sábado, 19 de fevereiro de 2011

Françoise Hardy , a musa francesa dos anos 60

Quais de vós, cotas da geração dos 60, não dançou, agarradinho o "Tous Les Garçons et les Filles", cantado por Françoise Hardy, nos bailes de garagem que tiveram o seu apogeu durante essa época dourada ?

Françoise Hardy, nasceu em Paris, a 17 de Janeiro de 1944. Cresceu com a irmã Michèle, e vivia com a sua mãe num pequeno apartamento em Paris. Quando terminou o ensino secundário, o pai ofereceu-lhe uma guitarra e Françoise começou a compor canções. A mãe incentivou-a a ingressar na universidade e Françoise matricula-se na Faculdade de Ciências Políticas na Sorbonne, tendo depois mudado para Letras. No entanto, não chegou a concluir nenhum curso, descobrindo na música a sua verdadeira vocação.

Em 1961, com apenas dezassete anos, assinou um contrato com a editora discográfica "Vogue". No ano seguinte Françoise alcança grande sucesso internacional com a canção "Tous les garçons et les filles", mais de dois milhões de cópias vendidas, à qual continua associada ainda hoje.

Por esta altura Françoise conheceu o fotógrafo Jean-Marie Périer, com quem manteve uma relação amorosa até 1967, altura em que se apaixonou por Jacques Dutronc, o seu companheiro até hoje, e com o qual teve um filho, Thomas, em 1973.

Em 1963, participou no Festival Eurovisão da Canção como representante do Mónaco com o tema "L’amour s’en va", tendo alcançado o quinto lugar no concurso. No ano seguinte, é a vez do Festival de San Remo, na Itália, onde Françoise canta "Parla mi di te".

Em 1971 lançou o disco "La question", resultado de uma colaboração estreita com a cantora e guitarrista brasileira, Tuca.

Em 1988 Françoise anunciou que se retiraria do mundo da música e lança aquele que supostamente seria o seu último disco, "Décalages". Apesar da sua intenção, a retirada não se verifica e em 1993 grava um dueto com Alain Lubrano, "Si ça fait mal", uma canção sobre o vírus da sida.

Dois anos depois assina um contrato com a editora Virgin e em 1996 lança o álbum "Le danger".

Françoise Hardy regressou ao mundo dos discos em Novembro de 2004 com a edição de "Tant des belles choses", aclamado pela crítica.

O ano passado, 2010, lançou mais um CD, "La Pluie Sans Parapluie", que tem recebido igualmente as melhores criticas e aceitação por parte do seu publico.

Françoise contracenou ainda nos seguintes filmes - "Chateau en Suède" (1963), "Une balle au coeur" (1965), "What's New Pussycat?" (1966), "Masculin-Féminin" (1966), and "Grand Prix" (1967).


2 comentários:

Gena Resende disse...

Eu namorei muito ao som dos discos dela e ainda hoje a continuo a ouvir...nostalgia, das festas de garagem , da inocência desse tempo e da juventudo... pelos vistos somos vizinhos, já que moro na Parede, mas costumo anda pelo pontão de Oeiras.
Ainda bem que há pessoas como nós!!

Vicky Paes Martins disse...

Pois...seremos uma raça em vias de extinção.Mas enquanto durou, foi extraordinário.Grato pelo seu comentário.