segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Stephan Stills, bio resumida

Destacou-se pelo seu trabalho em bandas como os A Go-Go Singers, Buffalo Springfield, Manassas, Crosby Stills Nash e Young, grupos integrantes de uma elite inovadora, e sempre criativa, que fizeram história no panorama da musica pop da década de sessenta, nos USA.

Stephen Stills nasceu em Dallas, Texas a 3 de Janeiro de 1945. Ficou fascinado pela música, muito jovem, e ao completar os 15 anos, já tocava profissionalmente. Quando deixou a faculdade, rumou a Nova York, para tentar a sua sorte como musico. Aí, deambulou pela cena musical de Greenwich Village, efervescente na época, e "poluída" por outros nomes desconhecidos, que como ele andavam á procura da sua oportunidade.

E foi no Café Au Go-Go, que acabou por assinar um contrato como guitarrista, passando a integrar a banda residente, com o mesmo nome do café: Au Go-Go Singers.
Neste periodo, faz amizade com outro elemento da banda, Richie Furay.Durante uma turnê ao Canadá, de apoio aos agricultores locais, Neil Young,integra a banda.

Em 1965, Stills deixa os Au Go-Go Singers, e vai para Los Angeles, aonde tudo acontecia, e acaba por se envolver com a "comunidade folk-rock" emergente, e muito activa.
Depois de uma série de concertos e audições, incluindo uma para a série de televisão The Monkees. Na primavera de 1966 Stills, reúne Neil Young, Richard Furay, o baixista Bruce Palmer e o baterista Dewey Martin, para formar os Buffalo Springfield. Um ano depois, o grupo lança o seu primeiro álbum homónimo, promovido com o single de autoria de Stills, "For What It's Worth".Com o sucesso, vieram os problemas internos, os confrontos de ego, e as drogas que já faziam parte da "dieta" da banda. Foi a separação.

Em 1968,Stills grava o Lp, sob o nome de Super Session, com o colega guitarrista Mike Bloomfield e Al Kooper.

Durante uma jam session,conhece o ex-Byrd David Crosby e o ex-Hollies Graham Nash, e que levou à formação do supergrupo Crosby, Stills e Nash, lançando em 1969, o seu trabalho de estreia, um LP, que é baptizado com o nome Crosby, Stills & Nash, vindo a alcançar o 6º lugar nas listas de vendas, sendo quatro vezes, multi-platina, um enorme sucesso, impulsionado pelo single "Suite: Judy Blue Eyes ",tema composto por Stills e pela cantora folk Judy Collins. Mais tarde nesse ano, Neil Young juntou-se ao grupo. Em 1970, como Crosby, Stills, Nash e Young, gravam o Déjà Vu, que viria a ser outro enorme sucesso, e que atingiu o primeiro lugar dos tops sendo sete vezes, multi-platina.

Desde a sua criação, CSN e Y foi idealizado para permitir aos músicos integrantes,uma grande latitude criativa no seu trabalho a solo, e após a gravação do LP ao vivo do grupo Four Way Street, em finais de 1970,que viria a ser lançado no ano seguinte, Stills lançou o seu álbum solo, que contou com as participações especiais de Jimi Hendrix e Eric Clapton. Á semelhança do que seria o segundo trabalho de 1971, o Stephen Stills 2, este, o simplesmente Stephen Stills, estiveram nos topos das listas de vendas em todo o mundo, com grande aceitação por parte do publico, e da critica especializada.

Em 1972, Stills começou a apresentar-se com uma nova banda, os Manassas, que contava com o ex-Byrd e Flying Burrito Brothers, Chris Hillman,e outros "compagnons de route" . Vêr aqui.

Em 1975, assina com a Columbia e grava o Illegal Stills, um ano depois.

No verão de 1976, foi planeada uma tournée com Neil Young, no entanto, Young, adoeceu com problemas na garganta, levando Stills, para a estrada, sozinho. No entanto ele e Young fizeram todos os espéctaculos de promoção deo Lp Long May You Run nesse ano.

Em 1977, Stills junta-se a Crosby e Nash para a gravação de mais um trabalho de CSN, que vendeu mais de quatro milhões de cópias. No verão seguinte, o trio realizou uma turnê acústica, e Stills e lançou o álbum a solo Thoroughfare Gap.

Em 1982,com Crosby, Nash e Young, grava o Daylight Again, que incluiu os hits "Southern Cross" e "Wasted on The Way."
Em 1983,foram feitos diversos esforço para reunir os CSN,em vão. Stills seguiu novamente a sua carreira solo, em 1984 grava o Right By You.
Durante a década de 1980,Stills escolheu, ficar longe do grande público.Mas continuou a gravar a espaços a solo ou com outros dos seus velhos amigos. Vejam o seu trablho a partir da década de 90.
Em Setembro de 1991, lança o Stills Alone
Em Novembro de 2003, Turnin' Back The Pages, uma compilação dos seus sucessos.
Em Agosto de 2005, Man Alive!"
Em Julho de 2007, Just Roll Tape, outra compiulação.

Em 3 de Janeiro de 2008, data de seu aniversário, Stephan Stills, foi operado a um cancro na próstata,da qual,segundo ele, saiu com "flying colours"...

Em Setembro de 2009, junta de novo os Manassas e gravam Pieces
Em Octubro de 2009, lança a gravação ao vivo, "Live at Shepherd's Bush".

Fantástica a obra deste excepcional cantor, guitarrista, e compositor de seu nome Stephan Stills.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Happy Birthday, My Sweet George


George Harrison, hoje completaria 68 anos. Nasceu a 25 de Fevereiro de 1943, em Liverpool, Inglaterra, e faleceu a 29 de Novembro de 2001, em Los Angeles, vítima de cancro.

Apesar de nunca ter desfrutado de um mediatismo comparável a John Lennon ou Paul McCartney, George Harrison foi um músico de grande nível e uma peça fundamental dos "Fab Four", tendo assinado alguns temas marcantes da banda como "While My Guitar Gently Weeps", "My Sweet Lord" ,ou "Something", entre muitos outros.

Segundo a família, George Harrison deixou este mundo da maneira como viveu nele: em paz, consciente da existência de Deus, e sem medo da morte.

George, detestava a beatlemania e adorava a música. Não compôs tantas músicas como Lennon ou McCartney, mas tudo o que compôs, foi arrebatador. Era um homem calmo que não fazia questão de ter muitos amigos. Voltado para a filosofia oriental, foi se transformando no místico da banda.

Além de guitarrista talentoso também cantava e compunha brilhantemente. Filho de um motorista de autocarro e de uma dona de casa, venceu a resistência dos pais e ganhou o direito de ensaiar na garagem de casa.

Costumava dizer que a maior ruptura na carreira dele foi entrar para os Beatles e a segunda maior foi deixá-los.


sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

5 mil palhetas, para uma imagem de hendrix

O guitarrista norte-americano Jimi Hendrix, que faleceu em 1970, foi homenageado pelo artista plástico Ed Chapman com um retrato composto por mais de 5 mil palhetas cedidas pela Fender, a mesma marca da guitarra usada pelo músico.

O retrato está exposto este mês nos estúdios da Abbey Road, em Londres, e será vendido no leilão beneficente "Sound & Vision" esta quinta feira, 24 de Fevereiro. A receita obtida, será entrgue à ONG, Cancer Research UK, entidade filantrópica britânica que faz pesquisas em prol de tratamentos para o câncro.

No seu site oficial, Chapman explica porque escolheu Hendrix e as palhetas para formar o retrato.

"Ninguém tocava uma guitarra Fender como ele. Decidi usar palhetas porque gosto de experimentar diferentes materiais e texturas. E também acho que esta é uma boa maneira de prestar tributo ao grande músico, que foi Jimi".

Acrescentou: "Não há melhor lugar para o vender, do que este lendário lar da música. Espero que ele consiga, arrecadar para a Cancer Research, o máximo valor que for possível".

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Steppenwolf, Born To Be Wild

Steppenwolf é uma banda de rock formada em 1967.

"Born to be Wild", a canção de maior sucesso da banda, foi usada como tema do filme Easy Rider, e tornou-se num dos maiores hinos do rock'n'roll, logo adoptado pelos motards de todo o mundo, como sendo o seu cartão de visita, e defenindo uma atitude durante aquele período musical.

Born to be Wild também recebe o crédito com a frase, "Heavy Metal Thunder", contido no segundo verso da terceira estrofe da letra do clássico, o qual serviria mais tarde para denominar o estilo heavy metal. A canção foi escrita por Mars Bonfire (Dennis Edmonton), antigo membro dos Sparrow e irmão de Jerry. Esta foi a primeira menção do termo heavy metal associado á música rock. A mesma canção é considerada por muitos críticos a primeira canção Heavy Metal de todos os tempos.

"Magic Carpet Rider", outro sucesso do grupo, também faz apologia dos motards.

Aos 4 anos de idade, John Kay fundador dos Steppenwolf, foge da Prussia com a sua mãe, que se instala em Hanover, na Alemanha . Pouco temo depois, imigrariam para o Canadá, em 1958.

Steppenwolf tem as suas origens numa banda de blues de Toronto chamada Sparrow, formada em 1964 e que tocava num café do bairro de Yorkville. Em 1967 a banda estableceu-se em São Francisco, California, onde começaram a tocar música folk.

Foi aí que o produtor Gabriel Mekler, da Dunhill Records (Los Ángeles) propôs á banda, que dixasse o folk e começassem a tocar Hard rock, sob o nome de Steppenwolf.

Foto do interior da capa do LP, "For Ladies Only"

A formação original, incluis John Kay (voz e guitarra), Jerry Edmonton (bateria), Michael Monarch (guitarra), Goldie McJohn (teclados) e Rushton Moreve (baixo).

Em 1968, Nick St. Nicholas, que já havia tocado com o Sparrow, substitui Rushton Moreve no baixo.

Após "Born to be Wild", ainda viria, "Magic Carpet Ride" no Steppenwolf the Second (1968) e "Rock Me" de At Your Birthday Party (1969). En 1970, declararam que seu melhor disco lançado foi o duplo LP Steppenwolf Live. O disco foi editado entre Monster (1969) e Steppenwolf 7 (1970), que foi o álbum mais crítico da banda, pois as suas letras, faziam muitas críticas á política e ao governo de Nixon.

A banda separou-se em 1971, depois de publicarem "For Ladies Only", para mim o melhor e o mais consistente trabalho, da banda, mas que foi igualmente o seu canto do cisne, já que de seguida, John Kay inicia a sua carreira a solo, sendo acompanhado por, Kent Henry (guitarra), George Biondo (baixo), Hugh O'Sullivan (teclados) e Penti "Whitey" Glan (bateria), que foram substituídos por Danny Kortchmar, Lee Sklar, Mike Utley e Russ Kunkel, respectivamente.

Os Steppenwolf ainda se juntaram em 1974 e editaram o LP Slow Flux, mas voltaram a separar-se em 1976. Durante o período compreendido entre 1977 e 1980, a banda ainda teve uma formação fixa, desta vez sem Kay. Chegaram a gravar um disco de estúdio, "Night of the Wolf" em 1979, que permanece inédito.

John Kay formou uma nova versão da banda no início da década de 1980, chamada John Kay and Steppenwolf com quem gravou quatro discos (Wolf Tracks, 1982; Paradox, 1984; Rock & Roll Rebels, 1987 e Rise & Shine, 1990).

Em 2001 publicou um disco solo, sem grande reprecussão. Em 2005, foi ainda posto á venda um DVD, Live in Louisville.


quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Os Monkees, estão de volta, após 45 anos

Os Monkees reuniram-se para para a realização de uma tournê, comemorativa dos 45 anos da banda.

Michael Nesmith, produtor e romancista, não irá fazer parte do tour. Os outros três integrantes, Peter Tork, Davey Jones e Micky Dolenz, irão realizar 10 shows, começando a 12 de Maio na Liverpool Echo Arena, e realizando, posteriormente uma apresentação especial no Royal Albert Hall em Londres, entre mais dez apresentações, em locais a anunciar.

Numa entrevista ao jornal britânico The Independent, Peter Tork declarou ter recebido "uma oferta que não poderia recusar" para voltar ao grupo, já que fora "despedido" durante a última tournée de reunião da banda, em 2001, e na época afirmara que "graças a Deus" não precisava mais dos Monkees.

Agora, minimiza as brigas. "Gostamos uns dos outros agora. Quaisquer altos e baixos que tivemos foram coisas insignificantes", disse, garantindo que os novos shows "são mais divertidos" que os anteriores.

A banda foi criada originalmente pelo escritores e produtores Bob Rafelson e Bert Schneider para uma série de televisão "The Monkees", no ar de 1966 a 1968, e que retratava a vida de quatro jovens tentando chegar ao estrelato no meio musical. Foram uma tentativa para fazer frente á popularidade dos Beatles, nos USA, na época. Após o fim da série, ainda protagonizaram um filme, passando a controlar e supervisionar o seu trabalho musical, e ganhando alguma credibilidade.

Os seus hits incluem Daydream Believer, I’m a Believer e Last Train to Clarksville.

Os Monkees venderam 50 milhões de discos por todo o mundo e foram classificado por John Lennon como "os irmãos Marx do rock", numa referência aos comediantes norte-americanos, já que as suas actuações televisivas, incluíam muitos scketchs, cómicos.


terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Breve bio dos Status Quo


Status Quo, também conhecida como The Quo ou apenas Quo, são uma banda de rock Inglês, cuja música é caracterizada pelo seu ritmo inigualável do boogie rock.

Gravaram mais de 60 hits no Reino Unido, mais do que qualquer outro grupo de rock da história musical britânica. 22 destes hits, chegaram ao Top Ten britânico.

A origen do Status Quo, foram os "The Scorpions", banda colegial, formado em 1962, por Francis Rossi e Alan Lancaster que estudavam na Sedgehill Comprehensive School, Catford, mudando depois o nome para "The Spectres".

Rossi e Lancaster fizeram o seu primeiro show no Samuel Jones Sports Club em Dulwich, Londres. Em 1963 convidaram o baterista John Coghlan, para se juntar á formação.

Começaram por escrever o seu próprio material e após um ano de actuações conheceram Rick Parfitt, que tocava numa banda de cabaré, o qual seria também integrado nos ainda , Spectres .

Em 18 de Julho de 1966 "The Spectres" assinaram um contrato de cinco anos com a Piccadilly Records, lançando dois singles nesse ano, "I (Who Have Nothing)" e "Hurdy Gurdy Man" (escrito por Alan Lancaster), e no ano seguinte " (We Ain't Got) Nothin 'Yet "(uma canção originalmente gravada pela banda de Nova York psicodélica "The Blue Magoos". Os três singles foram verdadeiros flops.

Em 1967, o grupo descobriu a psicodelia e mudou o seu nome para Traffic (depois alterada para Traffic Jam, para evitar confusão com os Traffic de Steve Winwood). Nesta altura, o line-up também incluia o teclista Roy Lynes.

Lançaram o single "Almost But Not Quite There", que também foi um flop.

No final de 1967 a banda assumiu-se como The Status Quo, e em Janeiro de 1968, lançam o álbum psicodélico, "Pictures of Matchstick Men". "Matchstick Men" alcançou o 7º lugar do UK Singles Chart, sendo também o seu único hit Top 40 nos Estados Unidos. Embora os álbuns do grupo fossem lançadas nos Estados Unidos ao longo da sua carreira, nunca alcançaram aí o mesmo nível de sucesso e fama, que tiveram no seu país de origem.

Bob Young foi contratado como roadie e "tour manager, tornando-se ao longo dos anos num dos parceiros de composição, mais importantes para os Status Quo.

Depois do segundo álbum "Spare Parts" se ter revelado, mais um flop comercial, a banda, desiludida com a sua direcção musical, abandonou a psicodelia pop e as modas de Carnaby Street, em prol de um hard rock / boogie, passando a usar em palco, como "uniforme", os blue jeans, uma t shirt branca, e um colete, vindo esta indumentária a tornar-se na sua imagem de marca na década de 1970.

Lynes deixou a banda em 1971, para ser substituída (no estúdio) por musicos convidados, incluindo o teclista Jimmy Horowitz e Tom Parker . Em 1976, ex-membro dos The Herd e Judas Jump, Andy Bown foi contratado para ficar nos teclados, mas como tinha contrato como artista a solo com a EMI, não foi creditado como membro a tempo inteiro até 1982.

Rossi e Parfitt foram agraciados com o OBE no New Year Honours 2010, pelos seus serviços, prestados à música.


segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Adele, iguala os Beatles

Adele conseguiu nesta semana igualar um feito dos Beatles nunca antes realizado por um artista vivo. A cantora britânica conseguiu colocar nas listas de vendas britânicas duas músicas e dois álbuns no Top 5 singles e Top 5 discos, respectivamente.

Ao mesmo tempo, a faixa "Someone like you" tirou "Born this way", novo hit de Lady Gaga, da primeira posição de singles. Já "21", o seu segundo CD, também atingiu o primeiro lugar na lista de álbuns.

Em Janeiro de 1964, "I want to hold your hand" e "She loves you", dos Beatles, estiveram nas posições nº 2 e 5 do ranking de singles, enquanto os álbuns "With The Beatles" e "Please please me" ficaram na primeira e segunda posição das listas britânicas da época.

"19", disco de estreia da cantora de 22 anos, agora está na quarta posição do ranking, enquanto o single "Rolling in the deep", do novo álbum, encontra-se no mesmo lugar do ranking de álbuns.

Booker T. Jones - The Road From Memphis

Booker T. Jones, nascido a 12 de Novembro de 1944, multi instrumentalista, produtor , autor mas mais conhecido por ser o líder dos Booker T. & the MG's, famoso grupo da soul music, que durante os anos dourados da década de 60 acompanhou Otis Redding, está com um novo álbum a caminho, intitulado The Road From Memphis, recheado de participações, segundo informou o site Pitchfork.

O disco, produzido por Jones, e Questlove, baterista dos The Roots, e Rob Schnapf, chega às lojas no dia 10 de Maio, contando com colaborações de Lou Reed, The Roots, Yim Yames (frontman dos My Morning Jacket), Matt Berninger (vocalista dos National), Sharon Jones e do guitarrista de soul Dennis Coffey.

De acordo com a nota, Booker T. não toca somente teclados, e assume os vocais na faixa "Down in Memphis". O trabalho é o sucessor de Potato Hole, de 2009 (que lhe rendeu um Grammy no ano passado).
Vejam o tracklist completo, aqui abaixo:

The Road From Memphis:
1 - "Walking Papers"
2 - "Crazy"
3 - "Progress" (com Yim Yames)
4 - "The Hive"
5 - "Down in Memphis"
6 - "Everything Is Everything"
7 - "Rent Party"
8 - "Representing Memphis" (com Matt Berninger e Sharon Jones)
9 - "The Vamp"
10 - "Harlem House"
11 - "The Bronx" (com Lou Reed)

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Françoise Hardy , a musa francesa dos anos 60

Quais de vós, cotas da geração dos 60, não dançou, agarradinho o "Tous Les Garçons et les Filles", cantado por Françoise Hardy, nos bailes de garagem que tiveram o seu apogeu durante essa época dourada ?

Françoise Hardy, nasceu em Paris, a 17 de Janeiro de 1944. Cresceu com a irmã Michèle, e vivia com a sua mãe num pequeno apartamento em Paris. Quando terminou o ensino secundário, o pai ofereceu-lhe uma guitarra e Françoise começou a compor canções. A mãe incentivou-a a ingressar na universidade e Françoise matricula-se na Faculdade de Ciências Políticas na Sorbonne, tendo depois mudado para Letras. No entanto, não chegou a concluir nenhum curso, descobrindo na música a sua verdadeira vocação.

Em 1961, com apenas dezassete anos, assinou um contrato com a editora discográfica "Vogue". No ano seguinte Françoise alcança grande sucesso internacional com a canção "Tous les garçons et les filles", mais de dois milhões de cópias vendidas, à qual continua associada ainda hoje.

Por esta altura Françoise conheceu o fotógrafo Jean-Marie Périer, com quem manteve uma relação amorosa até 1967, altura em que se apaixonou por Jacques Dutronc, o seu companheiro até hoje, e com o qual teve um filho, Thomas, em 1973.

Em 1963, participou no Festival Eurovisão da Canção como representante do Mónaco com o tema "L’amour s’en va", tendo alcançado o quinto lugar no concurso. No ano seguinte, é a vez do Festival de San Remo, na Itália, onde Françoise canta "Parla mi di te".

Em 1971 lançou o disco "La question", resultado de uma colaboração estreita com a cantora e guitarrista brasileira, Tuca.

Em 1988 Françoise anunciou que se retiraria do mundo da música e lança aquele que supostamente seria o seu último disco, "Décalages". Apesar da sua intenção, a retirada não se verifica e em 1993 grava um dueto com Alain Lubrano, "Si ça fait mal", uma canção sobre o vírus da sida.

Dois anos depois assina um contrato com a editora Virgin e em 1996 lança o álbum "Le danger".

Françoise Hardy regressou ao mundo dos discos em Novembro de 2004 com a edição de "Tant des belles choses", aclamado pela crítica.

O ano passado, 2010, lançou mais um CD, "La Pluie Sans Parapluie", que tem recebido igualmente as melhores criticas e aceitação por parte do seu publico.

Françoise contracenou ainda nos seguintes filmes - "Chateau en Suède" (1963), "Une balle au coeur" (1965), "What's New Pussycat?" (1966), "Masculin-Féminin" (1966), and "Grand Prix" (1967).


sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Les Irresistibles, "triumphent".

Les Irresistibles (The Beloved Ones) foram uma banda, que existiu, durante os anos 60 e início dos anos 70, cujos membros, eram americanos a viverem na França.

A formação era liderada pelo vocalista Jim McMains nos teclados e guitarra base, o seu irmão gémeo McMains Steve no baixo, Arena Tom na guitarra e Andy Cornelius na bateria.

A banda começou em 1966 como The Sentries, quando os membros eram colegas, na Escola Americana de Paris. Começaram por actuar para a comunidade local de americanos, com um reportório só de versões, covers de sucessos contemporâneos.

Na época, a cena parisiense, estava, "minada" de olheiros das gravadoras, que procuravam novos talentos entre os milhares de músicos que actuavam na noite nos diversos "cavauxs", da animada movida nocturna parisiense.

Foram contactados pela CBS, e assinaram um contrato sob o nome francês, de Les Irresistibles, que na sua língua materna seria , The Beloved Ones. O contrato, incluía o patrocínio da fábrica britânica, Triumph, sendo o roadster da empresa TR5 o destaque maior, no primeiro vídeo do grupo e nas fotos publicitárias. O slogan era: "Les Irresistibles "triumphent".

O primeiro lançamento da banda e o seu maior sucesso comercial foi "My Year Is A Day", escrito por William Sheller, que saiu como single em 1968. A música passou várias semanas no primeiro lugar das listas de vendas, mundiais, tendo inclusive direito a uma versão francesa na voz de Dalida, com o titulo de "Dans la Ville endormie".

As notas na capa do disco continha um relato ficcional de suas origens, alegando que a banda fora formada em Los Angeles com o nome The Beloved Ones, daí Les Irresistibles, que seria o equivalente em francês.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Motown, Homenageada na Casa Branca, por Obama

Washington, 16 fev (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, homenageará a lendária gravadora Motown na próxima semana na Casa Branca, com a presença em palco de Smokey Robinson, Jamie Foxx e Sheryl Crow.

Segundo informou a Casa Branca, a homenagem "Motown: In Performance at the White House" marcada para o dia 24 de Fevereiro, faz parte da comemoração do mês da História Negra que é celebrado em Fevereiro nos EUA.

A programação do show inclui tributos ao "som musical soul tão característico da Motown, que consolidou sua popularidade", conforme comunicado da residência presidencial.

No evento participarão tanto lendas da época de ouro da gravadora como jovens artistas, entre eles Nick Jonas, John Legend, Natasha Bedingfield e Amber Riley (da série de televisão "Glee"), e Greg Phillinganes como director musical.

Desde sua chegada à Casa Branca em 2009, o presidente Barack Obama e a sua esposa organizaram diversos eventos musicais para homenagear estilos como jazz, música latina e musicais da Broadway.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Perto dos 70, Roberto Carlos diz ter medo da calvície

Prestes a completar 70 anos, o cantor Roberto Carlos afirmou nesta segunda-feira, 14 de Fevereiro, num encontro com a imprensa durante o seu já tradicional cruzeiro marítimo, que tem medo de envelhecer e da calvice.

Em resposta à pergunta de um jornalista sobre quais eram seus três maiores medos, o Rei enumerou, bem-humorado:

"O que eu mais tenho medo na vida é da calvície. Em segundo lugar, da velhice. O terceiro medo eu não vou contar, vou deixar pra vocês imaginarem".

Sobre os planos para comemorar seu próximo aniversário, a 19 de Abril, Roberto também foi brincalhão.

"Ainda não tenho nenhuma festividade programada, mas se tiver alguma coisa que possa distrair o público com relação à minha idade (70 anos), eu vou tentar".

Durante a entrevista, o cantor confirmou que irá realizar o seu primeiro show em Jerusalém e lembrou quando esteve na Terra Santa pela primeira vez.

"Já estive em Jerusalém quando era menino. Na época, fui filmar algumas cenas do filme 'Diamante cor-de-rosa'. Foi uma viagem muito boa, conheci pouco porque o tempo era pouco."

Promovida pela mesma empresa que realiza o cruzeiro marítimo do Rei, a apresentação em Israel acontecerá em 22 de Junho, no anfiteatro Sultan Pool, com capacidade para cerca de 5 mil pessoas.

Além da apresentação, que contará com uma orquestra e um coral, haverá um tour incluindo a cidade de Nazaré, o Mar Morto, o Rio Jordão e o Monte Sinai.

"O roteiro da viagem quem fez foi o Dody, eu só canto", disse Roberto, referindo-se ao empresário e amigo Dody Sirena, que também participou da conferência de imprensa.

"Com certeza, que me vou emocionar. Não sei se preciso renovar a minha fé, mas é sempre bom estar em Jerusalém, tão perto de onde Jesus passou", completou.

Roberto foi evasivo ao ser questionado sobre um eventual romance com a cantora Paula Fernandes, com quem dividiu o palco no show do final de ano, em Copacabana, mas elogiou a colega.

"Paula foi escolhida pelo talento, pelo que ela faz de bom. Ela tem uma voz muito especial, um estilo todo dela. Foi escolhida porque poderia adicionar muita coisa ao show. Essa foi a ideia. Correspondeu à expectativa. Fez uma apresentação linda e com muito talento. O povo gostou e
realmente aplaudiu a Paula", disse.

Dias antes daquela apresentação, o próprio cantor lembrou de que se lesionara ao descer de uma moto. E, apesar de revelar que ainda não está totalmente recuperado, disse que não deixou de utilizar o veículo:

"Continuo andando de moto sim, porque essas paixões a gente não larga".

O condicionamento físico do ídolo foi tema de muitas outras perguntas, principalmente pelo facto de que Roberto ir participar no desfile da escola de samba carioca Bija-Flor este ano. Mas os fãs não têm do que se preocupar:

"Minha preparação para o desfile está indo bem. Só tem uma coisa que preocupa muito: não quero chorar, porque carnaval não é lugar de choro. Mas sei que vou me emocionar muito", destacou Roberto, que disse não achar importante saber cantar o samba que o homenageia.

"Seria muito estranho cantar uma música que me homenageia. É uma questão delicada. Quem tem que cantar é o Neguinho da Beija-Flor e o povo. Imaginem, eu a cantar coisas que me elogiam. Seria muito engraçado", justificou o Rei.

Sobre o novo disco de inéditas, prometido pelo cantor há algum tempo, Roberto não quis dar indicações de quando é que este será lançado. Mas assegurou que a demora não é por falta de inspiração.

"Tenho músicas acumuladas para lançar até dois CDs. Mas, logicamente, só vou lançar esse disco quando ele ficar do jeito que eu quero, do jeito que acho que deve ser. Se não ficar pronto este ano, a gente deixa para o ano que vem. O importante é que fique do jeito que eu possa abandona-lo. Nunca entrego um disco para a (gravadora) Sony. Simplesmente o abandono a partir do momento que não aguento mais mexer nele", justificou, revelando sua musa inspiradora: "Como sempre, é a vida".

Indagado sobre sua biografia escrita por Paulo César Araújo, o Rei foi incisivo ao dizer que não pretende rever sua posição.

"Sou radical em relação a isso. Não vou mudar minha opinião nem minha posição com relação a esse livro. Foi escrito sem a minha autorização. E discordo de muitas das coisas que ali foram escritas."

No final do "bate-papo", Roberto Carlos aproveitou para comentar o anúncio da aposentadoria do jogador Ronaldo.

"Obrigado ao Ronaldo por todas as emoções que nos proporcionou, aos gols e às jogadas que fez. Emocionaram a todos nós. Quero agradecer a ele por todas as alegrias que nos deu. Tudo de bom a ele e que Deus o abençoe sempre."

Por:Henrique Porto Do G1 RJ

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Rolling Stones lançarão "box" com singles em Abril


Outra "box" dos Rolling Stones está prestes a ser lançada, no mercado fonográfico mundial. Desta vez, a banda lançará uma caixa reunindo singles das últimas quatro décadas. As informações são do site oficial do grupo britânico.

The Rolling Stones Singles (1971-2006) conta com 45 singles - de "Brown Sugar", lançado em 1971, a "Biggest Mistake", de 2006 -, e sairá em 11 de Abril. O pacote todo contém 173 faixas (incluindo remixes e versões ao vivo), das quais 83 nunca foram lançadas oficialmente. Um livro de 32 páginas traz fotos, um novo ensaio escrito por Paul Sexton, "especialista" em tudo que diz respeito aos Rolling Stones, e uma entrevista com o ex-baixista e arquivista Bill Wyman. O site oficial informa que os materiais também estarão disponíveis na versão digital.

Além disso, a banda lançará uma edição limitada em vinil de sete polegadas com "Brown Sugar", incluindo "Bitch" e "Let it Rock" no lado B. O artigo especial sairá separadamente em Abril, durante o Record Store Day, evento anual, que tem lugar no Reino Unido.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Whitesnake - Love Will Set You Free

Os Whitesnake colocaram no Youtube o clipe de “Love Will Set You Free”, o primeiro single do álbum Forevermore, que sairá no dia 25 de Março na Europa e no dia 29 do mesmo mês nos Estados Unidos.

A música tem um"drive" tipicamente Whitesnake, bem hard rock, e deve agradar em aos seus fãs.

O vídeo foi dirigido por Devin DeHaven, responsável por clipes de nomes como Papa Roach, Method Man e Talib Kweli, entre outros.

Vejam e ouçam “Love Will Set You Free”.

Paul McCartney recebe primeiro Grammy a solo, com "Helter Skelter"

Paul McCartney foi premiado com o seu primeiro Grammy a solo em 39 anos no domingo, por uma gravação ao vivo de "Helter Skelter".

McCartney levou a estatueta de melhor gravação ao vivo de rock pela canção, gravada pela primeira vez há já 42 anos, pelos Beatles, e que Paul incluiu na gravação do seu álbum ao vivo "Good Evening New York City", de 2009.

Foi o seu 14º Grammy, dos quais 10 estavam ligados aos Beatles, desde 1965 até ao relançamento da obra dos Fab Four, em 1997.

Como artista solo, levou o Grammy em 1972 pelo seu arranjo para "Uncle Albert/Admiral Halsey". Depois, levou mais dois Grammys por composições dos Wings, em 1975 e 1980.

McCartney, de 68 anos, já recebeu diversas indicações aos Grammys -11 desde 2005 - mas foi derrotado por artistas como Bruce Springsteen, Amy Winehouse e Justin Timberlake.

Eric Clapton, a autobiografia.

Independentemente do facto de concordarmos ou não com as célebres pixações "Clapton is God" que surgiram em Londres no fim dos anos 60, o facto é que este inglês de aparência pacata continua, após quase cinco décadas, com grande sucesso no mercado musical . Boa parte dessa história é contada, de forma bastante eficiente por sinal, na sua autobiografia, já lançada no Brasil, em português, portanto pela Editora Planeta.

Talvez poucos músicos tenham feito de forma tão perfeita a transposição entre o blues e o rock quanto Eric Clapton. Tendo participado de grupos seminais como The Yardbirds (do qual fizeram parte também Jeff Beck e Jimmy Page), John Mayall’s Bluesbreakers e Cream (junto a dois outros monstros sagrados, Jack Bruce e Ginger Baker); de projectos breves mas que marcaram a história da música de forma indelével, como Derek and The Dominos (com Duane Allman, da Allman Brothers Band) e Blind Faith (com Steve Winwood, do Traffic); e tendo desenvolvido desde então uma carreira solo de grande sucesso, Clapton certamente tem muita história para contar. E contou, sob a sua perspectiva, neste livro.

É importante frisar que o enfoque principal da obra não é o aspecto musical da sua carreira, mas sim o aspecto pessoal. Claro, a música está sempre presente na narrativa, e não poderia deixar de ser, mas o que transparece é mesmo que o guitarrista tinha uma espécie de necessidade de deitar para fora todos os seus demónios, do tipo, processo de "limpeza geral" que a sua vida tem sofrido nos últimos anos.

De qualquer forma, é fascinante entender como uma personalidade como a de Clapton foi sendo moldada ao longo dos anos, e vários nomes que vão surgindo são, obviamente, bastante conhecidos: Chris Farlowe, John Lennon e Yoko Ono, George Harrison, Mick Jagger, Ron Wood, Roger Waters, Phil Collins, Albert Lee, Bob Dylan, Mick Fleetwood, John McVie, Alexis Korner, Jimi Hendrix. Não deixa de ser um relato (ou pelo menos uma visão) de como a cena rhythm’n’blues e, depois, blues/hard rock, foi tomando forma em Inglaterra, especialmente.

Clapton passa a idéia de nunca ter inteiramente compreendido toda a veneração pelo seu nome, manifestando uma reacção dupla em relação a isso, por vezes negando-a e por vezes simplesmente aproveitando o momento. Histórias como a da pixação de "Clapton is God", ou de como surgiu o seu apelido "slowhand", ou sobre a sua paixão por Pattie Boyd (esposa de George Harrison), são narradas no livro, de certa forma desmistificando a sua figura.

A sua visão pessoal da cena inglesa (e norte-americana) do final dos anos 60 e início dos 70 ajuda-nos a melhor compreender como tudo se desenrolou. Ele cita, por exemplo, que seu estilo diferia do de Page e Beck, pois eles eram mais influenciados pelo rockabilly, enquanto que ele tinha raízes mais profundas no blues.

Chega a ser impressionante (e louvável) a forma extremamente sincera com a qual Clapton trata no livro de temas polémicos, como o consumo de drogas e álcool de forma desenfreada, que quase o mataram em algumas ocasiões, entre outras questões. Vários dos relatos são oriundos de anotações de seu próprio diário.

Tragédias não ficaram de fora, como a morte de seu filho Conor, assim como as de Jimi Hendrix e Stevie Ray Vaughan.

Não é um livro pequeno (são quase 400 páginas), mas é uma leitura tão fluida e fácil que de forma alguma se torna cansativa. Mais um trabalho bem feito de um artista que dá a si próprio menos créditos do que merece (e do que recebe dos outros).

Por Rodrigo Werneck

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Os Buffalo Springfield, vão reunir-se após 40 anos

Mais de 40 anos depois da sua última tournée, os Buffalo Springfield, banda norte-americana de folk rock de vida curta mas de grande influência na cena musical da época, e que serviu de plataforma de lançamento para as carreiras de Neil Young, Stephen Stills, Richie Furay e Jim Messina,vão reunir-se para uma série de espectáculos a realizar pelos USA, ainda este ano. A novidade foi dada por David Crosby ao site da revista norte-americana "Rolling Stone".

Após a sua formação, em Abril de 1966, aconteceram uma série de mudanças nos elementos da banda, devido a disputas internas, e que culminou na sua dissolução após curtos 25 meses de vida. Deixaram no entanto clássicos como, "For what it's worth" e "Mr. Soul" e abriram portas a outras formações da área do folk rock, tais como os Byrds, os Poco, e posteriormente, aquando de algumas mudanças nos Byrds, aos Flying Burrito Brothers.

Os ex-integrantes da banda, já se tinham reencontrado com Richie Furay, o outro membro sobrevivente original, em Outubro do ano passado. Na ocasião, o grupo apresentou-se no Bridge School Benefit Concert, na Califórnia espectáculo promovido por Neil Young em benefício da referida escola, que acolhe, e trata de crianças com paralisia cerebral.

“Não cheguei a vê-los ao vivo, mas vi alguns vídeos dessa apresentação. Richie aparece muito feliz no palco, e é uma energia revigorante ve-los assim. Foi ele quem realmente provocou esta reunião. Acho que foi uma experiência espectacular para Neil e Stephen. Sei que eles vão tocar em outras datas durante o Outono. Pessoalmente, gostaria de os ver. É uma das minhas bandas preferidas”, declarou Crosby à publicação.

Empolgado com a ideia, Crosby, ainda sugeriu outra reunião que, na sua opinião, tornaria o reencontro ainda mais especial.

"Gostaria de poder fazer o mesmo com os Byrds", disse, referindo-se à sua antiga banda. "Seria o meu sonho. Mas não vai acontecer. E por quê? Porque Roger McGuinn, o cantor, guitarrista e compositor, não está receptivo a essa ideia. É muito feliz em ser só um cantor folk. E quer continuar assim", lamentou.

Os Byrds separaram-se em 1973, mas McGuinn, o baixista Chris Hillman e o próprio Crosby realizaram uma série de shows entre 1988 e 1990. Gravaram quatro músicas novas para uma caixa de CDs da banda em 1990 e foram homenageados no Hall da Fama do Rock no ano seguinte — Gene Clark e Michael Clarke, os outros dois músicos da formação original, faleceram em 1991 e 1993, respectivamente.


sábado, 12 de fevereiro de 2011

Manassas de Stephen Stills, Chris Hillman e Cia.

Liderados por Stephen Stills, com Chris Hillman (The Byrds, Flying Burrito Brothers), Paul Harris ( BB King, Eric Anderson), Joe Lala (Blues Image), Al Perkins (Flying Burrito Brothers), Calvin "Fuzzy" Samuels (Crosby, Stills, & Nash) e Dallas Taylor (Crosby, Stills & Nash), Manassas foi uma das bandas mais talentosos da música da década de 70. Misturando musica latina, rock, blues, country, folk e bluegrass, foram um dos grupos mais versáteis da história da musica americana.

Formada em 1971, depois de se conhecerem em estúdio durante as gravações do terceiro álbum de Stephan Stills, a química entre os músicos era tão intensa que em pouco tempo constituiram uma banda completa em todos os sentidos.

Com um álbum completo, gravado no Criteria Studios em Miami, o grupo ainda não tinha nome. No entanto, e apesar disso embarcaram numa pequena tournée. Numa estação de comboios, em Manassas, Virginia, USA, tiraram, uma foto do grupo sob o telheiro da estação de Manassas, o que deu origem ao seu nome e, convenientemente, esta foto, ficou sendo a capa do seu primeiro álbum.

Uma das tournées dos Manassas levou-os até Paris, em Março de 1972. Ai, Stills encontrou a cantora e compositora francesa,Veronique Sanson. com quem se casou no ano seguinte, e em 18 de Abril de 1974, tiveram o seu primeiro filho, Chris Stills, que viria a ter uma carreira musical, e tendo inclusive acompanhado os seus progenitores, em diversas ocasiões.

Stills, Lala, juntamente com Kenny Passarelli, que viria a integrar os Manassa, participaram, em 1974, na gravação de "Le Maudit", de Véronique.

Durante o ano de 1973, além da sua agitada agenda de espectáculos, a banda teve o tempo de estúdio igualmente bastante ocupado, produzindo um novo álbum de canções. Infelizmente, os resultados não foram tão inspirados quanto os do seu primeiro auto-intitulado trabalho.

Festas, com muitas drogas foram afectando negativamente a qualidade da sua música, e muito do material gravado não foi usado, incluindo uma faixa com Stevie Wonder nos vocais.

Á semelhança da gravação do primeiro álbum que tinha sido feito no Criteria Studios, recorreram aos préstimos do produtor Ron Howard Albert, que frustrado com o comportamento da banda, abandonou a produção, a meio das gravações, as quais seriam concluídas no Colorado e em Los Angeles. No final, Down the Road não foi um álbum muito mau, apenas não chegou a ter o sucesso do seu antecessor.

Um dos factores que contribuiu para o desaparecimento do grupo, foi a sombra sempre presente de CSN e Y . A Atlantic Records não promoveu o álbum Manassas suficientemente, vendo a banda mais como um projecto paralelo ao envolvimento de Stills, na CSN e Y.

Em 1973, na verdade, Crosby, Stills, Nash e Young reuniram-se no Havaí para preparar um novo álbum, mas não deu em nada.

Stills voltou para o Colorado com a intenção de retomar com os Manassas, a partir do ponto que haviam interrompido as gravações, mas era um pouco tarde demais para voltarem a ter a química anterior, e a produzirem algo de qualidade juntos. Taylor estava viciado em heroína e Samuels tinha outros compromissos, tornando-se indisponível. Não querendo desistir, Stills preencheu a vaga com Kenny Passarelli, baixista dos Barnstorm, de Joe Walsh, na curta tournée, que estes dois grupos fizeram juntos.

Esta série de espectáculos foi o canto do cisne dos Manassas, como cada um dos seus membros a sair, para prosseguirem com projectos diferentes.

Hillman tornou-se parte da Banda Souther-Hillman-Furay, enquanto Stills iniciou logo uma temporada a solo, com a banda da sua companheira Veronique Sanson.

Gravaria um álbum a solo logo em seguida, e depois seria a vez dos CSN e Y.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Vão ser reeditados, sete "Klássicos" dos Kinks


Se os Beatles sempre se assumiram como uma banda de Rock’n'roll, já os Rolling Stones, Animals, e Yardbirds, - só para mencionar estes três, - sonhavam em ser os alter egos, dos negros do delta do Mississippi, e tornarem-se em verdadeiros blues men. Mas os verdadeiros criadores daquilo que se convencionou chamar de “rock inglês” form, sem duvida, os Kinks!

Os manos Davies, Ray e Dave, juntamente com Peter Quaife, e Mick Avory, integram o panteão dos gigantes, da musica que se produziu em Inglaterra nos anos 60, figurando ao lado dos Beatles, Stones, Who, como heróis de uma década cheia de criatividade e descobertas de novas sonoridades.

Durante a sua existência, tendo havido várias "mexidas" na formação da banda, gravaram a módica quantia de:

6 - 45 Rpm, (EPs), 25 - 33 Rpm (LPs), 6 - LPs, ao vivo, e 33 - LPs, de Colectanêas.

Eis que agora, sete discos clássicos dos Kinks vão ser reeditados em edições expandidas. Com muita informação e fotos nos encartes, os álbuns serão lançados em CDs duplos, recheados de faixas bônus contendo raridades, outtakes, demos, singles e ensaios. Um fartote...

No dia 28 de Março, deverã chegar às lojas, as novas versões de : Kinks (1964), Kinda Kinks (1965) e The Kink Kontroversy (1965).

Em Maio, será a vez de Arthur (Or The Decline and Fall of the British Empire) (1969) e Muswell Hillbillies (1971).

No mês de Julho, encerrando a série, serão lançados, Face to Face (1966) e Something Else by The Kinks (1967).

Não esquecer que The Village Green Preservation Society (1968) já possui uma “deluxe edition” em CD triplo. Não existem informações relativas ao relançamento destes títulos em vinil.

Vejam as capas dos discos dos Kinks, que serão relançados:



quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Parabéns a Cauby Peixoto, o homem da Conceição


Considerado uma das grandes vozes da era da rádio, Cauby Peixoto completa hoje, quinta-feira, 10 de Fevereiro, 80 anos de idade. Dono da voz que tornou clássicas músicas como "Conceição" e "Bastidores", Cauby nasceu em Niterói, no Rio de Janeiro, e começou a cantar ainda adolescente em boates de São Paulo.

Está agendada uma homenagem na próxima segunda-feira, 7 de Fevereiro numa casa de espectáculos de São Paulo, aonde Cauby mantém há cerca de oito anos o seu show, todas as segundas-feiras, e sempre com muito publico a assistir. Convidados especiais devem comparecer à festa aberta ao público, que terá bolo de aniversário e um coro de amigos e fãs a cantar os parabéns, ao cantor.

Em 2008, este dinossauro da musica brasileira, comemorou 60 anos de carreira. Em entrevista à Folha.com, na época, foi questionado sobre um momento curioso de sua carreira e citou a ocasião em que uma fã invadiu o seu quarto e, sem que ninguém percebesse, se escondeu debaixo da cama.

Cauby lançou o seu primeiro disco em 1951. Entre o final dos anos de 1950 e início dos 60, Cauby foi até aos Estados Unidos em turnê, gravou e fez shows sob o nome Ron Coby. Ao voltar para o Brasil, mudou de Niterói para São Paulo para cantar na boate Oásis, aonde o seu irmão tocava piano.

Já interpretou Frank Sinatra, Roberto Carlos, Baden Powell, Chico Buarque, Tom Jobim, entre outros compositores. Para os próximos meses, Cauby deve lançar um CD acompanhado apenas por violão, outro com interpretações para músicas dos Beatles e ainda um terceiro trabalho ao vivo, que deve registar as suas seis décadas de carreira.


O Pequeno Livro dos Beatles

O francês Hervé Bourhis parece que gostou da brincadeira que fez em “O Pequeno Livro do Rock”, lançado mo ano passado pela Editora Conrad. Depois do sucesso considerável do livro resolveu estender esse projecto para a banda que provavelmente é a maior de todos os tempos.

Os Beatles teêm uma edição dedicada somente para eles em que o autor demonstra o seu bom humor em ordem cronológica desde os primórdios da formação do grupo até os dias mais recentes.

Ao pegar esse novo trabalho é justo imaginar qual seria a sua pretensa relevância, visto que ao que tudo indica todas as histórias sobre os quatro rapazes de Liverpool já foram ditas e recontadas. No entanto, “O Pequeno Livro dos Beatles” (Editora Conrad, 168 páginas), não traz o tom da “Antologia” que a Cosac & Naif trouxe para cá ou da (excelente) obra escrita por Bob Spitz. É leve e descontraído e traz nas suas páginas, várias pequenas brincadeiras.
Os desenhos têm novamente um atractivo bem interessante, com caricaturas dos envolvidos e releituras de capas de discos, singles, cartazes dos espectáculos e matérias de jornais. Para quem não conhece a fundo a história dos “fab four”, vai deparar-se com várias curiosidades da carreira e mesmo quem as conhece de cor vai acabar por se interessar novamente, na leitura desta publicação.

Hervé Bourhis também insere uma classificação para os álbuns e comenta sobre cada um deles ao seu estilo peculiar. Adiciona novas secções como o “Se você gosta de Beatles, talvez goste de:”, onde indica outras bandas parecidas ou inspiradas, como também a irónica “Sou eu que acho ou parece mesmo?”, em que compara músicas do grupo com outras, como por exemplo, “Ticket To Ride” e “Girl Don’t Tell Me” dos Beach Boys. Os comentários seguem espirituosos como os que faz sobre o clássico “Abbey Road” de 1969 e as obras particulares de Ringo Starr e de Paul McCartney.

“O Pequeno Livro dos Beatles” não ostenta ser uma obra essencial, mas consegue divertir o leitor. A repetição da fórmula que Hervé Bourhis exerce, por mais "marqueteira" que seja, não se esgota e é contada com bastante paixão e conhecimento.

Para completar, retirem da estante um álbum dos Fab, por exemplo, o magistral "Rubber Soul",e enquanto lêem o livro, oiçam as canções que marcaram toda uma época.


Por Adriano Mello Costa

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Os Quarrymen, tocaram pela primeira vez na Cavern, faz hoje 50 anos

Os Quarrymen, que viriam a ser os Beatles tocaram pela primeira vez no Cavern Club, em Liverpool, a 9 de Fevereiro de 1961, há precisamente 50 anos, e a data é recordada hoje com uma romaria à pequena cave inglesa, revela o "The Guardian".

Segundo o jornal britânico, essa terá sido a primeira aparição oficial dos músicos no clube, que se dedicava sobretudo ao jazz. John Lennon, Paul McCartney e George Harrison , com Pete Best na bateria, na altura chamavam-se The Quarrymen, e terão actuado, pela primeira vez, na sessão da tarde, no Caver Clube na Mathewe Street, em Liverpool.

Estariam todos, á excepção de George Harrison o mais novo, na casa dos 20 anos e apresentavam-se com calças de cabedal a tocar rock n'roll, mais de um ano antes de terem lançado o primeiro single, "Love me Do", já sob o nome de The Beatles .

Naquele clube, os Beatles fizeram cerca de 300 atuações até Agosto de 1963.

O Cavern Club foi destruído na década de 1970 para dar lugar a um centro comercial, mas uma réplica do clube foi construída pouco depois na mesma rua, sendo um dos atractivos turísticos de Liverpool.

Oiçam os Quarrymen:


Jess Stone, despe-se para apoiar campanha.


Joss Stone "emprestou" a sua imagem ao PETA (People for the Ethical Treatment of Animals). A cantora tirou a roupa para a fotografia da nova campanha desta associação, segundo informou o site do jornal Daily Mail.

Na imagem, Stone aparece nua, abraçada a um urso de pelúcia e sentada na bandeira do Reino Unido. O protesto é contra o abate do urso negro norte-americano, cuja pele é usada na confecção de chapéus para regimentos da guarda militar inglesa.

"Ursos sofrem e morrem para os chapéus dos guardas da rainha. Apoie a campanha para acabar com esta crueldade", diz o texto. A mensagen "Bear hugs, not bear caps", é o slogan da campanha.

"Muitas pessoas do Ministério da Defesa estão a mobilizar-se, e a falar sobre o assunto, e eu sinto que tenho que fazer algo para impedir este crime", afirmou a cantora.

"Espero que este anúncio ajude a consciencializar as pessoas, e coloque um fim nesta matança desnecessária."

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Robert Plant - Band of Joy


Desde a separação dos Led Zeppelin, Robert Plant vem procurando na sua carreira a solo diversificar a sua música, explorando novos elementos e sonoridades. Isto resultou numa trajectória que até ao inicio dos anos 2000 teve mais pontos baixos do que altos. Alguns bons trabalhos e outros nem tanto assim – vide o terrível Now and Zen (1988).

Para nossa sorte, de há uns tempos pra cá, Plant não só encontrou o seu porto seguro, como lançou trabalhos indispensáveis para qualquer discografia. Após os dois óptimos álbuns com a banda Strange Sensation – Dreamland (2002) e Mighty Rearranger (2005) –, gravou ao lado de Alisson Krauss o maravilhoso "Raising Sand", que além do sucesso comercial, ganhou ainda alguns prémios Grammy, colocando o nome de Robert Plant novamente em evidência.

Sob o título de Band of Joy – nome de sua banda pré-Led –, o vocalista colocou no mercado um dos melhores trabalhos de 2010, e talvez o melhor de sua carreira. Num disco formado basicamente por versões – apenas a faixa “Central Two-O-Nine” tem a assinatura de Robert e do guitarrista Buddy Miller – a banda passeia pelo folk, blues, country e rock, dando ênfase aos timbres espetaculares e performances no mínimo brilhantes.

Após algum tempo penando por não saber lidar com o que o tempo e os excessos fizeram com a sua voz – com algumas sofríveis incursões pelo mundo da música oriental que, na minha opinião, tornaram suas vocalizações insuportáveis durante boa parte das décadas de 1980 e 1990 – o mestre deixou a síndrome de odalisca de lado e partiu para interpretações mais intimistas, privilegiando seu belíssimo timbre e senso de divisão único.

Esperem pelo hard áspero dos Led Zeppelin. Band of Joy é um trabalho de beleza ímpar, sem pressa, que mistura leveza e densidade na medida certa. É muito bom ouvir uma banda sem ego, que usa os seus instrumentos em favor da música. Some-se isso à produção impecável e temos um trabalho perfeito.

Espero que as pessoas superem o assunto Led Zeppelin e deixem o homem em paz nesse que é, sem dúvida, o segundo auge de sua carreira. E olhem que são poucos os artistas que podem se dar ao luxo de ter dois auges!

Aqui deixo o alinhamento do Cd.

1 Angel Dance 3:49
2 House of Cards 3:13
3 Central Two-O-Nine 2:49
4 Silver Rider 6:05
5 You Can't Buy My Love 3:10
6 Falling in Love Again 3:37
7 The Only Sound That Matters 3:44
8 Monkey 4:57
9 Cindy, I'll Marry You Someday 3:36
10 Harm's Swift Way 4:18
11 Satan Your Kingdom Must Come Down 4:12
12 Even This Shall Pass Away 4:02

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Morreu, Gary Moore...no more Parisienne Walkways.


O guitarrista Gary Moore foi encontrado morto na cidade espanhola de Estepona, perto de Málaga onde estaria a passar férias, ontem 6 de Fevereiro.

O músico de 58 anos foi membro dos Thin Lizzy e dos Skid Row - não confundir com a banda americana, que comprou por 35.000 dólares, este nome á banda irlandesa. Esta, com Gary Moore, gravou dois álbums em 1970 e 1971.

Gary,colaborou ainda com B. B. King, George Harrison e Ozzy Osbourne. Desde 1973 que mantinha uma carreira a solo.

O fundador dos Thin Lizzy, Brian Downey, já homenageou o ex-companheiro.

"Estou profundamente chocado. Gary, estará sempre nos meus pensamentos e nas minhas orações. Nem acredito que já não se encontra entre nós», lamentou".

Gary Moore, baptizado Robert William Gary Moore, nasceu a 4 de Abril de 1952, foi um conceituado guitarrista de blues, e hard rock.
A vida de quem cresceu no meio do rebentamento de bombas do IRA e das lutas religiosas do pós-guerra reflectia-se no seu som de guitarra: extremamente triste e sofrido, mas também visceral e técnico quando necessário.

Iniciou a trajetória profissional aos 16 anos de idade, tendo Eric Clapton, Peter Green e Jimi Hendrix como ídolos, e participando nas gravações de um álbum da banda de folk "Dr. Strangely Stranger", e passaria a integrar os "Skid Row", por algum tempo. Pouco depois, Moore juntava-se aos Thin Lizzy, de Phill Lynott.

Apesar do fanatismo pelo blues, o jazz também fazia parte dos seus interesses, tanto que foi o estilo melhor explorado no seu primeiro álbum-solo, Grinding Stone (1973), e na sua breve jornada com a segunda encarnação do Colosseum, batizada de Colosseum II.

Nos Thin Lizzy, colaborou na gravação de alguns álbuns, mas só tocou mesmo, no 45 Rpm, Darling (1974) e no 33 Rpm, Black Rose (1979).

Em parceria com Ozzy Osbourne, Moore compôs e gravou a canção "Lead Clones", presente no seu disco After The War e no CD "The Secret Songs" de Ozzy.

A sua carreira a solo teve e tem ainda muito sucesso, com destaque em duas fases distintas: a mais "pesada" com "Corridors Of Power" (1982) e a mais "blueseira" e comercialmente mais rentável, com o Still Got the Blues (1990).

Os seus temas mais conhecidos são Parisienne Walkways, Still Got the Blues, Walking by Myself, Out In The Fields e Empty Rooms .

The Rollig Stones - Some Girls, será reeditado.


Ainda não é oficial, mas um fonte ligada ao mercado de lançamentos dos Rolling Stones afirmou que o álbum Some Girls (1978) deve ter uma reedição semelhante á que já teve o Exile On Main St. Deverá ser uma caixa com CD, LP e DVD, incluindo faixas inéditas. Esse material deve chegar às lojas no mês de Setembro.

Some Girls é um dos melhores títulos lançados pela banda na década de 1970. Após a entrada de Ron Wood, o grupo gravou alguns discos de pouca repercussão (Black and Blue e Love You Live).

Keith Richards fez uma desintoxicação, e os Stones lançaram este álbum excelente, aclamado pela crítica e pelo público, contendo clássicos como Miss You, Beast of Burden, Shattered, Just My Imagination e Far Away Eyes.

A sua capa especial marcou a época, e é uma das mais divertidas da discografia da banda, em que mostra o rosto dos integrantes dos Stones de peruca.

Ao analisar a obra do grupo, existem indícios que tornam plausíveis os boatos do relançamento. Some Girls é realmente excelente e, depois de Exile e Sticky Fingers, divide com It’s Only Rock’n'Roll a posição de 3º melhor trabalho do grupo nos anos 70 (a crítica prefere Some Girls).

A banda manteve várias faixas desse disco no repertório ao longo dos anos: existem 4 no recente filme Shine a Light, dirigido por Scorsese (a saber: Shattered, Just My Imagination, Far Away Eyes e Some Girls), e nem são os maiores hits. Num certo sentido, pouco conhecido pelo público em geral, seria outro título com qualidade suficiente para ser redescoberto e garantir um repercussão significativa. Recentemente, foi lançado um box set pirata intitulado Some Girls: The Real Alternate Album, contendo 3 LPs, 2 CDs, foto inédita e cartaz.

Se Mick Jagger achar que há outros, a lucrar com os seus trabalhos, de certeza que vai querer meter a mão nessa "massa".

Algo muito significativo na versão expandida de Exile On Main St. foi o facto de ter aberto esse precedente: até então, os Rolling Stones nunca tinham relançado nenhum disco com sobras e faixas bônus. Assim, é possível aos fãs sonharem com uma “deluxe edition” de Some Girls e outros trabalhos da banda.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

DVD - Eric Clapton e Steve Winwood no Madison Square Garden em New York


Lá pelos idos de 1964, o guitarrista do grupo de rock britânico Yardbirds, Eric Clapton, assistiu a um concerto dos Spencer Davis Group e ficou maravilhado com o que presenciava, não querendo acreditar no que via e ouvia. Os vocais, e os teclados estavam entregues a um garoto franzino de
apenas dezasseis anos chamado Steve Winwood.

Eric Clapton ficou estupefacto, pois aquele adolescente, quase uma criança, tocava com uma técnica impressionante e cantava como Ray Charles, com uma das mais belas vozes da história da música pop. Clapton comentou com quem o acompanhava que um dia ainda teria uma banda com aquele miúdo.

Dois anos mais tarde, como contou na sua autobiografia, ao fundar os Cream, Eric Clapton queria que Steve Winwood fosse o quarto integrante da banda, mas foi voto vencido pelos parceiros Jack Bruce e Ginger Baker, que fizeram questão de que a banda tivesse a formação de um power trio.

Na mesma época, Steve Winwood montou uma das melhores bandas do British rock de todos os tempos, os Traffic, que lançaram em 1967 o espectacular álbum “Dear Mr. Fantasy”, em que Winwood se destaca como brilhante teclista e guitarrista, além de um dos melhores vocalistas que o mundo já ouviu.

Finalmente em 1969, com a separação dos Cream, que coincidiu com a dissolução dos Traffic após o seu terceiro disco, Eric Clapton pôde realizar o seu antigo desejo: formar uma banda em parceria com Winwood.

Para a empreitada, Steve convocou o baixista dos Family, Rick Grech, e o baterista dos Cream, Ginger Baker. Estava formado os Blind Faith, uma superbanda que lançou um álbum incrível nos seus poucos meses de existência, com clássicos como “Can’t find my way home” (Winwood) e “Presence of the Lord” (Clapton).

Em Novembro do mesmo ano, durante as gravações de algumas canções que fariam parte do segundo álbum, Clapton saiu em tournée com Delaney & Bonnie e com os músicos dessa troupe, montou uma outra banda, a não menos super, Derek and The Dominos.

Restou a Steve Winwood reformular os Traffic e seguir a sua trajectória. Apesar da debandada de Clapton dos Blind Faith, a amizade entre os dois permaneceu sólida, tanto que voltaram a encontrar-se nos palcos em muitas outras oportunidades, como no Eric Clapton’s Rainbow Concert (1973) e no Ronnie Lane’s Arms (1983), além de aparecerem juntos na super banda formada para o filme “Blues Brothers 2000”.

Após encerrar em 2005 uma curta série de espectáculos, no retorno dos Cream, trinta e sete anos após o encerramento das actividades do grupo (o que rendeu um belo DVD duplo), Eric Clapton anuncia os seus planos para o futuro. Voltar a trabalhar ao lado de Steve Winwood.

É então anunciado, para Fevereiro de 2008, três espectáculos de Eric Clapton e Steve Winwood no Madison Square Garden em New York. O registo desse encontro mágico deu origem a um sensacional DVD duplo.

O show abre com “Had to cry today”, coincidentemente a faixa que abre o único disco dos Blind Faith, com Clapton e Winwood duelando magistralmente com as suas guitarras. No decorrer do show, Winwood mostra novamente o seu excepcional talento como pianista e guitarrista, além de continuar sendo um dos melhores vocalistas do mundo.

Quanto a Clapton, elogiar os seus dotes guitarrísticos e os seus solos inspirados chega a ser uma redundância extremamente desnecessária, como todo pleonasmo.

No reportório, mais músicas dos Blind Faith (“Sleeping in the ground”; “Presence of the Lord”; “Well all right”; “Can’t find my way home”); canções dos Traffic (“Pearly queen”; “No face, no name, no number”; “Dear Mr. Fantasy”); músicas do repertório de Clapton (“Forever man”; “Tell the truth”; “After midnight”; “Cocaine”); Clássicos do blues (“Double trouble” de Otis Rush; “Rambling on my mind” de Robert Johnson; “Georgia on my mind” de Ray Charles), além de versões arrasadoras para duas canções de Jimi Hendrix: “Little wing” (que Clapton já havia gravado com os Derek and The Dominos) e “Voodoo chile” (música que Winwood participara na gravação original do falecido génio da guitarra).

Enfim, um presente imperdível para a colecção dos apreciadores da boa música.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Versões inéditas do de “The Fool on the Hill” e de “Girl”, no iTunes

A banda sonora do espetáculo do Cirque Du Soleil dedicado aos Beatles será lançada no iTunes.
Versões inéditas de duas faixas dos Beatles, que fazem parte do espetáculo Love, do Cirque Du Soleil, estarão disponíveis no iTunes para download no dia 8 de Fevereiro. A informação foi divulgada pelo site oficial dos Fab Four.

Chegará ao iTunes, na mesma data, a versão digital do álbum "Love", produzido por George e Giles Martin, e "All Together Now", documentário dirigido por Adrian Mills sobre a elaboração do espetáculo teatral. Coincidindo com os dois lançamentos, serão disponibilizadas duas versões até então nunca divulgadas de "The Fool on the Hill" e "Girl".

As músicas poderão ser adquiridas reunidas no álbum ou de forma separada - da mesma forma que os demais materiais dos Beatles comercializados na loja online da Apple desde nNvembro de 2010. Love, criado pelo Cirque du Soleil com coprodução da Apple Corps apresenta ao público o legado musical da banda.

David Bowie - Space Oddity


O ano é 1969. Muito do que era feito em termos de rock estava baseado na cultura flower power, que exactamente naquele ano chegaria ao auge com o Festival de Woodstock. Chocando de frente contra a guerra do Vietnã, pregando o amor livre e a paz, essa geração via no lema "faça amor, não faça guerra" uma espécie de revolução mundial, a condenar, o que acontecia no lado oriental do planeta entre vietnamitas e norte-americanos.

Porém, um inglês com um defeito no olho causado por uma briga na adolescência, preocupava-se com outros assuntos, menos mediáticos.

David Bowie, - nascido David Robert Jones, mas que decidiu usar o nome Bowie por causa da marca da faca que lhe causou o ferimento no olho, - era apenas um jovem, que acabara de lançar o seu primeiro disco, ainda centrado na cultura beat de Jack Kerouac, e com uma sonoridade muito arreigada aos cânones da década de sessenta.

David começara a despertar os seus sentidos, os seus ouvidos para as canções de Bob Dylan, dando-se conta de que a música, além de ser uma obra de arte, era também uma poderosa ferramenta lírica.

Com a ajuda de Tony Visconti e Rick Wakeman, Bowie começou a compôr o seu segundo álbum, que foi lançado em 1969 com o nome de "Space Oddity" - ou Man of Words / Man of Music, ou ainda apenas David Bowie nas primeiras edições.

Tendo várias canções de protesto, tais como. "Cygnet Comitee", "Memory of a Free Festival", "Letter to Hermione","Unwashed and Somewhat Slightly Dazed", o maior destaque ficou para a faixa-título.

"Space Oddity" é uma sátira em que foca a guerra espacial entre URSS e EUA. Nela David Bowie demonstra a sua indignação contra a exploração do espaço, aonde se gastava bilhões de dólares para algo, que na sua maioria resultava em frustações e perdas de vidas humanas, como o acidente ocorrido na plataforma russa em 24 de Outubro de 1960, no trágico incẽndio da Apollo 1 - que vitimou Virgil Iavn Grissom, Edward Higgins White II e Roger Bruce Chaffee -, o acidente com o cosmonauta Vladimir Komarov em Abril de 1967 ou ainda, mais recentemente, em 2003, a explosão do shutlle espacial Columbia, em que morreram todos os seus tripulantes.

A canção narra a história de Major Tom, que vai para o espaço na sua nave em busca de novidades para a Terra. Mantendo sempre contacto com a base , - Ground Control, - Major Tom recebe licença para vasculhar o espaço e, mas devido a uma deficiência a bordo da sua nave, acaba por se perder na imensidão do cosmos, mas deixando uma gravação de despedida, recado para a sua esposa, dizendo que a amava muito, mas sabia que não poderia voltar à Terra.

Com o mellotron de Rick Wakeman e o violão de Bowie, esta canção possui uma sonoridade que a levou ao topo das listas de vendas britânicas, ao quinto lugar. Já os americanos entenderam a mensagem contra a guerra espacial e não gostaram da faixa, que alcançou a modesta posição #124.

Uma versão anterior aparece no filme "Love You Till Tuesday", aonde o astronauta acaba por se perder no espaço com duas maravilhosas "estrelas" que encontra fora da nave. Algo hilário e ao mesmo tempo demonstrando alguma ligeireza e ironia em relação ao facto.

Ironia maior foi quando “Space Oddity”, um manifesto contra a "conquista" do espaço, se tornou na banda sonora, que ilustrou musicalmente, a chegada da Apollo 11 á lua, durante a transmissão da BBC, em 11 de Julho de 1969.

David Bowie conquistaria a América e o mundo anos depois com The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders From Mars (1972), Young Americans (1975) e Let's Dance (1983), mas o primeiro passo para o sucesso foi exactamente este, que é um dos maiores clássicos da década de 1960.


quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Maria Schneider e Marlon Brando - Ultimo tango a Parigi - 1972


Sim, a censura é vergonhosa, descarada também, e é impraticável que se quer. Contudo, se O Último Tango em Paris é já há muito um autêntico emblema erótico da História do Cinema, e certamente assim continuará nos demais tempos vindouros, algo lhe deve, visto esta ter salientado o incontornável estatuto que detém tão libertadora obra.

Por outro lado, a censura foi terrivelmente ingrata para com o filme em questão, pois é vergonhoso e descarado o mesmo ser privado de ser descoberto por espectadores com idade suficiente para o fazer, visto que O Último… merece precisamente o contrário.

Conta-se que para tal ser levado a efeito na altura, tornou-se moda ir ao estrangeiro (para quem o seu país padecia de conservadorismo doentio) para poder visioná-lo, dado o intenso hype polémico que vigorava. Em Portugal, o seu visionamento foi proibido pela ditadura, situação que se quebrou somente após a Revolução dos Cravos.

Embora a dimensão controversa da obra supere a qualitativa (há muito filme bem mais aclamado que este enquanto que os mais controversos não são assim tantos), esta não é, nem de longe nem de perto, o típico caso de possuidora de imensa fama e desprovida de méritos que a honrem. Mais, O Último… nem é alvo de tal suspeita, carregando consigo uma considerável carga de aclamação. Simplesmente, é um verdadeiro exemplo-mor do filme-escândalo, e sendo que este está escrito na História, as correspondentes páginas estão mais caiadas de polémica que de méritos artísticos, o que é compreensível, mas de certo modo ingrato para objecto cinematográfico tão deslumbrante.

Quanto à sobejamente conhecida história: um homem e uma mulher. Em Paris. Ela, Jeanne (Maria Schneider), uma jovem bonita parisiense, enquanto procura um apartamento depara-se com Paul (Marlon Brando), um misterioso americano desolado e atormentado cuja infiel mulher se suicidou recentemente. Entre os dois nasce instantaneamente uma estranha atracção, prolongando-se num ardente e tórrido romance que afectará profundamente as suas vidas, à medida que Paul tenta superar a morte da mulher e Jeanne prepara-se para casar com o seu noivo Tom (Jean-Pierre Léaud), que está a realizar um documentário sobre ela.

É insolitamente estabelecido na relação entre os dois o factor anonimato, para além da não descortinação do passado de ambos, embora este seja consideravelmente alvo de revisitações, no entanto duvidosas. E se é verdade que às vezes sentimos mais medo quando não vemos fisicamente o perigo, também às vezes o fascínio é maior quando este não é quebrado pelo desvanecer da sensação sedutora de mistério que permanece nos corpos. Uma opção ousada que vai no complexamente intrigante espírito da obra, mas os méritos estão bem longe de terminar por aqui.

Filme de 1972, estreou nos Estados Unidos em 1973 pelo que, num ano em que o emblemático, mas pífio e insosso A Golpada ganhou o Óscar de Melhor Filme, a disparidade de substância artística entre as duas obras é mais que notória.

Os actores entusiasmam: Brando, nomeado ao Óscar de Melhor Actor, e desencantadamente irrepreensível, é o elemento desconcertante da “estória de uma vida” pela qual é acompanhado por Schneider, sem possibilidade de evitarem os tumores emocionais que se alastram gradualmente. Schneider, detentora de uma putativa cara de garota, que, por não transportar devidamente essa inocente vulnerabilidade, é com alguma naturalidade que faz jus à “gata” que muito bem cultiva a bel-prazer de Brando. Enquanto isso, Jean-Pierre Léaud, actor fetiche de François Truffaut, interpreta com inteligente dinamismo o seu personagem. Mas como não é só de actores que resplandece a obra, há também que referir outros campos gloriosos. Um deles: a fotografia antiquadamente sedutora a propiciar um maior espírito de sedução e a enfatizar o apaixonante sentimento de mistério e obscurantismo que paira em muitas atmosferas de incerta tragédia emocional. Outro: a banda sonora jazzy a condensar eximiamente o ambiente carnal munido de notáveis requintes estéticos. Para estes, muito contribui a câmara de Bertolucci, nomeada ao Óscar de Melhor Realização. Esta, quando não se revela sobriamente discreta, opta por sentidos devaneios, ora a estilizar os espaços, ora a potenciar ainda mais a carga de visual deslumbramento dos personagens. Personagens esses com arrebatador fascínio, com um elevado grau de complexidade emocional, com uma intrigante carga de mistério, com… alma. Gente assim não merece censura, merece ser conhecida.



Título Original:
“Ultimo tango a Parigi” (1972)
Realização:
Bernardo Bertolucci
Argumento:
Bernardo Bertolucci & Franco Arcalli
Actores:
Marlon Brando – Paul
Maria Schneider – Jeanne
Jean-Pierre Léaud – Tom
® Artur Almeida

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Poco


Os Poco, formaram-se em Agosto de 1968, tendo como membros iniciais, os guitarristas, Richie Furay e Jim Messina, que haviam deixado os Buffalo Springfield. Os dois, convidaram outro guitarrista, Rusty Young, que tinha tocado slide guitarra em algumas faixas do álbum dos Buffalo Springfield. Este, apresento-os ao baterista George Grantham, que foi logo integrado no grupo, enquanto o baixista, Randy Meisner deixou o seu antigo grupo, para completar o quinteto.

Entre outros musicos que fizeream as audições, mas que foram preterirdos, encontrava-se Gregg Allman.

Chamando-se a si, de "Pogo", (com um "g"), a banda estreou um mês depois, no Fillmore West, abrindo para a Steve Miller Band e Sly & the Family Stone. Após terem rápidamente angariado uma legião de fãs, dada a sua qualidade e o seu reportório, em que se misturava o Rock, com o Folk, e muita Country, foram forçados a mudar o nome da banda, que tinham "roubado" de uma série de banda desenhada de Walt Kelly, com o mesmo nome, quando este autor entrou com uma ação judicial, por usurpação e uso indevido do nome. Foi então que por unanimidade, resolveram passar a chamar-se "Poco", porque soava como o primeiro nome, e ao qual os fãs já se tinham habituado.

Apareceram logo várias gravadoras, a quererem contratar os "Poco", mas Richie Furay tinha contrato com a Atlantic o que causou,alguns problemas. A banda acabou por assinar o contrato com a Epic Records em 1969, altura em que Graham Nash entrou para a Atlantic, aonde viria a gravar com Crosby, Stills and Nash.

Quando o grupo se preparava para gravar o seu primeiro álbum, o baixista Randy Meisner anunciou que estava de saída, para se juntar á banda de Rick Nelson, a Stone Canyon Band. Randy, viria ainda a fazer parte da bnada de Linda Ronstadt, os Stone Ponys, antes de ir completar o grupo de músicos fundadores dos Eagles, em 1971.

Os Poco continuaram como quarteto, e lançaram o seu primeiro álbum, "Pickin 'Up the Pieces", que vendeu mais de 100.000 cópias. Foi então que voltaram a chamar Timothy B. Schmit, que originalmente fizera o teste para a banda, mas que tinha sido preterido, por Meisner.

Os cinco membros dos Poco, em seguida, gravaram um LP homónimo e um álbum ao vivo chamado "Deliverin".

Jim Messina abandona o grupo nesta altura, dizendo que estava cansado das tournês demasiado agitadas para ele. Viria a fazer grande sucesso quando se juntou com Kenny Loggins para formar um dos duos mais populares da década de setenta, "Loggins E Messina".

Messina foi substituído pelo guitarrista Paul Cotton, que participou nos três álbuns mais vendidos dos Poco.

Richie Furay acabou também por sair depois de "Crazy Eyes", em 1973.
Juntou-se com Chris Hillman, ex Byrds e J.D. Souther, e formaram a pedido de David Geffen, então director da Asylum Records, a "The Souther-Hillman-Furay Band" super banda de Country Rock, que foi um nado morto, e que após o lançamento de "Fallin' in Love" em 1974,
que atingiu o No. 27, nas listas de vendas dos USA, e de "Trouble in Paradise" em 1975, que atingiu a modesta 38ª posição na Bilboard, separaram-se. Furay, ainda manteve por uns tempos auma carreira a solo, mas acabou por se virar para a religião, e por ai ficar.

A partida Furay foi um revés, para os "Poco", que já tinham gravado quatro álbuns até 1977. Em Janeiro de 1978, o baterista George Grantham deixou a banda.

Com Rusty Young como o único membro original, a banda lançou um álbum intitulado "Legend", que subiu até o número 14 na lista de álbuns da Billboard Hot 200.

O grupo agora formado pelo teclista Kim Bullard, juntamente com um casal de ingleses, Steve Chapman e Charlie Harrison, que tinham tocado juntos durante oito anos com Leo Sayer e Al Stewart. Esse foi o line-up que, finalmente, encontrou o sucesso comercial em 1979, com "Crazy
Love" e "Heart Of The Night", ambos foram top vinte.

Infelizmente, Poco rapidamente decaiu, dadas as fracas vendas dos álbuns subsequentes e iniciaram um lento declínio até à sua dissolução em 1984.

Em 1989, o line-up original dos Poco - Furay, Messina, Young, Grantham e Meisner, foi re-formada, para a gravação de um álbum de grande sucesso chamado "Legacy", e que produziu dois Top Quarenta: "Call It Love" (# 18) e "Nothin 'To Hide" (# 39).

O grupo voltou á estrada em 1990, mas as tensões antigas, desmotivaram Furay que voltou ao seu ministério, na sua igreja em Boulder, Colorado.

Várias formações dos "Poco", voltaram a excursionar durante os anos 90 com novos membros entrando e saindo, mas no início de 2000, Paul Cotton, Rusty Young e George Grantham acabaram por ficar juntos novamente,com Jack Sundrud.

Na primavera de 2003, esta nova versão dos Poco lançou "Running Horse", o seu primeiro álbum de originais em 13 anos, que originou uma série de espectaculos, no entanto, o álbum, não conseguiu gerar muito interesse e não chegou a entrar na lista de vendas de LPs, Billboard Hot 200, o que acabou por ditar o fim desta banda.