa falta a todos que conheceram e amaram."

Vencedora de seis prêmios Grammy e 17 Blues Music Awards, Etta entrou para o Hall da Fama do Rock em 1994. Oito anos mais tarde, passou a integrar também o Blues Hall of Fame.

"Você derrotou-os, Etta", disse o Reverendo Sharpton, fazendo uma referência à "At Last". "Enfim, você pode encontrar a paz agora! Enfim, você pode receber a gratidão de seu salvador! Etta, você conseguiu, está voltando para casa."

O velório do corpo de Etta James teve lugar na última sexta-feira, 27 de Janeiro, no cemitério de Inglewood. 

Internada, inicialmente em Maio por causa de uma infecção sanguínea, Etta foi diagnosticada com uma leucemia crónica e incurável no início de Dezembro, o que agravou sua condição.

sábado, 28 de janeiro de 2012

As Grandes Bandas Inglesas dos Anos 60 - The Zombies


Rod Argent teclista, Paul Atkinson guitarrista, Hugh Grundy baterista reuniram-se na escola de  St. Albans  em 1961, para fazer o que todos os adolescentes ingleses naquela época faziam. Tocar Rock'n Roll. Juntouse-lhes mais tarde, o baixista Paul Arnold, que trouxe comsigo, o talentoso cantor Colin Blunstone, um estudante e atleta de topo, que estava para se fixar num emprego de futuro, numa companhia de seguros, mas que não resisitiu ás promessas de uma vida mais agitada,  mais glamorosa, mas mais incerta. 

O grupo escolheu logo o nome The Zombies e começou a dar espectáculos ao vivo nos bares da sua área, tocando o rock dos anos 50, e alguns temas de soul music, reportório comum a centenas de bandas inglesas, que despontaram naquela época.

Paul Arnold, cujo interesse pela musica e por aquela vida incerta, foi diminuindo, acabando por sair, e seguir a carreira da medicina, sendo substituído por Chris White no baixo.

Em 1962 a banda começou por fazer os seus shows em bares e pequenas festas particulares em St. Albans, conquistando um público fiel, e uma reputação alicerçada na técnica do teclista Rod Argente, e na particularidade da voz de Colin Blunstone. 

Em 1963, seria o ano em que todos começariam a Universidade, pelo que alguns dos elementos, começaram a falar em sair da banda para proseguirem os estudos. Foi quando, Rod Argent e Chris White, numa jogada de antecipação, inscreveram a banda num concurso de talentos local, "The Herts Beat Contest",  que tinha como prémio para o grupo vencedor, um contrato com a Decca Inglesa . 

Rod e Chris esperavam que se ganhassem o concurso, iriam manter a banda unida. The Zombies conseguiram então ser contratados para fazer as primeiras partes das outras bandas, tocando para grnades platéias aonde os espectadores atingiam as duas mil presenças, e mesmo antes da final, foi-lhes oferecido um contrato pela Decca. Os seus fãs organizaram um forte e constante apoio, e em consequência, The Zombies ganharam o concurso. A banda tornou-se profissional e em 1964, e começaram a gravar para a Decca.

O produtor Ken Jones ficou impressionado com a qualidade das composições de Rod Argent e de Chris White, mas apaixonou-se em particular pelo tema "She's Not There" e sugeriu que a mesma fosse o lad A do primeiro single, que já estava gravado, tendo nessa face do 45 Rpm , o clássico "Sumertime", que foi logo posto de parte. Para o lado B, foi escolhido uma composição do baixista Chris White, "You Make Me Feel Good".

A canção foi a primeira amostra, do que viriam a ser as jóias originais dos Zombies, e que iria torná-los, em retrospecto, numa das melhores bandas inglesas desse período.  O single foi um sucesso mundial em 1964. The Zombies estavam no topo da popularidade e das tabelas de vendas nos dois lados do Atlântico. Tudo corria ás mil maravilhas. "She's Not There", foi mesmo apresentada num popular programa de televisão, "Jukebox Jury", na mesma semana em que o convidado do painel de juris, era George Harrison que gostou bastante da música, e esta chegou mesmo ao primeiro lugar nos Estados Unidos.

O single seguinte, "Leave Me Be", foi bem recebido, mas não chegou a destacar~se nas listas de vendas. O terceiro single, "Tell Her No", foi um hit menor em Inglaterra, mas alcançou o Top 10 nos USA. A banda voou para os Estados Unidos e integrou um "pacote" artistico com nomes como Patti LaBelle e os Bluebells e Jackson Chuck. Em seguida, fizeram o habitual percurso pelas grandes salas de espectáculo, na terra do Tio Sam, sempre a abarrotar de jovens adolescentes, que não perdiam uma apresentação de todas as bandas inglesas que nessa altura,  "invadiram" os USA. Foi a época dourada para os grupos ingleses, que vieram posteriormente a originar que esse momento, fosse apelidado, de "The British Invasion", comandada, sem qualquer contestação pelos Fab Four de Liverpool, The Beatles.

Os Zombies também conseguiram um enorme sucesso no Japão, Filipinas, aonde tiveram cinco dos seus temas no Top 10, e em outros territórios do mundo.

De volta à Inglaterra, aonde as suas canções não conseguiam impressionar o publico, dado que a Decca, foi muito sovina no apoio, na divulgação dos temas do grupo,até porque tinha muitas outras bandas do mesmo registo, chegaram a pensar em despedir os Zombies, alegando que eles não seriam os criadores de sucessos que prometeram no inicio do contrato. Valeu o tema "Tell Her No", que vendia acima das expectativas.

"She's Coming Home" e "I Want You Back" alcançaram algum destaque no Reino Unido, mas ambas foram sucessos menores nos EUA em 1965. 

A banda também contribuiu com músicas para a banda sonora do filme "Bunny Lake Is Missing" e fez uma breve apariçaõ no mesmo. 

Outro single musicalmente excepcional, "Whenever You're Ready" também falhou na Grã-Bretanha á semelhança dos seus três antesucessores. 

Desilusão, e desespero no seio da banda com Rod e Chris, a tentarem manter o ânimo dos restantes membros. Para ajudar, tiveram igualmente alguns problemas com o produtor Ken Jones, que trabalhava com eles desde o início. Acabariam por se separar amigávelmente.

A banda estagnou, e não estava a fazer nenhum dinheiro tampouco, e embora o grupo conseguisse assinar um novo contrato com a CBS Records, os Zombies, decidiram sair da gravadora, mas não, sem antes gravarem um álbum final, "Odessey e Oracle", que foi auto-produzido com a intenção de ser mais representativo do som real da banda, e que foi concluído no Abbey Road Studios no final de 1967. De acordo com entrevistas na época, o erro ortográfico de "Odyssey", ou seja a troca do "y" por um "e", foi deliberada e tinha todos os tipos de significados profundos e significativos. Rod Argent, posteriormente, admitiu a razão mais prosaica: o artista gráfico, tinha errado a palavra, mas sem tempo para corrigir o trabalho, na gráfica, optaram por dixar sair a capa com o erro e inventaram a tal história dos significados profundos. Fizeram até uma reportagem acerca da capa, e acabando por comparar as músicas a odes de Shakespeare.

A CBS / Columbia não estava disposta a lançar um álbum de uma banda que tinham despedido, mas o produtor, Al Kooper, teclista dos Blood Sweat And Terars, lutou para que o LP fosse editado, que finalmente saiu em Julho de 1968. O primeiro single do álbum "Odessey e Oracle",foi o "Care of Cell 44" composiçaõ maravilhosa não conseguiu vender. O mesmo aconteceria com os dois singles que se seguiram. Quase como uma reflexão tardia, "Time Of The Season" foi finalmente lançado como single - um último suspiro. Nada aconteceu, mas uma estação de rádio nos Estados Unidos fez do tema o seu "power Play". Muito lentamente, a situação foi-se alterando, levando o single até ao Top 5 no final de 1968 e início de 1969.

A CBS clamavam por mais composições dos Zombies, os promotores começaram a oferecer grandes somas de dinheiro para que a banda voltasse a gravar, mas já havia passado um ano desde a separação dos Zombies e o interesse deles, diminuiu, acabando por recusar a ideia. Rod Argent e Chris White já tinham começado a trabalhar no seu novo projecto "Argent", e Colin Blunstone tinha começado uma carreira solo. Eventualmente, em pedaços, os Zombies geraram mais hits nas listas de vendas do Reino Unido durante os anos 70 do que aqueles conseguidos enquanto banda nos anos 60.

Três dos maiores sucessos dos Zombies, são agora clássicos do rock, e "She's Not There" tem sido gravado por outros artistas, tais como os Vanilla Fudge, Santana, The UK Subs, e mesmo Colin Blunstone, durante a sua carreira a solo. The Zombies reuniu ram-se em 1991 para gravarem o álbum chamado "New World" que nunca foi lançado em os EUA apesar da influência poderosa sobre Zombies bandas como The Kinks, The Left Banke, Procol Harum e inúmeros outros, The Zombies estão entre os grupos menos valorizados da história do rock.

Numa terça-feira, 25 de Novembro de 1997, no Clube de Jazz, de Londres, todos os Zombies originais voltaram ao palco e tocaram ao vivo - pela primeira vez em 28 anos!

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

As bebidas energéticas são o café de uma nova geração


Bebida energética ou energético é uma bebida não alcoólica que estimula o metabolismo e tem como finalidade fornecer ao consumidor, energia através, sobretudo, da ingestão de taurina.

Comecemos por analisar a composição destas bebidas:
-Taurina: é um aminoácido que participa em funções fisiológicas importantes, como a excreção rápida de produtos tóxicos no organismo. Não se conhece bem os efeitos de seu consumo sobre a nossa saúde em longo prazo.
-Glucoronolactona: é um carboidrato que possui função desintoxicante e auxilia na metabolização de substâncias.
-Cafeína: acelera a cognição, ou seja, o acto ou processo de conhecer, a atenção, diminuindo a fadiga e aumentando o estado de vigília.
-Inositol: este componente da glicose previne a acumulação de gorduras no fígado e melhora a comunicação cerebral, a memória e a inteligência.
-Vitaminas: as principais encontradas nos energéticos são a niacina, B6, B12, riboflavina e ácido pantoténico. A sua presença está relacionada à reposição das doses recomendadas.

A união destes componentes resulta numa bebida agradável ao paladar e que proporciona energia e ausência de sono potenciando a nossa actividade, retirando-nos a sensação de cansaço ou de sono. Uma única lata é capaz de garantir estes efeitos durante três horas, dependendo do organismo da pessoa.
É comum os estudantes consumirem elevadas doses de bebidas energéticas para aumentar a sua concentração, durante as suas vigílias de estudo nocturnas, o que precisam de fazer, com um elevado esforço mental. 

"As bebidas energéticas são o café de uma nova geração", diz Stéphanie Côté, nutricionista da Universidade de Montréal. "Essas bebidas são feitas de açúcar e cafeína e podem ter um impacto negativo sobre a saúde."

De acordo com um relatório de 2008, o consumo de bebidas energéticas apresenta uma tendência crescente para a faixa etária entre 18 a 24 anos de idade. Este segmento de mercado continua a crescer, à medida que crianças mais jovens começam a consumir estas bebidas antes de começarem mesmo a fazer qualquer tipo de actividade física.

 Mas estas bebidas não são recomendados para atletas ou crianças com idade inferior a 12.

As bebidas energéticas não cumprem o mesmo objectivo que as bebidas desportivas, também chamadas de isotónicos. Estas bebidas à base de água, sais minerais e carbohidratos têm a função de repor líquidos, electrólitos e carbohidratos que costumam ser perdidos, principalmente, através do suor, durante actividades físicas intensas.

"As bebidas energéticas não hidratam o corpo de forma eficiente", diz Côté. "Porque têm demasiado açúcar. E a cafeína não melhora necessariamente o desempenho físico. Em grandes quantidades, pode mesmo aumentar os riscos de fadiga e desidratação".

Vários estudos têm demonstrado que fortes doses de cafeína pode aumentar a hipertensão arterial, causar palpitações cardíacas, provocar irritabilidade e ansiedade, bem como causar dores de cabeça e insônia. Os Laboratórios de Nutrição Humana não recomendam que o consumo exceda em qualquer circunstância mais de duas latas por dia.

Mas muitos jovens não respeitam esta advertência. Além disso, perto de 50 por cento de jovens entre os 18 a 24 anos de idade afirmam consumir bebidas energéticas misturadas com álcool. Vodka Red Bulls está na moda, apesar das advertências, de que é perigoso misturar bebidas energéticas e álcool. 

"Normalmente quando alguém consome muito álcool, a cabeça gira e sentimo-nos cansados. As bebidas energéticas anulam estes sinais", explica Côté. "A pessoa sente-se bem e, portanto, continua a beber sem se aperceber que já está intoxicada."

Este comportamento pode ser destrutivo para o organismo a curto e a longo prazo, causar danos severos de saúde e em alguns casos, mesmo a morte.

Mulheres grávidas jamais devem usar energéticos, já que tal acto pode provocar aborto espontâneo ou o nascimento de uma criança, de baixo peso.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Lionel Richie - Tuskegee, um álbum country de duetos


Lionel Richie voltará às suas raízes no Alabama com Tuskegee, álbum que sai no dia 27 de Março. 

Serão 13 dos maiores sucessos do cantor em duetos com estrelas do country, incluindo Tim McGraw, Blake Shelton, Kenny Chesney e Jason Aldean, entre outros.

O disco terá novas versões de "Say You, Say Me", "You Are", "Sail On", "Hello" e mais destaques da carreira multiplatinada de Richie. 

Os outros artistas que fazem parte do projeto são Jennifer Nettles, do Sugarland, Rascal Flatts, Darius Rucker e Shania Twain, assim como os veteranos Kenny Rogers, Willie Nelson e Jimmy Buffett. 

Richie e seus amigos também gravarão um show especial no dia 2 de Abril, em Las Vegas, que será exibido posteriormente pelo canal norte-americano CBS. 

O artista claramente ama Tuskegee, a cidade onde cresceu. Lionel Ritchie, disse num comunicado que a cidade é "aonde eu aprendi sobre a vida, o amor e o poder da música, o lugar onde construí a minha base musical, que desconhece gêneros ou limites". 

Richie já é um velho conhecido do mundo do country, com as suas frequentes aparições nos Country Music Association Awards. As suas músicas já ganharam covers de gente como Kenny Rogers e Conway Twitty. 

"Tuskegee" segue "Just Go", de 2009, na discografia do veterano cantor norte-americano.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Divulgados os nomeados para o Oscar 2012, 48ª Edição



A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood anunciou nesta terça, 24 de Janeiro, os indicados aos Oscar 2012. 

Jennifer Lawrence,foi a apresentadora  dos filmes e artistas que concorrem ao prémio mais famoso do cinema. Ao lado dela estava Tom Sherak, o presidente da Academia.

Dois brasileiros estão nomeados este ano: Carlinhos Brown e Sérgio Mendes, com a música “Real in Rio”, trilha do filme Rio.

A entrega dos prémios da 84ª edição do Oscar acontecerá em 26 de Fevereiro, no Kodak Theatre, em Los Angeles, na Califórnia, com apresentação de Billy Crystal. Esta será a nona vez que ele serve de mestre de cerimonias do evento.

Vejam aqui a lista com todos os nomeados.

Best Supporting Actress
Berenice BejoThe Artist
Jessica ChastainThe Help
Melissa McCarthyBridesmaids
Janet McTeerAlbert Nobbs
Octavia SpencerThe Help
Best Supporting Actor
Kenneth BranaghMy Week with Marilyn
Jonah HillMoneyball
Nick NolteWarrior
Christopher Plummer - Beginners
Max Von Sydow - Extremely Loud and Incredibly Close
Best Actress
Glenn CloseAlbert Nobbs
Viola DavisThe Help
Rooney MaraThe Girl with The Dragon Tattoo
Meryl StreepThe Iron Lady
Michelle WilliamsMy Week with Marilyn
Best Actor
Demian Bichir - A Better Life
George ClooneyThe Descendants
Jean DujardinThe Artist
Gary OldmanTinker Tailor Soldier Spy
Brad PittMoneyball
Best Director
Michel Hazanavicius
Alexander Payne
Martin Scorsese
Woody Allen
Terrence Malick
Best Original Screenplay
Michel HazanaviciusThe Artist
Annie Mumolo & Kristen WiigBridesmaids
J.C. Chandor - Margin Call
Woody AllenMidnight in Paris
Asghar Farhadi - A Separation
Best Adapted Screenplay
The Descendants
Hugo
The Ides of March
Moneyball
Tinker Tailor Soldier Spy
Foreign Language Film
Bullhead
Footnote
In Darkness
Monsieur Lazhar
A Separation
Animated
A Cat in Paris
Chico & Rita
Kung Fu Panda 2
Puss in Boots
Rango
Best Picture
War Horse
The Artist
Moneyball
The Descendants
The Tree of Life
Midnight in Paris
The Help
Hugo
Extremely Loud and Incredibly Close

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Os benefícios da picante.

Quem usa o picante, piri piri, djindungo, pimenta, como lhe quiserem chamar, ou seja, chamem-lhe o que quiserem e consoante os lugares aonde o estão a consumir, no dia-a-dia, está a beneficiar, além de tempero, de uma série de medicamentos naturais, com propriedades tão variadas, que vão do analgésico, ao anti-inflamatório, ao xarope, ás vitaminas, benefícios que os povos primitivos descobriram há milhares de anos, e que agora estão a ser comprovados pela ciência. A pimenta do reino faz bem à saúde e o seu consumo é essencial para quem tem enxaquecas. Esta afirmação pode ser uma surpresa para muitas pessoas que, até hoje, acham que o condimento que pica, que arde, deve ser evitado.

Esta especiaria, traz consigo alguns mitos, como por exemplo o de que provoca gastrite, úlcera, pressão alta e até hemorróidas. Nada disso é verdade. Por incrível que pareça, as pesquisas científicas mostram justamente o oposto! A substância química que dá à pimenta o seu carácter picante, é exatamente aquela que possui as propriedades benéficas à saúde.

No caso da pimenta-do-reino, o nome da substância é piperina. Na pimenta vermelha, é a capsaicina. Surpresa! Elas provocam a liberação de endorfinas - verdadeiras morfinas internas, analgésicos naturais extremamente potentes que o nosso cérebro fabrica!

O mecanismo é simples: Assim que se ingere um alimento apimentado, a capsaicina ou a piperina activam receptores sensíveis na língua e na boca. Esses receptores transmitem ao cérebro uma mensagem primitiva e genérica, de que a sua boca estará a "pegar fogo". Tal informação, gera, imediatamente, uma resposta do cérebro no sentido de nos salvár desse fogo: começamos então a salivar, a transpirar e o nariz fica húmido, tudo isto tem a finalidade de provocar uma sensação de alivio, de frescura.

Além disso, embora a pimenta não tenha provocado nenhum dano físico real, o cérebro, enganado pela informação que a boca está a arder, inicia, de imediato, a fabricação de endorfinas, que permanecem um bom tempo no nosso organismo, provocando uma sensação de bem-estar, uma euforia, um estado alterado de consciência muito agradável, causado pelo verdadeiro banho de morfina interna do cérebro. E tudo isto sem nenhuma gota de álcool!

Quanto mais picante for a malagueta, mais endorfina é produzida! E quanto mais endorfina, menos dor e menos enxaqueca. E tem mais: as substâncias picantes das pimentas (capsaicina e piperina) melhoram a digestão, estimulando as secreções do estômago. Possuem efeito carminativo (antiflatulência) e estimulam a circulação no estômago, favorecendo a cicatrização de feridas (úlceras), desde que, é claro, outras medidas alimentares e de estilo de vida sejam aplicadas conjuntamente.

Existem cada vez mais estudos demonstrando a potente ação antioxidante (antienvelhecimento) da capsaicina e piperina. Pesquisadores de todo o mundo, não param de descobrir que a pimenta, tanto do género piper (pimenta-do-reino) como do capsicum (pimenta vermelha), tem qualidades farmacológicas importantes. Além dos princípios activos capsaicina e piperina, o condimento é muito rico em vitaminas A, E e C, ácido fólico, zinco e potássio. Tem, por isso, fortes propriedades antioxidantes e protetores do DNA celular. Também contém bioflavonóides, pigmentos vegetais que previnem o câncro.

Graças a essas vantagens, a planta já está classificada como alimento funcional, o que significa que, além dos seus nutrientes, possui componentes que promovem e preservam a saúde. Hoje é usada como matéria-prima para vários remédios que aliviam dores musculares e reumatismo, desordens gastrintestinais e na prevenção de arteriosclerose. Apesar disso, muitas pessoas ainda têm receio de consumir este medicamento natural, pois acreditam que possa causar mais mal do que bem. Pois fiquem a saber, que diversos estudos recentes têm revelado que a pimenta não é um veneno
nem mesmo para quem tem hemorróidas, gastrite ou hipertensão
Vejamos as maleitas que as malaguetas, o picante, cura:

Baixa imunidade - A pimenta tem sido aplicada em diversas partes do mundo no combate à sida com resultados promissores.

Câncro - Pesquisas nos Estados Unidos apontam a capacidade da capsaicina de inibir o crescimento de células de tumor maligno na próstata, sem causar toxicidade. Outro grupo de cientistas tratou seres humanos portadores de tumores pancreáticos malignos com doses desse mesmo princípio activo. Depois de algum tempo constataram que houve redução de 50% dos tumores, sem afectação das células pancreáticas saudáveis ou efeitos colaterais. Já em Taiwan, os médicos observaram a morte de células cancerosas do esôfago, aquando do uso do picante.

Depressão - A ingestão da iguaria aumenta a liberação de noradrenalina e adrenalina, responsáveis pelo nosso estado de alerta, que está associado também à melhoria do ânimo em pessoas deprimidas.

Enxaqueca- Provoca a liberação de endorfinas, analgésicos naturais potentes, que atenuam a dor.

Esquistossomose
- A cubebina, extraída de um tipo de pimenta asiática, foi usada numa substância semi-sintética por cientistas da Universidade de Franca e da Universidade de São Paulo. Depois do tratamento (que tem baixa toxicidade e, por isso, é mais seguro), a doença em cobaias foi eliminada.

Feridas abertas - É anti-séptica, analgésica, cicatrizante e anti-hemorrágica quando em pó, é colocado directamente sobre a pele lesionada.

Gripes e resfriados - Tanto para o tratamento quanto para a prevenção dessas doenças, é comum recomendar a ingestão de uma pequena pimenta, malagueta por dia, como se fosse um comprimido.

Hemorróidas - A capsaicina tem poder cicatrizante e já existem remédios com malaguetas para uso tópico.

Infecções - O alimento combate as bactérias, já que tem poder bacteriostático e bactericida, e não prejudica o sistema de defesa. Pelo contrário, até estimula a recuperação imunológica.

Males do coração - A pimenta caiena tem sido apontada como capaz de interromper um ataque cardíaco em 30 segundos. Contém componentes anticoagulantes que ajudam na desobstrução dos vasos sanguíneos e activam a circulação arterial.

Obesidade - Consumida nas refeições, estimula o organismo a diminuir o apetite nas seguintes. Um estudo revelou que a pimenta derrete os excessos de energia acumulados em forma de gordura corporal. Além disso, aumenta a temperatura (termogênese) e, para dissipá-la, o organismo gasta mais calorias. As pesquisas indicam que cada grama queima 45 calorias.

Pressão alta - Como tem propriedades vasodilatadoras, ajuda a regularizar a pressão arterial.

A ser verdade, é muito bom, né?

By: Mestre Joca

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

A Campanha de Fernanda Montenegro : Salvem os homens!

O texto abaixo, retirei-o aqui da net, como sendo de autoria da actriz Fernanda Montenegro, uma das divas Brasileiras, do teatro, cinema e televisão. Não sei se procede a origem, mas como é muito bem elaborado e transborda  perspicácia e inteligência, tenho que o publicar aqui no meu pedaço. Por razões óbvias, vai escrito ao geitinho bem Brasileiro, entendeu ?

"O modo de vida, os novos costumes, e o desrespeito à natureza tem afectado a sobrevivência de vários seres e entre os mais ameaçados está o macho da espécie humana. Tive apenas um exemplar em casa que mantive com muito zelo e dedicação, num casamento que durou 56 anos de muito amor e companheirismo (1952-2008) mas, na verdade, acredito que era ele quem também me mantinha firme no relacionamento.

Portanto, por uma questão de auto-sobrevivência, lanço a campanha "Salvem os homens!". Tomem aqui meus poucos conhecimentos em fisiologia da masculinidade a fim de que preservemos os raros e poucos exemplares que ainda restam:

1 - Habitat
Homem não pode ser mantido em cativeiro. Se for engaiolado, fugirá ou morrerá por dentro. Não há corrente que os prenda e os que se submetem à jaula perdem o seu DNA. Você jamais terá a posse ou a propriedade de um homem, o que vai prendê-lo a você é uma linha frágil que precisa ser reforçada diariamente, com dedicação, atenção, carinho e amor.

2. Alimentação corretaNinguém vive de vento. Homem vive de carinho, comida e bebida. Dê-lhe em abundância. É coisa de homem, sim, e se ele não receber de você vai pegar de outra. Beijos matinais e um 'eu te amo’ no café da manhã os mantêm viçosos, felizes e realizados durante todo o dia. Um abraço diário é como a água para as samambaias. Não o deixe desidratar. Pelo menos uma vez por mês é necessário, senão obrigatório, servir um prato especial. Portanto não se faça de dondoca preguiçosa e fresca. Homem não gosta disso. Ele precisa de companheira autêntica, forte e resolutiva.

3. Carinho
Também faz parte de seu cardápio – homem mal tratado fica vulnerável a rapidamente interessar-se na rua por quem o trata melhor. Se você quer ter a dedicação de um companheiro completo, trate-o muito bem, caso contrário outra o fará e você só saberá quando não houver mais volta.

4. Respeite a natureza.
Você não suporta trabalho em casa? Cerveja? Futebol? Pescaria? Amigos? Liberdade? Carros? Case-se com uma Mulher. Homens são folgados. Desarrumam tudo. São durões. Não gostam de telefones. Odeiam discutir a relação. Odeiam shoppings. Enfim, se quiser viver com um homem, prepare-se para isso.

5. Não anule sua origem.
O homem sempre foi o macho provedor da família, portanto é típico valorizar negócios, trabalho, dinheiro, finanças, investimentos, empreendimentos. Entenda tudo isso e apoie.

6.Cérebro masculino não é um mito.

Por insegurança, a maioria dos homens prefere não acreditar na existência do cérebro feminino, mas não gostam de mulheres burras. Por isso, procuram aquelas que fingem não "possuí-lo" (e algumas realmente não possuem! Também, 7 bilhões de neurónios a menos!). Então, aguente mais essa: mulher sem cérebro não é mulher, mas um mero objecto de decoração. Se você se cansou de coleccionar amigos gays e homossexuais delicados, tente se relacionar com um homem de verdade.

Alguns vão lhe mostrar que têm mais massa cinzenta do que você. Não fuja desses, aprenda com eles e cresça. E não se preocupe, ao contrário do que ocorre com as mulheres, a inteligência não funciona como repelente para os homens. Não faça sombra sobre ele...Se você quiser ser uma grande mulher tenha um grande homem ao seu lado, nunca atrás. Assim, quando ele brilhar, você vai pegar um bronzeado. Porém, se ele estiver atrás, você vai levar um pé-na-bunda.

Aceite: homens também têm luz própria e não dependem de nós para brilhar. A mulher sábia alimenta os potenciais do parceiro e os utiliza para motivar os próprios. Ela sabe que, preservando e cultivando o seu homem, ela estará salvando a si mesma.E minha amiga, se você acha que homem dá muito trabalho, case-se com uma mulher e aí você vai ver o que é mau humor!

Só tem homem bom quem sabe fazê-lo ser bom!Eu fiz a minha parte, por isso meu casamento foi muito bom e consegui fazer o Fernando muito feliz até o último momento que um enfisema que o levou de mim. Eu fui uma grande mulher ao lado dele, sempre.

Com carinho, Fernanda Montenegro."


Fonte : Mestre Joca

sábado, 21 de janeiro de 2012

Vai uma bejeca ?

Dizem os especialistas e estudiosos que os Sumérios, povo que viveu na Mesopotâmia, actual Iraque, por volta de 5400 A.C. foram os primeiros a obter uma bebida a partir da fermentação de cereais. Outros já atribuem aos Egípcios o que seria uma versão rudimentar da nossa conhecida cerveja. Ou do chope, melhor dizendo, como dizem os nossos irmãos Brasileiros. Mas porquê chope?  Eu explico.

O chope (do alemão Schoppen, "copo de meio - litro", pelo francês chope) é como se denomina, no Brasil, a cerveja sem pasteurização, servida sob pressão, que em Portugal recebe o nome de fino ou imperial.

Um fino (no Norte e nalgumas zonas do Centro de Portugal) ou uma imperial (no Centro e Sul do país) é uma cerveja servida sob pressão num copo fino e alto. A cerveja em copos finos tem origem em Coimbra, Portugal, quando a cerveja de pressão era ainda servida em copos largos (como canecas) até que, os estudantes começaram a pedir cervejas em copos altos e finos, daí o nome.

O chamado "colarinho" é uma camada de espuma que, apesar de evitado por alguns, é um importante componente da bebida, devendo ter por volta de três dedos (ou três centímetros), de maneira a impossibilitar que o calor interfira em sua temperatura, servindo como isolante térmico entre a temperatura ambiente e o frescor interno. A espuma é basicamente composta pelas partículas da bebida intercaladas com gás carbônico (CO2), que, entre outras propriedades, ajuda a evitar que o chope esquente rapidamente.

A cerveja,  já foi utilizada na Antiguidade como pagamento de trabalhadores braçais ou como produto de beleza, uma vez que as mulheres lhe atribuiam propriedades para o rejuvenescimento da pele. Atravessou os tempos e já na Idade Média foi fabricada e desenvolvida nos conventos, aonde os monges católicos lhe deram o sabor e aroma porque hoje é conhecida.

Em 1839, na cidade Checa de Pilsen, os mestres cervejeiros descobriram a cerveja... de baixa fermentação, que resultou numa bebida clara, de sabor suave e de maior duração para o consumo.

Para o Brasil, a cerveja foi levada pela familia real Portuguesa, em 1808. Mas o primeiro anúncio público de uma cerveja, foi no Jornal do Comércio do Rio de Janeiro, em 27 de outubro de 1836.
E falava sobre o Chopp Barbante cujo método rudimentar de fabricação produzia grande quantidade de gás carbônico. Daí o uso de um cordel para segurar a rolha e impedir que esta saltasse fora...



E quais são as matérias primas essencias para se produzir uma boa cerveja ?

1 - Água: é o principal componente em quantidade e sendo de baixa salinidade, confere maior qualidade á cerveja.

2 - Malte: é obtido da germinação do grão da cevada, especialmente seleccionada para a produção da bebida.

3 - Lúpulo: é uma planta, cujas folhas possuem resinas amargas e óleos essenciais, que caracterizam o sabor da boa cerveja.

4 - Fermento: é o microorganismo ou levedura, que transforma o amido do malte em álcool na fermentação da cerveja. Cada cervejaria possui o seu próprio processo de fermentação e que a diferencia das outras marcas.

Afinal, qual é a diferença entre cerveja e o chope, fino ou imperial ? É a pasteurização, nada mais que o aquecimento da cerveja envasada, até uma temperatura de 60 graus centígrados, a fim de conferir estabilidade e maior durabilidade ao produto. Traduzindo, cerveja é um liquido que foi pasteurizado.

E quando a vossa esposa ou namorada começarem a implicar com o facto de vocês beberem umas bejecas a mais, desfie alguns destes argumentos incontestáveis:

- A cerveja é uma das bebidas de menor teor alcoólico do mundo, somente de 3 a 4% ; e além disso a oxidação do etanol da cerveja ocorre rapidamente.

- Devido a presença de ácidos orgânicos, nucléicos e voláteis da fermentação, a cerveja tem uma ação diurética superior à da água.

- Se consumida com moderação (hum...dificil essa...!), a cerveja ajuda alto o nível de HDL - o colesterol bom - e diminui a hipertensão arterial.

- A cerveja contém um teor importante de vitaminas do Grupo B e fosfatos. Além disso, aumenta a produção de ácidos no estômago, estimulando o fluxo de sangue e facilitando a digestão.

By: Mestre Joca

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Bruce Springsteen - Wrecking Ball

 O novo álbum de Bruce Springsteen, "Wrecking Ball", será lançado em 5 de Março e o seu primeiro single, "We Take Care of Our Own", já está à venda na loja virtual da Apple, a iTunes.

"Wrecking Ball", 17º álbum da carreira do "boss", conta com 11 músicas. O tema que dá título ao álbum foi apresentado num show em Outubro no estádio dos Giants de Nova Jersey, a cidade natal de Springsteen.

O disco foi produzido por Ron Aniello, que trabalhou no último disco da mulher de Springsteen e integrante da E Street Band,  Patti Scialfa, além de contar com a colaboração do guitarrista Tom Morello e do ex-baterista do Pearl Jam, Matt Chamberlain.

"Wrecking Ball" é o primeiro disco de Springsteen após a morte em Junho de Clarence Clemons, o saxofonista da E Street Band. Todos os outros membros da banda, tocam neste álbum. Recorde-se que em 17 de Abril de 2008, o teclista Danny Federicci, tinha igualmente falecido, e foi substituído por Charles Giordano.

Segundo as informações publicadas nestes dias pela imprensa especializada internacional, Springsteen aborda nas letras das suas novas músicas as desigualdades provocadas pela actual crise económica e os movimentos de protesto social.

O "boss", como é conhecido o cantor norte-americano, fez com Ron Aniello um novo tipo de som neste álbum, que mistura os ritmos clássicos do rock com os do hip-hop e do folk irlandês.

Recorde-se que Bruce Springsteen está confirmado para a edição deste ano do Rock In Rio Lisboa. O concerto é no dia 3 de Junho.

 Wrecking Ball Tracklist:

01. We Take Care of Our Own
02. Easy Money
03. Shackled and Down
04. Jack of All Trades
05. Death to My Hometown
06. The Depression
07. Wrecking Ball
08. You’ve Got It
09. Rocky Ground
10. Land of Hope and Dreams
11. We Are Live
12. Swallowed Up (iTunes Bonus Track)
13. American Land (iTunes Bonus Track)

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Nara Leão e Elis Regina, as Rivais


Rivais na cena musical e na vida amorosa, Elis Regina e Nara Leão compartilham uma data: esta quinta-feira, 19 de Janeiro.
 
No mesmo dia em que se completam 30 anos da morte da criadora do sucesso  “Águas de Março” entre outros, a musa da Bossa Nova, que aderiu à Jovem Guarda e ao Tropicalismo comemoraria 70 anos de idade.

Apesar da coincidência na efeméride, as homenagens às cantoras não são proporcionais.

Elis terá o lançamento do projecto dos filhos Maria Rita e João Marcelo Bôscoli "Viva Elis", uma exposição multimídia que será exibido no Brasil em 2012, além dos shows de Rita em homenagem à mãe. A cantora também tem uma releitura da sua biografia, "Furacão Elis", republicada pela editora Leya este mês, no Brasil.

O canal Viva apresenta o programa "Som Brasil: Tributo a Elis Regina", com entrevistas de familiares e um show que reuniu quatro mil pessoas no Rio de Janeiro. 

A colectânea "Elis Regina nos Anos 60" apresenta 12 álbuns do início da carreira da cantora. Posteriormente, outra box com mais doze CD's será lançado com raridades e a segunda parte da sua discografia.

Já Nara Leão, "ganhou" uma página na web,  criada pela filha Isabel Diegues com streaming das suas músicas, cartas, rascunhos e uma cronologia completa da sua vida.  Em entrevista à Folha de S. Paulo, e em entrevistas em programas de televisão (aqui), Isabel Diegues afirmou que é um "presente" pelo aniversário da mãe. A gravadora responsável por Nara, a Universal, disse não ter nada especial preparado.

Vejam algumas das coincidências cronológicas das duas divas da musica Brasileira:

Nara Leão nasceu em Vitória em 19 de Janeiro e morreu aos 47 anos vítima de um tumor cerebral em Junho de 1989    
Elis Regina morreu aos 36 anos em 19 de Janeiro de 1982 depois de ser encontrada morta por causa de cocaína e álcool.

Nar Leão namorou com Ronaldo Bôscoli quando trabalhava no jornal "Última Hora", onde o jornalista trabalhava. O namoro terminou depois de o músico ter um caso com Maysa   Matarazzo .
Elis casou-se com Ronaldo Bôscoli em 1967. Com ele teve o filho João Marcelo Bôscoli. Ronaldo morreu de câncer na próstata em 1994

Na série "As grandes rivalidades", da extinta revista "Manchete", as duas cantoras apareceram para um ensaio fotográfico no dia 19 de Janeiro...     
Elis disse que não suportava Nara e queria ir embora dali. As entrevistas foram feitas separadas

Nara foi sempre uma activista politica:
"Tenho esse rótulo, que começou quando apareci com o sucesso de "A banda", do Chico Buarque". Elis Regina concorreu no mesmo festival e, dali em diante, aconteceram coisas que pessoalmente me desagradaram. Essa agressividade pueril e desequilibrada não é interessante para nenhuma de nós" declarou Nara Leão na sua biografia    

Elis define as diferenças entre as duas:
"Eu sou muito calorosa. A Nara Leão, por exemplo, é uma pessoa que tem uma paciência histórica, sentou, esperou que tudo se acertasse e fez um disco certo. Aliás, ela sempre faz as coisas certas nas horas corretas e para as pessoas exatas. Eu sou uma guerreira. pego numa metralhadora para sair atrás de quem me enche o saco". Disse Elis Regina, em vida.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

O processo que destruiu a carreira de Wilson Simonal,


Nenhum artista sofreu uma perseguição política e foi inapelavelmente condenado pela ala esquerdista encravada na cultura brasileira do que Wilson Simonal. Nascido em 1938 no Rio de Janeiro e filho de uma empregada doméstica, Wilson Simonal de Castro começou a cantar quando ainda era cabo do Exército Brasileiro.

O seu repertório nesta época, 1961, baseava-se em calypsos e standards americanos, sendo acompanhado pelos conjuntos Dry Boys e Os Guaranis. Após uma apresentação no programa de TV "Os Brotos Comandam", apresentado por Carlos Imperial, foi logo contratado para actuar nas melhores casas nocturnas de diversão, como o Drink , e o Top Club. Daí para o famoso Beco das Garrafas, reduto da bossa nova, foi um pulo, levado pela dupla Luis Carlos Miéle e Ronaldo Bôscoli.

Cantor de inesgotáveis recursos vocais, bom músico e dotado de um excepcional senso rítmico e divisão musical, Wilson Simonal começou a fazer nome e a ganhar estilo próprio, juntamente com o crescimento da Bossa Nova, no meio a uma geração de músicos, compositores e cantores que iriam compor aquilo que se convencionou chamar de MPB, Música Popular Brasileira.

Entre 1966 e 1967, apresentou o programa "Show em Si...monal", na TV Record de São Paulo, revelando-se aí um grande showman com perfeito domínio das plateias. É desta época que acompanhado do excelente trio Som Três (César Camargo Mariano, Sabá e Toninho) liderou um movimento bastante swingado, logo catalogado de pilantragem, idealizado por Carlos Imperial e que juntava elementos do samba e da soul music.
Os seus grandes sucessos na época eram "Meu Limão, Meu Limoeiro", "Vesti Azul", "Mamãe Passou Açúcar em Mim", "País Tropical", "Sá Marina", entre tantos outros. Em 1970, Simonal atingira o topo na MPB. Era o artista mais aclamado e bem pago do show business Brasileiro. Acompanhou a Seleção Brasileira de futebel na Copa do México, tendo se tornado amigo de vários jogadores tri-campeões como Jairizinho e Carlos Alberto Torres.

A sua imensa capacidade de comunicar com as massas, o assédio popular e da imprensa, tornou-o no artista preferido do governo militar que o escolheu para actuar em alguns espectáculos públicos. Isso irritou profundamente certos sectores esquerdistas da imprensa alternativa Brasileira, principalmente O Pasquim, que não poupava críticas corrosivas ao cantor, acusando-o de ser o cantor oficial do sistema, controlado pelos militares.



Mas por trás desta perseguição stalinista havia também outra leitura, originada pelo preconceito racista de parte da elite intelectual Brasileira, que não perdoava a um artista negro, que usava carros e roupas, que na época eram um luxo por serem importadas do estrangeiro e ainda por cima, era casado com uma mulher loura.

A derrocada de Simonal deu-se em 1971, quando o cantor foi vítima de um desfalque e demitiu o seu contabilista, o suposto culpado. Este moveu uma acção no tribunal de trabalho contra o cantor. Em Agosto de 1971, Simonal recrutou dois amigos (um deles era seu segurança) militares, para darem  "uma lição" ao contabilista. Ester foi torturado, inclusive com choques eléctricos, tendo a sua família sido ameaçada de morte. Afinal, acabou assinando a confissão de culpa no desfalque.
O que Simonal não contava era que a mulher do farçola tinha apresentado queixa na polícia pelo sequestro do marido. Quando este voltou para casa, a mulher convenceu-o a colocar outro processo contra Wilson Simonal.

Foi processado e acusado de extorsão e sequestro do contabilista. Simonal ainda levou como testemunha o policia, que o tinha denunciado como "bufo", denunciante, ao serviço da policia militar Brasileira, mas outra testemunha de defesa, um oficial do I Exército na época, afirmou que o réu colaborava assiduamente com o exército.

Simonal foi julgado culpado pelo sequestro e em 1972, condenado a uma pena de cinco anos e quatro meses, que cumpriu em liberdade. Nos autos, Simonal era referido como colaborador das Forças Armadas e informador do Dops, a policia do regime. Em 1976, num acórdão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, também é referida a sua condição de colaborador do Dops.

Apesar de nunca ter sido provada nenhuma colaboração ou participação em acções que o ligassem á repressão militar, o meio artístico Brasileiro, juntou-se e apontou o dedo acusador contra Wilson Simonal. Foram poucas as vozes se levantaram a seu favor..

O humorista Chico Anysio e o jornalista Nelson Motta, entre outras personalidades, afirmam que até á presente data não apareceu uma vítima sequer das ditas denuncias de Wilson Simonal. O jornal O Pasquim, frente de luta contra a ditadura militar, através de pessoas como Ziraldo e Jaguar, ocupou-se de propagar as acusações que destruíram a carreira de Simonal. Quando foi questionado, por que é que não havia sido verificada a veracidade das informações, Ziraldo respondeu que não havia motivos para duvidar das fontes.

Wilson Simonal caiu em absoluto esquecimento a partir da década de 1980.

Dizia para mim: 'Eu não existo na história da música brasileira'", conta a sua segunda mulher, Sandra Cerqueira. Tornou-se um deprimido e um  alcoólatra, vindo a morrer com complicações decorrentes do alcoolismo em Junho de 2000.

Em 2002, a pedido da família, a Comissão Nacional de Direitos Humanos da Organização dos Advogados Brasileiros, abriu um processo para apurar a veracidade das suspeitas de colaboração do cantor com os órgãos de informação do regime militar. Além de depoimentos de artistas e de material enviado por familiares e amigos, existia no processo um documento de Janeiro de1999, assinado pelo então Secretário nacional dos Direitos Humanos, José Gregori, no qual este atestava que, após pesquisa realizada nos arquivos de órgãos federais, como o Serviço Nacional de Informações e no Centro de Informações do Exército (CIEx), não foram encontrados registros de que Wilson Simonal tivesse sido colaborador, servidor ou prestador de serviços daquelas organizações.

Em 2003, concluído o processo, Wilson Simonal foi moralmente reabilitado pela Comissão Nacional de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em julgamento simbólico.
Desmascarados em público, e sem nunca terem provado as acusações que faziam, os detractores de Simonal ainda tentaram, dez anos depois da sua morte, condená-lo novamente, apresentando um documento que nunca aparecera antes, e que demonstraria as ligações íntimas de Simonal com o regime militar. Mas depois provou-se que tal documento nada mais era do que uma tentativa de Simonal para escapar de um provável processo por agressões ao seu contabilista, invocando para isso ajuda oficial da polícia para provara  sua inocência.

Segundo Ricardo Alexandre, autor do livro "Nem vem que não tem - a vida e o veneno de Wilson Simonal", há motivos para os detractores de Simonal pensarem que ele era um boneco nas mãos da direita, pois cantou músicas como "Brasil, eu fico". Não há notícias, contudo, de uma pessoa concreta que tenha sido denunciada por Simonal. Afirma o mesmo Ricardo Alexandre que está coberto de razão quem compreende que foi crucificado pela esquerda numa campanha de difamação, pois foi vítima de uma "mídia inclemente atrás das manchetes".

Em 2009, foi lançado o documentário "Simonal - Ninguém sabe o Duro Que Dei", dirigido por Cláudio Manoe (da equipe do Casseta e Planeta), Micael Langer e Calvito Leal.
Segundo Cláudio Manuel, Simonal "pagou uma pena dura demais, desproporcional para uma surra, porque a sua condenação foi até ao fim da sua vida. Para ele, não houve "amnistia".

Fonte : Mestre Joca e Wikipedia

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Village People

No inicio da década de 70, o compositor e produtor francês Jacques Morali, visitou os Estados Unidos como vencedor de um concurso patrocinado pela 20 Century Fox. Em Nova York, participou num baile de máscaras no Les Mouches, uma discoteca gay em Greenwich Village. Enquanto olhava ao redor da sala, ficou impressionado com todos os "estereótipos macho/masculinos encarnados" pelos convidados da festa, todos mascarados conforme a sua fantasia . A ideia surgiu-lhe: Por que não montar um grupo de cantores e dançarinos, cada um mascarado, com uma fantasia diferente?

Felipe Rose, um dançarino profissional, mascarou-se naquela noite, como um índio americano. Foi o escolhido para ser lançado como a "imagem" do grupo, em primeiro lugar. Em seguida foi escolhido o cantor Alexander Briley, como o militar, soldado / marinheiro. Victor Willis, o policia de trânsito, que já tinha experiência de palco por ter participado em musicais na Broadway, tais como The Wiz e The River Níger, completou o trio como vocalista e letrista . O seu papel foi dividido entre o comandante naval e o policia de trânsito. Como todos tinham sido recrutados em Greenwich Village, Morali decidiu chamá-los "Village People". A administração da banda, faz questão de frisar que não há o "The" antes do nome do grupo.

O seu primeiro LP foi lançado em 1977, e exclusivamente direccionado para o mercado gay. Como o álbum teve grande aceitação no mercado discográfico, Morali, achou que o grupo tinha que ter mais figurantes, tendo logo iniciado audições para recrutr mais três membros. O actor de televisão, Randy Jones foi contratado para o papel de cowboy. Glen Hughes, que era portageiro no Brooklyn Battery Tunnel, foi escolhido para ser o motard, todo vestido de couro, papel que já era o seu na vida real. E por último foi David Hodo, o trabalhador da construção musculado e todo maquilhado em tons espelhados. Amante das façanhas bizarras, havia conseguido um papel no programa da TV "What's My Line?", patinando no gêlo e cuspindo fogo, o que lhe granjeou alguma notoriedade, e lhe abriu as portas para o mundo da musica.

A faixa título de seu segundo álbum, "Macho Man", foi um sucesso menor no verão de 1978, mas o álbum, foi platina. Em seguida, no outono, lançaram o seu terceiro álbum, "Cruisin '". Desse LP, destacou-se o seu maior hit, editado logo em single, o famigerado, "YMCA".

"Fomos sempre muito positivos sobre o que era essa grande instituição, o YMCA (Young Men's Christian Association)", disse Randy. Tinham excelentes programas para jovens e idosos. Foi por isso que decidimos cantar sobre o seu trabalho ".

A YMCA, foi fundada em 06 de Junho de 1844 em Londres, e tinha como finalidade colocar em prática os princípios cristãos "mente sã em corpo são". No começo, os funcionários do YMCA ficaram preocupados com a música. Não sabiam quem eram os Village People ou o que eles representavam, e não tinham a certeza se a música era uma homenagem, ou uma paródia com fins obscuros.

"Entendemos o ponto de vista  da YMCA", explicou Randy, "conversamos sobre isso antes de gravar o tema. YMCA é uma marca e uma marca deve ser protegida. Se eles permitissem que uma pessoa ou um grupo a violassem os seus direitos, faria da YMCA um domínio público, e haveria uma corrida á comercialização de escovas de dentes YMCA, T-Shirts YMCA, toalhas YMCA... tudo seria marchandasing, do qual a instituição não teria qualquer controle ou lucro. David e eu tentámos comunicar isso aos nossos produtores, mas não conseguimos passar a mensagem. Então, quando o YMCA se tornou um hit mundial, houve uma decisão judicial decretando que tudo o que tivesse a sigla YMCA, seria propriedade da Young Men's Christian Association. Mas naquela época, já todo o pessoal da instituição, viam o nosso tema, como um jingle comercial de grande impacto e gratuito, que só teve como efeito popularizar o seu trabalho. Então foi tudo óptimo, ouro sobre azul ".

Segundo a revista Rolling Stone, YMCA vendeu mais de 12 milhões de cópias em todo o mundo. Passou um semestre inteiro nas listas de vendas, atingindo o topo em Fevereiro de 1979.

Os Village People tiveram um outro grande hit, "In The Navy", na primavera desse mesmo ano. No outono seguinte, o vocalista Willis, insatisfeito com o managing do grupo, saiu "por mútuo acordo". Esta saída, aconteceu dias antes do inicio das filmagens do primeiro filme do grupo, "Can't Stop the Music". Ray Simpson foi contratado para substituir Willis, mas de alguma forma as coisas não eram as mesmos. Lançado em Junho de 1980, o filme, que contou com YMCA, foi um desastre de bilheteira.

Em 1981, os Village People reorganizaram-se e renunciaram ás suas raízes Disco Sound. Anúncios de página inteira nas revistas da especialidade exibiam o seu novo visual e publicitavam o seu novo som, como sendo do tipo "Bowie  rockers". Mas com o desaparecimento do Disco Sound os Village, foram rapidamente esquecidos pelo público. Separaram-se em 1986 para seguir as suas carreiras a solo. Voltaram a reunir-se em 1988 e continuam a fazer tournées.

Os Village People comemoraram o seu 20 º aniversário com uma tournée pelos U.S.A. que incluiu o Madison Square Garden o Radio City Music Hall, em Nova York, e o Greek Theatre de Los Angeles. Realizaram um documentário único, a partilha de música e cultura, com os aborígenes da Austrália intitulada "Village People Go North, Down Under". O VH-1 e a MTV têm passado os trabalhos em video clips dos Village People nos seus programas.

Jacques Morali morreu em 15 de Novembro de 1991 com SIDA, e Glenn Hughes, o bigodudo motard, morreu de cancro nos pulmões em Março de 2001 tendo sido sepultado vestido com a sua roupa de motociclista.

A nova encarnação dos Village People fizeram uma tournée com Cher durante sete meses em 2004 e 2005.

Victor Willis, o comandante naval/policia, foi notícia novamente em Janeiro de 2006, motivado por uma querela breve com a lei. Felizmente para os fãs dos Village People, Victor recuperou e, em 2007, fez nova tournée para celebrar o 30 º aniversário das suas gravações iniciais com os Village People.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Tango, um pensamento triste, que se dança.

"Es (el tango) un pensamiento triste que se baila" - Enrique Santos Discépolo

Ao enlaçar sua parceira na pista de dança, não é a alegria que o move, nem a ele, nem a ela. Os passos felinos e o apuro duvidoso do par anunciam aos presentes um acontecimento quase que metafísico: bailarão um tango!

O dançarino por vezes nem tira o chapéu que lhe vai inclinado na cabeça. Um lenço qualquer lhe envolve o pescoço. Ela, bela, com os cabelos presos, rodopia numa saia justíssima, aonde se abre uma generosa fenda.

O ritmo sincopado e malevolente que escutam ao fundo é de um bandoléon soluçante, de um violino e de um piano. Executam então os dois o mais lascivo dos balés que se conhece. Se a melodia é chorosa, as letras, antigamente cantadas em lunfardo - o latim dos marginais portenhos - são heterogéneas e devastadoras. É a lírica de vidas destroçadas por traições e falsidades, por desilusões e crimes. Mulheres pérfidas e amigos traidores, são o sal da dramaturgia tanguista:

- "Mi china fue malvada, mi amigo era un sotreta".

É a estética de um mundo canalha e ressentido. E não é para menos. Filho do lupanar e do
bowling, da taverna da periferia de Buenos Aires, o tango nasceu no meio de duelos de garrucha e de punhais, travados nas sombras malditas do subúrbio, que lhe salpicaram os cueiros de pólvora e sangue. Teve como escola as então perigosas barrancas do Rio da Prata com seu intenso tráfico de carnes.
Atribuem-lhe, como à maioria dos bastardos, muitos pais, todos ilegítimos. Resultou ele de um curioso sincretismo: a milonga nativa, argentina pura, misturou-se de malgrado com as cantorias italianas, sicilianas e napolitanas, trazidas pelos milhares de imigrantes peninsulares "invasores", que chegaram a Buenos Aires há bem mais de um século atrás.

Não há entre os argentinos quem não palpite ou divague sobre o tango.
 
Juan Pablo Echegüe por exemplo só viu sexo nele, um retorço de obscenos. E não está longe da verdade. Afinal os parceiros são uns fingidos. Ele, em trajes de rufião, aparenta protegê-la quando de facto a explora. A bailarina não lhe fica atrás. Simula entregar-se por amor e não por medo.

Para E. Martinez Estrada, o grande ensaísta do Pampa, vê nele apenas automatismo, a robotização dos movimentos. O tango, assegura ele, é um "baile sem expressão, monótono, com o ritmo estilizado de um ajuntamento. Não tem, diferente das demais danças, um significado que fale aos sentidos, com uma linguagem plástica, tão sugestiva, ou que suscite movimentos afins no espirito do espectador, pela alegria, ou entusiasmo.
É um baile sem alma, para automatos, para as pessoas que renunciaram às complicações da vida mental e se recolhem ao nirvana. É deslizar-se. Baile de pessimismo, ....baile das grande planícies sempre iguais de uma raça esgotada, subjugada, que a percorre sem fim, sem um destino, na eternidade do seu presente que se repete. A melancolia provém dessa repetição, do contraste que resulta ver dois corpos organizados para os movimentos livres submetidos a uma fatídica marcha mecânica de animal maior." (Radiografia de la Pampa, 1933, pag.162)

Já Ernesto Sábato sente profunda candura pelo tango. "É uma sublimação", disse, "uma busca desesperada pelo verdadeiro amor. Nauseados pelo sexo mercenário, pelo proxenetismo descarado que os cerca, homem e mulher encenam, ainda que com arabescos eróticos, o que lhes ocorre ser, na sua imaginação de desesperados, uma autentica e pura paixão". Daí aquela seriedade ensimesmada dos bailarinos: En mi vida tive muchas, muchas minas, pero nunca una mujer!"- eis ai a utopia do tango: encontrar um amor genuíno.

A mistura entre o criollismo e o gringuismo - entre seus inventores encontra-se um Poncio e um Zambonini -, fez com que uns intransigentes, uns xenófobos, negassem sua natureza argentina. Não tinha para eles o aroma saudável do pampa. Ao contrário, o tango transpirava a perfume de mundana, a suor forte, carcerário, do compadrito mal encarado, gente estranha à verdadeira platinidade.

Não foi esta opinião de Jorge Luis Borges para quem a prova mais evidente e irrefutável do argentinismo do tango é que nenhum outro maestro, ou outro músico - em todos os cantos do planeta por onde escutou-se o lamento do seu acordeão - conseguiu despertar o mesmo sentimento que qualquer tanguero platino provoca.

A universalização do tango - imortalizado por Carlos Gardel nos anos vinte, seduzindo os bem-nascidos e chiques que tomaram-no como exemplo de elegância - assemelhou-se ao sucesso da valsa no século 19. Impressionante metamorfose. Como no conto de fadas, o sapo virou príncipe.

A opereta do bordel do arrabalde arrebatou o Teatro Colón. E não só isso! Perante esta maré montante que há anos nos assola, a do rock anglo-saxão - tribal, autista, ensurdecedor -, o tango, tão bem lembrado por Carlos Saura em seu filme Tango (1998), passou a ser a última esperança de um dançar civilizado na cultura ocidental."

By: Mestre Joca

domingo, 15 de janeiro de 2012

The Good and Old, Jack Daniel's

 
Não sou chegado a modismos, ainda mais no tocante a bebidas alcóolicas. As poucas preferências que mantenho na área são obra da experimentação e depuração ao longo dos anos. Portanto, longe de mim dar uma de "especialista" ou "entendido" (ôpa, ôpa...!) em algum assunto. Parto sempre do velho princípio de que é preferível saber um pouco sobre muito do que muito sobre pouco. Na pior das hipóteses, o papo fica mais interessante.

É o caso do bom e velho Jack Daniels. Quando foi moda há alguns anos atrás, alguns especialistas em scotch wiskhy torceram o nariz e botaram a boca no trombone. Bobagem, apenas preconceito gerado pela ignorância ou má vontade com o uísque americano. Mas gritaram com uma certa razão, por causa da confusão montada por esses falsos apreciadores.

A rigor, o Jack Daniel´s não é um bourbon como é regularmente conhecido. Esta nomenclatura aplica-se somente aos uísques produzidos no estado americano do Kentucky. Fabricado na minúscula cidade de Lynchburg, no Tennessee, desde 1866 pelo destilador que lhe deu o nome, transformou-se ao longo dos anos num dos uísques mais vendidos do mundo. A sua famosa garrafa quadrada com o rótulo preto é um dos mais conhecidos ícones da cultura americana até hoje.

Fabricado com uma mistura de milho, centeio, malte de cevada e água isenta de ferro, tampouco é um rye ou canadian whisky. Na classificação dos destilados é enquadrado como tennessee whisky, pois as grandes diferenças de temperatura entre inverno e verão do Tennessee, aliado ao seu elaborado e cuidadoso processo de fabricação conferem ao Jack Daniels seu sabor e coloração amadeirada incomparáveis.

Há alguns anos atrás tive a oportunidade de visitar a fábrica num tour guiado e verificar o seu processo de elaboração: após a mistura de seus ingredientes, o uísque é suavizado num processo chamado de charcoal mellowing, isto é, destilado lentamente em gigantescos recipientes, passando através de uma camada de três metros de carvão de bordo.

Este processo leva em média dez dias, proporcionando ao uísque durante essa destilação, a incorporação da essência do carvão, a fim de refinar a bebida. Daí é armazenado em barris de carvalho para que "respire", ou seja amadurecido enquanto o excesso de álcool seja volatilizado por evaporação, podendo causar perdas de até 30% do seu volume original ao fim do processo.

O Jack Daniel´s é "amadurecido" em barris de carvalho novos e utilizado somente uma vez para este fim, e não "envelhecido" como no processo tradicional de fabricação dos uísques. Somente a experimentação é que vai determinar o momento em que o uísque adquire o sabor, cor e qualidade que se espera de um Jack Daniel´s. Todo esse cuidado já garantiu várias medalhas de ouro ao redor do mundo, garantindo à marca de Lynchburg o reconhecimento como uma dos melhores uísques já fabricados.

Importante, o Jack Daniel´s deve ser servido em copo pequeno e bebido à maneira cowboy, isto é, um rápido shot (de virada). Mas alguns tontinhos desavisados inventaram de bebê-lo on the rocks ou - sacrilégio - adicionando um pouco de água, hábitos herdados dos (maus) bebedores de scotch wiskhy.

No meu caso, gosto do Jack Daniel´s puro. Às vezes, faço uma concessão num Manhattan para fazer companhia a um charuto Bolívar Royal Corona de boa procedência. Como música de fundo, Ballads, do John Coltrane Quartet. A companhia é por vossa conta...E o paraíso não deve estar muito longe disso.

By: Mestre Joca

sábado, 14 de janeiro de 2012

O Texas Blues

Gosto de blues e não faço grande distinção entre os diversos estillos, mas existem sempre aqueles que adoram rótulos, como uma maneira de demonstrar a sua oseudo profundidade de conhecimento. Alguns "especialistas" costumam dividir o blues em três grandes vertentes: o Delta, o Chicago e o Texas Blues. É certo que há diferenças básicas entre essas três, digamos escolas, algumas mais acústicas, outras mais electrificadas.

O que se convencionou chamar de Texas Blues é uma espécie de variação do blues original. Alguns consideram como um sub-gênero, pois tem um swing todo especial e difere dos outros estilos pelo uso mais frequente dos solos de slide guitar como ponte melódica e diferentes melodias oriundas tanto do blues como do jazz.

Historicamente, o Texas Blues começa a aparecer no início do Século XX, tocado por negros norte americanos que trabalhavam nos campos de petróleo ou na  exploração da madeira. 

Um dos primeiros criadores do estilo foi Blind Lemon Jeffersson que na década de 1920, inovou ao usar improvisações como as de jazz e um acorde único para o acompanhamento da guitarra. Johnson foi fundamental ao definir o campo de ação do estilo e serviu de base e referencia para os bluesmen que vieram depois, como Lightning Hopkins e T-Bone Walker.

Nos anos 30, durante a Grande Depressão americana, muitos bluesmen mudaram-se para as cidades do Texas, principalmente Galveston, Houston e Dallas. E foi nesses centros urbanos que apareceu uma nova onda de músicos que iriam desenvolver sobremaneira o estilo Texas Blues, como o cantor gospel e slide guitar Blind Willie Johnson e a lendária vocalista Big Mama Thornton, entre eles.

T-Bone Walker fixou-se em Los Angeles nos anos 40, onde influenciado pelo R&B, e gravou  no seu trabalho os primeiros sons de guitarra eléctrica nas gravações do blues moderno, e que seria depois aperfeiçoado em Chicago por artistas do calibre de Muddy Waters.

A base do R&B texano estava em Houston onde gravadoras como a Duke/Peacock se afirmou nos anos 50 como a plataforma para artistas que mais tarde fariam o blues eléctrico do Texas, incluindo  Johnny Copeland, Albert Collins ou mesmo Freddie King que, embora se tenha mudado cedo para Chicago, era texano de nascimento. Hide Way, por exemplo, o seu tema "assimatura", instrumental (1961) foi gravada por vários artistas, entre eles, Eric Clapton.

No final da década de 1960 e no começo dos anos 70, o Texas blues eléctrico começou a prosperar, influenciado pela música country e pelo blues-rock, particularmente nos clubes de Austin. O estilo frequentemente apresentava instrumentos como teclados e de sopro, mas tinha uma ênfase especial nos solos de guitarra.
Os mais destacados artistas que então surgiam eram os irmãos Johnny e Edgar Winter que combinaram estilos tradicionais e do sul dos EUA. Nos anos 70, Jimmy Vaughan formou a banda The Fabulous Thunderbirds e na década de 1980, o seu irmão Steve Ray Vaughan apareceu no mainstream com a sua virtuosidade, ao mesmo tempo que se destacavam os ZZ Top com a sua marca de Southern Rock.

Fonte : Mestre Joca e Wikipédia

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

One Flew Over The Cucko's Nest - (Voando sobre um Ninho de Cucos)

Famoso por conquistar os 5 principais prémios do Oscar 1975 (filme, direcção, actor, actriz e roteiro), One Flew Over The Cucko's Nest é um retrato irreverente e poderoso sobre o homem versus a engrenagem. É o manifesto de Michael Douglas, produtor, ao lado de Saul Zaentz, contra o fracasso da peça teatral baseada no mesmo livro, que levou a Warner Bros. a desconfiar do sucesso de seu projecto (quem adquiriu os direitos de adaptação de Ken Kesey foi o pai do actor, Kirk Douglas). O resultado foi impressionante: com o apoio de um elenco fabuloso (encabeçado por Jack Nicholson e Louise Fletcher), "Voando sob um ninho de cucos" marcou época e impôs-se como um dos melhores trabalhos já realizados sobre a rebeldia e o inconformismo.

Quando Randle P. McMurphy, um marginal, que acaba de ser preso por estupro, se finge de louco, consegue ser transferido para a ala de um hospital psiquiátrico, nenhum dos internos espera, especialmente a enfermeira do local, Mildred Ratched, ter que lidar com um doente tão irreverente e contestatário – um homem capaz de tudo para sepultar a inércia dos companheiros de ala e, principalmente, a autoridade, até então incontestável, da enfermeira Ratched.

Um roteiro como este, que se pode considerar inpensável, só faria sucesso mediante um grupo de actores e director realmente preparados para o transformar em realidade. No que tange as actuações, Voando sobre um Ninho de Cucos, é espantoso. Não existiu, e provavelmente não existirá, outro personagem, tão desconcertante, e deliciosamente insuportável como Jack Nicholson. A sua presença física e psicológica é tão marcante que acaba transformando McMurphy (alguém que deveria despertar ira) num personagem interessante e carismático. 

Por outro lado, há uma monstruosa enfermeira Ratched (esta vivida por uma não menos fabulosa Louise Fletcher), que parece refestelar-se com a dor e o incômodo de seus pacientes, escondida numa máscara de seriedade e auto-controle. Assistindo ao embate entre os dois personagens, um grupo de homens mentalmente perturbados (vividos por atores ótimos como Brad Douriff, Danny DeVitto e Christopher Lloyd).

A direção de Milos Forman, apesar de correcta e eficiente, sofre pela simplicidade. Não que isto comprometa o resultado, mas chega a ser incompreensível como os trabalhos de Sidney Lumet (por Um Dia de Cão), Steven Spielberg (por Tubarão) e Stanley Kubrick (por Barry Lyndon) tenham sido considerados inferiores pelo Oscar quando, na verdade, são muito mais minuciosos e rebuscados que o de Forman. Comparações à parte, a direcção de One Flew Over The Cucko's Nest, deu o resultado que todos esperavam – e acabou por ser premiada.

Outra curiosidade é que os fãs da obra homónima de Ken Kesey (inclusive o próprio escritor) são excessivamente críticos com o filme. A começar pelo facto de a produção não ser contada sob o ponto de vista do indígena Chefe Bromden (Will Sampson), um dos internos. Para quem não conhece a obra de Kesey, por exemplo, o desfecho da película pode causar profunda estranheza. Mas este detalhe não chega a ser algo essencial ou mesmo comprometedor, já que os roteiristas Bo Goldman e Lawrence Hauben conseguiram costurar algum tipo de explicação à atitude que o indígena tem no final do filme – uma espécie de grito contra a intolerância do sitema e à “quase” vitória da enfermeira Ratched sobre seus companheiros.

Quase todo filme que recebe estima em excesso acaba por sofrer diversos tipos de “acusação” por parte do público mais céptico. Ninguém consegue agradar a Gregos e a Troianos.