quinta-feira, 30 de abril de 2009

Rock Royalty

The Zombies, The Yardbirds e Spencer Davis Group, anunciaram, a realização de uma tornée, nos USA, durante o próximo verão.
As três bandas,referências incontornáveis da pop inglêsa dos anos 60, são "as cabeças de cartaz", de um espéctaculo, denominado, "Rock Royalty".
A tournée, terá inicio no próximo mês de Junho.Ainda não há datas europeias, já que não encontraram promotores interessados,em asumir a realização de qualquer espectáculo cá destes lados. É pena, mas o espectáculo aqui no velho continente, chama-se, "Crisis Royalty"...não há "caroço".
Eis as datas, para quem quiser atravessar o Atlântico, e ir assistir ás actuacções dos veteranos, Spencer Davies, Rod Argent,Paul Samwell-Smith, e companhia.

San Diego, CA Humphrey's Concerts By The Bay (June 26)
Westbury, NY The Capital One Bank Theatre At Westbury (July 9)
New York, NY Hammerstein Ballroom (10)

Optimus Discos, oferece 6 EPs, para download


Quem diz que as operadoras de telecomunicações apenas ganham dinheiro com os conteúdos grátis que não lhes pertencem disponibilizados via Internet e não fazem nada para recompensar os artistas deve pôr os olhos da Optimus Discos, a nova netlabel ou editora de música online do ISP pertencente ao grupo Sonae.com.

Eu já tinha referido aqui esta iniciativa pioneira em território português por altura do seu anúncio no final do mês passado. Agora, o site da Optimus Discos está finalmente online e quem quiser já pode descarregar todos os seis EPs iniciais de alguns dos nomes mais representativos do que melhor se faz actualmente na música portuguesa.
E de facto os artistas e bandas escolhidas têm mesmo qualidade. Desde o Western Spaghetti à la Ennio Morricone da dupla Tó Trips e Tiago Gomes em Vi-os Desaparecer na Noite aos samples de jazz e batidas de Hip-Hop que não ficam nada a desmerecer a um Madlib ou J Dilla produzidas por DJ Ride no seu Beat Journey, passando pela Pop agradável e suave dos Madame Godard em Aurora.

DJ Ride na Optimus Discos

De realçar ainda o som Soul & Funk com tons psicadélicos dos The Bombazines no seu registo homónimo, os “norte-americanos” The Pragmatic (o projecto é baseado nos EUA mas conta com a participação do português André Allen Anjos) que com o seu Circles representam a electrónica Pop ao estilo The Postal Service e Hot Chip nesta primeira série da Optimus Discos. Por fim mas não por último, existe também a mistura de country e easy listening dos Tiguana Bible em Child of the Moon que me fazem recordar um pouco a dupla Nancy Sinatra e Lee Hazlewood.

Até ao final do ano serão lançadas mais duas séries de seis EPs cada uma. E se pensam que os artistas não irão receber nenhum, fiquem a saber que será posteriormente publicada uma edição limitada a 500 exemplares de cada um dos lançamentos em formato CDs que será posta à venda nas lojas FNAC ao preço de 4,95 euros.

De qualquer modo, não é tanto o dinheiro que as bandas irão receber directamente ou não pelos discos mas sim a exposição resultante na participação num projecto deste tipo que importa. Isto porque a repercussão gerada junto do grande público irá certamente fazer com que a agenda de concertos destas bandas fique bastante mais preenchida.

by Miguel Caetano, in remixtures

Ana Moura - E Viemos Nascidos do Mar

E Viemos Nascidos do Mar, do Fausto. Sem dúvida nenhuma.Letra e harmonia, tem o sêlo, do "pastor", que chorou...

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Discos de vinil voltam ás prateleiras das grandes supreficies

Se eventos como o Record Store Day estão a contribuir para o recrudescimento do interesse dos fãs de música pelo formato vinil, o inverso também é verdade. De facto, mais e mais lojas de discos independentes parecem ver nas grandes rodelas negras a receita para evitarem o colapso financeiro.

Daí não admire notícias como esta recente do LA Times segundo a qual três novas discotecas independentes deverão abrir as portas esta primavera em Los Angeles. Mesmo assim, este ímpeto parece não ser suficiente para contrabalançar o número daquelas que se vêm obrigadas a encerrar. Se no início de 2007 existiam 259 lojas de discos naquela cidade norte-americana, de então para cá esse número baixou para as 185.

Nos Estados Unidos, de 2003 até hoje o número de lojas de discos que fecharam as portas ascende a mais de três mil. Mas o regresso do vinil parece ser mais do que uma moda, a avaliar pelos dados adiantados por Matt Wishnow, fundador da retalhista de música online Insound que indicam que 50 por cento do total das suas receitas provieram em 2008 da venda de vinis novos, “o que corresponde a milhares de dólares ao ano.”

O mais extraordinário é que as vendas de gira-discos aumentaram 200 por cento durante o ano passado, tendo a empresa comercializado diariamente dezenas de aparelhos durante o período do Natal. Por este andar, é provável que dentro em breve o vinil volte a ocupar um lugar de destaque nas grandes superfícies comerciais.

Apesar do site online da Fnac.pt possuir uma secção própria dedicada ao vinil onde é possível encontrar e adquirir cerca de uma centena e meia de clássicos e alguns dos sucessos de vendas mais recentes, a verdade é que eu nunca reparei muito no vinil nas lojas da FNAC. A secção deve estar tão escondida que só mesmo quem saiba dá conta que existe. De qualquer modo, parece que as vendas estão a correr bem, tendo registado um crescimento de cerca de 20 por cento entre 2007 e 2008, segundo o que Viriato Filipe, director de marketing e comunicação institucional da divisão portuguesa da FNAC afirmou à agência LUSA em Janeiro deste ano.

Nos Estados Unidos, a cadeia de grandes superfícies comerciais Best Buy - a terceira maior retalhista de música nos EUA e a mesma empresa que em Julho do ano passado começou a vender instrumentos musicais nas suas lojas - pretende dentro em breve dedicar o equivalente a oito pés quadrados (cerca de 0,74 metros quadrados) exclusivamente aos discos em vinil em todas as suas 1020 lojas. É bem verdade que isto em si equivale apenas a 200 álbuns, mas já é um avanço em relação aos anos mais recentes em que o vinil vinha a perder cada vez mais terreno para os CDs e DVDs.

Segundo o mesmo artigo, uma loja Best Buy típica dedica entre 16 a 20 pés quadrados (1,5 e 1,85 metros quadrados, respectivamente) à venda de artigos de música e exibe cerca de oito mil CDs. No entanto e apesar das vendas de discos em vinil representaram apenas ainda cinco por cento das vendas de música da empresa, o que é facto é que as vendas de CDs continuam em queda livre.

A questão que se coloca é que se ao aumentarem o espaço dedicado ao vinil, as grandes superfícies comerciais não estão a colocar em risco a sobrevivência das lojas de discos independentes. Quanto a mim, penso que isso dependerá do catálogo que essas grandes empresas decidirem disponibilizar. Se forem grandes clássicos do Rock e do Pop como Beatles, Pink Floyd e Metallica, penso que esse problema não se colocará tanto; mas se elas começarem a apostar na distribuição das bandas que constituem a sensação do momento no nicho que o circuito independente constitui, aí as discotecas mais pequenas podem começar a fazer contas à vida…
by Miguel Caetano, in remixtures

Don Johnson, director pornográfico


Don Johnson será um director da industria pornográfica, na comédia "Born To Be a Star", produzido e escrito por Adam Sandler, informou o site The Hollywood Reporter.
Johnson, mais conhecido pela sua interpretação do detetive James "Sonny" Crockett na série dos anos oitenta, Miami Vice, integra o cast ao lado de Christina Ricci e Stephen Dorff. A direcção ficará a cargo de Tom Brady.
Nick Swardson é o protagonista e co-roteirista do filme. Swardson será o típico nerd de uma cidade do interior. A sua trajectória, contudo, não será em nada normal: o garoto descobre que seus pais foram astros da indústria pornográfica nos anos 1970 e decide fazer jus à linhagem. Larga a faculdade e vai para Hollywood tentar a sorte na indústria de filmes para adultos.
Ricci será a ingénua namorada do aspirante a Rocco Siffredi (astro italiano da indústria pornográfica); Dorff personificará a estrela "pornô" Dick Shadow.
Don Johnson interpreta o director que dará a primeira hipótese ao personagem de Swardson. Curiosamente, o actor veterano aparecerá, em 2010, no filme A Good Old Fashioned Orgy ("uma boa e velha orgia", em livre tradução), comédia que marca a estreia dos roteiristas Alex Gregory e Peter Huyck na direcção.

"E Esta Hein?"...A saudade, faz hoje, 7 anos...



Fernando Luís de Oliveira Pessa, nasceu em Vera Cruz (Aveiro), a 15 de Abril de 1902 . Faleceu em Lisboa, a 29 de Abril de 2002 .Era o mais idoso jornalista português.
A mãe era natural de São Tomé. O pai era médico militar mas, devido à falta de dinheiro, pediu licença do exército e partiu para a colónia de São Tomé e Príncipe, deixando a mulher e os três filhos em Portugal.
Fernando Pessa viveu em Aveiro até aos dois anos. Foi em Penela, vila do distrito de Coimbra, que o jornalista recebeu a instrução primária. Fez o exame da 4ª classe em 1911, em Coimbra, onde viveu até 1921.
Concluídos os estudos secundários, em que se preparara para os exames de admissão à "Escola de Guerra", tentou o ingresso na carreira militar como oficial de Cavalaria. Porém, como resultado da Primeira Guerra Mundial, havia oficiais em excesso e só era admitido quem frequentasse o Colégio Militar de Lisboa.
Antes de embarcar na carreira jornalística, trabalhou numa companhia de seguros e num banco, onde esteve pouco tempo. Em 1926 foi trabalhar numa seguradora no Brasil, regressando em 1934. Nesse ano, candidatou-se aos quadros da recém criada Emissora Nacional, tendo ficado classificado em segundo lugar e, como gostava de sublinhar, “sem cunhas”.
Iniciou, assim, uma carreira que nunca tinha pensado seguir.
Com uma semana de rádio, Pessa fez a sua primeira reportagem: a cobertura de um festival de acrobacia área na antiga Porcalhota, actual Amadora.
Após quatro anos na Emissora Nacional, foi convidado para trabalhar na BBC, em Londres. Começou por trabalhar com sotaque na secção brasileira e só quando um colega português adoeceu foi chamado para ler o noticiário. Neste ambiente sofreu os bombardeamentos alemães sobre Londres e se profissionalizou e notabilizou como correspondente durante a Segunda Guerra Mundial.
A censura e a restrição das liberdades civis da ditadura de António de Oliveira Salazar acabaram por contribuir para o crescendo da popularidade das transmissões em português da BBC.
Conheceu a sua esposa, Simone Alice Roufier, uma brasileira de ascendência inglesa e norte-americana, em Londres. Casou-se em 1947, quando regressou, novamente a Portugal, para sentir na pele, a vingança do regima de Salazar.
A sua reentrada na rádio, Emissora Nacional foi vedada por influência do regime, sendo forçado a voltar ao ramo dos seguros. Nesta época também fez dobragens de filmes e documentários, nomeadamente "O Último Temporal - Cheias do Tejo" e "Portugal já faz automóveis", do cineasta Manoel de Oliveira. Acabou por participar do Plano Marshall de ajuda económica à Europa, quando Portugal se envolveu.
Depois da notoriedade enquanto repórter de guerra na BBC, realizou a primeira emissão em directo da RTP, em 7 de Março de 1957, na Feira Popular de Lisboa.
Entrou para os quadros da RTP apenas a 1 de Janeiro de 1976, já com 74 anos.
A célebre expressão “E esta, hein?” marcou a sua carreira como repórter televisivo. A expressão surgiu como substituto dos palavrões que tinha vontade de dizer quando denunciava situações menos agradáveis do quotidiano do país nos seus "bilhetes postais".
Pelo seu trabalho como correspondente da Segunda Guerra Mundial, Fernando Pessa foi distinguido com a Ordem do Império Britânico. E, em Portugal, a 10 de Junho de 1981, o Presidente da República, Ramalho Eanes, atribui-lhe o título de Comendador.
Reformou-se em 1995, com 93 anos de idade.
Fernando Pessa faleceu a 29 de Abril de 2002, no Hospital Curry Cabral, em Lisboa, poucos dias depois de completar 100 anos.
In Wikipedia

terça-feira, 28 de abril de 2009

Camané - Sei de Um Rio

Não deixem de visitar o site do Camané, e ouvir alguns fados do seu ultimo trabalho, "Sempre de Mim", editado há exactamente um ano.

Playing For Change - Episode 7

Mais um video-clip, da instituição, Playng For Change, autores do video clip, em que o Stand By Me,é cantada por musicos de diversas partes do globo.Aqui.
Desta vez, conta com a participação de um musico de rua de Lisboa, de seu nome Paulo Morais. Desconfio que seja Brasileiro, mas anda por ai, a espalhar a sua musica. De louvar, estas iniciativas.

Madness Total, no Pavilhão Atlântico

Os Madness são "cabeça-de-cartaz" do Festival Lisbon Calling, a realizar a 9 de Junho no Pavilhão Atlântico.
A banda, responsável pelos hits, One Step Beyond, Our House, e My Girl, entre outros na década de setenta,sobe ao palco depois dos Tubes, Carbon/Silicon e Foreigner.
Formados em Camden Town (Londres), em 1976, foram considerados como uma das principais bandas da era ska pós-1970. Caracterizaram um novo tipo de ska, o chamado 2-Tone.
Até ao início da década de 90, apenas os Beatles e Madonna tinham colocado mais singles nas tabelas de vendas em Inglaterra, do que os Madness, que continuam em alta, em terras de sua majestade.
Oriundos da mesma safra que revelou os Specials, os Madness, com uma carreira de maior duração e reconhecimento,têm vivido numa roda vida desde a sua primeira separação em 1986.
A origem dos Madness remonta a 1976,quando um grupo pseudo-mod chamado The Invaders, formado por Mike Barson, Chris Foreman e Lee Thompson,mudam o nome para Morris and the Minors e aumentam a formação com quatro novos elementos: Graham Suggs McPherson, Mark Bedford, Chas Smash e Dan Woodgate. Em finais desse mesmo ano, mudam o nome mais uma vez, para Madness. Influenciados, fortemente, pelo Jamiacano Prince Buster, retiram o nome de um tema deste músico. Seguindo com a sua homenagem particular a Buster, gravam o seu primeiro single intitulado-o, The Prince, que é editado pela Two-Tone. A canção torna-se um grande sucesso, ficando entre as 20 mais vendidas no Reino Unido, originando a contratação, dos Madness, pela Stiff Records, a mesma casa de Elvis Costello.
Em Outubro de 1979, é lançado o LP, One Step Beyound, que chega á segunda posição nas listas dos mais vendidos.
A mistura de ska com rock e o grande senso de humor contribuíram para a popularidade deste grupo, britânico até a medula.
Entre 1979 a 1981, lançaram cerca de 20 singles, três LPs e ficam conhecidos como “os sete magníficos".

Discografia

One Step Beyond (1979)
Absolutely (1980)
Seven (1981)
Complete Madness * (1982)
The Rise And Fall (1982)
Madness * (1983)
Keep Moving (1984)
Mad Not Mad (1985)
Utter Madness * (1986)
The Madness (1988)
It's Madness * (1990)
It's Madness Too * (1992)
Divine Madness * (1992)
The Business * (1992)
Madstock (1992)
Total Madness: The Very Best of Madness * (1997)
Heavy Heavy Hits * (1999)
Universal Madness (ao vivo, 1999)
The Lot * (1999)
Our House: Best of Madness * (2002)
The Dangermen Sessions, Vol 1 (2005)
The Liberty Of Norton Folgate (2009)

*Colectâneas

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Crise.Toca a todos.

A crise financeira que começou a afectar o globo no ano passado abocanhou fatias generosas da fortuna de Elton John, Paul McCartney e Mick Jagger. A contabilidade foi revelada, numa pesquisa do jornal The Sunday Times, que classificou os britânicos mais ricos do meio, numa lista publicada este domingo, 26 de Abril.
Elton John sofreu o maior rombo:a sua fortuna encolheu cerac de ¼, indo de 238 milhões de libras, para 175 milhões de libras - o músico garantiu, mesmo assim, o oitavo lugar no ranking, ao lado de Keith Richards, dos Rolling Stones. O fim de uma temporada de shows em Las Vegas e doações de 42 milhões de libras a instituições de caridade também ajudaram a esvaziar os cofres do cantor.
Já a conta bancária de McCartney teria minguado em 60 milhões de libras - mas ainda sobram 440 milhões de libras, mais do que suficientes para dar a Sir McCartney o quarto lugar na lista, encabeçada por Clive Calder. O criador da Zomba Recordings, que lançou Britney Spears, Backstreet Boys e N' Sync e foi vendida à BMG em 2002, é dono de 1,3 bilhões de libras.
Mick Jagger também sofre. O seu património encolheu 16%, descendo para 190 milhões de libras.
Das 50 pessoas listados, apenas sete tiveram a riqueza poupada pela foice da crise económica. Três delas, aliás, conseguiram a proeza de engordar a conta bancária: os irmãos Gallagher, Judy Cramer, produtora do musical Mamma Mia (o filme ultrapassou Titanic e a série Harry Potter nas bilheterias do Reino Unido), e Simon Cowell, mais conhecido como o juiz "ranzina", mas também a pensar nso lucros das franquias dos programas, America's Idol e British's Got Talent.
Liam e Noel Gallagher - que, como de costume, continuam a lavar a sua roupa suja publicamente - têm em seus cofres cerca de 45 milhões de libras a 52 milhões de libras.
Amy Winehouse levou um senhor golpe - 50% das suas economias se evaporaram, o que a deixou com cinco milhões de libras. Especula-se, no entanto, que a crise tenha pouco a ver desta vez, com este prejuízo, mas sim a tumultuada vida pessoal da cantora e o terceiro álbum,que nunca sai.
A cantora Duffy fez sua estreia no ranking, com fortuna quase encostando na de Winehouse: quatro milhões de libras.
Philip Beresford, responsável por compilar a lista, pediu "sobriedade neste ano" e classificou como sua maior surpresa "a ausência de quaisquer novos rock stars seriamente ricos no ranking".
"São os mesmos enrugados de sempre, mas agora a renda deles vem mais das tournées. Presumo que seja porque as gravadoras têm ficado mais forretas em anos recentes, e não oferecem mais os contratos de antigamente", opinou.
Eis a lista das 10 maiores fortunas no meio musical britânico:

1 - Clive Calder (1,3 bilhão de libras)
2 - Lord Lloyd-Webber (750 milhões de libras)
3 - Sir Paul McCartney (440 milhões de libras)
4 - Sir Cameron Mackintosh (350 milhões de libras)
5 - Simon Fuller (300 milhões de libras)
6 - Sir Mick Jagger (190 milhões de libras)
7 - Sting (180 milhões de libras)
8 - Sir Elton John (175 milhões de libras)
8 - Keith Richards (175 milhões de libras)
10 - Olivia and Dhani Harrison (140 milhões de libras)
10 - Sir Tim Rice (140 milhões de libras)

Susan Boyle, fica a vêr navios, no negócio dos milhões

Até agora é o fenómeno YouTube do ano e no entanto parece não ter ganho sequer um tostão com a fama. Cinco dias após a transmissão do programa “Britain’s Got Talent” - uma versão britânica do português “ídolos” - o vídeo da interpretação de “I Dreamed A Dream” da banda sonora de Les Misérables por Susan Boyle já somava mais de seis milhões de visualizações no YouTube.
Via Twitter, blogs e outras redes sociais os links para o vídeo espalharam-se pela Web que nem um vírus. Nove dias depois e o número já ia nos 70 milhões mas alguns analistas estimam mesmo que o total de visualizações de todas as versões da actuação de Boyle já superaram a fasquia das 100 milhões de visualizações.
Afinal de contas, quem não gosta de uma boa história do “Patinho Feio” com um talento escondido? Susan Boyle preenche todos os requisitos para tal, sendo ela uma desempregada escocesa de 47 anos mas com cara de cinquenta e muitos, a virgem que nunca foi beijada. Eu próprio devo confessar que me deixei emocionar pela súbita onda gigantesca de simpatia e “admiração” em torno de Boyle que se viu assim transformada em nova “cantora do povo” da Geração YouTube.
É claro que também houve quem desconfiou do fenómeno e achou que tudo não passou de uma manobra cínica e espertalhona de edição televisiva, especificamente concebida para provocar uma catarse vulgar nos espectadores, como se aquele momento provasse que na televisão nem a aparência nem a atracção sexual são o que importam.
De qualquer forma, parece que a senhora Susan Boyle não retirou até ao momento qualquer benefício financeiro desse êxito intergaláctico via YouTube. Isto porque o vídeo não é acompanhado por anúncios o que significa que umas centenas de milhar de euros poderiam já ter ido para o seu bolso, descontando os royalties a distribuir à produtora FremantleMedia, ao canal de televisão ITV e à Sony Music Entertainment (a editora do criador do programa Simon Cowell). Para o vídeo ser monetizado, o programa deveria ter um canal próprio no YouTube. Ora, tal não acontece.
Segundo o jornal britânico The Times, tudo se deve a um impasse nas negociações entre a ITV e a YouTube para chegarem a um acordo para a partilha de receitas. Se o canal de televisão quer ter o direito de exibir anúncios no início do vídeo (mais conhecidos por pre-rolls), a YouTube discorda da ideia e prefere anúncios de texto e overlays exibidos no fundo do ecrã enquanto o vídeo está a ser reproduzido.
Só que esta teimosia de ambos os lados está a sair muito cara. A partir de um cenário (conservador) que aponta para 75 milhões de visualizações das várias versões da actuação, o The Times estima que o vídeo já podia ter gerado 1,87 milhões de dólares (pouco mais de 1,4 milhões de euros). Nada mau. Mas quem fica a perder mais com isto tudo é a própria Susan Boyle. Seja como for, Simon Cowell já prometeu a Boyle a gravação de um álbum. Ao menos desta vez não estamos perante uma desconhecida que é usada e deitada fora pela indústria do espectáculo. A menos que se “esqueçam” de lhe distribuir os royalties gerados com as vendas do futuro disco. Admirem-se!
by Miguel Caetano, in remixtures(foto de Bert Kommerij segundo licença CC-BY-NC-SA 2.0)

The Voca People - Mix

O instrumento mais prefeito, a VOZ.Lindo!

domingo, 26 de abril de 2009

The Fame Bureau - Leilão a 28 de Abril



A pele da frente, do bombo da bateria usada nos primeiros tempos, por Ringo Starr e o vestido rosa que Madonna usou no clipe de "Material Girl" serão leiloados pela The Fame Bureau , no video aqui em cima, os muitos objectos que irão ser leiloados, por esta casa, especializada em leiloar preciosidades musicais,e outras ligadas ao mundo do espéctaculo, na próxima terça-feira, 28 de Abril, em Londres.
Além dessas duas peças, uma guitarra autografada por Ike Turner, fotos assinadas pelos jogadores de futebol Cristiano Ronaldo e Pelé, um desenho feito à mão por John Lennon e posteres originais que anunciam shows de Elvis Presley e The Who, entre outros.
De acordo com a The Fame Bureau, Mal Evans, ex-empresário dos Beatles, deu a pele do tambor da bateria de Ringo para um funcionário encarregado de transportar equipamentos do Pink Floyd quando as duas bandas gravavam no estúdio Abbey Road. A peça está avaliada em € 110 mil,(Cento e dez mil euros).
O vestido que Madonna usou no video clipe de "Material Girl" (1985), juntamente com a estola branca de pele falsa, duas luvas de seda e um bracelete de cristal, terá lance inicial de € 88 mil, (Oitente e oito mil euros).
Recentemente, a casa The Fame Bureau vendeu a primeira guitarra á qual Jimi Hendrix lançou fogo em cima do palco, além do primeiro contrato assinado entre os Beatles e o empresário Brian Epstein. Neste video, em baixo, a história da pele do bombo do Ringo.

Fernando Farinha - Fado das Trincheiras

Ícone do fado da sua época, e ainda hoje uma referência de topo para todos os fadistas, Fernando Farinha possuía capacidades vocais e interpretativas raras, notadas ainda de tenra idade (impossível esquecer o «Miúdo da Bica»), e graças às quais foi distinguido, já adulto, com vários prémios da Rádio e da Imprensa.

sábado, 25 de abril de 2009

Piratarias da justiça Sueca

Um alegado conflito de interesses motivou Peter Althin, advogado de Peter Funde, cofundador do site sueco The Pirate Bay, a pedir novo julgamento. O motivo: o juiz Tomas Norström, à frente do caso, fazia parte de associações de defesa de direitos de autor, informou um programa do Sveriges Radio, da Suécia.
Na semana passada, os três fundadores e um ex-CEO do TPB foram sentenciados a um ano de prisão e multa, sob acusação de lesar os direitos de autor,por manterem um dos maiores portais de download gratuito, do mundo.
As acções do juiz, defende Althin, são reprováveis e justificam uma reavaliação do caso pela defesa. E pior: não são inéditas.
"No outono, recebi informações de que outro juiz tinha ligações similares. Informei o tribunal, que excluiu o juiz como forma de impedir conflitos de interesse. Seria razoável, então, rever também esta situação."
"Todos os conflitos de interesse são um problema do judiciário - que deveria ser capaz de colocar ordem na sua própria casa. Este é um caso importante, o que é mais um motivo para ficar-mos com atenção", disse Ola Samuelsson, advogado de outro cofundador do TPB, Gottfried Svartholm Warg.
Samuelsson, no entanto, não sabe se entrará com um pedido para novo julgamento, como o seu colega de profissão responsável pela causa de Sunde.
Um dos grupos que o juiz Norström integra é o Svenska Föreningen för Upphovsrätt ("associação de direitos autorais da Suécia"). O grupo também tem como membros Henrik Pontén, Peter Danowsky e Monique Wadsted - todos representantes (os postos não foram anunciados) da indústria do entretenimento no caso do TPB.
Svenska Föreningen för Industriellt Rättsskydd ("associação sueca de proteção à propriedade industrial") é outro grupo que conta com a filiação de Norström. Nörstrom no entanto, fez pouco caso da acusação imterposta pelo advogado de defesa. "Na minha visão, essas actividades não constituem conflito de interesse algum."
"Como gosto de acordar com o cheirinho da vitória", Peter Sunde declarou, no seu Twitter, Peter Sunde, na última quinta, 23. O sueco de 30 anos ironizou, ainda, a escolha do juiz para julgar seu caso. "(Na corte sueca), os juízes não são seccionados, mas escolhidos aleatóriamente. A indústria da mídia deve ter um bilhete da sorte."
O caso vem dividindo opiniões. Artistas como Paul McCartney viram a condenação como justa - "Ninguém quer pagar por nada. Mas, se entra-mos num autocarro, temos de pagar, o bilhete", disse o ex-Beatle, para quem a situação é "difícil".
O site do International Federation of the Phonographic Industry (IFPI) - responsável por levar o TPB a tribunal - foi alvo de um grupo de 250 hackers após a condenação da semana passada. A operação, baptizada de "Baylout", teria deixado o site fora do ar na última segunda-feira, 20 de Abril.

Corgan, lança mailing list para os fãs

Há pouco mais de um ano atrás, o então baterista dos Smashing Pumpkins Jimmy Chamberlin anunciou que a banda pretendia deixar de lançar discos e passar a publicar apenas singles porque com os iPods e os MP3s a música tornou-se apenas um anúncio para as digressões. De então para cá Chamberlin decidiu abandonar os Pumpkins e dos membros originais só ficou mesmo Billy Corgan.Isso não desmotivou o egocêntrico e obsessivo Corgan que aproveitou a oportunidade da banda não estar actualmente ligada a qualquer editora discográfica para lançar o seu próprio serviço de subscrição de forma a que os fãs possam aceder aos bastidores do processo de gravação e do dia-a-dia da banda. De forma a obterem uma série de conteúdos exclusivos como ficheiros multimédia, letras e filmagens inéditas das gravações em estúdio, o frontman dos Smashing Pumpkins está a pedir 40 dólares (cerca de 30 euros).O pacote inclui pelo menos cinco conteúdos novos a partir do estúdio por semana que serão disponibilizados online num prazo inferior a 24 horas. Cada update terá pelo menos cinco minutos de duração, o que significa que os assinantes irão receber pelo menos 25 minutos de material vídeo e áudio original por semana, o que deverá equivaler no mínimo a um total de cinco horas durante as 12 semanas.Uma possibilidade que está também em aberto é o streaming de vídeo em directo. No final todos estes updates serão reunidos num documentário artístico a lançar posteriormente. Quem estiver interessado, basta assinar a nova mailing-list dos Smashing Pumpkins. Em última análise, tudo irá depender do nível de adesão por parte da comunidade de fãs. Caso não haja interesse, o projecto será adiado.

Corgan esclarece que esta subscrição não tem fins lucrativos e que tem como única motivação o desejo da banda de oferecer aos fãs o acesso a informação exclusiva, mas desinteressada é que ela não é! De qualquer forma, parece-me que os Smashing Pumpkins são - tal como os Nine Inch Nails e os Radiohead - uma das bandas que podem tirar mais partido com este tipo de clubes de subscritores. Esperemos que mais e mais artistas sigam o mesmo modelo.

(via No Rock and Roll Fun)

Oh Tempo, Volta Pra Trás - Tony de Matos

"Tempo Volta Pra Trás". Letra de António Mourão que foi, também, o mais popular intérprete do tema. Interpretou-o pela primeira vez em 1965 no Teatro Maria Vitória, na revista "E Viva o Velho!", numa clara (e também irónica) alusão a Oliveira Salazar.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

José Resa - BPP - Bando de Piratas Portugueses

Música a parodiar o desenrolar da "telenovela" do BPP (Banco Privado Português), interpretada por José Resa.Mais um cantor de Abril.

Internautas, não se importam de pagar os downloads.

Já não é a primeira nem será certamente a última vez que um estudo demonstra aquilo que é óbvio mas que as grandes editoras discográficas se recusam a admitir e a tolerar: os internautas estão dispostos a pagar uma mensalidade para terem o direito de utilizarem um serviço de P2P legal de música.
Um estudo da Sociedade Sueca de Direitos de Execução Pública intitulado "Piratas, Partilhadores e Utilizadores de Música” revela que 86,2 por cento dos internautas suecos estão dispostos a pagar por uma subscrição voluntária para terem o direito de partilharem música entre si com toda a legalidade (dos quais 52 por cento estão “muito interessados” e 35 por cento estão “moderadamente interessados”) sendo apenas 5,2 por cento aqueles que não têm qualquer interesse num serviço deste tipo.
A pesquisa baseia-se numa amostra de 1123 suecos que se auto-propuseram a responder anonimamente a um questionário online, pelo que a STIM avisa que ela poderá não ser representativa de todos os utilizadores suecos de música na Internet.
Mesmo assim, convém não descurar as principais conclusões do estudo. Por exemplo, 51,8 por cento dos inquiridos afirmaram estarem dispostos a pagar entre 50 a 150 coroas suecas (cerca de 4,60 e 13,70 euros), ao passo que 18,8 por cento considerariam pagar entre 150 a 300 coroas suecas (27,50 euros). Outros 21,7 por cento afirmaram que pagariam menos de 50 coroas. Apenas 7,4 por cento não estariam interessados em pagar qualquer quantia.
Outro dado interessante da pesquisa é que embora serviços de streaming como o da Spotify ou o da Last.fm sejam populares, eles não substituem os downloads de música para o disco rígido do computador visto que 80,5 por cento dos inquiridos afirmaram que é importante poder coleccionar música e acedê-la offline. Mais ainda, 90,3 por cento afirmaram que gostavam de poder transferir as suas músicas para outros dispositivos de modo a ouvi-las em todo o lado.
Dos inquiridos, 56 por cento afirmou ouvir frequentemente música nos seus computadores, 25 por cento num leitor de MP3 e 19 por cento num telemóvel. Metade possui uma colecção de música digital de cerca de mil faixas e uma maioria pagou por menos de metade desses temas. Mas não se pense que os internautas suecos não valorizam o trabalho dos artistas: 75 por cento concordaram que os criadores devem ser pagos pela distribuição da sua música pela Internet, tendo apenas
-17 por cento discordado.
-47 por cento queixaram-se de que estes sites fornecem ficheiros corruptos;
-40 por cento disseram que fornecem ficheiros incompletos;
-41,3 por cento afirmaram que já lhes aconteceu transferirem um disco ou uma música que não correspondeu àquilo que estavam à espera;apenas
-48,3 por cento concordam que é possível encontrar aí tudo o que procuram;menos de
-60 por cento pensam que os sites de torrents e o LimeWire são fáceis de utilizar.
As conclusões deste estudo vão no mesmo sentido das de um outro junto dos adolescentes britânicos encomendado pela (BMR) à Universidade de Hertfordshire segundo o qual 74 por cento dos inquiridos estavam dispostos a pagar por um serviço legal de partlha de ficheiros. No caso dos partilhadores essa percentagem aumentava mesmo para os 80 por cento. Quase um ano depois e ainda não há sinais de uma oferta desse tipo no continente europeu. E depois não se admirem que serviços de subscrição como o Nokia Comes With Music sejam um falhanço.
by Miguel Caetano, in remixtures.com

Belos Tempos - Fernando Farinha

Nascido em 5 de Maio de 1929 no Barreiro, Fernando Farinha foi uma figura incontornável da história do fado; contam-se na sua biografia participações em Revista e no cinema, tendo participado como actor nos filmes “O Miúdo da Bica” (1963) e “A Última Pega” (1964) - aqui também como compositor.
Depois de um vida de sucesso, nacional e internacionalmente e pouco tempo depois de comemorar os seus 50 anos de carreira, em 1988, o artista faleceria em Lisboa.
Bela recordação…porque assim também se vive!

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Bob Dylan - Beyond Here Lies Nothin' - Video Oficial

Pai de Rubina Ali, declarado inocente

Afinal, tudo não terá passado de mais uma jogada, suja, digo eu, dos repórteres do "News Of The World". Na procura de noticias "bombásticas", os jornalistas do matutino inglês, terão atraindo o pai de Rubina a um hotel, montando-lhe uma cilada, e compondo o cenário, de modo a fazer crer, que este,estaria a tentar vender a filha.
Quando soube da notícia, a mãe da criança exigiu que ela fosse retirada de casa do pai e fez queixa à policia. Contudo, os investigadores de Bombaim não encontraram nada que indicasse haver um fundo de verdade nesta história.
"Até agora não encontrámos quaisquer provas que indiquem que a Rubina foi posta à venda", declararam as autoridade indianas.
"Assim sendo, não é necessário registar seque,r a queixa da mãe ou prender seja quem fôr."
O veredicto surge depois de o pai e de a própria Rubina terem sido interrogados no início da semana.
Antes de a polícia o ter considerado inocente, Quresh já tinha negado publicamente as acusações. Citado pela Associated Press, o pai da actriz disse que foi enganado.
"Fui até um hotel de Bombaim conversar com um casal que tinha ficado emocionado com a história da Rubina", explicou.
"Fui lá com as melhores das intenções, mas eles fizeram declarações falsas a meu respeito, tentaram montar-me um cilada."
Na verdade, os elementos do casal eram jornalistas do tablóide britânico e terão oferecido dinheiro ao pai da actriz, mas Quresh afirmou ter recusado, essa proposta.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Legislação de direitos de autor do Reino Unido é uma das piores, do mundo.

Quase três anos após o relatório Gowers ter recomendado o governo britânico a permitir finalmente a cópia privada de CDs para leitores de música digital bem como a realização de obras derivadas ou transformativas no âmbito do “uso justo” (rec. 11); caricatura, paródia ou pastiche, os súbditos de Sua Majestade continuam a não usufruir dos mesmos direitos que os cidadãos de boa parte dos países ocidentais e até mesmo do mundo.
Apesar do Reino Unido ter sido o primeiro país a adoptar uma lei de direitos de autor (o “Statute of Anne” de 1710, com o tempo as ilhas britânicas deixaram-se ficar para trás e não acompanharam a evolução tecnológica. É certo que o desfazamento entre copyright e tecnologia é um fenómeno generalizado mas no caso britânico a situação aparenta ser bastante calamitosa, de acordo com um estudo comparativo entre 16 países realizado pela associação de defesa dos direitos dos internautas Open Rights Group e pela associação de protecção dos consumidores Consumer Focus.
A pesquisa analisou a forma como as leis nacionais de direitos de autor tomam em consideração o devido equilíbrio entre os interesses dos titulares de direitos e os dos consumidores, tendo a Índia e a Coreia do Sul terminado no topo da tabela. Mas os outros países asiáticos como a China, Malásia, Paquistão, Filipinas e Tailândia também saíram bem posicionados. Brasil, Espanha, Austrália, Israel, Chile e Estados Unidos foram os outros países analisados. Os relatórios individuais de cada país podem ser consultados aqui.
Segundo os autores do estudo, o direito de autor do Reino Unido é bastante mais restritivo do que o dos outros países na medida em que encara o copyright como um direito de propriedade, pelo que os detentores de direitos têm o poder de decidir se e como é que uma obra protegida por direitos de autor é protegida. Mais ainda, o direito de autor britânico não protege ideias mas sim “obras” ou expressões dessas ideias.
Daí que a Consumer Focus apele ao governo que introduza uma excepção para o “Uso Justo” no direito de autor britânico - um conceito que os Estados Unidos já implementam desde há muito. Apesar de 55 por cento dos consumidores britânicos admitirem já ter convertido um CD que adquiriram legalmente numa loja para o seu PC ou iPod e de 59 por cento considerar ser uma prática perfeitamente legal, a verdade é que no Reino Unido isso ainda é considerado uma ilegalidade.
by Miguel Caetano, in remixtures.com

Cantora alemã acusada de contaminar, companheiro, com SIDA / AIDS

A cantora Nadja Benaissa, de 26 anos, do grupo pop vocal feminino alemão No Angels, foi presa por contaminar um homem com o vírus da SIDA/AIDS, após manter relações sexuais com ele sem o advertir do perigo. O jornal inglês "Telegraph" reporta, que pelo menos três homens podem ter mantido relações com a cantora sem o uso de preservativo.
A Procuradoria de Darmstadt, cidade no oeste da Alemanha, comunicou nesta terça-feira, 14 de Abril, a detenção de Nadja, que segundo a imprensa local ocorreu no sábado, após ela ter actuado num show a solo, numa discoteca de Frankfurt.
Nadja é acusada de manter relações sexuais sem a devida protecção entre 2004 e 2006 com três homens, de entre os quais pelo menos um foi contaminado, provavelmente pela cantora. A Procuradoria abriu um processo por lesões físicas e, no caso de ela ser declarada culpada e condenada, pode "apanhar" de seis meses a dez anos de prisão.
Entretanto, Nadja Benaissa, foi libertada nesta terça-feira 21 de Abril, após passar dez dias detida. O tribunal da cidade de Darmstadt, que investiga o caso da cantora, não quis dar detalhes sobre as condições da sua libertação por considerar que são de âmbito privado.
O No Angels, criado em 2000 é formado por quatro cantoras. Tiveram altos e baixos na sua carreira, e surgiram como uma espécie de versão alemã das Spice Girls. Em 2003 o grupo separou-se e dois anos depois, após várias tentativas de Nadja alcançar o sucesso numa carreira a solo, reuniram-se novamente. Em 2008, representaram a Alemanha no Festival Eurovision, onde ficaram no último lugar.

terça-feira, 21 de abril de 2009

A Batina, vende, música, no Brasil

A avaliar pelos dados da Associação Brasileira de Produtores de Disco (ABPD) relativos às vendas de música no Brasil durante o ano de 2008, quem quer ganhar muito dinheiro com os discos tem que ter batina. Se em Portugal a moda do Padre Marcelo Rossi já lá vai, no seu país natal o religioso continua a vender que nem pãezinhos quentes, tendo o primeiro volume do seu último registo ao vivo em Interlagos, Paz Sim, Violência Não ficado em primeiro lugar da tabela de DVDs mais vendidos e segundo lugar na lista dos CDs.
Neste último tipo de suporte, o álbum ao vivo do padre do movimento Renovação Carismática foi apenas ultrapassado por Vida, o disco de outro padre, o Padre Fábio de Mello. Para além do domínio avassalador da padralhada nos Tops dos discos mais vendidos durante 2008 no Brasil, o estudo da ABPD a que eu tive acesso por intermédio do Herdeiro do Caos revela ainda que o mercado discográfico brasileiro cresceu 6,5 por cento: de 337 milhões de reais em 2007 para 360 milhões em 2008 (de 117 milhões de euros para 125 milhões de euros).
Segundo a ABPD, este foi o primeiro ano em que se registou uma subida depois de três anos em descida continuada. O sector digital (Internet mais toques e músicas para telemóveis também cresceu 79,1 por cento, de 24,3 milhões de reais em 2007 para 43,5 milhões de reais em 2008 (de 8,4 milhões de euros para 15 milhões de euros).
Esta subida parece muito elevada mas se virmos bem não é assim tanto. De facto, em termos comparativos com os dados de 2007 que eu referi aqui, o que se verifica é que o ritmo de crescimento das vendas de música online e móvel está a diminuir: em 2007 o aumento tinha sido de 185 por cento. Daí que o aumento da quota de mercado do digital roubada aos CDs e DVDs tenha sido também inferior ao verificado nos anos anteriores: em 2006 dois por cento, em 2007 oito por cento e em 2008 12 por cento.
O resto do mercado é ocupado pelos CDs (61%) e DVDs (27%). Dentro do digital, os formatos móveis representam 78 por cento (76% em 2007) e os downloads online 22 por cento (24% em 2007). O que isto quer dizer é que os brasileiros continuam a preferir maioritariamente os toques e ringtones aos ficheiros de música - frequentemente acorrentados com DRM - que as lojas de música online comercializam.
Apesar da abundância de artistas comercialóides nos Tops dos mais vendidos, um dos sinais de saúde do mercado brasileiro que podemos encontrar nos dados da ABPD é que quase três quartos (74,5%) dos discos vendidos pertencem a artistas nacionais. Duvido muito que essa percentagem seja a mesma por terras portuguesas…

By Miguel Caetano,in remixtures(foto de Sérgio Savaman Savarese segundo licença CC-BY 2.0)

Paguem, o que acharem justo!

A táctica ficou famosa com o álbum In Rainbows que os Radiohead disponibilizaram em formato digital a partir do seu site em Outubro de 2007, alastrou-se aos CDs - com menos ou mais sucesso - e agora parece ter chegado aos concertos. Esta é pelo menos a intenção de Terry McBride, o patrão da editora e empresa de management canadiana Nettwerk que tem sido pioneira em muitos aspectos da música digital.
McBride aceitou a ideia do rapper de Toronto k-os de oferecer aos fãs a possibilidade de indicarem o preço que desejam pagar por um concerto depois do assistirem. Segundo a Billboard, o modelo será aplicado durante a digressão canadiana de k-os que tem início já a 30 de Abril e que termina a 16 de Maio.
Como é óbvio, terá que haver alguém a pagar de antemão a factura de todas as despesas da tourné. Neste caso, essa empresa é a operadora de telecomunicações Roger Wireless que também pretende oferecer 100 bilhetes promocionais. E não estamos propriamente a falar de salas de pequena dimensão mas sim de arenas com capacidade para aguentar com 2500 pessoas.
Ao contrário do que seria esperar, a promotor da digressão, a gigante norte-americana dos concertos Live Nation, não mostrou qualquer reticência em relação ao plano. Outra ideia interessante que k-os teve foi a de montar uma tenda para doações destinadas à Fundação David Suzuki, uma associação canadiana sem fins lucrativos destinada à protecção da natureza. Nessa tenda os fãs poderão ainda receber uma cópia grátis de uma versão de remisturas do novo álbum do artista intitulado Yes! It’s Yours e que acaba de ser editado com o selo da Universal Music Canadá. Este disco conta não só com remisturas de profissionais mas também de uma selecção das melhores remixes produzidas pelos fãs.
Pelas sua parte, k-os acredita que esta série de concertos grátis irá atrair novos fãs. Contudo, ele não deixa de admitir que é um risco confiar assim no bom senso dos fãs. E de facto, não deixa de ser extremamente arriscado, tendo em conta que se trata de uma oferta grátis de um bem escasso e não um bem capaz de ser infinitamente reproduzido como um ficheiro digital. Mas com a almofada financeira de uma grande operadora de telemóveis a coisa já fica mais confortável ;-)
by Miguel Caetano,in remixtures(foto de Qinn segundo licença CC-BY-NC-ND 2.0)

Gallagher, "telefona", ao presidente Obama

Barack Obama foi o "convidado especial" na estreia do TalkSport, programa da rádio, inglêsa transmitido pela BBC e co-apresentado por Noel Gallagher, guitarrista dos Oasis e Russell Brand, locutor e comediante inglês, ambos na foto. O programa foi transmitido no último domingo, 19 de Abril.
Ness edição especial de duas horas, O duo, alegou ter telefonado para o presidente norte-americano - a chamada fora previamente gravada. Ao falar com Obama, ou melhor, com o seu gravador de chamadas, Brand indagou sobre as preferências futebolísticas do presidente norte americano.
"Caro Barack Obama, estamos a ligar, para saber se você é, de facto, o mais famoso adepto do West Ham United de todo o mundo. Nunca o vi no Upton Park", Começou por dizer, o comediante, Russel Brand.
"Qual é a formação que sugere a Gianfranco Zola para jogar?"
Noel acrescentou:
"É bom que esta mensagem não coloque em risco a situação do meu visto americano".
Este foi o retorno de Brand às rádios após o Sachsoduto. Em Outubro, ele demitiu-se do programa de rádio que apresentava na rádio da BBC - o imbróglio começou a tomar forma após uma partida, "armada" por ele e pelo crítico e radialista, Jonathan Ross. Na ocasião, Brand telefonou para o actor inglês Andrew Sachs, com 78 anos, e disse ter tido relações sexuais com a sua neta, Georgina Baillie. Em resposta, levou com cerca de 30 mil reclamações dos ouvintes.
Durante a emissão, Gallagher, em tom irónico, falou sobre o "patético" e "rastejante" fim do castigo do comediante na rádio.
Brand não o deixou sem resposta, e provocou o amigo sobre os anos da mediocridade criativa dos Oasis. Tudo bons rapazes.
Se quizer ouvir uma gravação do programa, clique aqui.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Album de Recordações-Rock Português dos Anos 80

Mundo Cão.

Já aqui tinha assinalado, as criticas feitas a Danny Boyle, e á sua equipe, pelo aproveitamento feito, ao usar os meninos das ruas de Bombay como figurantes, e não lhes pagar de acordo com o seu trabalho, durante as filmagens do premiado "Quem Quer Ser Milionário".
Agora a confirmação. O "News of The World", publica uma denuncia feita por vizinhos da família de Rubina Ali, a pequena Latika, no filme, "Slumdog Millionaire",- e que inclusive esteve na cerimónia dos Oscares em Hollywood, aquando da entrega das oito estatuetas, ganhas pelo memso,- de que o pai desta, Rafiq Qureshi, a colocou á "venda", por cerca de 310, mil euros. O argumento de valorização apresentado pelo pai:
"Esta criança é especial, é oscarizada".
O dinheiro, assim conseguido, seria para a família melhorar as condições de vida, bem como as de Rubina. O pai queixa-se do facto de a filha não ter ganho nada com todo o sucesso do filme de Danny Boyle.
Repórteres disfarçados combinaram um encontro com o pai de Rubina, que se preparava para uma venda ilegal da filha, e conseguiram assim a prova cabal deste crime, que de certeza, ficará impune.
Leiam mais acerca desta sórdida história, aqui.

domingo, 19 de abril de 2009

XIV Gala dos Globos de Ouro

Já são conhecidos os nomeados na categoria de ‘Música’ para a XIV Gala dos Globos de Ouro. A cerimónia de entrega de prémios está marcada para o dia 17 de Maio no Coliseu dos Recreios, em Lisboa. Aqui segue a lista de nomeados.

Melhor Intérprete Individual
- Camané, com ‘Sempre de Mim’
- Mariza, com ‘Terra’;
- Rui Reininho, com ‘Companhia das Índias’;
- Tony Carreira, com ‘Best of: 20 anos de Canções’ e ‘O Homem que Sou’.

Melhor Grupo
- Buraka Som Sistema, com ‘Black Diamond’
- Da Weasel, com ‘Ao Vivo no Pavilhão Atlântico’;
- Deolinda, com ‘Canção ao Lado’;
- Mesa, com ‘Para todo o Mal’.

Melhor Revelação do Ano
- Classificados, com ‘Classificados’;
- Deolinda, com ‘Canção ao Lado’
- Per7ume, com ‘Per7ume’;
- Rita Redshoes, com ‘Golden Era’.

Festival de Coachella, Califórnia.

Paul McCartney foi a grande atracção da primeira noite do festival Coachella, na Califórnia, na sexta-feira, 17 de Abril. Paul fez a alegria dos fãs e não deixou de fora do repertório da sua apresentação clássicos dos Beatles como “Hey Jude”, “Eleanor Rigby” e “Blackbird”. Um dos momentos de maior emoção do show foi a homenagem que o ex-Beatle fez à memória de sua esposa, Linda. Naquela noite, completavam-se 11 anos sobre o desaparecimento de sua esposa.Paul McCartney dedicou as canções “Long and winding road” e “My love” a Linda.
“Hoje é um dia muito emotivo para mim, mas está tudo bem, tudo ok”,Paul.
Realizado no deserto do Arizona, o Coachella Festival,ainda tem mais dois dias de espectáculos. Entre as principais atrações que se apresentam até, domingo, dia 19, estão os Chemical Brothers, Tv on the Radio, Joss Stone, Groove Armada, M.I.A., The Cure e Yeah

sábado, 18 de abril de 2009

Susan Boyle



Esta gravação, feita dez anos atrás, pela imprevisível Susan Boyle,trazida para a ribalta, pelo programa do Mr Simon Cowell,"Britain’s Got Talent", está a aumentar a popularidade e a fazer "engolir muitos sapos", á ultra segregacionista,e conservadora sociedade britânica.
Um surpreendente porta-voz, da até então desconhecida Susan, anunciou esta manhã, que a gravação posta no Youtube, a noite passada,de uma emotiva interpretação de Cry Me A River, foi gravada há dez anos,pela quarentona escocesa, que até hoje se mantém virgem, no que diz respeito á osculação, segundo confissão da mesma.
Gravada em 1999, esta balada,está incluída num CD, do qual foram impressas mil cópias,destinadas a angariar fundos para uma pequena instituição de caridade, do, "Community Council" em West Lothian, aonde Susan Boyle vive.
A sedutora e emotiva,interpretação de Susan nesta compilação, denominada,The Millennium Celebration, provocou mais uma onda de simpatia a juntar ás que se formaram desde a sua actuação, na ITV, no show de descoberta de talentos, do passado sábado.Vejam.Aqui.
Com a interpretação do I Dreamed A Dream, tema da peça Les Miserables,a desempregada Susan, conquistou globalmente, uma audiência,e uma legião de fãs,impensável há uma semana, a ponto de ter que atravessar o Atlântico, para ir participar nos ultra mediáticos programas de Larry King e de Oprah.
Mas, com todo o mundo a girar á sua volta a uma velocidade impressionante, Susan, mantém os pés bem assentes na terra. Nas várias entrevistas que tem dado, declarou:
"A sociedade moderna, é muito rápida e cruel a julgar as pessoas. Não há muito a fazer acerca disso.As coisas são assim mesmo.Espero que o que me está a acontecer, sirva de exemplo a todos, e lhes ensine algo.".
Isto a propósito do cepticismo,e alguma chacota, com que foi recebida na sua apresentação no "Britain’s Got Talent", tendo "virado" é o termo , não só, mas especialmente o júri, de uma situação de quase desprezo e gozo, par uma atitude de espanto e admiração,a ponto de Simon Cowell, se ter envolvido pessoalmente nas negociações do contrato de gravação desta nova,"rising star". Good Luck, Susan.

Queen's First EP

Criado em 2007 para unir os artistas e os donos de lojas de material fonográfico independente numa celebração pela música, o Record Store Day deste ano promoverá um lançamento histórico: Queen's First EP, raro vinil que reúne os quatro primeiros singles dos Queen, chegará ao mercado norte-americano em CD pela primeira vez neste sábado, 18 de Abril.
Assim como a versão em vinil de Wizard Of Ahhhs, dos Black Kids, o CD estará disponível em cerca de 700 lojas independentes espalhadas unicamente pelos Estados Unidos.
No Reino Unido, Queen's First EP também terá relançamento em vinil.
Atacando também na área dos jogos,para consolas, os Queen são alvo de uma edição especial do jogo SingStar, para PlayStation 2 e 3.
O SingStar é uma espécie de Guitar Hero para os que preferem o microfone; funcionando como um tipo de karaok, aonde, o "jogador" interage,com a própria voz sobre a gravação do seu artista favorito. SingStar: Queen foi lançado nos EUA e na Europa no final de 2008.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

May Way...Comme d'Habitude.


Em 2008, pesquisadores do Reino Unido passaram por mais de 30 mil enterros para concluir que "My Way", imortalizada na voz de Frank Sinatra, foi a música mais popular para acompanhar cortejos fúnebres durante o ano. A cada dez sepultamentos, cerca de cinco ou seis tinham a canção como banda sonora.
"My Way" é uma adaptação em inglês da música "Comme d'habitude", escrita em 1967 pela dupla Claude François e Jacques Revaux. A lírica inglesa,foi escrita por Paul Anka.
Nos segundo e terceiro lugares estão "Wind Beneath My Wings", de Bette Midler, e "My Heart Will Go On", música tema do filme Titanic (1997) interpretada pela Canadiana Céline Dion.
Nat King Cole também aparece na lista com "Unforgetable", ao lado de Whitney Huston ("I Will Always Love You") e Leonard Cohen ("Hallelujah").
O único país do Reino Unido que não adopta músicas "populares" para acompanhar a maioria de seus enterros é a Escócia, onde os hinos religiosos se mantêm no topo das musicas preferidas.

The Beatles - Rock Band

A Harmonix, produtora da versão dos Beatles, do jogo "Rock band" anunciou nesta quinta-feira, 16 de Abril, os preços e o conteúdo da edição limitada do mesmo. O jogo musical, que vai contar a carreira da banda, permitindo que o jogador toque as canções utilizando controles que imitam instrumentos, será lançado em 9 de Setembro de 2009.
Nos Estados Unidos, o pacote "limitado" vai custar US$ 249,99 , e 199 euros na Europa.
Será lançado para Xbox 360, PlayStation 3 e Wii. A caixa vai trazer, além do jogo, um controle em tamanho normal, do baixo Höfner de Paul McCartney, kit de bateria Ludwig, com acabamento especial, microfone e pedestal.
O comunicado oficial também cita "conteúdos especiais", sem dar mais detalhes.
O jogo, produzido pela Harmonix em parceria com a Electronic Arts e a MTV Games, é o quarto jogo dedicado exclusivamente a uma banda. Antes, foram lançadas versões de "Guitar hero" com os Aerosmith e os Metallica, além de um pacote de músicas de "Rock band" dedicado aos AC/DC.

Lula, caracterizado,na série "South Park".

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, apareceu ao lado dos personagens animados de South Park, no episódio "Pinewood Derby", que foi emitido na última quarta-feira, 15 de Abril, nos Estados Unidos.
O sexto capítulo da 13ª temporada mostra a população de South Park na luta contra uma invasão alienígena. Lula, entra em cena como um dos líderes mundiais que vão em socorro da cidade.
A aparição não é nada mais do que uma pontinha - nem fala o "Lula animado" tem. O presidente, no entanto, figura ao lado políticos como a chanceler alemã Angela Merkel e o presidente da França, Nicolas Sarkozy.
Recentemente, Lula fez mais do que "uma ponta" nas manchetes internacionais. No mês passado, o ex-líder sindical causou polémica ao afirmar que a crise económica é culpa "de banqueiros brancos de olhos azuis". No inicio de Abril, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fez o brasileiro voltar aos jornais do mundo ao dizer que Lula é o politico mais popular do mundo: Durante o mesmo almoço - numa das cerimónias do encontro entre líderes do G20, em Londres -, Obama chamou Lula de "o tipo", e completou: "Eu adoro esse tipo".
South Park foi criada por Matt Stone e Trey Parker em 1997 e ,por norma caricatura os políticos. Líderes como George W. Bush e Saddam Hussein, por exemplo, foram usados à exaustão na série.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Eleição de Obama em filme

A HBO vai financiar um filme sobre as mais recentes eleições norte-americanas baseado numa biografia de Barack Obama.
A HBO Films comprou os direitos da obra Game Change: Obama and the Clintons, McCain and Palin, and the Race Of a Lifetime, de Mark Halperin e John Heilemann, editor geral da revista Time e correspondente político da revista New York, respectivamente.
Além de contar com a colaboração dos próprios autores, o roteiro será elaborado por Charles Leavitt (Diamante de Sangue) e focará a perspectiva das eleições pelo ponto de vista dos candidatos, tarefa facilitada pelo fato de Mark Halperin e John Heilemann terem contato próximo com os "personagens"; Heilemann foi colega de Obama durante a graduação em ciência política pela Universidade de Columbia.
"Decidimos focar-nos, nas personagens para chegar à essência do por que é que esta foi uma campanha histórica, não só para os candidatos, mas também para o país", disse Halperin à revista Variety.
Não há previsão para o inicio das filmagens, já que o livro será lançado nos EUA apenas durante os primeiros meses de 2010.
"É engraçado chamar personagens de Obama e Hillary [...] Acho que o filme apresentar-se-á como uma peça de teatro, tal e qual Frost/Nixon ou A Rainha", declarou Leavitt à publicação.

MySpace Music: um projecto falhado?



Foi já há mais de seis meses que os norte-americanos puderam aceder pela primeira vez ao MySpace Music. Na altura, o novo site especializado em música da rede social da News Corp quase não tinha música de bandas e editoras independentes.
A razão era que muitas etiquetas indie decidiram não assinar um contrato de licenciamento por se sentirem discriminadas em relação às quatro grandes editoras que conseguiram obter uma participação na joint-venture. De então para cá, o site passou a contar com mais independentes. Mas apesar da nomeação de um novo director executivo em Dezembro passado (Courtney Holt), parece que o entusiasmo por parte da indústria da música resfriou um bom bocado.
A isto talvez não seja alheia a actual crise económica global que fez reduzir o ritmo de crescimento do mercado publicitário online e que desencadeou diversos problemas financeiros noutros serviços de streaming de música como o Imeem e o SeeqPod. O problema é o mesmo de sempre: quanto mais utilizadores um serviço tem, maior será a factura da largura de banda a pagar bem como as taxas de royalties pagas às editoras discográficas.
No caso do MySpace Music, havia um problema adicional: até agora o site funcionava pura e simplesmente como um condomínio “fechado” ou “jardim murado”, o que vai totalmente contra o espírito de partilha e abertura por detrás dos seus concorrentes mais Web 2.0 e sempre acaba por gerar mais tráfego.
Contudo, esta semana o site começou a remediar essa situação ao permitir o streaming das playlists e álbuns a partir de 44 redes sociais, entre as quais o rival Facebook. Twitter, Digg, Delicious, etc. A nova funcionalidade permite ainda enviar as playlists via email e através dos blogs do próprio MySpace. Contudo, infelizmente ainda não é possível inserir as playlists em blogs ou sites pertencentes a terceiros. Contratos com as majors a quanto obrigam!
Mas se estas novidades colmatam parcialmente aquela que era até agora uma das maiores lacunas do MySpace Music, a verdade é que o site continua inacessível ao resto do mundo. No final do ano passado, a empresa anunciou que pretendia lançar uma versão britânica do site ainda durante o primeiro trimestre de 2009. Agora Courtney Holt veio explicar que pode ter havido uma precipitação e uma vez que ainda não foi possível recolher um número suficiente de anunciantes. Com isto tudo, o lançamento foi novamente adiado pra o final do Verão.
Mas por este andar, é provável que o MySpace Music feche antes sequer de chegar a terras portuguesas. Isto porque ontem mesmo o TechCrunch deu a entender que a Warner Music Group está bastante descontente com o acordo estabelecido com o MySpace Music nos Estados Unidos. Segundo fontes confidenciais contactadas pelo blog, o acordo de licenciamento não contempla o pagamento de uma quantia pelo streaming de cada música mas apenas a divisão das receitas geradas pela publicidade exibida enquanto a faixa toca.
Ora, como todos sabem, o dinheiro gerado pelos anúncios tem ficado aquém do que muito boa gente esperava. Mas o principal problema para a WMG é que as outras três majors (EMI, Sony Music Entertainment e Universal Music Group) conseguiram obter do MySpace a garantia do pagamento por cada reprodução de uma faixa. Daí que seja bastante provável que a WMG acabe por fazer o mesmo que fez com a Last.fm: remover todo o seu catálogo do serviço.
Se isto acontecer, será uma ferida de morte para um projecto que na altura do seu lançamento reuniu o consenso de todos os “tubarões” da indústria discográfica.

by Miguel Caetano on Abril 15, 2009
Aqui: http://remixtures.com/

(foto de publish9(아홉시) segundo licença CC-BY-NC-ND 2.0)

quarta-feira, 15 de abril de 2009

George Harrison - Hollywood Walk Of Fame Ceremony

Video da cerimónia, em que é "destapada", a estrela de George Harrison, no Hollywood Walk Of Fame



Mais videos da cerimónia, AQUI

George Harrison - All Things Must Pass, Let It Roll

O primeiro "greatest hits collection", de George Harrison, será lançado, em 16 de Junho,próximo. O anuncio do lançamento do CD, intitulado, All Things Must Pass,Let It Roll, The Music of George Harrison, teve lugar poucas horas após, George ter sido homenageado, postumamente,com uma estrela no Hollywood Walk of Fame em Los Angeles, ontem 14 de Abril.
A compilação, terá diversas musicas, cobrindo toda a carreira de George, desde interpretações ao vivo dos seus sucessos, enquanto membro integrante dos Fab Four, bem como outros alcançados na sua carreira a solo. Todas as faixas, do Let It Roll,serão remasterizadas, digitalmente, e ordenadas, numa edição de luxo, com fotografias, nunca antes vistas.
Os hits,“My Sweet Lord,” “Isn’t It A Pity,” “Give Me Love (Give Me Peace On Earth)” e “Got My Mind Set On You” ,farão parte do CD.
Além da faixa titulo, All Things Must Pass, Let It Roll, três das canções mais famosas do reportório dos Beatles, “Something,” “While My Guitar Gently Weeps”,e “Here Comes The Sun” do "Concert For Bangladesh" de 1971, que teve lugar em Nova York no Madison Square Garden, são igualmente esperadas, nesta compilação.
Para evitar mais especulações acerca do "track list", Dahni Harrison, anunciará em breve o alinhamento final, da compilação.
Este anuncio, do lançamento das musicas de Harrison, remasterizadas, é feito uma semana após ter sido igualmente anunciado, o já há muito esperado lançamento do catálogo remasterizado dos Beatles, a ser colocado á venda em 9 de Setembro de 2009, no mesmo dia em que, o jogo, Fab Four, The Beatles: Rock Band, é igualmente colocado á venda.
George Harrison, tem duas estrelas no Rock and Roll Hall of Fame, uma enquanto Beatle, e esta pela sua carreira a solo.
Cerca de mil fãs estavam no momento em que a estrela de Harrison foi revelada do lado de fora da torre da Capitol Records pela sua viúva Olivia e pelo seu filho Dhani Harrison, acompanhados por Paul McCartney, em casa de quem, George viveu os seus últimos momentos, em Los Angeles.
"George foi um homem lindo, místico, que viveu num mundo material.", disse Olivia. "George, este dia é para ti".
Hanks acrescentou: "Todas as coisas devem passar, claro. Mas George, viverá para sempre".
Entre outros convidados estavam ainda, Jeff Lynne, Tom Petty, Joe Walsh e T-Bone Burnett.

The Traveling Wilburys

Traveling Wilburys, foram uma super banda, formada em 1980, por George Harrison, Jeff Lynne, Roy Orbison, Tom Petty e Bob Dylan.
Gravaram dois álbuns, durante o tempo em que estiveram juntos. Wilburys, é uma palavra, calão, resultante de,uma brincadeira entre George e Lynn,enquanto gravavam o álbum de George,"Cloud Nine".
Sempre que havia um defeito, nas gravações, george, dizia:"We'll bury 'em in the mix". (Enterramos isso na mistura).
Quando chegou a altura de escolherem o nome da banda, Harrison sugeriu,"The Trembling Wilburys", mas Lynn substituiu, o Trembling, por Traveling, o que foi aceite pelos restantes elementos.
A banda começou quando Harrison teve que gravar um tema para o single “This is love”, do seu álbum “Cloud nine”. Para tal, pediu ajuda a Jeff Lynne, que estava a produzir Roy Orbison. Estando presente no momento deste contacto,Roy, acompanhou Jeff até casa de Harrison, no intuito de assistir ás gravações, que se realizariam em casa de Bob Dylan, no home studio do mesmo.
“Por vezes, liga-se ao Bob, e levamos anos para falar com ele, mas desta vez, atendeu ele mesmo o telefone e acedeu de imediato,”
Conta George Harrison. Como a viola de Harrison se encontrava em casa de Tom Petty, este veio entrega-la ao seu proprietário,e acabou por ficar.
Com tanto musico junto, era natural que se iniciasse uma jam. Dessa jam, resultou um tema ao acaso,que Harrison resolveu intitular de “Handle with care”, inscrição que leu num caixote que estava lá pelo estúdio.
Quando levou este tema á gravadora, Mo Ostin, director da Warner, achou a música, boa demais para lado B de um single e perguntou se não dava para eles continuarem a fazer jams, e a comporem temas suficientes, para completarem um álbum.
Como todos tinham tempo, acederam, cheios de entusiasmo, e resultou o produto final, “Traveling Wilbury’s Vol. 1”.
Mas havia que personalizar o clã dos Wilburys, e George compôs, a história familiar dos mesmos.
Os Wilburys, filhos de Charles Truscott Wilbury, Senior, com uma árvore genealógica, referente a uma dinastia de serralheiros, muito hábeis em instalar e abrir cintos de castidade na Idade Média, eram: Nelson Wilbury (George Harrison), Otis Wilbury (Jeff Lynne), Lefty Wilbury (Roy Orbison), Charlie T. Wilbury Jr. (Tom Petty) e Lucky Wilbury (Bob Dylan).
O disco, lançado em Outubro de 1988, originou os sucessos “Handle with care” e “End of the line”, duas canções folk rock,em midtempo .
Entretanto,Roy Orbison acabou por falecer de um ataque cardíaco em Dezembro de 1988. Quando gravaram o video clip do "End of the line", colocaram o retrato de Roy sobre uma cómoda e uma cadeira de baloiço vazia com um violão em cima para simbolizar a sua presença.
Como o disco vendeu 5 milhões de cópias, decidiram fazer um segundo disco em 1990, baptizando-o de “Volume 3”.
Mais uma vez,Harrison inventou a história, de que as canções do Volume 2 tinham sido roubadas e então,deixaram em aberto a hipótese de a banda original se voltar a reunir, o que seria impossível sem Roy Orbison, voltar a gravar, e, Volume 2 seria o nome do disco que resultaria dessa reunião.
O sucesso do Volume 3,foi menor que o do Volume 1 , mas há canções muito boas, como as animadas “She’s my baby” e “Wilbury twist”, além do “The devil’s been busy” e “7 deadly sins”.
Há um DVD, baptizado de Volume 2, com um documentário de 24 minutos sobre a banda, além de cinco video clipes.
Indispensável para os fãs destes musicos, enquanto individualidades.

Madredeus & A Banda Cósmica - Estrada Montanha

Stones, banda funk...

B0b Dylan, sugeriu que os Rolling Stones, chamem o seu antigo baixista, Bill Wyman, que saiu em 1992, pois sem ele, os Stones não passavam de uma "banda funk".
Foi no entanto acrescentando, numa entrevista que deu ao Telegraph, que eles ainda eram, "a primeira e a última", grande banda de rock.
Quando lhe perguntaram, o que é que ele realmente pensava dos Rolling Stones, Bob, em ar de gozo, disse:
"Bom, eles estão práticamente acabados, não estão?"
E então o que dizer das ultimas tourneés, com a s lotações sempre esgotadas?, perguntou o jornalista que o entrevistava.
"Qual, a Steel Wheels?..."referindo-se ao álbum, e consequente tournée de 1989, que antecedeu a saida de Bill Wayman, e que foi o ultimo álbum de estudio, em que Wayman tocou baixo.
"Não estou a dizer, que eles acabaram, ou vão acabar, mas eles precisam do Bill de volta. Sem ele são uma vulgar banda funk. Se Bill voltar, então serão os verdadeiros Rolling Stones".
Porém, mais tarde, num tom mais sério, Bob Dylan, acabaria por admitir, que eles estavm longe de acabar.
"Os Rolling Stones, são verdadeiramente, a maior banda de rock and roll, no mundo, e sempre o serão. E ultima, também...tudo o que apareceu depois deles, metal, rap, punk, new wave, pop-rock, e o que mais quizerem, irá sempre dar aos Rollig Stones. São os primeiros, os ultimos, nunca houve ninguém melhor do que eles."

terça-feira, 14 de abril de 2009

Spector condenado

O produtor musical Phil Spector, de 69 anos, foi condenado, ontem, segunda-feira 13 de Abril, pelo assassinato da actriz, Lana Clarkson em 2003. O veredicto foi divulgado por um júri em Los Angeles, na Califórnia, após um segundo julgamento de cinco meses. O primeiro, em Setembro de 2007, tinha terminado num impasse. O júri, votou dividido, com dez membros considerando o produtor culpado e dois, inocentando Spector. A lei californiana diz que um júri só pode chegar a um veredicto, quando o juri vota unânimemente.
Spector começou no mundo da música no final da década de 50. Nos anos 60, fundou sua própria gravadora, a Phillies Records, e desenvolvendo um método de gravação chamado "Wall of sound".
Produziu e compôs sucessos de groups como as The Ronettes, "Be my baby", Righteous Brothers, "You lost that lovin' feelin'", e Ike e Tina Turner,"River deep - Mountain high".
A partir do final dos anos 60, trabalhou como produtor convidado de artistas como os Beatles,no álbum "Let it be", George Harrison, "All things must pass", John Lennon "Rock n' roll" e Ramones ("End of a century").