quinta-feira, 31 de março de 2011

Yes, Buffalo Springfield, again!

Após meses de boatos, os Buffalo Springfield, anunciaram datas para a sua primeira tourné desde o fim da banda, ocorrido em 1968. A informação é do site da revista Rolling Stone USA.

O grupo, contando com os integrantes da formação original Neil Young, Stephen Stills e Richie Furay, marcou uma tourné de seis espectáculos na Califórnia e mais uma apresentação durante o Bonnaroo Festival, que se realizará em Manchester, no Tennessee, tudo agendado para o início do mês de Junho.

Rick Rosas, baixista de longa data de Young assumirá o posto que era de Bruce Palmer, que morreu em 2004, e Joe Vitale, baterista dos Crosby, Stills and Nash, ficará no lugar de Dewey Martin, que faleceu em 2009.

"É difícil acreditar que 42 anos passaram desde que tocamos juntos como Buffalo Springfield", disse Richie Furay, num comunicado à imprensa. "Ao longo dos anos, a música nunca deixou de fluir em cada um de nós. E agora poderemos dividir os nossos corações com vocês novamente - sim, Buffalo Springfield de novo!"

O primeiro show está marcado para 1 de Junho e o último para o dia 11 do mesmo mês, no Bonnaroo Festival - e é possível que novas datas sejam marcadas para o mês de Setembro.

Em Outubro do ano passado, a banda fez dois shows durante o Bridge School Benefit, evento beneficente realizado todos os anos por Young. "Antes de receber o telefonema a convidar para esta reunião, disse sempre às pessoas que não havia nenhuma hipótese de voltarmos a tocar juntos", declarou Furay, à Rolling Stone USA, após os espectáculos.

"Agora nunca mais direi nunca. Fico com a ideia de que podemos fazer sempre, o que quisermos."

terça-feira, 29 de março de 2011

As Grandes Bandas de Liverpooll, dos Anos 60 - Billy J. Kramer with The Dakotas

Billy J. Kramer, nascido William Howard Ashton, a 19 de Agosto de 1943, em Liverpool, foi mais um cantor, do Merseyside que integrou a chamada British Invasion, e que tomou de assalto o mundo na década de 60. Foi agenciado por Brian Epstein, ao mesmo tempo que os Beatles, o que lhe deu a hipotse de gravar vários temas da dupla Lennonn/McCartney, o que como se verá, foi uma mais valia extraordinária, no lançamento da carreira deste músico.

Billy, era o mais novo de sete irmãos. Desde muito novo, entretinha-se a dedilhar uma velha guitarra que os pais lhe ofereceram, e muinto antes de se destacar como vocalista, integrou uma banda formada por si com alguns amigos, na qual ele era guitarrista destacado.

Brian Epstein, fazia uma prospecção muito meticulosa, na área de Liverpool, sempre á procura de novos talentos, e foi com naturalidade, que após ter assistido a uma apresentação de Billy,que na altura já era acompanhado pelos The Coasters, e vendo o enorme potencial que Billy tinha, o convidou para fazer parte do grupo de bandas por si agenciadas.

Billy, acrescentou Kramer aos seu nome, depois de uma exaustiva procura nas listas telefónicas locais, e o J, do meio, foi sugestão de Johnn Lennon. Dava mais credibilidade, segundo este.

The Coasters, no Iron Door
Epstein propôs um contrato profissional a Billy, mas deixou de fora os Coasters, já que, segundo ele, não eram suficientemente profissionais. Em substituição destes, contratou uma banda de Manchester, os Dakotas, que eram a banda de apoio de um tal Peter MacLaine.

Portanto, com contratos separados, com a Parlophone, sobe a égide de George Martin, foram baptizados colectivamenete, como "Billy J. Kramer with The Dakotas", mantendo as suas identidades próprias.

Uma vez que os Beatles estavam em alta, e numa jogada altamente comercial, a dupla, Epstein/ Martin, propuseram ao grupo, a gravação de "Do You Want to Know a Secret?", lançado pelos Fab Four, no seu álbum de estréia, Please Please Me. O tema tinha sido recusado por Shane Fenton, mais tarde conhecido como Alvin Stardust, e que estava a procura de uma hit, que
relançasse a sua carreira.

Produzida por George Martin, a canção "Do You Want to Know a Secret?" foi um número dois no "UK Singles Chart" em 1963, tendo no lado B do single, outra música inédita dos Beatles, "I'll Be On My Way".

Dado o sucesso alcançado, o segundo single da banda, obedeceu á mesma fórmula, emparelhando mais dois temas da dupla, Lennon/McCartney. "Bad to Me", lado A e, "I Call Your Name", lado B. Resultado, alcançou o número um, vendendo um milhão de cópias e foi premiado com um disco de ouro. "I'll Keep You Satisfied", encerrou o ano com a respeitável colocação no quatro lugar das listas de vendas.

Kramer teve uma série de canções escritas especialmente para ele por John Lennon e Paul McCartney, que o lançou para o estrelato. "I'll Keep You Satisfied", "From a Window", "I Call Your Name" e "Bad to Me", renderam-lhe uma série de aparições em programas de televisão, tais como Shindig!, Hullabaloo e The Ed Sullivan Show.

"I'm In Love", foi mais um tema de Lennon /McCartney, que Billy gravou em Outubro de 1963. Nunca foi lançado, e acabou por ser dada aos Fourmost. Em 1990, uma compilação em CD, tipo Best of, de Kramer incluí esse tema gravado em 1963, e incluiu ainda algumas brincadeiras mantidas no estúdio durante a gravação e no qual se distingue a a voz de John Lennon.

O Dakotas, entretanto, tiveram também o seu sucesso no Top 20 de 1963, com uma composição instrumental do guitarrista Mike Maxfield, "The Cruel Sea", que nos USA, foi lançado com o nome, "The Cruel Surf", tendo, posteriormente sido gravado pelos americanos, The Ventures. Foi seguido por uma criação de George Martin, "Magic Carpet", na qual um piano toca a melodia, dobrando a guitarra de Maxfield. Sem sucesso.

Os três grandes sucessos de Billy J. Kramer e os Dakotas, escritos por Lennon e McCartney sugeriam que a banda, estaria sempre na sombra dos Beatles, a menos que eles tentassesm algo diferente. Apesar de serem aconselhados a não o fazerem, recusaram a oferta de outra canção de Lennon / McCartney, "One and One is Two", e insistiram em gravar o hit "Little Children". Foi o seu segundo numero um e o seu maior sucesso, quer em Inglaterra quer nos USA.

Apesar deste sucesso, o grupo, começou a cair nas listas de vendas no Reino Unido, tendo em 1964, o single "From a Window", mais uma composição,de Lennon e McCartney ficado pelo meio do Top Ten.

No ano de 1965 foi o fim da beat músic, e "It's Gotta Last Forever", o single seguinte, dos "Billy J. Kramer with The Dakotas" mostra uma nova abordagem na direcção musical da banda. Passaram a gravar, baladas.

Num ano em que a música passava por uma transformação, dado o aparecimento das bandas ditas "Mod", encabeçadas pelos The Who, e pelos Small Faces, Billy grava "Trains and Boats and Planes" a partir de uma versão de Anita Harris, e vê-se confrontado com a forte concorrência da versão de Dionne Warwick, que muito naturalmente, saiu vencedora deste confronto. Apesar do esforço de Billy, não passou da modesta décima segunda posição nas listas. Foi o canto do cisne do grupo.

Os Dakotas, reforçaram-se Mick Green, ex-guitarrista dos Pirates que durante anos, acompanharam Johnny Kidd. Este line-up gravou algumas faixas que estavam em desacordo com a linha musical baladeira, anteriormente adoptada pela banda, temas como "When You Walk in the Room" e "Sneakin' Around", não fizeram mais do que confundir os fãs, e por ai ficaram, sem grande alarido. Ainda gravaram o LP "Oyeh!", com temas mais blusy, mas foi igualmente um fracasso comercial.

Depois de lançar "We're Doing Fine",e contrariando o que o titulo sugeria, Billy J Kramer, separou-se dos Dakotas. Seguiu com uma carreira solo nas décadas seguintes,com espectáculos em cabarés, no circuito revivalista Inglês, e com diversas aparições na televisão. Depois,foi viver nos Estados Unidos.

Os Dakotas reuniram-se no final de 1980 e recrutaram o vocalista Eddie Mooney e Toni Baker. Ainda continuam a fazer espectáculos

Em 1983 Kramer lançou seu primeiro single solo "You Can't Live On Memories"/"Shooting The Breeze", que passou completamente despercebido. Em 2005, Kramer gravou o tema "Planet Cow" para o álbum de crianças de Sandra Boynton "Dog Train". Uma fã de Kramer de longa data, Sandra Boynton já o tinha escolhido como idolo, quando em 1964, aos 11 anos, comprou o seu primeiro disco "Little Children".

segunda-feira, 28 de março de 2011

David Bowie - Toy, o disco perdido, apareceu na net

Em 2001, David Bowie pretendia lançar um disco com o título "Toy", gravado com a banda que o acompanhou na tourné de Hours (1999). O álbum traria novas versões para canções antigas, lados B raros e demos inéditas.

Entretanto, logo após regravar as suas composições, Bowie entrou num impasse com a Virgin, a sua gravadora na época. As discussões entre ambos envolviam questões de direitos de autor e royalties. Bowie rompeu com a Virgin e assinou contrato com a Sony/Columbia.

"Toy" acabou arquivado e nunca foi lançado.

Na semana passada, o álbum “apareceu” na internet, em redes de compartilhamento de arquivos. Rumores, afirmam que algumas semanas atrás um australiano teria vendido uma cópia do disco pelo eBay.

Duas faixas que deveriam estar em Toy permanecem inéditas: Can’t Help Thinking About Me e Karma Man. Entretanto, outras duas que teriam sido vetadas na primeira edição, que nunca foi lançada, acabaram igualmente por aparecer na net.

São estas as faixas do "nado morto" Toy, lançadas agora no cyber espaço :

1) Uncle Floyd
Lançada originalmente no álbum David Bowie (1967), foi regravada e lançado com o título de Slip Away no álbum, David Bowie - Heathen (2002)

2) Afraid
Uma versão remisturada entrou em Heathen.

3) Baby Loves That Way
Originalmente lançada em 1965 no single You’ve Got a Habit of Leaving, na época em que o artista era conhecido como Davy Jones e fazia parte do quarteto Lower Third. A nova versão já tinha sido lançada como lado B em dois singles de Heathen: Slow Burn e Everyone Says Hi.

4) I Dig Everything
Single de 1966. Esta nova versão era completamente inédita.

5) Conversation Piece
Lado B do compacto The Prettiest Star, de 1970. Tinha sido lançada numa edição limitada em CD duplo de Heathen.

6) Let Me Sleep Beside You
Nova versão para faixa lançada no álbum David Bowie, de 1967.David Bowie - Reality (2003)

7) Toy
Faixa título, disponibilizada para download com o título de Your Turn to Drive para quem comprasse o álbum Reality (2003) através do site da HMV. Também pode ser comprada através da iTunes Store.

8) Hole in The Ground
Nova versão para uma demo inédita da década de 70.

9) Shadow Man
Gravação demo de 1971, iria entrar no álbum Hunky Dory, um dos melhores trabalhos de Bowie. Esta nova versão foi lançada como lado B dos singles Slow Burn, I’ve Been Waiting For You e Everyone Says Hi.

10) In The Heat of the Morning
Nova versão para um outtake de 1968.

11) You’ve Got a Habit Of Leaving
Faixa originalmente lançada por Davy Jones & The Lower Third em 1965. Esta regravação foi lançada como labo B dos singles Slow Burn e Everyone Says Hi. David Bowie (1967)

12) Silly Boy Blue
Regravação de outra faixa do álbum David Bowie, de 1967.

13) Liza Jane
Nova versão para o primeiro single do artista de 1964, lançado com o nome de Davie Jones and The King Bees.

14) The London Boys
Nova versão para o lado B Rubber Band, de 1966.

quarta-feira, 23 de março de 2011

As Grandes Bandas Inglesas dos anos 60 - Dave Dee, Dozy, Beaky, Mick e Tich

Ninguém se lembra dos seus nomes reais, mas os discos de Dave Dee, Dozy, Beaky, Mick e Tich estavam em todas as festinhas de garagem nos anos 60, a partir de 1964.

Tivera só um número um - com The Legend of Xanadu - mas entre 1965 e 1969, estiveram mais semanas nas listas de vendas de singles do Reino Unido do que os Beatles, tendo conseguido a proeza de colocar oito singles no top 10 do Reino Unido.

Uma actuação ao vivo em Swindon em 1964, foi o ponto de viragem na carreira desta banda, mas quis o destino, que o vocalista da banda, Dave Dee, ficasse ligado a um dos eventos mais dramáticos da história do Rck'n' roll.

Dave Dee, foi baptizado á nascença com o nome de David Harman. Em 1961, em Salisbury, Inglaterra, fundou com um grupo de amigos uma banda a que deram o nome de, Dave Dee e os Bostons. Na época, eram todos os músicos a tempo parcial, com Dave Harman (Dave Dee) ganhando a vida como policia em Swindon.

Em Abril de 1960, era ele um cadete da polícia, quando, surpreendentemente, assistiu a um acidente de carro em Chippenham, no qual viria a falecer uma dasgrandes estrelas do Rock and Roll da época, Eddie Cochran, então com 21 anos.

Cochran ainda foi levado para o Hospital St Martin's, com vida, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu, 16 horas depois. Era seu companheiro de viagem Gene Vincent, ele também uma grande estrela, que sofreu ferimentos graves, mas sobreviveu.

A guitarra de Cochran,uma Gretsch 6120, foi recuperada intacta dos destroços do táxi acidentado, e segundo algumas fontes, Dave levou-a para casa, antes de a devolver à família de Cochran. Terá sido neste instrumento, que Dave aprendeu a tocar.

Fantasia, disse Dave. " Nem um arpejo consegui dar nessa guitarra".

O mais provável, é que ela tenha permanecido, apreendida na esquadra da policia, enquanto decorreram as diligências para averiguar a causa do acidente.

Há uma outra história bizarra associado a esta guitarra, que agora está no Rock and Roll Hall of Fame em Cleveland,Ohio.

No inicio da tourné no Reino Unido, que terminou tão tragicamente em Chippenham, Cochran tinha deixado um rapaz de 13 anos chamado Marc Feld, transportar a guitarra do Hackney Empire, até à sua limusine, após um concerto. Marc Feld mais tarde adoptaria o nome artístico de Marc Bolan, e iria desfrutar de grande sucesso como vocalista dos T Rex, até á sua morte permatura, igualmente num acidente de viação.

Dave Dee, Dozy, Beaky Mick, Tich, só terão saído do anonimato por volta de 1964.

Assim como os Beatles, e a grande maioria das bandas do inicio da década de 60, os Dave Dee e os Bostons, como se chamavam nessa altura, tinham aprendido o seu ofício tocando em boates e bares de alterne na Alemanha, mas no verão 1964, estavam a trabalhar num campo de férias, mais própriamente no Locarno em Swindown, quando lhes foi oferecido um contrato de gravação.

O espaço fazia parte do circuito de salas de espectáculo para muitas das grandes estrelas pop da Grã-Bretanha, tais como os Who, The Animals, The Small Faces, Lulu e, irònicamente, Gene Vincent.

Alan Blaikley e Ken Howard, que já estavam firmemente estabelecidos como compositores, e eram os managers dos Honeycombs viram o potencial da banda, e resolveram agenciá-los, começando logo por alterar o seu nome.

Como Dave Dee, Dozy, Beaky, Mick e Tich, a banda alcançou o estrelato mundial, que culminou quando atingiram ao topo das vendas de singles do Reino Unido em 1968 com "The Legend of Xanadu". O tema acabou por ser o seu unico hit a atingir o primeiro posto nas listas de vendas, de toda a carreira do grupo, que se desmembrou em 1969, quando Dave Dee, saiu para iniciar uma carreira a solo.

Foram estes os seus maiores êxitos, enquanto duraram:

Fevereiro 1966 - Hold Tight (#4)
Junho 1966 - Hideaway (#10)
Setembro 1966 - Bend It (#2)
Dezembro 1966 - Save Me (#3)
Maio de 1967 - Ok! (#4)
Setembro 1967 - Zabadak! (#3)
Fevereiro 1968 - The Legend of Xanadu (#1)
Junho 1968 - The Last Night In Soho (#8)

Quando abandonou a musica, Dave Dee, ainda fundou uma instituição de caridade, bem sucedida, de musicoterapia, foi proprietário de uma casa de hóspedes, acabando por falecer em 09 de janeiro de 2009, aos 67 anos, após uma batalha de três anos contra um câncro.

Para registo, ficam os seus nomes verdadeiros:

Dave Dee - David Harman
Dozy - Trevor Ward-Davies
Beaky - John Dymond
Mick - Michael Wilson
Tich - Ian Amey

terça-feira, 22 de março de 2011

As Grandes Bandas Inglesas dos anos 60 - The Manfred Mann

Manfred Lubowitz nasceu numa família, classe média alta em 21 de Outubro de 1940, em Joanesburgo, na África do Sul. Em criança, estudou piano e, na sua adolescência, seu amor pela música dominou todos os seus pensamentos, asumindo desde logo, que queria tocar jazz e blues, o resto da sua vida. Para alcançar este seu desejo, Manfred, teve que trocar a África do Sul por Inglaterra, aonde assumiu o nome artístico, Manfred Manne (o último nome emprestado de Shelly Manne),alterando Manne, para Mann.

Encontrou um amigo e colaborador em Mike Hugg, um baterista com quem formou desde logo uma banda chamada "de Mann-Hugg Blues Brothers". O line-up foi completo com Paul Jones na harmónica de boca e vocais, Mike Vickers na flauta / guitarra / sax e Tom McGuinness no baixo. Os membros da banda, e contra a vontade de Manfred, adoptaram o nome do seu líder ficando a chamar-se simplesmente como "The Manfred Mann".

Pouco tempo depois, os Manfred Mann assinaram um contrato com a HMV Records, e lançaram um single, o cativante "Cock-A-Hoop". O uso proeminente da harmónica de Jones deu-lhes um som distinto, característico, e que logo os tornou num dos principais grupos da Grã-Bretanha.

Dois de seus singles foram usadas como música tema, do programa musical da televisão britânica,"Ready Steady Go", o que á partida lhes deu uma excelente exposição publica. O tema, "5-4-3-2-1" salta logo para Top 10 britâsnico no início de 1964. No Verão, desse ano gravam ainda o "Do Wah Diddy Diddy", que seria o seu primeiro numero um nas listas de vendas.

Nos dois anos seguintes,lançaram regularmente hits memoráveis como "Sha La La", "Come Tomorrow", "Oh No, Not My Baby" e o clássico de Bob Dylan "If You Got To Go, Go Now". Os seus álbums eram compostos não só com melodias pop, mas apresentavam, com regularidade, temas com outras influências, principalmente jazz, soul e R & B.

Em Maio de 1966, voltaram ao topo das listas britânicas com o sublime "Pretty Flamingo". Foi este, o último hit em que Paul Jones apareceu como vocalista principal.

Paul Jones deixou a banda em 1966 para seguir uma carreira a solo, e foi substituído pelo ex-"Band of Angels, Mike D'Abo, afastando na audição final, Rod Stewart, que também se candidatara ao lugar deixado vago por Jones. Mike Vickers já tinha partido para uma lucrativa carreira como produtor de televisão, e foi substituído pelo futuro membro dos "Cream, Jack
Bruce no baixo, permitindo que Tom McGuinness ficasse como guitarrista solo.

Mais tarde, Henry Lowther (trompete) e Lyn Dobson (sax) foram adicionados ao line-up e Klaus Voorman substituíu Jack Bruce no baixo. A estreia de Mike D'Abo com o grupo foi outro hit. Uma cover de uma canção de Bob Dylan, "Just Like A Woman", foi o seu primeiro single, gravado pela sua nova companhia, a Fontana. Mike enquadrava-se, surpreendentemente bem, no grupo, que manteve a sua fórmula de sucesso, apesar da saída do carismático Jones. Tanto "Semi-deatached Suburban Mr. Jones" como "Ha! Ha! Said The Clown", foram Top 5 hits em Inglaterra, mas passaram prácticamente despercebidos nos USA

Os Manfred Mann, foram, juntamente com os americanos "The Byrds", considerados como os melhores intérpretes do material de Dylan, numa visão apoiada pelo próprio compositor. Este ponto foi superiormente ressaltado em 1968, quando o grupo gravou o seu terceiro número um, com a leitura marcante de "Mighty Quinn", o seu único single a alcançar o Top 10 nos USA.

A década de 60, terminou com uma enxurrada de sucessos no Top 10 em Inglaterra, "My Name is Jack", "Fox On The Run" e "Raggamuffin Man". Depois, abdicaram da sua coroa pop, a favor de uma abordagem musical mais pesada, menos comercial.

Em 1969, Manfred Mann, desfez o seu grupo homônimo para seu bem. Mike D'Abo passou a aparecer em produções musicais nos USA tais como 'Jesus Cristo Superstar' e 'Evita', e mais tarde tornou-se músico de estudio, compositor e apresentador da BBC.

Enquanto isso, Mann formou um grupo de jazz-rock, a que pôs o nome de "Manfred Mann Chapter Three", que viria, rapidamente a evoluir para "Manfred Mann's Earth Band ", banda rock que alcançou o n º 1 nos USA em 1970 com uma cover de Bruce Springsteen, "Blinded by the Light", popularizando o então desconhecido "singer-songwriter".

Por muitos anos, a maioria dos membros originais da banda actuaram regularmente como os "Manfreds", porque sem Manfred Mann, não podiam usar o nome original. Em seu lugar, eles recrutaram Benny Gallagher (baixo / vocal) e o ex-baterista dos Family, Rob Townsend.

Manfred Mann continuou a actuar e embarcou numa carreira como produtor e compositor. Também produziu diversos projetos
individuais, geralmente sob o título "Manfred Mann's Music Plain".

Os Manfred Mann's Earth Band reuniram-se, em 1996, o seu tão aguardado álbum, "Soft Vengeance" foi lançado. O grupo embarcou numa digressão europeia que os manteve na estrada, sem descanso de 96 a 1997. A partir desta tourné, muitos dos concertos foram gravados e lançados num álbum ao vivo "Mann Alive", em 1998.

A banda continua em tourné por toda a Europa, tendo visitado países como a Rússia e a Grécia em 2000.

segunda-feira, 21 de março de 2011

The Beach Boys - Será que o Smile, existiu mesmo ?

Capa de Smile, em 1967, que nunca foi lançado

Brian Wilson, tinha a certeza de que era capaz de produzir uma obra superior á dos Beatles.
Com Pet Sounds (1966), chegou perto. Alguns até acreditam que sim, que o disco dos Beach Boys é melhor que o Rubber Soul dos Beatles.

A Capitol Records e os restantes elementos da banda deram carta branca, e apostaram todas as fichas no compositor. Os Beach Boys saíram em tourné sem Wilson, que passou a viver numa mansão de Los Angeles com todo o luxo possível: ele era a galinha de ovos de ouro da Capitol Records.

Entretanto, o músico afundou-se na cocaína, fumou tijolos de maconha, chupou ácido até o cérebro derreter e escorrer pelo nariz e, atormentado pela disputa criativa com os Beatles, acabou "flipado", com os fusiveis queimados.

O músico gastou horas e mais horas de estúdio, gravando uma infinidade de takes e fazendo mixagens infinitas. Os custos de produção estavam nas alturas, mas a gravadora acreditava totalmente no projecto. Chegou a anunciar o lançamento de Smile, revelando a capa na edição de Março de 1967 da revista, TeenSet. Havia uma pressão enorme: todos exigiam que aquele fosse o maior disco de todos os tempos de Brian Wilson/Beach Boys.

Foi quando Paul McCartney — fã declarado de Wilson — visitou Brian na sua fortaleza e mostrou um acetato do Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band — aclamado de maneira unânime como o melhor álbum da história do rock — pouco antes do seu lançamento. Era o que faltava para empurrar o génio dos Beach Boys para o precipício.

Brian decidiu que precisava regravar totalmente Smile. Foi quando a banda e a Capitol notaram que algo estava errado. Foram verificar e constataram que não existia disco nenhum! Apenas partes totalmente desconexas e inacabadas. A Capitol resolveu fechar o cofre, e não dar nem mais um centavo para Wilson (o rombo nos cofres tinha sido enorme para atender as exigências absurdas do músico até então). Percebendo que o colega estava louco, os Beach Boys afastaram Brian.

Chegaram a lançar um disco intitulado Smiley Smile, cujo material foi gravado após o colapso do projecto inicial. Gravado em duas semanas, possui novas versões para algumas músicas que estariam em Smile. Por mais que fosse um bom álbum — sim, é óptimo —, não era tudo aquilo que a banda e a gravadora tinham prometido.

A única canção lançada que definitivamente era oriunda do Smile original foi o sensacional
45 Rpm "Good Vibrations". Numa eleição feita por críticos do mundo inteiro, a canção foi escolhida, como sendo o melhor single de todos os tempos.

Talvez Brian Wilson tivesse mesmo encontrado o caminho chegar ao pop perfeito. Isso fez com que muitos especulssem: se não
tivesse enlouquecido durante o processo de composição, teria Brian, produzido o melhor disco da história?

Com o passar dos anos, o mito em torno do álbum só aumentou. Inúmeras versões piratas foram lançadas com sobras de estúdio
e versões alternativas para as músicas.

Em 2004, Brian Wilson regravou o que deveria ter sido o disco e lançou-o com o Smile. O resultado foi extremamente positivo, excelente, mas não era tudo o que havia prometido.

O facto é que o “verdadeiro” Smile nunca existiu realmente. Talvez, nem lá no fundo da mente de Brian. Não importa o que seja lançado: nunca saberemos como ele teria sido. O máximo que podemos ter são os cacos que sobraram.

Só que, não tenham dúvidas, mesmo essas “migalhas” são capazes de impressionar.

Fonte: Lester Benga

sábado, 19 de março de 2011

Morreu, Jet Harris, o primeiro baixista dos Shadows

Jet Harris, o primeiro baixista dos Shadows, morreu aos 71 anos, anunciou a mídia britânica esta sexta-feira,, 18-03-2011.

Terence Harris, apelidado de "Jet" porque era um dos corredores mais velozes da sua escola, foi apresentado a Cliff Richard em 1958 e, segundo o seu site na Internet, foi o responsável pelo nome da banda, "The Shadows".

"Jet foi exactamente o que os Shadows e eu precisávamos - uma espinha dorsal que aglutinava o nosso som", declarou Cliff Richard num comunicado à imprensa. Jet, será sempre uma parte importante da história do rock'n'roll britânico. Perdê-lo é triste, mas as grandes memórias dele ficarão comigo."

Com os Shadows, Harris teve uma série de sucessos no final dos anos 50 e início da década de 60, entre os quais "High Class Baby", "Apache" e "Guitar Tango". A sua última gravação com a banda foi "Wonderful Land", em 1962, que foi número 1 nas listas de vendas britânicas.

Depois de deixar a banda, Jet Harris juntou-se a outro ex-integrante dos Shadows, Tony Meehan, e voltou a ser líder nas vendas com "Diamonds", em 1963.

Depois de um grave acidente de carro, em que quase acabou com a sua carreira distanciou-se dos holofotes, embora tenha feito tournés na Europa e lançado vários álbuns. Com a perda do seu sucesso como músico, Harris tornou-se fotógrafo profissional.

Rcebeu o título de Cavaleiro do Império Britânico pelos seus serviços à música e morreu depois de passar dois anos numa batalha contra um cancro.

(Fonte Mike Collett-White/Reuters)

sexta-feira, 18 de março de 2011

As Grandes Bandas Inglesas dos anos 60 - The Animals


The Animals, faziam parte da cena musical Inglêsa no início dos anos sessenta e eram uma das bandas de maior destaque, graças ao seu mega-hit, de 1964, "The House Of The Rising Sun". A primeira gravação deste tema, folk, data de 1933 na voz de Clarence "Tom" Ashley e Gwen Foster. Bob Dylan também o gravou, antes dos Animals, em 1961.

A banda foi formada em Newcastle-on-Tyne, uma cidade portuária e centro de mineração de carvão no nordeste da Inglaterra. Apresentando-se com cinco elementos, tendo Eric Burdon nos vocais, Alan Price nas teclas, Chas Chandler no baixo, na guitarra Hilton Valentine e na bateria John Steel, a banda reflectia, com esta formação, uma forte influência do blues, mesclado com o Rock'n Roll americano, mas de facto, a maior e mais nítida vertente, era sem duvida o rythm and blues negro, que adaptavam magistralmente, á sensibilidade da classe trabalhadora britânica.

Para tal, contribuiu decididamente a voz de Eric Burdon, sempre apoiada nas teclas de Alan Price, que dramáticamente criava uma atmosfera de blues-jazz. Originalmente conhecido como The Alan Price Rhythm and Blues Combo, o grupo mudou o seu nome para The Animals, quando Eric Burdon entrou em 1962.


Com o lançamento do "The House of the Rising Sun", em meados de 1964, tornaram-se no primeiro grupo britânico, que depois dos Beatles, conseguiram alcançar o primeiro lugar das listas de vendas nos USA. O arranjo blusy de Alan Price, atinge o climax no fantástico solo de orgão que ele executa, mas a tensão é sempre mantida em alta, pela voz de Eric.

Seguiram-se os sucessos, em solo americano, com :"I'm Crying" (# 19), "Don't Let Me Be Misunderstood" (# 15) e "Bring It On Home To Me" (# 32),

A formação original durou apenas até Maio de 1965, porque Alan Price resolveu sair, devido ao seu medo de voar. O teclista Dave Rowberry foi quem o substitui, e os Animals, continuaram a sua carreira nos tops americanos com: "We Gotta Get Out of This Place", (# 13) "It's My Life" (# 23), "Inside Looking Out" (# 34) e "Don't Bring Me Down", (# 12).

Após uma série de mudanças no line-up, Eric Burdon continuou com novos recrutas e passaram a chamar-se, "Eric Burdon And The New Animals", que ainda colocaram vários hits nas listas de vendas dos USA, como "See See Rider" (# 10), "When I Was Young" (# 18), "San Franciscan Nights" (# 9),"Monterey" (# 15) e "Sky Pilot" (# 14).

Tendo acabado com os New Animals, em Dezembro de 1968, Burdon entrou na década de setenta como vocalista de um grupo de funk negro, de Los Angeles sob o nome de "War". Gravaram o hit "Spill The Wine" (# 3) o unico sucesso comercial em dois discos. Desanimado,e atribuindo o seu desânimo á "muita concorrência", Eric Burdon, abandona os "War", que continuaram a ter uma carreira de sucesso, colocando mais 11 temas no Top 40, da Billboard. Burdon, mais tarde, mudou de idéias, e voltou á cena musical como artista solo, gravando intermitentemente durante os anos setenta e oitenta.

Quanto aos outros elementos dos Animals, Alan Price teve uma carreira solo de grande sucesso na Grã-Bretanha, Dave Rowberry tornou-se num musico de estudio muito requisitado. O baixista Chas Chandler "descobriu" e agenciou Jimi Hendrix, até á morte deste.

Os Animals originais reuniram-se em 1976, para realizarem várias tournés, e gravaram um álbum comemorativo chamado "Before We Were So Rudely Interrupted", sem grande repercussão junto do publico.

Em 1983, deu-se uma reunião um pouco mais duradoura entre os membros originais, sem Alan Price e com a presença de Zoot Money nos teclados. O álbum resultante, "Ark", composto inteiramente com material novo, foi bem recebido pela crítica e ficou surpreendentemente, durante algum temo nas posições cimeiras dos tops de vendas, tendo originado uma turnê mundial.

Até o final desse ano, e com a agenda preenchida com shows, ficou claro que esta reunião não ia ser um evento duradouro. O quinteto separou-se novamente, tendo finalmente dado por terminada a sua carreira, e saíram com algumas recompensas financeiras, juntamente com as memórias de duas gerações de fãs de rock aplaudindo, cada uma das suas notas.

Eric Burdon aventurou-se num novo território, aparecendo em vários filmes europeus e, eventualmente,cantou e compôs a banda sonora para o filme alemão, "Comeback". Em 1983,Burdon reuniu novos Animals, uma vez mais para uma tourné mundial. Gravou uma canção chamada "Sixteen Tons" para a banda sonora do filme de Tom Hanks, "Joe Against the Vulcano".

Em 1990, Burdon excursionou com Robbie Krieger (ex-The Doors), fez uma ponta no filme de Oliver Stones, "The Doors", estudou teatro no Actors Studio em Los Angeles, mas nunca se profissionalizou, fazendo uma participação especial no filme, "A Décima Vítima", apareceu com destaque em programas de televisão como "China Beach". Em 1991, colaborou com o teclista Brian Auger para formar o Eric Burdon / Brian Auger Band e continuou a fazer tournés pelo mundo, principalmente na Europa. A partir desta colaboração surgiu o álbum duplo ao vivo, "Access All Areas".

Os Animals, são apontados como sendo a principal influência de bandas, e cantores como:
The Doors, The White Stripes, Joe Cocker, The Cult, Frijid Pink, The Chocolate Watch Band, Bruce Springsteen, Tom Petty & The Heartbreakers, Janis Joplin, David Johansen, e dos Fine Young Cannibals.

Em 1994, Eric Burdon e os Animals foram introduzidos no Rock and Roll Hall Of Fame.

Chas Chandler morreu de um ataque cardíaco em 1996.
David Eric Rowberry, o teclista que substituiu Alan Price, sofreu um destino semelhante em 2003.

quarta-feira, 16 de março de 2011

The Police

Em 1976, Sting tocava com uma banda de jazz-rock chamada Last Exit. Stewart Copeland, que era o baterista dos Curved Air (uma banda de rock progressivo), viu a performance de Sting e ficou impressionado. Logo depois do Last Exit se ter dissolvido, os dois músicos decidiram formar a uma banda de pop progressivo com o guitarrista Henry Padovan. No início, o grupo tocava em bares locais de Londres. Durante uma das suas actuações, foram abordados por um agente local, que os contratou como banda de apoio do vocalista Cherry Vanilla, abrindo os shows de Johnny Thunders.

Mais tarde, em 1977 já com o nome The Police, a banda lançou o seu primeiro single, "Fall Out", pelo selo independente I.R.S., que foi criado por Stewart Copeland e o seu irmão Miles, na altura,
empresário dos Police. O single teve um sucesso considerável para um lançamento independente, vendendo aproximadamente 70, 000 cópias.

Andy Summers, - que fizera parte da banda Eric Burdon and The Animals, em 1968, - entrou para o grupo e tocaram algumas vezes como um quarteto. Finalmente Padovani decidiu sair da banda, deixando Sting, Stewart Copeland e Andy Summers.

Para participar num video comercial que promovia uma marca de pastilha elástica,tingiram os seus cabelos de louro, fazendo-se passar por uma banda punk. Isso fez com que os Police fosse associado ao movimento punk, o que, na realidade não era verdade, já que a sonoridade da banda passeava pelo new wave, pop e reggae.

Os Police assinaram com a gravadora A&M em 1978, lançando o single "Roxanne", que não obteve grande sucesso. Já o segundo single "Can't Stand Loosing You", conseguiu ficar entre os 50 mais vendidos das listas de vendas britânicas.

No verão de 1978, voam para os USA, sem nenhum disco de suporte, atravessando o país numa carrinha alugada e tocando com equipamento alugado. Ainda em 1978 foi lançado "Outlandos D'Amour" que começou uma escalada lenta no Top 10 britânico e no Top 30 americano. Imediatamente após este lançamento, o grupo iniciou uma tournée britânica, abrindo
os espectáculos de Alberto Y Lost Trios Paranoias, lançando ao mesmo tempo, o single "So Lonely".

Em 1979, o relançamento de "Roxanne" alcançou o 12º lugar nas vendas britânicas e 23º nos USA, levando o disco "Outlados D'Amour" ao sexto lugar. "Can't Stand Losing You" chega a ser número 2 na Inglaterra.

No verão de 1979, o Sting apareceu em "Quadrophenia", um filme britânico baseado no álbum dos Who com o mesmo nome.

Precedido pelo single "Message in a Bottle", número um nas vendas britânicas, "Reggatta de Blanc" (1979), fez com que a popularidade da banda, aumentasse na Inglaterra e na Europa, encabeçando as listas de vendas durante quatro semanas. Com a popularidade em alta, Miles Copeland mandou a banda em tournê por diversos países que raramente tinham shows de músicos estrangeiros, entre eles a Tailândia, Índia, México, Grécia e Egito.

"Zenyatta Mondatta", lançado em 1980, alcançou o Top 10 nos EUA e Canadá. Na Inglaterra o álbum ficou durante quatro semanas em primeiro lugar.
"Dont Stand So Close To Me", o primeiro single do álbum, foi o segundo single número um dos Police no Reino Unido; nos USA, foi o segundo single a alcançar o Top 10 em 1981, seguido pela colocação número 10 de "De Do Do Do, De Da Da Da".

No início de 1981, os Police eram capazes de esgotar o Madison Square Garden. Capitalizando o seu sucesso, a banda voltou ao estúdio em 1981 para gravar o seu quarto álbum com o produtor Hugh Padgham.

As sessões foram filmadas para um programa da BBC apresentado por Jools Holland. Terminado após alguns meses, o álbum "Ghost in the Machine", foi lançado em 1981, tornando-se num hit imediato, alcançando o primeiro lugar no Reino Unido e o segundo nos EUA. "Every Little Thing She Does is Magic", single extraído do álbum, revelou-se o "power ply" que fez disparar as vendas do álbum.

Depois do seu sucesso devastador em 1980 e em 1981, foram aclamados como o Melhor Grupo Britânico no primeiro Brit Awards e ganharam três Grammys.

A banda fez um intervalo em 1982. Embora tenham feito os seus primeiros concertos em grandes estádios, e serem a principal atracção do US Festival, cada membro seguiu os seus próprios projectos durante este ano.

Sting actuou no filme "Brimstone and Treacle", lançando um single solo. "Spread A Little Happiness" que faz parte da banda sonora do filme. A música foi um hit britânico.

Copeland ocupou-se com as bandas sonoras de "Rumble Fish" de Francis Ford Coppola, e de "King Lear" para a companhia de ballet de San Francisco, lançando ainda um álbum solo, sob o pseudônimo Klark Kent, além de tocar em vários espectáculos com Peter Gabriel.

Summers gravou um álbum instrumental: "I Advance Masked", com Robert Fripp.

Os Police retornaram no verão de 1983 com "Synchronicity", que entrou para as listas de vendas britânicas já em primeiro lugar e rapidamente alcançou a mesma posição no outro lada do Atlântico, onde permaneceu por 17 semanas.

"Synchronicity" tornou-se num grande sucesso devido à força da balada "Every Breath You Take". Ficando oito semanas no topo das vendas americanas, "Every Breath You Take" tornou-se num dos maiores hits americanos de todos os tempos. Em Inglaterra a música ficou no topo por quatro semanas.

"King Of Pain" e "Wrapped Around Your Finger" vieram a ser hits no decorrer do ano de 1983, fazendo com que "Synchronicity" fosse multi-platina nos USA e na Grã-Bretanha.

Os Police promoveram o álbum com uma tourné mundial de grande sucesso que precedeu as restantes tournés, dos anos 80. Assim que a tourné terminou, o grupo anunciou que iria entrar de "licença" a fim de seguir interesses pessoais, fora da banda. Os Police nunca retornaram dessa licença. Durante a tourné de "Synchronicity", as tensões pessoais e criativas entre os membros da banda tinham aumentado, que não davam sinais de quererem continuar juntos.

Sting começou a trabalhar num projecto a solo, lançando "The Dream of the Blue Turtles" em 1985. O álbum transformou-se num sucesso mundial, dando a Sting uma grande força comercial fora dos Police.

Copeland e Summers não demonstraram nenhuma inclinação em seguir o trajecto do colega de banda.
Copeland gravou "Rhythmatist" em 1985, e continuou a compor bandas sonoras para cinema e televisão. Mais tarde formou uma banda de rock progressivo, a que deu o nome de Animal Logic. Na sua carreira a solo - que não começou oficialmente até o lançamento de "XYZ" em 1987 - Summers continuou as suas experiências com rock e jazz, colaborando ocasionalmente com Fripp e John Etheridge.

Durante o ano de 1986, os Police fizeram algumas tentativas de reunião, tocando no concerto para a Amnistia Internacional e tentaram gravar alguns temas novos para um álbum de grandes hits. No decorrer da sessão de estúdio, Sting deu a ideia de que tinha a intenção de voltar a compor para a banda. Mas Copeland sofreu um acidente durante um jogo de pólo. Impedido de tocar, o grupo apresentou somente uma nova versão de "Don't Stand So Close to Me".

Em vez de um disco de músicas inéditas foi lançada uma compilação "Every Breath You Take - The Singles" no de Natal de 1986, vindo a ser o quinto primeiro lugar do grupo nas vendas britânicas, e o quarto Top 10 americano.

Após esse lançamento, o grupo separou-se, sem grande alarido, reunindo-se só para tocar no casamento de Sting em 1992.

Neste mesmo ano, o álbum "Greatest Hits" foi lançado no Reino Unido. No ano seguinte, a caixa de CDs "Message In A Box: The Complete Recordings" foi lançada, seguida pelo lançamento de álbum duplo "Live" em 1995.


terça-feira, 15 de março de 2011

As Grandes Bandas Inglesas dos Anos 60 - The Spencer Davies Group

Um dos grupos mais interessante e influente, originário de Birmingham, no início dos anos 60, foi o Spencer Davis Group, que é mais reconhecido por alguns singles clássicos, bem como por lançar a carreira de Steve Winwood.

Spencer Davis nasceu em 17 Julho de 1941, em Swansea, País de Gales do Sul, e depois mudou-se para Londres, onde tocou em bandas de skiffle enquanto se envolvia profundamente no blues americano, muito em moda na Europa por essa altura. Mudou-se para Birmingham em 1960 para ai, estudar na Universidade, aonde mais tarde viria a ser professor. À noite, tocava o seu violão de 12 cordas e cantava blues em vários locais da cidade e durante um curto período de tempo formou um duo com a futura Fleetwood Mac, Christine McVie, na época, Christine Perfect.

Durante as suas actuações no bar Golden Eagle, em Hill Street, Birmingham,conheceu os irmãos Winwood, Steve e Muff (Mervyn), membros de uma banda de jazz, a "Jazz Muff-Woody Band", no início de 1963. Steve tinha apenas 15 anos, mas já possuía um estilo vocal único, e revelava-se um excelente multi instrumentista alternando no palco entre guitarra e piano.

Decidiram juntar-se, e Davis, trouxe com ele o baterista Pete York, um estudante da Universidade de Birmingham, formando então a "Rhythm and Blues Quartette".

Na mesma altura, conhecem um jovem promotor musical de Londres, Chris Blackwell que tinha fundado a gravadora Island, especializada na edição de 45 Rpm's de ska e reggae das Índias Ocidentais. O seu primeiro contrato, com a duração de 15 anos foi realizado com a cantora jamaicana, Millie Small, que após ter alcançado grande sucesso com o seu single "My Boy Lollipop", Blackwell decidiu ir até mais a norte de Londres, em busca de novos talentos.

Chegado a Birmingham, foi aconselhado a ir ver o "Rhythm and Blues Quartette" o que fez, tendo ficado,de imediato, impressionado, com a musicalidade da banda, aonde já se destacava, o jovem Steve Winwood.

O Quartette também atraiu a atenção da Decca Records, que lhes ofereceu um contrato, mas Blackwell, antecipou-se e prometeu-lhes um melhor negócio, se eles assinassem com a Island Records. O contrato foi um processo informal e baseou-se em pouco mais do que um aperto de mão. Esta simplicidade de processos, voltaria para assombrá-los, anos mais tarde.

Já que , comercialmente, o jazz não vendia, houve que reformular o reportório da banda, que começou a ser, sobretudo preenchido com temas de forte influência do blues americano, tirando partido da voz de Steve. Mudando o reportório, tinham que mudar o nome.Foi Muff Winwood que sugeriu o nome de Spencer Davis Group, sob o pretexto de que Davis poderia dar as entrevistas, enquanto os outros ficariam na cama.

O seu primeiro lançamento, em Abril de 1964 foi uma cover do tema de John Lee Hooker "Dimples", que era considerado o melhor número que eles tocavam em palco. Infelizmente, o original de John Lee Hooker foi lançado na Grã-Bretanha aproximadamente ao mesmo tempo, tornando-se num hit, e ofuscando assim a escolha dos Spencer Davis Group.

O grupo tinha uma agenda cheia de espectáculos por todo o país e devido a essa exposição, os seus três lançamentos seguintes três singles, "I Can't Stand It", "Every Little Bit Hurts" e "Strong Love" conseguiram alcançar o topo das listas de vendas britânicas. Até ao momento, as músicas tocadas e gravadas pelo grupo, eram covers de blues e de R & B, mas Chris Blackwell sabia que o sucesso do grupo, tinha que passar por material original, pelo que contratou o compositor Jackie Edwards para compor os três singles seguintes do grupo.

O primeiro foi "Keep On Running", com um balanço de R & B perfeito e um riff de baixo, entercortado por uma guitarra com efeito fuzz distorcido. O resultado foi um número um, nas listas de vendas em Novembro de 1965. A banda também alcançou o Top 40 nos Estados Unidos pela primeira vez, chegando á posição, 33. O primeiro LP "The Spencer Davis Group" foi lançado pouco tempo depois.

A tourné pela Europa,foi apoiada no single, "Somebody Help Me", também escrito por Edwards, que apesar de não ser tão forte quanto o primeiro, ainda ganhou a primeira posição nas vendas. Por fim, Edwards,compôs,"When I Come Home" com o qual os SDG, conseguiram chegar ao número 12 Inglaterra. Mas Blackwell queria que a banda gravasse o seu próprio material. O resultado foi "Gimme Some Lovin '",que se tornou um sucesso instantâneo, alcançando o número 2 nas vendas britânicas e número 6 nos USA.

A crescente confiança de Steve Winwood como cantor e compositor, fez com que este se sentisse manietado, limitado na sua criatividade musical, dentro do grupo,tendo começado a tocar, com outros músicos, nomeadamente Dave Mason e Jim Capaldi, que eram membros de um grupo chamado "Deep Feeling Midlands". No início de 1967, Steve Winwood tinha amadurecido a ideia,e informou aos restantes elementos dos SDG, da sua intenção de os abandonar, logo que terminasse a tourné em que estavam envolvidos.

"I'm A Man" foi lançado na primavera de 1967 e alcançou a nona posição, dos discos mais vendidos nessa época. Foi o último single da banda com Steve e Muff Winwood, que também também tinha decidido sair, e aceitar uma oferta de trabalho de Chris Blackwell, para assumir a função de produtor na Island Records.

Nessa altura, Steve Winwood já estava a ensaiar, há alguns meses na Elbow Room Club em Birmingham com Dave Mason, Jim Capaldi e Chris Wood, a formação do seu novo grupo, os "Traffic", que assinou logo, um contrato de gravação com com a Island Records de Blackwell.

Durante o verão de 1967, Spencer Davis, convidou o guitarrista Phil Sawyer e organista Eddie Hardin, para reformular os SDG. Um dos candidatos rejeitados durante as audições, foi um jovem pianista, chamado Reginald Dwight, que mais tarde iria lançar uma carreira solo, re-nomeando-se Elton John. O primeiro singles dos novos Spencer Davis Group single a ser lançado sem osmanos Winwood no line-up, foi "Time Seller" que alcançou o número 30 em Agosto de 1967.

Com a saída de Steve Winwood, a magia da banda parecia ter ido com ele. Em Outubro de 1968, Eddie Hardin e Pete York saíram para formar o duo "Hardin e York". Foram substituídos por Nigel Olsson e Pete Murray, mas depois da gravação de um álbum, que seria o único, Davis dissolveu o grupo.

Muff Winwood continuou a trabalhar para a Island Records, até 1978, quando aceitou um emprego como executivo sénior da Sony Records e, como tal, teve um papel importante no lançamento de algumas das maiores estrelas da música britânica dos
anos 80 e 90.

Depois dos Traffic se separarem, Steve Winwood, cansado, e com a sua imagem desgastada, por anos de exposição continua na cena musical, e atormentado com uma peritonite, resolveu parar e reavaliar a sua carreira tendo-se resguardado, não aparecendo ao publico nos anos seguintes.

Spencer Davis mudou-se para os Estados Unidos e ainda teve algum sucesso, em 1973. Mas em breve entendeu que já não havia muito espaço para uma banda do tipo dos SDG, e aceitou emprego como consultor de uma empresa de vídeo na Califórnia, tendo Linda Ronstadt, sido um de seus projectos. Em meados dos anos 70 Spencer foi trabalhar para Chris Blackwell na Island Records e, como executivo da gravadora, foi o responsável pela promoção de Robert Palmer e de Bob Marley.

No início dos anos 80, Spencer Davis era director da A & R uma pequena gravadora independente de Hollywood. Foi quando voltou a ser tentado pelo "bichinho" da música. Resolveu então voltar ao estúdio, para aí gravar o seu álbum, "Crossfire", tendo como convidados Dusty Springfield, Flo e Eddie,(ex- Turtells) e Booker T. Jones. Trabalhou ainda com os grupos "Spokane USK" e a "Downchild Canadá Blues Band".

Em 1984, Davis, voltou á estrada com a sua própria banda nos USA. Depois, vieram as tournés pela Europa e Oriente Médio com Pete York, e outras lendas do rock britânico, tais como Brian Auger e Chris Farlowe. Foi durante este tempo, que se tornou no pioneiro da gravação de CD's, na Alemanha e Suça. Em 1987 realizou mais de 100 shows, tendo actuado com os Grateful Dead, USA Gary Bonds, Levon Helm, E Street Band de Bruce Springsteen, Peter Noone, Downchild, e Alvin Lee.

Apesar de ter lançado três albuns a solo no inicio da década de 80, Steve Winwood, só alcançou alguma notoriedade com o quarto, "Back in the High Life",lançado em Julho de 1986, que o colocou de volta ao topo das listas de vendas. Contou com a colaboração de Nile Rogers, James Taylor, Joe Walsh, assim como os vocais de Chaka Khan. O álbum ganhou as seguintes distinções, em em Outubro de 1990: "Grammy Awards", "Best Engineered Album", "Best Male Pop Vocal Performance", e o "Record of the Year".

Em 1993, Spencer reuniu-se com, Mike Pinera dos Iron Butterfly, Pedro Rivera dos Rare Earth e Jerry Corbetta dos Sugarloff, para formar o super grupo, "The Classic Rock All-Stars". O grupo lançou um CD, intitulado simplesmente "The Classic Rock All-Stars", Davis saiu do grupo, no verão de 1995, mas continuou em tourné pela Europa e pelos USA, sob o seu nome o resto do ano em 1996 e 1997.

Steve Winwood e Jim Capaldi reuniram os Traffic para lançar um novo álbum, "Far From Home", em 1994, seguido de uma tourné mundial, que incluía uma apresentação no 25 º aniversário do Festival de Woodstock. Winwood lançou ainda "Junction Seven" em 1997 e continuou a fazer espectáculos ao vivo, não só a solo, mas também com os Blind Face e Eric Clapton.

Em 2003, ele lançou outro álbum, chamado "About Time", e em 2008 o "Nine Lives".

segunda-feira, 14 de março de 2011

Ivan Lins, e Paul McCartney

O encontro foi há 10 anos, mas esta foto é inédita.

Em 2001, Ivan Lins apresentou-se no "Blue Note," em Nova York, e recebeu no seu espectáculo ninguém menos do que Paul McCartney. O ícone do rock mundial assistiu ao show de lançamento do CD “Jobiniando” e depois foi cumprimentar Ivan Lins, ao camarim.

Paul, como todos os restantes admiradores e amigos do cantor/pianista Brasileiro, ficou na fila, que ia crescendo á porta do camarim, com os constituintes da dita, a aguardarem a sua vez para cumprimentar o artista daquela noite.

Um dos produtores, que passava no local, reconheceu Paul, e ficou incrédulo. Correu a contar Ivan, o qual, também ficou sem palavras.

Convidado a "furar a fila" e a entrara de imediato ao camarim, Paul recusou-se, e disse com a maior simplicidade do mundo que aguardaria na fila.

Já no camarim, Paul elogiou o show, e segundo relatou do próprio Ivan Lins em 2002:

"Paul, fez questão de dar parabéns ao violonista da minha banda, José Carlos dos Santos, que agora eu só chamo de sir", brinca o compositor.

A foto que regista esse encontro é exclusiva, nunca antes publicada, gentilmente cedida por Marcos Britto, o talentoso teclista da banda do Ivan Lins (primeiro da direita para a esquerda).

Fonte: Aline Sodré, e Gonzaga Coutinho

sábado, 12 de março de 2011

Beach Boys. Smile de 1966, vai, finalmente, ser posto á venda

Smile, disco "perdido" dos Beach Boys, chegará ao mercado este ano, segundo anunciou a Capitol Records. A informação é do site da Rolling Stone EUA.

Apesar de ainda não haver data certa para o lançamento, já é sabido que álbum será vendido em formato CD duplo, além de ser disponibilizado para download no iTunes. Haverá também um box, em edição limitada, com quatro CDs, dois LPs, dois singles em vinil e um livro com 60 páginas sobre a banda.

O material de Smile originalmente, deveria ter sido lançado após o clássico disco "Pet Sounds" (1966), mas o projecto acabou por ser abandonado, sem ser acabado, devido à frágil saúde mental de Brian Wilson, líder da banda, na época.

Considerando que o álbum não foi finalizado, a tracklist deste novo lançamento ainda não foi divulgada, mas, segundo o comunicado, estará disponível, claro, uma aproximação do que seria o Smile, contando também versões alternativas das gravações.

"Estou muito feliz com o facto de sa sessões originais, de estúdio do Smile, serem lançadas pela primeira vez depois de todos estes anos", afirmou Brian Wilson num comunicado à imprensa internacional. Mais informações sobre o tão aguardado lançamento deverão ser divulgadas em breve.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Depois de Dylan, Eagles, também vão actuar na China


Xiong Wen ainda não era nascida quando os Eagles gravaram o seu maior sucesso de sempre, «Hotel Califórnia», mas já comprou bilhete para sábado, o dia em que aquela banda norte-americana vai tocar em Pequim, pela primeira vez.

Técnica de relações públicas, com 33 anos de idade, Xiong Wen fez bem em antecipar-se.

Embora o pavilhão onde os Eagles vão actuar tenha 18.000 lugares, três dias antes do concerto já só havia bilhetes acima dos 1.500 yuan - mais do que o salário mínimo na capital chinesa.

Como milhões de compatriotas da sua geração, Xiong Wen descobriu os Eagles há cerca de dez anos, quando frequentava a Universidade.

Nessa altura, na China, os espectáculos com grandes grupos pop internacionais eram ainda mais raros do que hoje.

A romântica melodia de 'Hotel Califórnia' - gravada em 1976 e distinguida com um Grammy - ficaria, contudo, na memória.

«Qualquer jovem chinês que estivesse a aprender guitarra a primeira música que queria tocar era o Hotel do Califórnia », diz Zhang Zhiqiang, um profissional da Rádio Pequim especializado na divulgação da música pop e rock.

Zhang Zhiqiang não irá ouvir os Eagles, mas não faltará ao concerto de Bob Dylan, no dia 06 de Abril, outra estreia absoluta na China.

«Bob Dylan é um líder», disse. «O concerto dele é um grande acontecimento e um sinal de abertura da China».

Dylan tocará também em Xangai, dois dias depois.

«Há anos que estamos a tentar organizar um concerto de Bob Dylan na China e, finalmente, conseguimos!», disse o promotor chinês, Wei Ming, ao jornal China Daily.

Em 2006, os Rolling Stones foram autorizados a tocar em Xangai, mas por exigência das autoridades, 'Let s Spend the Night Together', 'Brown Sugar' e três outras canções do grupo foram riscados do programa.

As canções dos Eagles, mais conformistas que as dos Rolling Stones, não preocuparão tanto a censura chinesa.

A banda que criou o 'Hotel Califórnia' apareceu em 1971, uma altura em que o rock era considerado na China «uma música decadente» e o país mais populoso do planeta estava mergulhado numa «Grande revolução Cultural Proletária».

por António Caeiro, da Agência Lusa

quarta-feira, 9 de março de 2011

As Grandes Bandas Inglesas dos Anos 60 - The Dave Clark Five

The Dave Clark Five foi uma das principais bandas, dos anos 60 e muito do sucesso do grupo foi consequência dos esforços do seu líder, Dave Clark. O grupo teve 22 discos de sucesso na Grã-Bretanha e 24 nos Estados Unidos, juntamente com seis tournées pelos EUA, com 13 aparições no Ed Sullivan Show.

Dave Clark nasceu em 1942. Foi uma espécie de "stunt men", e trabalhou como duplo em mais de 40 filmes. Quando a sua equipe de futebol, o Tottenham Hotspurs, precisou de dinheiro em 1960, Dave decidiu formar uma banda. Comprou uma bateria e aprendeu a tocá-la.

A banda começou como grupo de apoio a Stan Saxon, uma cantora do norte de Londres.
A formação dessa época era constituída por, Chris Wells e Mick Ryan, bem como Dave Clark. Mas rápidamente Dave verificando a inépcia dos seus companheiros, no que á musica dizia repeito, foi em busca de músicos competentes e disciplinados que pudessem encarar uma vida em competição permanente, com as outras bandas, que já estavam no terreno, em cidades como Liverpool, Manchester, e é claro Londres.

Norteado por estas ideias e de vontade firme, Dave encontrou em Mike Smith, Payton Dennis, Rick Huxley e Lenny Davidson, as personalidades que procurava. Estavam encontrados os Dave Clark Five.

O grupo começou por actuar em Tottenham, um subúrbio ao norte de Londres. Assinaram um contrato de gravação com a Ember / Pye, em 1962, e foram ganhando popularidade em Inglaterra.

O seu primeiro lançamento foi "Mulberry Bush" (uma versão rock de uma canção de embalar), que não teve qualquer impacto. Mas o segundo, uma cover dos Contours "Do You Love Me", fez, no Outono de 1963, disparar a popularidade da banda, colocando os DC 5 nos lugares cimeiros das vendas dos 45 Rpm.

Os Tremeloes tinham lançado igualmente "Do You Love Me", ao mesmo tempo, com o apoio da Decca, gravadora de mais recursos e influência nos dj's da ápoca. Resultado, a versão dos Tremolos subia nas listas de vendas, mais do que a versão dos DC 5. Isto provocou um grande impacto na banda, que decidiu começar a gravar as suas composições, o seu material.

E aqui entra o génio, o "faro", para este negócio de Dave Clark. Desde o início, Dave garantiu a posse de todas as masters, de todas as gravações dos DC5. Ainda hoje recebe uma mão cheia de royalties todos os anos.

Clark /Smith, passou a ser á semelhança de Lennon /McCartney, Jagger/ Richards, a chancela da maioria das gravações que se seguiram.

"Glad All Over" foi lançado no final de 1963 e em Janeiro de 1964, foi número 1 nas vendas britânicas Pop, substituindo os Beatles que ai estavam instalados com o"I Want To Hold Your Hand", que tinha sido número 1 durante seis semanas. Esta canção tornou-se um dos hits mais famosos Era Beat e ainda goza de muita popularidade.

Derrubar os Beatles trouxe grande destaque para o grupo e eles aproveitaram-se disso com o lançamento do single, "Bits and Pieces", que alcançou o número 2 nas listas britânicas.

Os DC5 distinguiam-se dos seus contemporâneos britânicos, logo pela sua formação, aonde estava sempre presente, o saxofone de Dany Payton. Depois em palco, Dave assumia com a sua bateria a linha frontal, destacado dos outros elementos, que se colocavam atrás dele. Depois os vocais de Mike Smith, eram poderosos, e de uma vitalidade pouco comum na época. Lenny Davidson era o guitarrista solo,enquanto o baixo ficava a cargo de Rick Huxley.

Os Dave Clark Five tomaram de assalto os EUA, liderando o que viria a ser conhecido como "The British Invasion". Um recorde de 18 participações (inédito para uma banda britânica) no Ed Sullivan Show, juntamente com seis tournées esgotadas e 15 hits no Top 20 em três anos, estabeleceram os DC5 como uma das bandas inglesas mais conhecidas no outro lado do Atlântico. Uma das suas tournées, incluíu, uns incríveis 12 shows com os lugares esgotados no Carnegie Hall, em três dias.

Seis gravações do grupo foram lançadas em 1964,nos EUA. Foram estas as posições alcançadas nos Tops:

"Bits and Pieces" (# 4),
"Can't You See That She's Mine" (# 4) e
" Because "(# 3).
No ano seguinte,
"I Like It Like That" (# 7),
"Catch Us If You Can" (# 4)
e o seu único # 1, nos USA "Over and Over", que tinha sido lançado anteriormente por Bobby Day, no lado B,do seu sucesso, "Rockin 'Robin".

Os Beatles tiveram um filme de sucesso com A Hard Day e Dave Clark respondeu com "Catch Us If You Can" (dirigido por John Boorman, que mais tarde viria a dirigir Deliverance e o Exorcist II), e que nos USA, foi intitulado, Having a Wild Weekend.

1966 viu os DC5 alcançarem o top 40 dos EUA com:
"At The Scene" (# 18),
"Try Too Hard" (# 12) e
"Please Tell Me Why" (# 28).

Gravaram ainda em 1967, um cover de Marv Johnson "You Got What It Takes" (# 7), que
viria a ser o seu ultimo destaque nas listas de vendas dos EUA e o seu último top 40 hit, "You Must Have Been A Beautiful Baby" (#38).

Dave Clark tinha sido um estudante de drama numa escola de teatro e, com a banda ainda em alta na popularidade junto do publico, voltou a sua atenção para dirigir e produzir. Fez uma produção televisiva de muito sucesso no Reino Unido, intitulado "Hold On, It's The Dave Clark Five" e comprou os direitos da série de televisão britânica "Ready Steady Go!", em que mostrava todos os principais artista, em actuações nas Tvs dos dois lados do Atlântico. Era do tipo do que se passa hoje na MTV.

Os tempos estavam a mudar no negócio da música. Psicadélico, era a grande moda no final dos anos 60, mas os Dave Clark Five não entraram naquela onda. A sua popularidade diminuiu um pouco nos os USA. Tiveram ainda algumas músicas no Top 10 do Reino Unido,incluindo "Everybody Knows", "Red Balloon" e "Everybody Get Together".

Os anos 70 troxeram o primeiro maxi-single,da banda "Good Old Rock and Roll", mas depois de terem sido relegados para o circuito revival, separaram-se, acabaram com a banda.

Dave Clark e Mike Smith ainda se juntaram num novo grupo chamado Dave Clark and Friends, com Eric Ford, Alan Parker e Madeline Bell. Mais foi "sol de pouca dura" . Quando o grupo se separou, Clark voltou á escola de teatro. Mike Smith continuou no negócio da música, escrevendo jingles comerciais e produzindo outros artistas. Lenny Davidson tornou-se um professor de guitarra em Hertfordshire e dirigiu um negócio que fornecia órgãos para igrejas. Rick Huxley foi trabalhar para a Vox, antes de abrir a sua "Musical Equipment Ltd em Camberwell", e em seguida, virou-se para a venda por grosso, de material eléctrico.
Dennis Payton entrou para o ramo imobiliário e continuou a tocar, como hobby, sempre que era convidado por outros musicos.

Dave Clark continuou com os seus negócios musicais. Editou um álbum, uma compilação com o título "Thumping Great Hits" e alcançou o topo das listas de vendas britânicas em 1977, num momento em que o punk rock estava no auge da sua popularidade.

Um video, em cassete foi feito a partir dos programas,"Ready Steady Go!" em 1983 e foi um best-sellers durante seis meses, chegando ao número um, das vendas das video cassetes.
Outros vídeos compilados por Clark alcançaram sucesso idêntico. Em 1985, as compilações de Dave Clark do Ready Steady Go! foram transmitidas em série, tendo atraido uma grande quantidade de espectadores da televisão britânica.

Dave também escreveu uma peça musical, "Time", estrelado por Cliff Richard e depois por David Cassidy, levado á cena em Londres e que foi um enorme sucesso em 1986.

Em 1993, Clark re-masterizou todos os singles da banda original e lançou-os num CD chamado "Glad All Over Again". Mike Smith, entretanto formou um novo grupo chamado "Mike Smith's Rock Engine" e continuou a actuar no Reino Unido e nos EUA. A tragédia atingiu Smith em 15 de Outubro de 2003, quando sofreu um acidente na sua casa em Espanha, e que afectou a sua medula espinhal. Ficou paralisado da cintura para baixo sem movimento no braço direito e com dificuldades de locomoção do braço esquerdo.
Steve Van Zandt da E Street Band de Bruce Sprengsteene, Paul Shaffer do The Late Show with David Letterman, chegaram a organizar um concerto beneficente em Nova York em nome de Mike.

Em 17 de Dezembro de 2006, Dennis Payton, o saxofonista, morreu de cancro aos 63 anos de idade. A sua morte aconteceu algumas semanas depois de ter sido anunciado que os Dave Clark Five tinham sido nomeados para a indução no Rock and Roll, Hall Of Fame, nos USA, em 2007. Num comunicado, Dave Clark referiu-se a Payton como "um amigo muito querido que eu conheço desde que éramos adolescentes." Disse ainda "Denis era extremamente corajoso e não tinha medo da morte. Tinha uma filosofia de vida incrível e vai me fazer muita falta, e a todos que o conheceram."

Os adeptos do Rock and Roll e dos DC 5, sofreram outra perda terrível em 28 de Fevereiro de 2008, quando Mike Smith morreu de pneumonia no Hospital. Stoke Mandeville, pero de Londres, duas semanas antes de a banda ser induzida no Rock and Roll Hall of Fame. Tinha 64 anos.

A 12 de Março de 2008, os Dave Clark Five foram induzidos no Rock and Roll Hall of Fame em Nova York (com Madonna). Na cerimónia, estavam os três sobreviventes da banda, Dave Clark (bateria), Lenny Davidson (guitarra) e Rick Huxley (baixo).


Os hits dos Dave Clark Five:

Glad All Over - Janeiro 1964 - ficou em # 6
Bits And Pieces - Fevereiro.1964 - ficou em # 4
Do You Love Me - Abril de 1964 - ficou em # 11
Can't You See That She's Mine - Junho de 1964 - ficou em # 4
Because - Julho de 1964 - ficou em # 3
Everybody Knows - Setembro 1964 - ficou em # 15
Anyway Way You Want It - Novembro 1964 - ficou em # 14
Come Home - Janeiro 1965 - ficou em # 14
Reellin' e Rockin '- Abril de 1965 - ficou em # 23
I Like It Like That - Junho de 1965 - ficou em # 7
Catch Us If You Can - Julho de 1965 - ficou em # 4
Over And Over - Outubro 1965 - ficou em # 1
At The Scene - Janeiro 1966 - ficou em # 18
Try Too Hard - Março de 1966 - ficou em # 12
You Got What It Takes - Março de 1967 - ficou em # 7
You Musta Been a Beautiful Baby - Junho de 1967 - ficou em # 35
Everybody Knows - Dezembro 1967 - ficou em # 43

terça-feira, 8 de março de 2011

The Pretenders - Chrissie Hynde

Ao longo dos anos, os Pretenders têm-se tornado num veículo para o talento da compositora, guitarrista e vocalista, Chrissie Hynde: uma cantora refrescante e sexy que distorceu os papéis masculinos do rock & roll a seu belo prazer.

Por seu turno, o guitarrista Honeyman-Scott criava uma paleta sónica riquíssima de ritmos e efeitos que se revelaram muito influentes nas duas décadas seguintes. Desde o seu começo, no final dos anos 70, o grupo fazia a ponte entre o punk/new wave e pop mais do que qualquer outra banda, editando uma série de temas pop/rock de imediata acessibilidade

Originária de Akron, Ohio, USA, Chrissie Hynde muda-se para Inglaterra no início dos anos 70. Aí trabalha como jornalista no New Musical Express (a meio da década) e, mais tarde, na boutique de Malcolm McLaren (músico que começou por ser conhecido como manager dos Sex Pistols).

Após algumas experiências noutras bandas, forma, em 1978, os Pretenders, com Honeyman-Scott (guitarra), Pete Farndon (baixo) e Martin Chambers (bateria). Nesse mesmo ano, editam os primeiros singles que têm uma boa aceitação na Grã Bretanha. O seu álbum de estreia homónimo é lançado em 1980 e acaba por chegar ao primeiro lugar do top britânico. Nos EUA, o sucesso do disco é idêntico, entrando para o restrito top ten.

Numa tournée pela América, em 1980, Hynde conhece o musico Ray Davies (guitarrista dos Kinks) pelo qual se apaixona.

Após o EP "Extended Play", editado na Primavera de 1981, o grupo lança o seu segundo álbum,
"Pretenders II". Embora o disco tenha tido boas vendas, repete as ideias do trabalho anterior.

Em Junho de 1982, Pete Farndon é expulso do grupo devido ao abuso de drogas. Passados apenas dois dias, a 16 de Junho, James Honeyman-Scott é encontrado morto devido a overdose.

Grávida de Davies, Hynde entra em retiro após a morte do guitarrista. Em 1983, dois meses após a cantora ter dado à luz, Farndon morre também devido aoverdose.

No final do ano, Chrissie Hynde volta a agrupar os Pretenders, adicionando novo guitarrista, Robbie McIntosh, e baixista, Malcom Foster. O seu primeiro trabalho é "Learning To Crawl", no início de 1984, que é coroado com críticas positivas e algum êxito comercial.

Hynde acaba o romance com Ray Davies, e casa com Jim Kerr, (vocalista dos Simple Minds), em Maio de 1984.

Em 1985, destaca-se a presença do grupo no Live Aid (espectáculo de solidariedade para com a Etiópia), e da sua vocalista num dueto com os UB 40, em "I Got You Babe", o clássico dos anos 60, de Chér e Sony Bono.

Para o álbum seguinte, apenas restam do grupo que gravou "Learning To Crawl", Hynde e McIntosh, sendo os restantes músicos contratados.

Em 1986, sai "Get Close ". Do álbum, retiram o single (que viria a ser talvez o seu maior êxito)
"Don't Get Me Wrong", que entra para o top ten norte-americano, em 1987.

O casamento de Hynde com Kerr desmorona-se em 1990, ano em que os Pretenders lançam "Packed!", que falha tanto os tops britânicos como os americanos. O grupo fica então parado durante os anos seguintes, emergindo em 1994 com "Last Of The Independents", um álbum que os levou de novo ao top 40 graças à balada "I'll Stand By You".

No final de 1995, editam um álbum ao vivo: "Isle Of View". Depois disso, seguiu-se novo interregno. 1999 marca o regresso dos Pretenders depois de quatro anos sem gravar. "Viva El Amor" é o nome do mais recente capitulo da já respeitável história do grupo.

Fonte: Darkstar - 50607080

segunda-feira, 7 de março de 2011

As Grandes Bandas de Liverpool dos anos 60 - Gerry And The Pacemakers

Por incompreensível que pareça à distância de mais de 40 anos, durante alguns meses, Gerry & The Pacemakers eram os concorrentes mais próximos dos Beatles na Grã-Bretanha. Agenciados, como os Beatles, por Brian Epstein, Gerry Marsden e a sua banda, alcançaram fama e sucesso, com três primeiros lugares consecutivos, nas listas de vendas do Reino Unido em 1963, "How Do You Do It", "I Like It" e "You'll Never Walk Alone ". Este ultimo tema viria a transformar-se no hino dos "Red Devills", os apoiantes do principal clube da cidade, o Liverpool FC.

Se os Beatles maracaram o Merseybeat pelo seu melhor, no início de 1963, Gerry & The Pacemakers, deixaram igualmente a sua marca, de uma forma mais inofensiva, com melodias cativantes e extremamente leves, de contexto e forma conduzidos, pela guitarra e os vocais de Gerry Marsden. Em comparação com os Beatles e outros nomes da "pesada", durante a chamada "invasão britânica", os Pacemakers, soam pitorescos, de facto, e bastante ingénuos.

Isto não quer dizer que o grupo fosse trivial, até porque em todos os modismos, há sempre o excelente, o sofrivel e o mau. Digamos que Gerry and The Pacemakers, se situavam no meio da escala. Os seus hits eram agradáveis e enérgicos, e ainda são carinhosamente lembrados hoje,
e os elementos da banda, apesar de não terem o talento ou a imagem adequada, e necessária para em palco assumirem a atitude rebelde ao estilo da época, valiam-se do seu optimismo incansável e da sua postura de meninos bem comportados.

Gerry Marsden formou o grupo no final dos anos 50, com o nome, The Mars-Bars. A formação era liderada por ele na guitarra e vocais principais, o seu irmão Fred na bateria, Les Chadwick no baixo e no piano Arthur Mack, que viria a ser substituído em 1961 por Les McGuire.

Tocaram, exactamente no mesmo circuito de Liverpool, e Hamburgo,com os Beatles, e disputavam passo a passo como seus rivais a popularidade local.
Á semelhança dos Fab Four,eram agenciados por Epstein, em meados de 1962, tendo sido a primeira banda a alcançar esta mais valia, além dos Beatles. Assinaram contrato com a etiqueta EMI / Columbia no início de 1963, sob a direcção do produtor George Martin.

O seu primeiro single foi uma composição de Mitch Murray que Martin queria que os Beatles gravassem para a sua estreia, "How Do You Do It?"
Os Beatles gravaram uma versão do tema, que pode ser ouvido na compilação, Anthology, mas opuseram-se a que fosse lançado o 45 Rpm, achando muito sentimental e, de qualquer maneira,estavam mais interessados em gravar as suas próprias composições,os seus originais.

Para Gerry e os Pacemakers, a recusa dos Beatles em lançarem o tema, caiu do céu, pois este enquadrava-se prefeitamente no estilo "poppy e light" do grupo, e foi número um durante algum tempo, antes de ter sido desalojado do topo pelos Beatles, com o seu terceiro 45 Rpm, "From Me to You".

The Pacemakers nunca fugiram ao estilo ligeiro dos seus primeiros singles, e usaram sempre a mesma fórmula, apoiada na personalidade sorridente, pop a raiar a imbecilidade, de Gerry Mardsen. Quando voltaram ao estudio, foi para gravar o tema de Mitch Murray "I Like It", e reformular a estrutura musical de "You'll Never Walk Alone", uma canção composta por Richard Rodgers e Oscar Hammerstein para um musical de 1945.

Não é do conhecimento publico, mas Gerry Marsden escreveu muito do material da banda,
ou seja a maioria de seus sucessos, incluindo "It's All Right", talvez a sua melhor composição,
e o "I'm the One". Escreveu igualmente "Don't Let the Sun Catch You Cryin'", dividindo os créditos com o resto do grupo, e ainda"Ferry Cross the Mersey", baladas que George Martin embelezou com arranjos de cordas.

Como os Beatles, Gerry & The Pacemakers, estrelaram o seu próprio filme, Ferry Cross the Mersey, embora não tenha sido tão bem sucedido como o "A Hard Day's Night".

Por volta de 1965, a popularidade do grupo na Grã-Bretanha estava em sério declínio, embora
estivesse em alta nos Estados Unidos, aonde juntamente com outros grupos britânicos e durante a chamada, "British Invasion" alguns de seus sucessos, alcançaram boas posições nas listas de vendas.

Como praticamente todos os outros grupos de Liverpool, The Pacemakers mostraram-se incapazes de evoluir no mesmo plano, como os Beatles ou outras bandas britânicas, mantendo-se estagnados, no pop light, vestido com os seus "fatinhos de alpaca" conservadores, e o cabelo, monásticamente curto. Ficaram rapidamente obsoletos, mantendo a fórmula básica, que parecia fresca em 1963, mas completamente ultrapassada em 1966. Esse foi o ano em que tiveram o seu último Top 40 hit, nos USA,"Girl On A Swing". The Pacemakers acabaram nesse ano no mês de Outubro.

Gerry Marsden tornou-se num popular entertainer de cabaré e animador infantil na televisão. Por vezes actuava com os seus ex-companheiros, em espectáculos no circuito revivalista inglês. Juntou The Pacemakers, em 1974, após 8 anos como artista a solo, viajando pelo mundo. Outra
grande tournée teve lugar em 1993 para assinalar os 30 anos de Gerry & The Pacemakers.

"Eu amo estar no palco, a tocar para as pessoas de todo o mundo", disse Gerry, sorrindo com aquele sorriso insolente que se tinha tornado uma das marcas da sua actividade comercial ao longo dos anos "Sou pago para me divertir!"

Gerry escreveu a sua autobiografia com Ray Coleman em 1993. Nesta história envolvente, Gerry Marsden surge como um homem animado, um artista com uma enorme confiança e um espírito único, desde a infância nas ruas e do amor dos primórdios da música a sua amizade e rivalidade com os Beatles, a fome de fama e sucesso duramente conquistada, a sua história é uma onda de calor, humor e determinação.

O livro tornou-se a base da produção musical "Ferry cross the Mersey" uma história musical dos dias de Gerry durante o Merseybeat. A peça teveeve uma première em Liverpool e fez uma tournée muito bem sucedida no Reino Unido, Austrália e Canadá.

O baterista original Fred Marden morreu com um cancro em 09 de Dezembro de 2006. Não tinha participado na reunião da banda em 74, tinha desistido do negócio da música para ser telefonista, e mais tarde criou a escola de condução "Pacemaker".